Fidelino de Figueiredo

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Fidelino de Figueiredo
Fidelino de Figueiredo em 1907
Nome completo Fidelino de Sousa de Figueiredo
Conhecido(a) por Pioneiro do método comparativista em Literatura e dos estudos de Literatura Portuguesa nas universidades brasileiras
Nascimento 20 de julho de 1888
Lisboa, Reino de Portugal Portugal
Morte 20 de março de 1967 (78 anos)
Lisboa,  Portugal
Nacionalidade Portugal Português.
Progenitores Mãe: Rosa Augusta Coelho da Fonseca
Pai: Joaquim José de Sousa de Figueiredo
Cônjuge Dulce Elisa Lobo da Costa de Figueiredo, em 1911
Filho(s) 4
Ocupação Político, professor, historiador, crítico, hispanista
Influências
Influenciados
Prêmios Prémio Diário de Notícias, 1957
Cargo Diretor da Biblioteca Nacional de Portugal em 1918-1919 e em 1927
Género literário História, ensaio, conferência, crítica
Magnum opus A luta pela expressão: prolegómenos para uma Filosofia da Literatura, Coimbra, 1944
Principais interesses Literatura portuguesa; Literatura espanhola; Filosofia da literatura

Fidelino de Sousa de Figueiredo GOSE (Lisboa, 20 de julho de 1888 — Lisboa, 20 de março de 1967) foi um político, professor, hispanista, historiador e crítico literário português, que se destacou pela sua faceta de ensaísta e intelectual cosmopolita.

Foi contista e romancista precoce, começando a publicar com 17 anos sob o anagrama "Delfínio" que usaria até às Notas elucidativas, quando o seu nome aparece pela primeira vez como "Fidelino de Sousa Figueiredo (Delfínio)".

Biografia[editar | editar código-fonte]

Licenciou-se em Ciências Histórico-Geográficas no Curso Superior de Letras (antecessor da Faculdade de Letras), em 1910, tornando-se professor liceal.

Em 1911 casou-se com Dulce Elisa Lobo da Costa (de Figueiredo), nascida em Lisboa em 22 de julho de 1890, com quem teve quatro filhos.

Foi deputado no Sidonismo, Chefe de Gabinete do Ministro da Instrução Pública em 1917-1918 e ainda director da Biblioteca Nacional, em 1918-1919, cargo no qual seria reconduzido em 1927.

Em 1927, participou na revolta dos Fifis contra a Ditadura Nacional, instalada em 1926, pelo que esteve dois anos exilado. Durante o exílio em Madrid é contratado, pela Universidade Central, para professor de Literatura portuguesa e espanhola.[1] Após passagens pelos EUA (Berkeley) e México, seria no Brasil, entre 1938 e 1951, que Fidelino de Figueiredo desenvolveria o seu magistério, sobretudo na Universidade de São Paulo e na Federal do Rio de Janeiro, onde foi titular de uma cátedra de Estudos Portugueses e criou uma ativa escola de lusistas: entre os seus discípulos contam-se Antônio Soares Amora, Segismundo Spina, Massaud Moisés e Cleonice Berardinelli. Ao contrair grave doença neuromuscular regressou a Portugal em 1951, fixando residência em Lisboa.

Dirigiu as seguintes revistas: Revista de História [2] (Lisboa, 16 vols., 1912-1928); Portugália, revista de cultura, tradição e renovação nacional (Lisboa, 6 fasciculos, 1925-1926)[3]; Letras (São Paulo, 11 vols.). Encontra-se ainda colaboração da sua autoria em diversas outras revistas, nomeadamente na revista Serões[4] (1901-1911), Feira da Ladra [5] (1929-1943), Anais das bibliotecas, arquivo e museus municipais[6] (1931-1936).

Em 1957 foi premiado com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, pelo Brasil, com o Grande-Oficialato da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a 11 de Fevereiro, por Portugal[7] e ainda pela imprensa com o 'Prémio Diário de Notícias' pelo conjunto da sua obra e em especial por Um Homem na sua humanidade.

Obras[editar | editar código-fonte]

História, História da literatura, Crítica literária e estética[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Memórias, cartas, autobiografia, ensaio, viagens[editar | editar código-fonte]

  • Como dirigi a Bibliotheca Nacional : Fevereiro de 1918 a Fevereiro de 1919 (1919);
  • Cartas de Menéndez y Pelayo a García Perez (1921);
  • Epicurismos (1923);
  • Torre de Babel (1924);
  • Iniciação boémia (1932);
  • Menoridade da inteligência (1933);
  • Interpretações (1933)
  • Cultura intervalar (1944);
  • Um colecionador de angústias (1951);
  • Música e pensamento (1954);
  • Um Homem na sua humanidade (1956)
  • O medo da história (1956);
  • Diálogo ao espelho (1957);
  • Símbolos & mitos (1964);
  • Paixão e ressurreição do homem (1967).

Criação ficcional[editar | editar código-fonte]

  • Maria, ensaio literário (1905);
  • O órfão, terceiro ensaio literário (1905);
  • Os Amores do Visconde (1906);
  • Sonatas (1908);
  • Os humildes, romance (1908);
  • Sob a cinza do tédio (1925);
  • Revoada romântica (1926);
  • Uma viagem à Phobolândia (1929).

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]