António Correia de Oliveira

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António Correia de Oliveira Academia Brasileira de Letras
António Corrêa d’Oliveira
António Corrêa d’Oliveira in Contemporânea (1915)
Nome completo António Corrêa d’Oliveira
Nascimento 1879
São Pedro do Sul
Morte 1960 (81 anos)
Antas, Esposende
Nacionalidade Portugal português
Filho(s) José Gonçalo Correia de Oliveira
Ocupação Poeta
Influências
Assinatura
António Corrêa d’Oliveira assinatura in «Contemporânea» (1915).png

António Correia de Oliveira ou António Corrêa d’Oliveira GOSEGOIP (São Pedro do Sul, 1879Belinho, Antas, Esposende, 1960) foi um poeta português.[1][2] Começando no final do século XIX foi publicando as suas obras durante mais de seis décadas, tendo sido nomeado para o Prémio Nobel da Literatura pela primeira vez em 1933 por vinte membros da Academia Real das Ciências e sendo o recordista nacional com um total de quinze nomeações.[3][4][5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

António Correia de Oliveira nasceu em São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, em 1879.[1][2]

Estudou no Seminário de Viseu, indo depois para Lisboa, onde trabalhou brevemente como jornalista no Diário Ilustrado.[1][2]. Publicou a sua primeira obra aos 16 anos, Ladainha em 1897, foi companheiro de Raul Brandão e mostrou influências de Antero de Quental e de Guerra Junqueiro.[1][2] Em 1912, tendo casado com uma rica proprietária minhota, fixa-se na freguesia de Antas, concelho de Esposende, indo viver para a Quinta do Belinho,[1][2] também chamada Casa de Belinho.[carece de fontes?]

Poeta neogarrettista, foi um dos cantores do Saudosismo, juntamente com Teixeira de Pascoaes e outros. Ligado aos movimentos culturais do Integralismo Lusitano e das revistas Águia, Atlântida (1915-1920),[6] Ave Azul (1899-1900),[7] e Seara Nova. De Correia de Oliveira também se encontram colaborações nas revistas O Occidente (1877-1915),[8] Serões (1901-1911),[9] Contemporânea (1915-1926),[10] Revista de turismo [11] iniciada em 1916, e ainda na Mocidade Portuguesa Feminina: boletim mensal (1939-1947)[12].

Convictamente monárquico, transforma-se num dos poetas oficiosos do Estado Novo, com inúmeros textos escolhidos para os livros únicos de língua portuguesa do sistema de ensino primário e secundário.

Correia de Oliveira foi nomeado para o Prémio Nobel da Literatura, pela primeira vez em 1933, tendo sido nomeado num total de quinze vezes em nove anos (1933 a 1940 e 1942),[4] A própria vencedora de 1945, a chilena Gabriela Mistral, que desempenhara as funções de Adido Cultural em Lisboa, declarou publicamente, no acto solene, que não merecia o prémio, estando presente o autor do Verbo Ser e Verbo Amar.[carece de fontes?] Foi o terceiro português a ser nomeado para o Nobel da Literatura, depois de João da Câmara em 1901 e de João Bonança em 1907, mas é o português a quem se conhece o maior número de nomeações, ultrapassado neste valor Maria Madalena de Martel Patrício que tem catorze.[13]

Foi pai de José Gonçalo Correia de Oliveira (1921—1976), Ministro da Economia entre 1965 e 1968.[14]

António Correia de Oliveira faleceu na freguesia de Antas, Esposende, no distrito de Braga, em 1960.[1][2]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

Algumas das obras de António Correia de Oliveira:[3][15]

  • Ladainha (1897, Lisboa, Typ. do Commercio)[2]
  • Eiradas (1899, Lisboa, Antiga Casa Bertrand - José Bastos)
  • Cantigas (1902, Lisboa, Livr. Ferin)[2]
  • Raiz (1903, Coimbra, França Amado)[2]
  • Ara (1904, Lisboa, Livraria Ferreira)
  • Parábolas (1905, Lisboa, Ferreira de Oliveira)
  • Tentações de San Frei Gil (1907, Lisboa, Ferreira & Oliveira)[2]
  • O Pinheiro Exilado (1907, Lisboa, Livraria Ferreira; Typ. do Annuario Commercial)
  • Elogio dos Sentidos (1908, Porto, Magalhães & Moniz)
  • Alma Religiosa (1910, Porto, Magalhães & Moniz)
  • Dizeres do Povo (1911, Esposende, Typ. de José da Silva Vieira)[2]
  • Auto das Quatro Estações (1911, Lisboa, Cernadas)
  • Romarias (1912, Porto)
  • Vida e História da Árvore (1913, Belinho)
  • A Criação (1913, Viana, Typ. Modelo)
  • Menino (1914, Paris; Lisboa, Aillaud e Bertrand)
  • Os teus Sonetos (1914, Lisboa, Livr. Aillaud e Bertrand)
  • A Minha Terra (1915-1917, 10 volumes)[2]
  • A Alma das Árvores (1918, Rio de Janeiro; Paris; Lisboa, Francisco Alves, Aillaud e Bertrand)
  • Estas Mal Notadas Regras (1918)
  • Pão nosso. Alegre vinho. Azeite da candeia. (1920, Lisboa, Portugalia Editora)
  • Na Hora Incerta (1920-1922, Porto, Tip. Costa Carregal)
    • 1.º livro: É Portugal que vos Fala (1920)
    • 2.º livro: Viriato Lusitano (1920)
    • 3.º livro: Auto do Berço (1920)
    • 4.º livro: O Santo Condestável (1921)
    • 5.º livro: A Fala que Deus nos Deu (1921)
    • 6.º livro: A Nau Catrineta (1922)
    • 7.º livro: A Terra do Paraíso (1922)
  • Verbo Ser e Verbo Amar (1926, Lisboa, Livr. Aillaud & Bertrand)
  • Os Livros do Cativeiro (1927)
  • Teresinha" (1929, Porto, Imprensa Moderna)
  • Job (1931, Barcelos, Comp. Editora do Minho)
  • Mare Nostrum (1939, Porto, Acção Social da Legião Portuguesa)
  • História Pequenina de Portugal Gigante (1940, Barcelos, Companhia Editora do Minho)[2]
  • Aljubarrota ao Luar (1944)[2]
  • Saudade Nossa (1944, Lisboa, Neogravura)
  • Redondilhas (1948, Porto, Liv. Figueirinhas)
  • Deus-Menino para o lar da criança portuguesa (1953)
  • Pátria (1953, Porto, Liv. Tavares Martins)
  • Azinheira em Flor (1954)[2]
  • Natal Deus-Menino (1960, Porto)

Homenagens[editar | editar código-fonte]

A 5 de Outubro de 1934 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada‎ e a 26 de Agosto de 1955 foi feito Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública.[16]

Devido a esta relação com o concelho esposendense, a antiga escola preparatória da cidade chama-se Escola EB 2 e 3 António Correia de Oliveira e existe a Rua Poeta António Correia de Oliveira. Também é lembrado na sua terra natal, São Pedro do Sul, onde tem uma via com seu nome e existe uma estátua localizada na Praça da República.

Referências

  1. a b c d e f «Biografia de António Correia de Oliveira». Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1994. in Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas. Consultado em 1 de janeiro de 2012. 
  2. a b c d e f g h i j k l m n o «Poeda da Semana: O perfume». inclui nota biográfica. citado pelo Instituto Camões em 2003. Consultado em 1 de janeiro de 2012. 
  3. a b «Pesquisa : registos para: Oliveira, António Correia de, 1879-1960». Apenas não confirmada "Aljubarrota ao Luar". PORBASE - Base Nacional de Dados Bibliográficos. Consultado em 1 de Maio de 2014. 
  4. a b «Nomination Database - Literature (1901-1950) (Search "Correia de Oliveira")» (em inglês). Base de dados de 1901 a 1950. Nobelprize.org. Nobel Media AB. Consultado em 2 de Maio de 2014. 
  5. «Nomination Database - Literature (Year: 1933)» (em inglês). Nobelprize.org. Nobel Media AB. Consultado em 2 de Maio de 2014. 
  6. «Índice N.º 1 ao n.º 4» (Cópia digital). Atlântida : mensário artístico literário e social para Portugal e Brazil (1915-1920). Como "Antonio Correia de Oliveira". Hemeroteca Digital de Lisboa. p. 594. Consultado em 1 de Maio. 
  7. Rita Correia (26-03-2011). «Ficha histórica: Ave azul : revista de arte e critica (1899-1900).» (pdf). Como "António Correia d’Oliveira". Hemeroteca Municipal de Lisboa. pp. 2 e 3. Consultado em 1 de Maio de 2014. 
  8. Rita Correia (16-03-2012). «Ficha histórica: O occidente : revista illustrada de Portugal e do estrangeiro (1877-1915).» (pdf). Como "António Corrêa D’Oliveira". Hemeroteca Municipal de Lisboa. p. 3. Consultado em 1 de Maio de 2014. 
  9. Rita Correia (24-04-2012). «Ficha histórica: Serões : revista semanal ilustrada (1901-1911).» (pdf). Como "António Correia d’Oliveira" e "António Corrêa D’Oliveira". Hemeroteca Municipal de Lisboa. pp. 7 e 8. Consultado em 1 de Maio de 2014. 
  10. «Índice do volume II (N.º 4, 5 e 6)» (Cópia digital). Contemporânea (1915; 1922-1926). Como "Antonio Corrêa D’Oliveira". Hemeroteca Digital de Lisboa. 1922. p. 100. Consultado em 1 de Maio de 2014. 
  11. Jorge Mangorrinha (16 de janeiro de 2012). «Ficha histórica:Revista de Turismo: publicação quinzenal de turismo, propaganda, viagens, navegação, arte e literatura (1916-1924)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 13 de Maio de 2015. 
  12. Helena Roldão (02-05-2014). «Ficha histórica: Mocidade Portuguesa Feminina : boletim mensal (1939-1947).» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 27 de Maio de 2014. 
  13. «Nomination Database - Literature (1901-1950) (Search "Country")» (em inglês). Base de dados de 1901 a 1950. Nobelprize.org. Nobel Media AB. Consultado em 2 de Maio de 2014. 
  14. Lucena, Manuel de (2015). Os Lugar-Tenentes de Salazar (Lisboa: Alêtheia Editores). p. 374. ISBN 9789896226435. 
  15. «Catalog : Results for author:"Corrêa de Oliveira, Antonio, 1879-"» (em inglês). Apenas algumas confirmações e data em "Menino". HathiTrust’s digital library (University of Michigan). Consultado em 1 de Maio de 2014. 
  16. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "António Correia de Oliveira". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 2016-04-03. 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Émile Zola
Lorbeerkranz.png Correspondente da ABL - cadeira 4
1910 — 1960
Sucedido por
Aquilino Ribeiro
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