Poesia
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Poesia é a expressão ou gênero literário caracterizada pela presença de ritmo verbal, conotação e linguagem figurada.[1][2][3] Os textos produzidos sob esse modo de expressão recebem o nome de poema e são geralmente escritos em verso, além de servirem normalmente para a expressão lírica ou épica.[4][5]
Conceito
[editar | editar código]O termo poesia vem do grego poiesis e se refere à ideia de criar por meio da imaginação.[6] Aristóteles a considerava uma das três modalidades da atividade humana, ao lado da theoria e da práxis,[nota 1] sendo também uma das formas de manifestação da alma.[8]
O termo, com o tempo, passou a denotar uma atividade literária específica; sendo que, na Poética de Aristóteles, ele é entendido como a imitação que se faz por meio do ritmo, do discurso e da harmonia.[9] Os latinos o associavam à escrita em versos, em oposição à prosa.[10]
Modernamente, o conceito de poesia é tema de debate recorrente na filosofia e na teoria literária.[11][12]
Enfocando o seu caráter musical, Roman Jakobson define-a como "a linguagem em sua função estética",[13] marcada pela predominância da função poética da comunicação, que valoriza o ritmo, as aliterações, assonâncias, paralelismos e outras figuras de linguagem e efeitos estilísticos.[14] Vítor Manuel de Aguiar e Silva associa-a com o verso e o ritmo verbal, criticando o que ele acredita serem definições idealistas.[15]
Enfocando o seu caráter conotativo, Massaud Moisés define a poesia como "a expressão do "eu" por meio de palavras polivalentes, ou metáforas".[16] Semelhantemente, Ariano Suassuna a define como "uma linguagem com predominância da imagem e da metáfora sobre a precisão e a clareza".[17]
Ainda, Paul Valéry concebe-a como uma arte baseada na linguagem e também como um estado de mente.[18] Jean-Luc Nancy defende a imprecisão do conceito, classificando-a como um tipo transcendente de discurso.[19]
Características
[editar | editar código]As principais características da poesia são o ritmo e a imagem.[20]
Ritmo
[editar | editar código]O ritmo poético ou prosódico consiste na alternância de sílabas fortes e fracas e na regularidade do número de sílabas.[21]
As sílabas empregadas no texto poético, chamadas de sílabas métricas ou sílabas poéticas, são escandidas da maneira como se as ouve,[22] isto é, levando em consideração processos como a sinalefa, a elisão, a crase e a elipse.[23]
A contagem das sílabas métricas de um verso, em língua portuguesa, termina no último acento tônico; e, de acordo com a última palavra do verso, ele é classificado como agudo, se terminar em oxítona, grave, se terminar em paroxítona, e esdrúxulo, se terminar em proparoxítona.[24]
A alternância das sílabas fortes e fracas, chamada de cadência, geralmente se dá a partir dos pés métricos — iambo (sílaba fraca e forte), troqueu (sílaba forte e fraca), anapesto (duas sílabas fracas e uma forte) e dátilo (sílaba forte e duas fracas) — e pode ser formada por um único pé ou por muitos.[25]
A regularidade do número de sílabas, chamada de métrica ou isossilabismo, ocorre quando dois ou mais enunciados (geralmente versos) possuem o mesmo número de sílabas métricas.[26] Quando essa correspondência não existe, é dito que o texto é escrito em verso livre.[27]
Além disso, rimas são frequentemente empregadas para conectar os versos entre si, segundo variados esquemas, e quando elas não estão presentes, é dito que o texto é escrito em versos brancos.[28]
Para exemplificar o funcionamento do ritmo, Antonio Candido usa o poema Meu sonho, de Álvares de Azevedo, formado por versos graves de nove sílabas métricas, sendo que cada verso é formado por três anapestos.[29]
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | - |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Ca | va | lei | ro | das | ar | mas | es | cu | ras |
| On | de | vais | pe | las | tre | vas | im | pu | ras |
| Com | a es | pa | da | san | gren | ta | na | mão | - |
De modo geral, o ritmo poético é a repetição regular de qualquer elemento sonoro (sílabas, acentos, aliterações, assonâncias, rimas etc.).[30]
Imagem
[editar | editar código]A projeção de imagens, meio de expressão que o poeta Ezra Pound chama de fanopeia,[31][32] consiste no emprego de descrições, comparações e metáforas para comunicar percepções subjetivas.[33] Também consiste, de certo modo, no uso conotativo e plurissignificativo das palavras, meio de expressão que Pound chama de logopeia.[31][32]
Desde o Simbolismo, os poetas procuram criar imagens vagas e alusivas, que sugerem ao invés de referir.[34]
Texto poético
[editar | editar código]A poesia, enquanto literatura, se consuma num texto chamado de poema.[4] Por conta do caráter rítmico da poesia, um poema é geralmente escrito em versos, ainda que se possa escrevê-lo em prosa.[35]
De modo geral, qualquer texto literário pode assumir a forma de poesia, no entanto, apenas os gêneros lírico e épico costumam adotá-la (motivo pelo qual esses gêneros são normalmente referidos como poesia lírica e poesia épica).[36] A poesia lírica se volta para a expressão de sentimentos, ideias e percepções individuais, concretizando-se em formas como o soneto, a ode, a elegia etc.[37][38] A poesia épica narra histórias lendárias, manifestando-se geralmente em epopeias.[39] A linguagem poética também pode ser empregada em diálogos dramáticos, mas isso já não é comum na literatura moderna.[40]
Além disso, a linguagem poética também é empregada em letras de músicas e trechos prosaicos de maior emoção (prosa poética).[41]
História
[editar | editar código]A poesia é a forma literária mais antiga, antecedendo a própria escrita. Suas origens remontam às sociedades orais da Antiguidade, onde os versos eram usados para transmitir memórias, ensinamentos e valores culturais. Exemplos marcantes incluem a Epopeia de Gilgamesh na Mesopotâmia e os poemas homéricos na Grécia, que narravam feitos heroicos e serviam como registros históricos e mitológicos.[42]
Na Antiguidade clássica, a poesia assumiu diferentes funções: hinos religiosos, poemas líricos, elegias e sátiras eram formas de expressão amplamente difundidas.[43] Poetas como Homero e Virgílio estabeleceram padrões de métrica, ritmo e temática que influenciaram toda a tradição literária ocidental.[44][45]

Durante a Idade Média, a poesia se diversificou segundo contextos culturais e linguísticos. Surgiram cantigas líricas e épicas, muitas vezes ligadas à religião, à corte ou à vida popular, transmitidas oralmente ou em manuscritos iluminados. No Renascimento, a poesia valorizou o humanismo, a musicalidade dos versos e a expressão individual, destacando-se autores como Luís de Camões em Portugal e Shakespeare na Inglaterra.[carece de fontes]
No século XIX, movimentos literários como o Romantismo e o Realismo trouxeram à poesia uma exploração maior dos sentimentos individuais, da natureza e da crítica social. Poetas buscavam expressar emoções pessoais e reflexões sobre a sociedade, expandindo os limites formais e temáticos da tradição anterior.[carece de fontes]
No século XX, o Modernismo e as vanguardas romperam com convenções clássicas, experimentando novas formas, linguagens e estruturas. A poesia contemporânea continua essa trajetória de inovação, incorporando múltiplas vozes, técnicas e temas, do lírico ao performativo, e mantendo seu papel central na expressão artística e cultural.[46] Dentre gêneros mais contemporâneos de poesia estão a poesia encontrada e o micropoema.[47]
Ver também
[editar | editar código]Referências
- ↑ «Poetry | Meaning, Examples, Definition, Types, Terms, & Facts | Britannica». www.britannica.com (em inglês). 24 de julho de 2025. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ Aulete, Caldas; Geiger, Paulo (2011). «poesia». Novíssimo Aulete: dicionário contemporâneo da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexikon. p. 1079. ISBN 9788586368752.
1. Liter. Forma de expressão artística por meio de uma linguagem em que se empregam, segundo certas regras, sons, palavras, estruturas sintáticas etc 2. Liter. Esse modo de expressão, estabelecido como gênero literário
- ↑ Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda (1975). «poesia». Novo dicionário Aurélio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
Arte de criar imagens, de sugerir emoções por meio de uma linguagem em que se combinam sons, ritmos e significados
- 1 2 Coutinho, Afrânio (2015). Notas de teoria literária. Petrópolis: Vozes. p. 82. ISBN 9788532637475.
A palavra poema é, desde que adotada por Alfred de Vigny, no século XIX, a forma que encorpa a poesia lírica (não obstante se denominar a epopeia um "poema épico", e se poder encontrar lirismo em outros gêneros, como a ficção e o drama)
- ↑ Aulete, Caldas; Geiger, Paulo (2011). «poema». Novíssimo Aulete dicionário contemporâneo da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexikon. p. 1079. ISBN 9788586368752.
1. Texto literário escrito em verso
- ↑ Moisés, Massaud (2012). A criação literária: poesia e prosa. São Paulo: Cultrix. p. 66. ISBN 9788531611810.
A palavra "poesia" vem do grego poiesis, pelo latim poesis, de poiein, criar, no sentido de imaginar.
- ↑ «Praxis». The Decision Lab (em inglês). Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ Macedo, Gabriel Nocchi (14 de abril de 2017). «Algumas notas sobre Aristóteles e a definição de poesia». Estado da Arte. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ Aristóteles; Bini, Edson (2011). Poética. São Paulo: Edipro. pp. 37–38. ISBN 9788572837590.
poiesis, genericamente criação, produção, mas Aristóteles emprega aqui o termo no seu sentido restrito de poesia, poema [...] A poesia épica e a trágica, bem como a cômica, a ditirâmbica e a maioria da interpretação com flauta e instrumentos de corda dedilhados são todas, encaradas como um todo, tipos de imitação. [...] produzem imitação em ritmo, discurso e harmonia, quer isoladamente, quer em combinações.
- ↑ Suberville, Jean (1964). Théorie de l'Art et de Genres Littéraires 7ª ed. Paris: Les Éditions de l'École. p. 227.
Os latinos chamavam a poesia de oratio vincta: linguagem travada, ligada por regras de versificação, em oposição à oratio prorsa: linguagem direta e livre. Prorsa tornou-se, por metátese, prosa
- ↑ Firmino Santana, Genildo. «Poesia em aula de filosofia: o sabor no saber». ANPOF. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ Polastrini, Leandro. Teoria Literária I (PDF). Línguas, Artes e Literaturas. [S.l.]: Unemat. p. 38. ISBN 978-65-00-25193-7
- ↑ Jakobson, Roman (1977). Huit questions de poétique. Paris: Éditions du Seuil. p. 16. ISBN 2-02-004680-6.
La poésie c'est le langage dans sa fonction esthétique.
- ↑ Fiorin, José Luiz (2022). Introdução à linguística. I. Objetos teóricos. São Paulo: Contexto. pp. 39–40. ISBN 9788572441926.
os textos com função poética empregam procedimentos no plano da expressão, sobretudo as diferentes formas de reiteração de sons (traços dos fonemas, sílabas, ritmos, entoações etc). Jakobson diz que a função poética projeta o princípio da equivalência do eixo de seleção sobre o eixo de combinação.
- ↑ Aguiar e Silva, Vítor Manuel (2004). Teoria da literatura. Coimbra: Almedina. p. 590-591. ISBN 978-9724004228.
Esta oposição entre poesia e prosa, colocada num plano técnico, formal e semântico, e liberta dos liames idealistas que tão frequentemente a têm obscurecido, identifica-se com a oposição versificado / não versificado
- ↑ Moisés, Massaud (2012). A criação literária: poesia e prosa. São Paulo: Cultrix. p. 71. ISBN 9788531611810
- ↑ Suassuna, Ariano (2008). Iniciação à estética. Rio de Janeiro: José Olympio. p. 127. ISBN 9788503007948
- ↑ Tatarkiewicz, Władysław; Kasparek, Christopher. «The Concept of Poetry»
. Dialectics and Humanism. 2: 13-24. doi:10.5840/dialecticshumanism19752238 - ↑ Coelho, Carlos Cardozo (2018). «Por outra escrita filosófica: metafísica, poesia e excrita – a partir de Jean-Luc Nancy». Griot: Revista de Filosofia (2): 362–374. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ Moisés, Massaud (2012). A criação literária: poesia e prosa. São Paulo: Cultrix. pp. 145–146. ISBN 9788531611810
- ↑ BARBOSA, Plínio A. (2019). Prosódia. São Paulo: Parábola. p. 49. ISBN 9788579341632.
O ritmo da fala pode ser definido pela conjugação de duas percepções: a de regularidade silábica e a de alternância entre sílabas fracas e fortes.
- ↑ Bilac, Olavo; Passos, Guimaraens (1905). Tratado de versificação. Rio de Janeiro: Francisco Alves. p. 36.
Para o gramático, todos os sons distintos, em que se divide uma palavra, são outras tantas sílabas [...] O metrificador apenas conta por sílabas aqueles sons que lhe ferem o ouvido, assinalando a sua existência indispensável.
- ↑ Cunha, Celso Ferreira da; Cintra, Luis Filipe Lindley (2016). Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon. pp. 687–690. ISBN 9788583000266
- ↑ Bilac, Olavo; Passos, Guimaraens (1905). Tratado de versificação. Rio de Janeiro: Francisco Alves. pp. 45–46.
Na contagem das sílabas de um verso grave, despreza-se a última sílaba, e, na das sílabas de um verso esdrúxulo, desprezam-se as duas últimas; nos versos agudos, todas as sílabas se contam. Um verso é grave, esdrúxulo, ou agudo, conforme é grave, esdrúxula, ou aguda a palavra que o termina.
- ↑ Barbosa, Plínio A. (2019). Prosódia. São Paulo: Parábola. p. 41. ISBN 9788579341632
- ↑ Cunha, Celso Ferreira da; Cintra, Luis Filipe Lindley (2016). Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon. p. 708. ISBN 9788583000266
- ↑ Cunha, Celso Ferreira da; Cintra, Luis Filipe Lindley (2016). Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon. p. 709. ISBN 9788583000266
- ↑ Cunha, Celso Ferreira da; Cintra, Luis Filipe Lindley (2016). Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Lexikon. p. 711. ISBN 9788583000266
- ↑ CANDIDO, Antônio (2000). Na sala de aula. Caderno de análise literária. São Paulo: Ática. pp. 42–43. ISBN 9788508012725
- ↑ Coutinho, Afrânio (2015). Notas de teoria literária. Petrópolis: Vozes. p. 83. ISBN 9788532637475.
O ritmo produz-se pela repetição de um elemento sonoro (acento, consoante, vogal, sílaba etc.) em intervalos regulares: a aliteração (repetição cadenciada da mesma consoante), a assonância (idem da vogal), a alternância de sílabas breves e longas, a rima, a estrofação, as pausas ou segmentos de leitura (cesura, final de verso e de estrofe).
- 1 2 Ezra Pound, Ezra (1968). Literary essays. [S.l.]: New Directions Publishing. p. 25
- 1 2 «MELOPEIA, FANOPEIA E LOGOPEIA | cceia». edtl.fcsh.unl.pt. Consultado em 13 de setembro de 2025. Cópia arquivada em 16 de abril de 2024
- ↑ Coutinho, Afrânio (2015). Notas de teoria literária. Petrópolis: Vozes. p. 89. ISBN 9788532637475.
A imagem é um meio antes de comunicação do que de ornamentação. No fundo, as figuras poéticas reduzem-se a dois tipos: a símile e a metáfora. A linguagem figurada, em poesia, é o reflexo do poder criador da imaginação artística. Através dela, o poeta estabelece ou acentua correlações na vida desapercebidas pelos outros homens, que assim se tornam aptos a perceber-lhes o sentido profundo. [...] A linguagem poética inclui ainda as descrições.
- ↑ Silva, Vítor Manuel de Aguiar e (2004). Teoria da literatura. Coimbra: Almedina. pp. 588–589. ISBN 9789724004228.
O caráter não narrativo e não discursivista do texto lírico acentuou-se sobretudo e ganhou fundamentação a nível da metalinguagem do sistema literário com o simbolismo, que rejeitou o pendor descritivista e narrativista dos parnasianos e advogou uma estética da sugestão: em vez da linguagem directamente referencial, com que expressamente se nomeia o real, a linguagem alusiva e plurissignificativa, que envolve de mistério os seres e as coisas; em vez do significado preciso e delimitador, a evocação sortílega.
- ↑ Silva, Vítor Manuel de Aguiar e (2004). Teoria da literatura. Coimbra: Almedina. p. 591. ISBN 9789724004228.
O verso constitui o elemento distintivo do texto poético e, com exclusão dos textos líricos em prosa integráveis em subgéneros como os mencionados atrás, constitui elemento necessário da forma da expressão do texto lírico. [...] o verso origina ou intensifica peculiarmente complexos processos de semiotização, dentre os quais, o ritmo.
- ↑ Moisés, Massaud (2012). A criação literária: poesia e prosa. São Paulo: Cultrix. p. 56. ISBN 9788531611810
- ↑ Aulete, Caldas; Geiger, Paulo (2011). «poesia». Novíssimo Aulete: dicionário contemporâneo da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexikon. p. 1079. ISBN 9788586368752.
~ lírica Liter. Gênero poético de expressão subjetiva dos sentimentos do poeta em relação a emoções, vivências, o mundo etc.
- ↑ Moisés, Massaud (2012). A criação literária: poesia e prosa. São Paulo: Cultrix. p. 56. ISBN 9788531611810.
As principais formas da poesia lírica são as seguintes: o soneto, a ode, a canção, o rondel, o triolé, o rondó, a balada, a elegia, o vilancete, etc.
- ↑ Coutinho, Afrânio (2015). Notas de teoria literária. Petrópolis: Vozes. p. 73. ISBN 9788532637475.
define-se a epopeia como uma composição literária de natureza narrativa, com acontecimentos em que se misturam fatos comuns, lendas e mitos, heróis e deuses, numa atmosfera de maravilhoso.
- ↑ Moisés, Massaud (2012). A criação literária: poesia e prosa. São Paulo: Cultrix. p. 590. ISBN 9788531611810.
o emprego do verso, até o século XVIII, era sinal de que se considerava a forma de expressão mais adequada para identificar-se o caráter poético do texto teatral. Liberado do verso, no cenário em que se anunciava o advento da estética romântica, em decorrência do realismo que acompanhava a ascensão da burguesia na pirâmide social, esse estado de coisas durou até o fim do século XIX.
- ↑ Moisés, Massaud (2012). A criação literária: poesia e prosa. São Paulo: Cultrix. p. 554. ISBN 9788531611810.
Divisando a prosa poética de forma genérica, pode-se dizer que qualquer texto em prosa, ao sofrer o impacto da poesia, se enquadra nessa categoria.
- ↑ «Establishing a secure connection ...». www.scielo.br. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ «Origens da poesia oral e da épica». Graecia Antiqua. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ Redação (7 de abril de 2024). «Marco da cultura ocidental, a Ilíada e a Odisseia, de Homero, influenciaram de Camões a Joyce». Jornal Opção. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ «A Eneida de Virgílio: A Epopeia que Moldou a Cultura Romana e o Ocidente - Portal Feedobem». 10 de julho de 2025. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ «Modernism». The Poetry Foundation. Consultado em 13 de setembro de 2025
- ↑ «Micropoesía: qué es y por qué es tendencia esta nueva manera de recitar». MDZ Online (em espanhol). 2 de novembro de 2021. Consultado em 29 de novembro de 2025
Bibliografia
- COUTINHO, Afrânio. Notas de teoria literária. Petrópolis: Vozes, 2015. ISBN 9788532637475.
- CUNHA, Celso. Nova gramática do português contemporâneo. Lexicon: Rio de Janeiro, 2016. ISBN 9788583000266.
- FIORIN, José Luiz. Figuras de retórica. Contexto: São Paulo, 2023. ISBN 9788572448239.
- MOISÉS, Massaud. A criação literária: poesia e prosa. São Paulo: Cultrix, 2012. ISBN 9788531611810.
- POUND, Ezra. ABC da Literatura. São Paulo: Cultrix, 2013. ISBN 9788531612497.
- ↑ Para ele, a theoria é a atividade humana voltada para a busca da verdade, a poiesis é a atividade humana voltada para a produção, e a práxis é a atividade humana com finalidade em si mesma.[7]
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