Roger Scruton

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Roger Scruton
Roger Scruton (Fotografado por Phil Helme)
Nome completo Roger Vernon Scruton
Nascimento
Lincolnshire,  Reino Unido
Género(s) Filosofia; Política; História; Romance; Ficção
Movimento Conservadorismo; Conservadorismo Tradicional
Magnum opus The Meaning of Conservatism - 1980
Influências Edmund Burke; Michael Oakeshott; Peter Vierick; C.S. Lewis; G.K. Chesterton;
Influenciados John Major
Página oficial http://www.roger-scruton.com/

Sir Roger Vernon Scruton, KBE[1] (Buslingthorpe, Lincolnshire, 27 de fevereiro de 1944) é um filósofo e escritor inglês cuja especialidade é a Estética. Scruton é uma das figuras mais marcantes do conservadorismo Britânico do séc. XX.

Scruton já escreveu mais de trinta livros, incluindo Art and Imagination (1974), The Meaning of Conservatism[2](1980), Sexual Desire (1986), The Aesthetics of Music (1997), A Political Philosophy: Arguments for Conservatism (2006), Beauty ([3]2009), Our Church (2012), How to be a Conservative[4] (2014), The Palgrave Macmillan Dictionary of Political Thought[5] e How to Think Seriously About the Planet: The Case for an Environmental Conservatism (2012). Scruton também já escreveu livros didácticos sobre filosofia e cultura, dois romances, e compôs duas óperas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Thinkers of the New Left[editar | editar código-fonte]

Nesta obra Scruton analisa a obra de catorze intelectuais da chamada Nova Esquerda. Antes de tratar os autores individualmente, Scruton procura esclarecer o que é a esquerda e por que escolheu abordar estes autores. Ao final, ele também explicita a perspectiva subjacente a suas análises, de maneira a deixar claro de que ponto de vista partem as críticas feitas.

A partir da obra desses intelectuais, Scruton sintetiza como a esquerda chegou ao que chama de assimetria moral, isto é, a a expropriação pela esquerda do estoque inteiro da virtude humana. [6]

The Meaning of Conservatism[editar | editar código-fonte]

The Meaning of Conservatism(1980) é consensualmente considerada a sua Magnum Opus. Esta obra foi particularmente marcante para a filosofia e realidade política da segunda metade do séc. XX (o pós-guerra; experiências socialistas europeias; guerra-fria). Nesta obra doutrinaria Scruton trata, não só, a realidade política do séc. XX, com ênfase na realidade britânica, focando o Thatcherismo, que foi o nomenclatura adoptada para a política praticada por Margaret Thatcher, que toma o governo do Reino Unido em 1979 e abandona o mesmo em 1990 como o titular do cargo de maior duração do séc. XX. Este facto consagrava o sucesso que teve como primeira-ministra (tendo conduzido o Reino Unido à prosperidade após um longo período de pobreza e perda de riqueza extrema) e também como figura mundial. Scruton trata na sua obra a realidade do partido conservador Britânico, e da política feita no, e pelo, Reino Unido na segunda metade do séc XX. Scruton critica de uma forma distintamente formal e lógica (característica de Scruton) o governo da Baronessa Thatcher. Foi uma critica particularmente polémica devido à popularidade (e impopularidade) da Dama de Ferro, sendo uma líder efectivamente polar, na opinião do povo britânico.

Posições políticas[editar | editar código-fonte]

Mais tarde Scruton "reconcilia-se" no seu pensamento político com a Baronessa. Admitindo que talvez o liberalismo económico do Thatcherismo, não a afastasse da ideologia conservadora, mas somente a afastasse da política contemporânea da Tory, mantendo-se fiel ao Conservadorismo de raiz Burkeana.

É característico de Scruton não ser facilmente agradado pelos governos conservadores que o Reino Unido teve ao longo da sua existência, sendo que somente se assumiu verdadeiramente satisfeito com o governo de John Major. Antagonicamente é um ávido crítico do ex-primeiro ministro David Cameron, que considera ter falhado em diversas ocasiões fundamentais no decorrer do seu mandato, entre elas, a imigração, integração cultural muçulmana no Reino Unido e multi-culturalismo (questões evidentemente pertinentes e actuais).[7] A polêmica também é decorrente de Scruton ser considerado, desde relativamente cedo, no seu plano filosófico, como uma das figuras de fundo da Tory (partido conservador Britânico), e uma das - se não a - grande figura do conservadorismo moderno. Esta crítica seria no futuro retirada, no entanto Scruton mantém-se como uma das figuras base do conservadorismo britânico moderno, e uma figura de consulta por parte da Tory e pelo plano político Britânico na integra. Scruton continua periodica e esporadicamente a dar pareceres públicos quanto à realidade sócio-política Britânica.

Educação e Carreira[editar | editar código-fonte]

Scruton foi educado no Royal Grammar School High Wycombe (1954-1961), do qual foi expulso, pouco tempo antes de ser aceite, como bolseiro, na Universidade de Cambridge. Licenciou-se em "Ciências Morais (filosofia)" em 1965. Tornou-se Mestre de Artes pela faculdade de Cambridge Jesus College em 1967. E ainda se tornou Doutor em Cambridge pela sua tese que tinha por tema a Estética. Scruton foi palestrante e professor de estética no Birkbeck College, Londres, de 1971 a 1992. Desde 1992 ele divide seu tempo entre a Universidade de Boston, o American Enterprise Institute em Washington, D.C., e a Universidade de St Andrews.[8] Em 1982, ele ajudou a fundar o The Salisbury Review, um jornal de política conservadora, que ele editou por 18 anos, tendo fundado também o Claridge Press em 1987. Scruton faz parte do conselho editorial do British Journal of Aesthetics,[9] e é um membro sênior do Ethics and Public Policy Center.[10]

Além de sua carreira como filósofo e escritor, durante a Guerra Fria Scruton esteve envolvido no o estabelecimento de universidades e redes acadêmicas clandestinas na Europa Central — a qual então permanecia sob controle da União Soviética [11] — e, por seus esforços nessa área, recebeu vários prêmios e condecorações.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Art and Imagination: A Study in the Philosophy of Mind (1974);
  • The Meaning of Conservatism[12] (1980);
  • An Intelligent Person's Guide to Philosophy [13](1996);
  • The West and the Rest: Globalization and the Terrorist Threat[14] (2006);
  • A Political Philosophy: Arguments for Conservatism [15](2006);
  • Beauty[16] (2009);
  • The Aesthetics of Architecture[17] (2010);
  • The Uses of Pessimism and the Danger of False Hope [18](2011);
  • How to be Conservative [19](2014);

Referências

  1. «The Queen’s Birthday Honours 2016 - Press releases - GOV.UK». www.gov.uk. Consultado em 2016-06-29. 
  2. «The Meaning of Conservatism». 
  3. «Beauty». 
  4. «How to be a Conservative». 
  5. «The Palgrave Macmillan Dictionary of Political Thought: Roger Scruton». palgrave.com. 2007-02-07. Consultado em 2012-12-31. 
  6. Scruton, Roger (1985). Thinkers of the New Left (em inglês) Primeira ed. (Londres: Longman). p. 5. ISBN 9780582902732. Consultado em 8 de setembro de 2016. 
  7. «'The truth is hard': an interview with Roger Scruton». The Spectator (em inglês). Consultado em 2015-11-16. 
  8. "About", roger-scruton.com.
  9. "Roger Scruton", American Enterprise Institute for Public Policy Research.
  10. «Roger Scruton Joins EPPC». eppc.org. January 9, 2013. Consultado em 2013-01-10. 
  11. Day, Barbara. The Velvet Philosophers. The Claridge Press, 1999, pp. 281–282
  12. «The Meaning of Conservatism». 
  13. «Intelligent person's Guide to philosophy». 
  14. "The West and the Rest, by Roger Scruton". Washington Review.
  15. «A political philosphy: Arguments for Conservatism». 
  16. «Beauty». 
  17. «The Aesthetics of Architecture». 
  18. «Uses of Pessimism and the Danger of False Hope Book». 
  19. «How to be Conservative».