Aristocracia

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Aristocracia, (Grego ἀριστοκρατία aristokratía de ἄριστος aristos 'excelente', e κράτος, kratos 'regra') a palavra que pode ser traduzida literalmente como “o governo dos melhores”,[1] e que era uma forma de governo na qual o poder político era exercido por nobres, pessoas de confiança dos Monarcas ou dos Regentes iniciados na visão filosófica e política de Aristóteles.

Visão[editar | editar código-fonte]

Para alguns, pode ser vista como uma forma de organização social e política em que o governo é monopolizado por uma classe privilegiada.

Mas o conceito surgiu na Antiguidade Clássica representando uma das três formas típicas de governo, entre a monarquia e a democracia, e, posteriormente, de suas combinações e derivações.[2]

Para Aristóteles, a aristocracia era antes o governo de poucos, dos melhores cidadãos sem distinções de nascimento ou riqueza mas no sentido de possuírem melhor formação moral e intelectual para atender aos interesses do Povo.

Completando-o Platão, em que termo aristocracia se fundia na virtude e na sabedoria. Caberia, portanto, aos sábios, aos melhores, aos "aristocráticos", enfim, dirigir o Estado no rumo do Bem-comum. Ele via a aristocracia como a melhor forma de governo dentre todas, pois cidadãos intelectualmente qualificados poderiam exercer o poder de forma justa, governando a cidade de modo a buscar sempre o melhor para todos.[3][4]

Assim a aristocracia, como uma forma de governo, seria formada por um grupo de pessoas escolhidas com um extraordinário conhecimento sobre a ética, que estaria blindado das possibilidades de corrupção orquestradas para privilegiar interesses próprios ou o interesse dos mais ricos.[5]

A partir da Idade Média, a aristocracia deixa de ser um tipo de governação para passar a chamar-se ao conjunto dos dominantes no esquema social, não restringindo por isso a análise à nobreza ou aos fidalgos, mas, incluindo também as chamadas elites ou aristocracias urbanas,[6] aquelas que se sobressaíam pelos altos postos e por privilégios transmitidos hereditariamente, perdendo assim o seu sentido original.

Em Do contrato social, Jean-Jacques Rousseau define como aristocracia, um governo no qual são magistrados mais do que um cidadão, e menos do que metade de todos eles; um número de magistrados maior que a metade, uma democracia; e o governo no qual há um magistrado único, do qual todos os outros recebem o poder, uma monarquia.

Embora a aristocracia tivesse origem na necessidade de criar um novo governo que combatesse a tirania, em que o poder se concentrava em uma pessoa. A conotação negativa do termo aristocracia surge porque esta poderia ser transformada na perversa oligarquia, desviada da originária monarquia em que o poder político era exercido por uma elite, um pequeno grupo de cidadãos escolhidos pela nobreza, prestígio social ou privilégios herdados de determinadas áreas científica, religiosa, artística etc., [7] caso os governantes atendessem a interesses privados.[8]

Hoje, caindo em desuso, o termo é muitas vezes sinônimo de alta sociedade, de origem fidalga ou não, tanto que expressões como aristocracia, alta sociedade, burguesia, elite, classe dominante, etc., não costumam ser diferenciadas. Porém, para fazer um paralelo com a definição clássica, o Reino Unido poderia ser considerado um governo aristocrático devido à composição de seu Parlamento, sobretudo da Câmara dos Lordes.

Referências


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