Nobreza

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Um baronete britânico, Sir Charles Schuckburgh, do século XVII.
A duquesa britânica de Devonshire, Lady Georgiana Spencer, do século XVIII
Nobre italiano do século XV.

Nobreza representa o estamento de maior estrato, sendo geralmente hereditária. Uma classe social, a nobreza era, tal como o clero e o povo, um dos três estados ou ordens que compunham a sociedade na Europa da idade média e idade moderna.[1] [2]

Aos nobres pertenciam grande parte dos territórios conquistados, recebidos dos monarcas como prémio das vitórias nas batalhas e portanto o controle político. Beneficiavam de duas regalias muito importantes: a jurisdição privativa sobre os moradores dos seus domínios senhoriais (isso até o fim da Idade Média, no século XIV) e, por vezes, a isenção de tributos. A nobreza está associada a um título nobiliárquico e pode estar ligada ao governo de um território, sendo que cada país tem as suas regras quanto a nobiliarquia.[2]

Quando uma família nobre é a soberana de um território, passa a ser denominada de Casa. Exemplo: Rei - Reino - Casa Real + (nome da família), Conde - Condado - Casa Comital + (nome da família), Duque - Ducado - Casa Ducal + (nome da família). Em alguns países, quando uma família membro da nobiliarquia era muito poderosa e importante dentro de um país, mesmo não sendo a soberana, ela também era denominada de Casa. Pois por causa dessa importância, com o tempo ela poderia ascender a chefia, seja por casamentos ou por batalhas. Aos nobres associam-se os títulos nobiliárquicos segundo a importância, prestígio ou ascendência do indivíduo e também os brasões de armas de suas famílias.[2]

O sistema nobiliárquico foi extinto na maioria dos países do mundo ocidental (quase totalmente no início do século XX), sendo assim, findou-se a relação de chefia, privilégios governamentais e autoridade dos membros da nobreza perante toda a população. Embora em alguns poucos países o sistema continue a vigorar, ainda que adaptado para o mundo capitalista. Atualmente, nos países onde está extinta, ter esta ascendência é símbolo de status social, de riqueza e de tradição. Portanto, os possuidores desfrutam desde o nascimento de uma posição sócio-econômica-cultural bem elevada.[2] [1]

Portugal no séc. XVIII[editar | editar código-fonte]

Havia 9 condições para a outorga de nobreza em Portugal do século XVIII[3] :

  1. nobreza civil proveniente das dignidades eclesiásticas.
  2. nobreza civil proveniente dos postos de milícia.
  3. nobreza civil proveniente dos empregos da Casa Real.
  4. nobreza civil proveniente dos ofícios da Respública.
  5. nobreza civil proveniente das ciências e graus académicos.
  6. nobreza civil proveniente da agricultura, "e sua honrosa profissão".
  7. nobreza civil proveniente do comércio, e sua útil profissão.
  8. nobreza civil proveniente da navegação.
  9. nobreza civil proveniente da riqueza.

Nobreza por nação[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Dewald, Jonathan. The European Nobility, 1400-1800 (em inglês). Cambridge: Cambridge University Press, 1996. 209 p. ISBN 9780521425285 Página visitada em 10 de abril de 2013.
  2. a b c d "Nobility". edição de 1911 da Encyclopaedia Britannica.
  3. Direito Nobiliário e o direito ao uso de Brasão, Aníbal de Almeida Fernandes, Dezembro, 2012

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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