Genealogia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Árvore genealógica de Johann Maximilian zum Jüngen e Maria Justina Völker.

Genealogia é o mapa das ligações biológicas entre diferentes indivíduos e gerações. Como ciência, é uma auxiliar da história, estudando a origem, evolução e dispersão das famílias e respectivos sobrenomes ou apelidos. Praticada em tempos passados exclusivamente pela elite, e misturando indiscriminadamente lendas e fatos, servia mais ao desejo de afirmar o prestígio das famílias e legitimar suas pretensões ao poder do que à documentação da história e preservação da memória. A partir de fins do século XVII passou a ser investigada de maneira científica, mas manipulações ideológicas persistem até hoje. A genealogia tem associações profundas com uma ampla variedade de políticas e ideologias raciais, sociais, culturais e nacionalistas, e é um elemento fundamental na estruturação, coesão e funcionamento das sociedades. Sua relevância em múltiplos níveis justifica a vasta bibliografia existente sobre o tema. Na contemporaneidade a pesquisa genealógica se tornou uma atividade extremamente popular, que tem provocado um impacto importante nas formas de entendimento do passado e das origens pela população em geral, fenômeno que tem atraído a atenção dos especialistas pelos problemas que a atividade leiga desencadeia no sentido de uma difusão acrítica da história e de conhecimentos que muitas vezes são falsos ou distorcidos.

Definição e objetivos[editar | editar código-fonte]

A genealogia se ocupa da identificação da ligação biológica entre diferentes indivíduos e da reconstituição da sequência ordenada de gerações dentro de um grupo familiar, buscando determinar as origens, a rede de parentescos e a evolução cronológica da família. Numa perspectiva mais abrangente, onde se associa à prosopografia, à história, às ciências humanas e sociais, procura reconstituir o perfil e a história social, política, econômica e cultural da família e seus integrantes, suas associações com outros grupos e seu papel na sociedade.[1][2] No âmbito da história a genealogia está centrada no estudo das famílias, dando subsídios para e sendo subsidiada por outras ciências, como a sociologia, a economia, a história da arte, a genética, a medicina ou o direito.[2][3]

O terno também é empregado em outras áreas de estudo significando a pesquisa das origens, ligações e desdobramentos de determinada ciência, corrente, ideologia, ideia ou tendência, de outros seres vivos, ou mesmo de objetos e invenções, como por exemplo a genealogia da moral, a genealogia da matemática, a genealogia da filosofia de Kant, a genealogia do cão doméstico, a genealogia do violino.[1][4]

Fontes e dificuldades[editar | editar código-fonte]

A genealogia é reconstituída através de documentos escritos, como atos legais (certidões, contratos, etc), bibliografia histórica, crônicas, arquivos cívicos e religiosos, correspondência, inscrições, lápides, imprensa, mas também pode se valer de tradições orais e imagens. A genealogia pode ser ascendente, partindo do sujeito presente e retrocedendo pelas gerações antepassadas, ou descendente, partindo do fundador da família e acompanhando a evolução da sua posteridade.[2][1]

Um dos principais problemas da pesquisa genealógica é assegurar a veracidade das informações transmitidas pelos documentos e tradições. A oralidade em geral é uma fonte pouco confiável, sendo particularmente propensa a distorções e imprecisões, mas a fraude documental também é muito frequente. Além disso, a documentação pode atestar uma filiação oficialmente reconhecida, mas também pode dissimular uma adoção secreta ou o fruto de um adultério. Quando o pesquisador imagina estar seguindo a linha do sangue pode estar seguindo uma linha que é apenas cartorial, e quanto mais se recua no tempo, mais difícil é descobrir se esses desvios ocorreram ou não.[5] Estimativas precisas são impossíveis, mas calcula-se que na população europeia exista uma taxa média de até 4,5% de falsa paternidade.[6][7]

Determinar a veracidade nem sempre é possível, e por isso a genealogia é uma ciência que tem de lidar com grandes doses de incerteza, mas mesmo quando se sabe que as informações são inverossímeis, elas podem conter elementos verdadeiros e podem apontar para pistas que levem ao descobrimento da verdade. Podem auxiliar a diminuir as dúvidas a comparação entre documentos diferentes tratando do mesmo tópico, a análise do perfil prosopográfico do grupo familiar, a análise científica da documentação na tentativa de descobrir falsificações, comparação do material genético dos alegados membros da família, etc, o que requer conhecimento especializado e grande experiência.[8] A genealogia a todo momento envolve o trabalho com documentos antigos, às vezes em línguas diferentes ou em dialetos já poucos compreensíveis, ou em caligrafias difíceis, e com expressões de significado sutil ou variável, elementos cuja decifração e interpretação correta estão além do alcance de amadores.[9]

Outro problema relevante é a dificuldade de traçar a genealogia europeia para trás da Idade Moderna, primeiro pela crescente escassez de fontes, e segundo pela inconsistência nas maneiras de denominação das pessoas, que não usavam sobrenomes antes do século XI, antes do século XVI a prática ainda não se generalizara e a inconsistência na onomástica se perpetuaria em certas regiões ainda por séculos. Por muito tempo as pessoas foram denominadas pela sua ocupação, pelo nome do pai, pelo lugar de origem ou por algum apelido, como por exemplo João Ferreiro, Antônio [filho] de Batista, Pedro de Florença ou José o Velho, ou de maneiras arbitrárias. Muitos desses apelativos acabaram se fixando como sobrenomes.[10][11] Em outras culturas, porém, como a chinesa, os sobrenomes se fixaram muito mais cedo, mas em muitas outras nunca foram usados.[10] Mesmo depois de estabelecidos, os sobrenomes podem mudar por várias razões, como para evitar perseguições políticas, para ocultar uma origem indigna, por tradições locais, por apadrinhamentos, por erros de registro que se perpetuaram nas gerações sucessivas. A tradição portuguesa, por exemplo, foi muito livre quanto à adoção de sobrenomes, podendo ocorrer vários na mesma célula familiar, e isso se reproduziu no Brasil até a padronização imposta no século XX. Além desses problemas, a existência de muita homonímia frequentemente leva à confusão entre personagens diferentes. Tampouco a posse de um mesmo sobrenome é garantia de consanguinidade.[12][13]

Política e sociedade[editar | editar código-fonte]

Iluminura representando o deus Odin e seus filhos, um frequente ponto de partida das antigas genealogias das casas reais nórdicas.

O interesse pela genealogia não é novo, e na Antiguidade muitas famílias ilustres traçaram genealogias que as associavam a ancestrais de tempos remotos, não raramente incluindo entre eles personagens fictícios como heróis lendários e divindades, incorporados às genealogias para emprestar-lhes prestígio. Enquanto que em tempos passados a genealogia misturava indiscriminadamente mitos e fatos, e era usada antes para afirmar um parentesco do que para demonstrá-lo objetivamente, a partir do século XVIII iniciou um movimento em direção a uma pesquisa de caráter científico, que se tornou a abordagem empregada atualmente nos estudos genealógicos acadêmicos.[14][15] Como refere a historiadora Sara Trevisan,

"A genealogia era usada para comunicar mensagens políticas e simbólicas e afirmar a continuidade da ideologia, antes do que para estabelecer a verdade histórica. De fato, até o início do século XVII, as genealogias eram geralmente baseadas em tradições que eram mais próximas da história oral do que da história escrita. Essa história escrita, por sua vez, se baseava em fontes citadas evasivamente ou alegadamente perdidas, quando não eram meramente falsificadas, tudo no intuito de ocultar sua origem na tradição oral".[16]

Atualmente a pesquisa da genealogia familiar se tornou uma atividade extremamente popular, sustentada pela disponibilização de uma vasta quantidade de dados através da internet, mas essa popularização acentuou os problemas na área, sendo feita por uma multidão de amadores sem critério e método, usando fontes de baixa ou nula confiabilidade, com o resultado de proliferarem largamente genealogias falsas ou duvidosas.[3][9] Segundo a pesquisadora Regina Poertner, as buscas genealógicas são atualmente a terceira maior atividade na internet, perdendo apenas para o comércio e para a pornografia.[17] Em 2004, Jerome de Groot, em uma conferência promovida pela International Federation for Public History, chamou a atenção para este fenômeno e considerou que ele representava um desafio para a historiografia estabelecida e para as práticas de história pública, convidando os acadêmicos a estudarem as várias dimensões em que atuam a genealogia e a história familiar, estabelecendo o contexto local, nacional e internacional para as investigações, e as consequências e implicações de tamanha explosão no interesse genealógico contemporâneo para a imaginação cultural, para a história e para o conhecimento.[16][18] Comentando esse chamado à ação, o professor Paul Knevel considerou que embora os leigos tenham critérios frouxos na construção da genealogia, é importante que os eruditos entendam o que significa para eles essa tentativa de fazer o passado reviver no presente, a importância das implicações afetivas, psicológicas e sociais dessa atividade, e como isso tudo afeta a valoração da história e da ciência pelo público em geral.[18]

A avidez com que hoje as pessoas se aproximam da genealogia, por outro lado, pode torná-las alvos fáceis para empresas e indivíduos inescrupulosos que prometem pesquisas "científicas" mas entregam resultados pouco confiáveis ou inteiramente fantasiosos, ou as exploram de variadas maneiras.[19][20][21] Diversos pseudo-pesquisadores se tornaram notórios pelas suas fraudes genealógicas, às vezes cobrando altas somas pelos seus trabalhos, como Charles H. Browning, Orra E. Monnette, Frederick A. Virkus, C. A Hoppin, Horatio Gates Somersby, Gustave Anjou e John S. Wurts.[22]

A busca pelas origens pode ter várias motivações num mundo que muda rapidamente e onde crescem os sentimentos de distância e desenraizamento e aumentam as dificuldades nos relacionamentos sociais. Pode trazer informações interessantes de um modo geral, pode preservar a memória familiar, pode fortalecer o senso de identidade ou de pertencimento a um grupo, pode criar ligações concretas com parentes antes desconhecidos, ultrapassando barreiras geográficas e culturais, pode proporcionar explicações para aspectos da vida presente e lições úteis para a vida futura, e a percepção da continuidade geracional pode dar um novo sentido à existência e reforçar a auto-estima.[23][17][24] Segundo Eviatar Zerubavel, a objetivação da genealogia também pode proporcionar uma grande distorção na percepção do tempo e uma experiência vicarial da história: "Ser membro de uma linhagem promove um sentido quase interpessoal do passado. Em outras palavras, promove uma maneira quase autobiográfica de vivenciar até mesmo eventos históricos muito distantes", acrescentando que há muitos testemunhos de que conhecer as origens transformou profundamente a visão que as pessoas tinham de si mesmas e de seu lugar no mundo, mas que essa revelação pode ser entusiasmante ou desagradável.[25]

Há outros aspectos relevantes. Elementos genealógicos, reais ou imaginados, são onipresentes em ideologias políticas relativas aos conceitos de raça e etno-nação e em mitos fundadores de culturas, comunidades e nações, e são centrais para a manutenção de sua integridade, identidade e coesão. Os laços biológicos ou familiares são um poderoso estruturador do funcionamento das sociedades a identificação do lugar do indivíduo nesta rede é um fator importante na determinação do seu comportamento social e no seu bem-estar psíquico e emocional. A herança pode transmitir bens materiais mas também capitais simbólicos e sociais. Descender dos fundadores da comunidade ou de um personagem ilustre do passado, por exemplo, muitas vezes acrescenta prestígio e poder aos seus descendentes mesmo após muitas gerações, pode abrir muitas portas e ser um fator decisivo na preservação da influência e status da família, bem como pode servir como o cimento agregador de todo um clã e como um centro de confluência e preservação de tradições específicas. Reversamente, um personagem infamado pode lançar uma sombra duradoura sobre sua descendência e prejudicar seu sucesso social. Não por acaso a manipulação ideológica da genealogia, suprimindo elos indesejados ou acrescentando outros que não existem na realidade, sempre foi uma prática comum desde a Antiguidade. Conhecer a genealogia é uma expansão do conhecimento do grupo familiar imediato, e a ignorância a respeito das raízes mais antigas muitas vezes tem efeitos similares ao desconhecimento dos pais biológicos pelas pessoas que descobrem terem sido adotadas, o que muitas vezes desencadeia sentimentos de confusão, incompletude e abandono, desajuste social e crises de identidade. A criação de fantasias compensatórias é relativamente comum entre indivíduos e grupos sociais cujas raízes foram cortadas, como os escravos negros e os judeus da Diáspora.[26]

Árvore genealógica descendente de Carlos Magno e Hildegarda de Vinzgouw. Pesquisas recentes indicam que Carlos Magno é um dos ancestrais de todas as pessoas vivas que têm sangue europeu,[27][28] e é um dos casos em que foram descobertos caminhos plausíveis que levam seus antepassados até a Antiguidade.[8]

A pesquisa genealógica popular costuma dar grande importância à descoberta de antepassados nobres, ilustres ou heroicos, e de fato se a pesquisa descobre uma linha que recua por vários séculos ela passa a progredir quase invariavelmente através de famílias nobres, sendo extremamente escassas as informações genealógicas sobreviventes sobre as classes populares no passado distante,[29] mas não parece ter ficado suficientemente claro para o público leigo em geral que todas as pessoas vivas compartilham dos mesmos ancestrais remotos,Ver nota: [30] e que todas tiveram tanto reis como escravos entre seus antepassados. Isso contribui para que as antigas associações da genealogia com o poder, a política e o prestígio, a identificação com uma raça, uma nação ou um clã específicos, se perpetuem no presente, podendo se prestar ao fomento de vaidades, a novos divisionismos, a disputas e ao reforço de preconceitos e mitos, dando base para a repetição de exemplos trágicos de perseguições, expurgos étnico-culturais e exclusão social ocorridos ao longo da história, que carecem de justificação ética e de fundamentação científica.[31] Nas palavras do genealogista Mark Humphrys,

"Nossos ancestrais são, nada mais e nada menos, aquela mistura de gente bruta, idiota, obstinada, intolerante, incompetente, covarde, junto com outros inteligentes e notáveis, que sempre constituiu a sociedade. Existimos porque existiram pessoas que desprezaríamos se as encontrássemos pessoalmente. Genealogia é sobretudo descobrir o que elas foram realmente, não importa se foram admiráveis ou não. De fato, é mais divertido quando elas foram assassinas, quando casaram com os piores inimigos de seus pais, quando foram o sórdido resultado de amores fracassados, quando morreram antes de conhecer seus filhos, e assim por diante. Isso nos dá consciência do quão precária é a nossa existência, e do quão misturada e improvável é a nossa herança genética. Qualquer um que acredite que pertence a uma única raça, ou que seus ancestrais foram só 'gente fina', simplesmente não pesquisou o bastante.
"Isso é especialmente verdadeiro quando falamos da nobreza e da realeza, que geralmente são os únicos ancestrais conhecidos quando encontramos uma linha que nos leva ao passado distante. Por que deveríamos admirar um nobre, ou tomar seu partido? A nobreza do passado geralmente não foi senão os ladrões mais bem sucedidos, aqueles que roubavam as terras alheias, e viviam às custas do trabalho dos outros. Eles não eram escolhidos de Deus, foram apenas os sobreviventes de um longo processo de seleção natural entre os grupos mais fortes, agressivos e organizados, ajudados pelos maiores ladrões de todos os tempos: as famílias reais”.[29]

Descendência da Antiguidade[editar | editar código-fonte]

Relevo de David III Kuropalates, um dos mais antigos dinastas Bragratiônidas.

A descendência da Antiguidade é um tópico dos estudos genealógicos e prosopográficos que busca estabelecer a ligação entre famílias modernas e as famílias da Antiguidade. Embora seja um fato auto-evidente que todas as pessoas vivas descendem de antepassados que viveram na Antiguidade, a comprovação segura de toda a sequência de gerações para os descendentes de europeus ainda é impossível, havendo uma dramática lacuna de registros entre o fim da Antiguidade e a Idade Média. O mesmo vale para outras regiões do mundo, ainda que um reduzido grupo de famílias do Oriente pareça manter registros relativamente confiáveis ao longo de mais de dois mil anos.[15][32]

Um passo fundamental foi dado pelos eruditos do século XIX, que compilaram todos os registros conhecidos até aquela época sobre todos os personagens da Antiguidade Clássica do Ocidente, permitindo a definição da genealogia de muitas famílias da Grécia e da Roma antigas, embora sua ligação com as famílias modernas permanecesse obscura.[15]

Em vista da dificuldade insuperável representada pela documentação ausente ou incerta, na primeira metade do século XX o tema se tornou bastante desacreditado entre os especialistas.[15][14] Contudo, nas últimas décadas ele voltou a receber atenção, especialmente a partir do trabalho de David Kelley A New Consideration of the Carolingians (1947), que foi uma das principais fontes para os influentes ensaios de Anthony Wagner, Pedigree and Progress: Essays in the Genealogical Interpretation of History (1975),[15][33] e acompanhando os progressos nas áreas da paleografia, hermenêutica, arqueologia, epigrafia, cronologia, onomástica, prosopografia e outros campos de investigação, que trouxeram à luz uma massa de novos dados e tornaram possível estabelecer caminhos plausíveis para ligar as famílias modernas às antigas,[15][14][8][32] embora essa ligação ainda permaneça, a rigor, no terreno das hipóteses.[15][32] Entre os casos promissores estão as linhagens de Carlos Magno, Alfredo o Grande, Ruricius bispo de Limoges e os Bragatiônidas.[32] A despeito da reserva e cautela dos especialistas, circulam livremente na internet e em publicações muitas genealogias sem fundamento documental sólido que remontam a milênios antes de Cristo.[16]

O fator antiguidade tem um grande peso na manipulação genealógica para solidificar variadas pretensões ideológicas. A legitimidade política e sociocultural da Casa Imperial do Japão reside na crença de que descendem de Jimmu, o primeiro imperador japonês. Para justificar suas pretensões sobre Kosovo, os albaneses alegam descender dos ilírios, povo da Antiguidade que vivia na área antes da chegada dos eslavos, assim como os palestinos sustentam sua reivindicações sobre a Palestina baseados em alegações de descendência dos canaanitas, que ocupavam a região antes dos judeus.[34]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Mena-Chalco, Jesús. "Genealogia acadêmica: Um novo olhar sobre impacto acadêmico de pesquisadores". In: I Seminário de Avaliação de Políticas de CT&I. Brasília: Sede do CNPq, 12-13/09/2018
  2. a b c Schaeffer, Enrico. "Noções de Genealogia Científica". In: Revista de História, 1960 (44)
  3. a b Zsindely, Sándor. "From vanity fair to scientific research: The place of genealogy in contemporary science. A scientometric approach". In: Scientometrics, 2008; 77 (1):197–206
  4. Zambenedetti, Gustavo & Silva, Rosane Azevedo Neves da. "Cartografia e genealogia: aproximações possíveis para a pesquisa em psicologia social". In: Psicologia & Sociedade, 2011; 23 (3)
  5. Bellis M. A. et al. "Measuring paternal discrepancy and its public health consequences". In: Journal of Epidemiology and Community Health, 2005; 59 (9): 749–754
  6. King, Turi E. & Jobling, Mark A. "Founders, Drift, and Infidelity: The Relationship between Y Chromosome Diversity and Patrilineal Surnames". In: Molecular Biology and Evolution, 2009; 26 (5):1093–1102
  7. Gilding, Michael. "Rampant misattributed paternity: the creation of an urban myth". In: People and Place, 2005; 13 (12):1-11
  8. a b c Settipani, Christian. Les ancêtres de Charlemagne. University of Oxford, 2º ed. 2014, pp. 1-59
  9. a b Serafinn, Lynn. "How the wrong information ends up in your family tree". Trentino Genealogy, 30/04/2017
  10. a b "Surname". In: Encyclopaedia Britannica online, consulta em 10/11/2018
  11. Instituto Genealógico de Santa Catarina. Genealogia para Iniciantes.
  12. Ferreira, Sérgio Luiz. "Transmissão de sobrenomes entre luso-brasileiros: uma questão de classe". In: Boletim de História Demográfica, 2005; XII (36)
  13. Hameister, Martha Daisson. "Uma contribuição ao estudo da onomástica no período colonial: os nomes e o povoamento do Extremo Sul da Colônia (Continente do Rio Grande de São Pedro,. 1735-c. 1777)". In: Doré, A. & Santos, A. C. (eds.). Temas setecentistas: governos e populações no Império Português. UFPR-SCHLA/Fundação Araucária, 2008, pp. 459-478
  14. a b c Settipani, Christian. Les prétentions généalogiques à Athènes sous l'Empire romain. Université de Lorraine, 2013, pp. 1-16
  15. a b c d e f g Taylor, Nathaniel L. "Roman Genealogical Continuity and the 'Descents from Antiquity' Question". In: The American Genealogist, 2001; (76):129-136
  16. a b c Trevisan, Sara. "History and tradition: Genealogical practice before 1700". National Council on Public History, 07/08/2015
  17. a b Poertner, Regina. "Genealogy, public history, and cyber kinship". National Council on Public History, 21/08/2015
  18. a b Knevel, Paul. "Genealogy from below". National Council on Public History, 14/08/2015
  19. Highfield, Roger. "The limits of gene ancestry tests". The Telegraph, 19/10/2007
  20. Kretchmer, Harry. "Ancestry.com denies exploiting users' DNA". BBC News, 25/05/2017
  21. Hall, Sharon. "Don’t Be Gullible: Being Aware of Genealogical Fraud (Part One)". Genealogists, ago/2017
  22. ["Beware of Fraudulent Genealogies"]. Family Chronicle, jan-fev/2001
  23. Malm, Carolina Jonsson. "Genealogy and the problem of biological essentialism". National Council on Public History, 10/09/2015
  24. Hardy, Rebecca. "Why children need to know their family history". The Guardian, 14/06/2017
  25. Zerubavel, Eviatar. Ancestors and Relatives: Genealogy, Identity, and Community. Oxford University Press, 2011, pp. 20-27
  26. Zerubavel, pp. 5-8; 24-26; 47-58
  27. Rutherford, Adam. "So you’re related to Charlemagne? You and every other living European..." The Guardian, 24/05/2015
  28. Zimmer, Carl. "Charlemagne’s DNA and Our Universal Royalty". National Geographic, 07/05/2013
  29. a b Humphrys, Mark. "What is the point of family trees?" Blog do autor
  30. Pesquisas genéticas e matemáticas recentes indicam que todos os descendentes vivos de europeus foram gerados pelo mesmo grupo de ancestrais, que viveram em torno do ano 1000 d.C., e que todas as pessoas do mundo descendem do mesmo grupo de ancestrais que viveu em algum momento entre 1000 e 4000 a.C. Cf. Emanuel, Janet Rettig "Most recent common ancestor of all living humans surprisingly recent". Yale University, 24/09/2004; Rohde, Douglas L. T.; Olson, Steve & Chang, Joseph T. "Modelling the recent common ancestry of all living humans". In: Nature, 2004; 431:562–566; Rohde, Douglas L. T. "On the Common Ancestors of All Living Humans". Massachusetts Institute of Technology, 11/11/2003
  31. Zerubavel, pp. 53-113
  32. a b c d Kirk, Marshall K. "Ancient Genealogy: Fact, Speculation, & Fiction". In: NEHGS Sesquicentennial Conference. New England, jul/1995
  33. Stone, Don C. "A Tribute to David H. Kelley, Genealogist, 1 April 1924 – 19 May 2011". In: The American Genealogist, 1994 (69):110
  34. Zerubavel, pp. 78-80