Poder

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Poder (do latim potere) é a capacidade de deliberar arbitrariamente, agir e mandar e também, dependendo do contexto, a faculdade de exercer a autoridade, a soberania, o império. Poder tem também uma relação direta com capacidade de se realizar algo, aquilo que se "pode" ou que se tem o "poder" de realizar ou fazer.

Desde os primórdios da humanidade as relações entre indivíduos/grupos se deram visando o poder, o monopólio, seja ele econômico, militar ou qualquer outro. Uma relação de poder pode se formar por exemplo, no momento em que alguém deseja algo que depende da vontade de outra pessoa. Esse desejo estabelece uma relação de dependência de indivíduos ou grupos em relação a outros. Quanto maior a dependência de A em relação a B, maior o poder de B em relação a A.

A filosofia política, aborda as diferentes perspectivas no qual os pensadores Hobbes, Arendt e Michel Foucault conceituam o poder.

Segundo Thomas Hobbes, "a organização do Estado e dos poderes coincide com um contrato social que substitui o estado de Natureza no qual dominava a força física e a lei do Mais Forte, o que ele denomina de Mundo Cão ou Caos Social". Quando todos detêm o poder, "na realidade, este poder é inexistente de fato e de Direito no Caos Social"(deixando claro que se trata do poder politico de Governar o Estado ou Nação politicamente organizada mais precisamente o País, Segundo Thomas Hobbes), pois, "no limite, o poder é exercido pelo mais forte esse o Estado de Direito". Alertando Thomas Hobbes para "o caso da Corrupção que é dúbio em seu sentido e perverso na consistência que é um poder que ele define como Paralelo ao Direito e Oposto em sua totalidade ao Contrato Social" (Contrato Social é entendido no que hoje denominamos de Constituição Segundo Thomas Hobbes).

Para Hannah Arendt, poder implica necessariamente a existência de duas ou mais pessoas, ou seja, o poder é sempre relacional. A política, em seu sentido moderno, pressupõe a legitimação do poder, isto é, tanto governantes quanto governados devem estar de acordo com as regras do jogo que estabelecem o exercício do poder. Isto porque, segundo Arendt, a política se contrapõe ao mundo natural sendo, por esta forma, o modo mais racional do exercício do poder, já que nas relações em que impera a força bruta, não há espaço para a política, ou melhor, destrói-se o ambiente no qual é possível o exercício de poder político. Assim, poder seria o oposto da violência. A violência acontece quando se dá a perda de autoridade e poder.

Enquanto para Foucault, o poder é menos uma propriedade que uma estratégia, e seus efeitos não são atribuídos a uma apropriação, mas a disposições, a manobras, táticas, funcionamentos; ele se exerce mais do que se possui, não é o privilégio adquirido ou conservado da classe dominante, mas o efeito de conjunto de suas posições estratégicas.

No que se refere aos estudos da sociologia, o poder é definido geralmente, como a habilidade de impor a sua vontade sobre os outros, mesmo se estes resistirem de alguma maneira. Existem, dentro do contexto sociológico, diversos tipos de poder: o poder social(de Estado); o poder econômico(poder Empresarial); o poder militar(poder político); entre outros. Foram importantes para o desenvolvimento da atual concepção de poder os trabalhos de Max Weber e Pierre Bourdieu.

Para Max Weber poder seria a probabilidade de um certo comando com um conteúdo específico ser obedecido por um grupo determinado. Bourdieu preocupou-se com o poder simbólico que seria o poder invisível que só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que estão sujeitos a esse poder ou mesmo daqueles que o exercem.

Através das diversas formas e conceitos de diferentes pensadores no que tange o tema poder, é possível analisarmos o quão é relevante e quais as consequências que o poder organizacional ou empresarial pode ter.

Quando a busca de poder é constante nas empresas, normalmente o indivíduo usa suas habilidades para persuadir as pessoas e dessa forma atingir suas metas e objetivos organizacionais.

Segundo os sociólogos Crozier e Friedberg, o poder é um comportamento que sempre apresenta um aspecto ofensivo, que é aproveitar as oportunidades para melhorar situação, e outro defensivo, que consiste em manter e ampliar sua margem de autonomia e sua capacidade de atuar. Para estes autores, as características estruturais de uma organização delimitam ou restringem o exercício do poder entre seus membros e definem as condições nas quais estes podem negociar entre si. A organização permite o desenvolvimento de relações de poder e lhes dá um caráter permanente.

Um dos tipos de poderes que existe quase sempre nas empresas é o poder coercitivo, que é aquele cuja base é a capacidade de punição e está baseado na crença daqueles que acham que devem assim proceder para evitar punição. Um exemplo disso é quando um funcionário se submete ao que o chefe ordena, pois tem medo de ser demitido.

Portanto pode- se perceber que o poder nas organizações geram diversos conflitos, devido às grandes mudanças que ocorrem na sociedade. Essas mudanças afetam a relação de trabalho e a qualidade do relacionamento interpessoal entre níveis hierárquicos. A centralização de poder nas mãos de poucos leva a grande maioria dominada a insatisfação e falta de perspectiva de mudanças.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Wikcionário
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  • Terrorismo e Movimento Guerrilheiro em Milícias Políticas (utilizado por Adolf Hitler contra minorias chamadas de capitalistas, com objetivo de roubar aos empresários judeus)
  • Política de Oportunismo e Golpe de Estado e de Poder (Adolf Hitler, estabelecendo o Comunismo Germânico)
  • Política Real e Consistente - viável
  • Política Irreal e Inconsistente - inviável
  • Constituição
  • Corrupção Econômica de Estado (utilizada por Adolf Hitler em seu Comunismo)
  • Propaganda Política de Estado (Comunizante ao povo Germânico, utilozada por Adolf Hitler)
  • Compra de Votos
  • Corrupção Política Partidária
  • Abuso de poder
  • Autoritarismo
  • Coerção
  • Ditadura
  • Geopolítica
  • Relações de Poder
  • Democracia
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[1] 2. Hobbes, Thomas O Poder e o Estado de Direito Editora da Biblioteca da Universidade de Brasília, 1966.

  1. Rosa R. krauzs, " Compartilhando o Poder nas Organizações", NOBEL, 1991