Despotismo

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Despotismo é uma forma de governo na qual uma única entidade governa com poder absoluto.[1] O poder se estabelece sempre a uma entidade individual, sem se deixar confundir com uma autocracia onde o poder pode estar concentrado em um líder, um comitê, um partido, uma assembleia, etc. Ou como uma oligarquia em que o poder político está concentrado num pequeno número pertencente a uma mesma família, um mesmo partido político ou grupo económico ou corporação visando os interesses próprios. O despotismo constitui uma das formas mais autoritárias de se governar um Estado ou uma nação.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Diferentemente da ditadura ou da tirania, este não depende de o governante ter condições de se sobrepor ao povo, mas sim de o povo não ter condições de se expressar e auto-governar, deixando o poder nas mãos de apenas um, por medo e/ou por não saber o que fazer.(Fonte:http://www.infoescola.com/formas-de-governo/despotismo/) No Despotismo, segundo Montesquieu, apenas um só governa, sem leis e sem regras, arrebata tudo sob a sua vontade e seu capricho.

Vigorava em realezas existentes antes dos gregos, cretenses, micênicos, impérios orientais, etc. A autoridade era pessoal e arbitrária do patriarca sobre uma comunidade. Com o crescimento demográfico através dos casamentos, expansões territoriais causadas pelas conquistas militares, e divisão social do trabalho pelas funções domésticas exercidas pelas mulheres e o trabalho escravo exercido por prisioneiros de guerras, passou a existir repartições de funções. Os delegados do patriarca e conselheiros o ajudavam a exercer controle cerrado sobre seus súditos e sobre aqueles que usufruíam de suas terras.

O despotismo é, sem dúvida, a forma mais simples de governo. É baseado em um conceito simples: o poder detém a razão. Numa sociedade despótica, o poder é mantido inquestionavelmente por aqueles que detêm o poder sobre as forças armadas e consequentemente, podem reforçar suas ordens. Por causa da opressão experimentada neste tipo de regime, os déspotas frequentemente percebem que sua aptidão para controlar a população é proporcional ao uso de tropas armadas nas cidades e nas cidades em que as pessoas moram. Uma característica típica do despotismo destacada por Tocqueville é a falta de ligação entre os governados. Em seu livro Democracia na America Cap. IV: "O despotismo, que, por sua natureza, é temeroso, vê no isolamento dos homens a mais segura garantia de sua duração"

Panfleto da época do Marquês de Pombal indicando o modo de receber o pagamento por denúncias anónimas. (Lei de 2 de Agosto de 1771, §31)[3]

Além disso, por ser uma forma de governo tão centralizada, o despotismo tem dificuldades de combater eficazmente rebeliões e impedir o desvio de finanças do Estado se seu território crescer demasiadamente. Déspotas pagam um preço alto demais pelo desperdício e corrupção em suas sociedades. E, com o desenvolvimento de formas de governo mais sofisticadas, déspotas se dão conta de que dar um golpe de estado é necessário para aumentar o crescimento.

Déspota é uma qualificação dada à pessoa que governa de forma arbitrária ou opressora. Muitas vezes atingem o poder pelas vias democráticas ou movimentos populares, mas com o tempo busca enfraquecer as demais instituições, reger leis de interesse próprio e adquirir autoridade absoluta.[2] É o mesmo que ditador, ou seja, o indivíduo que exerce todo o poder político sozinho ou com um pequeno grupo de pessoas sufocando seus opositores.

Déspota Esclarecido é uma junção do absolutismo com as ideias iluministas, recebem este nome pois são tiranos esclarecidos. Grandes déspotas esclarecidos foram: Frederico II da Prússia, Catarina, a Grande, Marquês de Pombal e o imperador José II.

Grandes déspotas da História[editar | editar código-fonte]

País Déspota Foto
Reino da Prússia Reino da Prússia Frederico II da Prússia[4] Frederick II of Prussia Coloured drawing.png
França França Luís XVI de Bourbon[5] Ludvig XVI av Frankrike porträtterad av AF Callet.jpg
França França Napoleão Bonaparte[carece de fontes?] David napoleon.jpg
Itália Itália Benito Mussolini[6] Benito Mussolini in 1937.jpg
Alemanha Alemanha Adolf Hitler[7] Bundesarchiv Bild 183-H1216-0500-002, Adolf Hitler.jpg
União das Repúblicas Socialistas Soviéticas União Soviética Josef Stalin[8] JStalin Secretary general CCCP 1942.jpg
Espanha Espanha Francisco Franco[9] Franco0001.PNG
Grécia Grécia Paulo I da Grécia[carece de fontes?] Paul of Greece.jpg
Brasil Brasil Floriano Peixoto Florianovieirapeixoto.jpg
República Dominicana República Dominicana Leonidas Trujillo[10] Rafel Trujillo 1934.jpg
Uganda Uganda Idi Amin[11] Idi Amin caricature2.jpg
Paraguai Paraguai Alfredo Stroessner[12] Alfredo Stroessner.jpg
Cuba Cuba Fulgencio Batista[13] 1952Batista.jpg
Cuba Cuba Fidel Castro[14] Fidel Castro.jpg
Chile Chile Augusto Pinochet[15][16] Pinochet de Civil.jpg
Iraque Iraque Saddam Hussein Iraq, Saddam Hussein (222).jpg[17]
Coreia do Norte Coreia do Norte Kim Il-sung Kim Il-sung 1984.jpg
Coreia do Norte Coreia do Norte Kim Jong-Il[18] Kim Jong-Il.jpg
Coreia do Norte Coreia do Norte Kim Jong-un
Kim Jong-Un Photorealistic-Sketch - modified.jpg

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Montesquieu, O Espírito das Leis
  2. a b Antonio Gasparetto Junior. «Despotismo». InfoEscola. Consultado em 1 de setembro de 2013 
  3. THOMAZ, Manoel Fernandes. Repertorio geral ou Indice alphabetico das Leis extravagantes. Imprensa real da Univ. Coimbra, 1815. ((item 301. Denúncias «Em segredo dão-se, apresentando o Denunciante um papel sem nele ser nomeado, em que vem escrita a denúncia, e o entrega pessoalmente ao Juiz, que o assina com declaração do dia, mês e ano, em que lhe foi dado; sendo este documento o título, com que o mesmo Denunciante há de requerer por si, ou por interposta pessoa o pagamento da parte, que lhe tocar em tomadia.», pág. 300)
  4. H.M. Scott, ed., Enlightened Absolutism: Reform and Reformers in Later Eighteenth-Century Europe, (University of Michigan Press, 1990)
  5. H.M. Scott, ed., Enlightened Absolutism: Reform and Reformers in Later Eighteenth-Century Europe, (University of Michigan Press, 1990)
  6. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 530
  7. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  8. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  9. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  10. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  11. Tall, Mamadou. (Spring–Summer 1982). "Notes on the Civil and Political Strife in Uganda". A Journal of Opinion 12 (1/2): 41–44. Issue: A Journal of Opinion, Vol. 12, No. 1/2. DOI:10.2307/1166537.
  12. http://archivo.abc.com.py/2006-08-18/articulos/273014/el-despota-no-merece-honores
  13. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  14. http://www.infoescola.com/formas-de-governo/despotismo/
  15. World History, Spielvogel J. Jackson. Glencoe/McGraw-Hill, 8787 Orion Place, Columbus, OH. p. 529
  16. http://archivo.abc.com.py/2006-08-18/articulos/273014/el-despota-no-merece-honores
  17. http://www.nytimes.com/2006/12/30/world/middleeast/30saddam.html?pagewanted=all&_r=0
  18. http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/12/19/morre-aos-69-anos-o-ditador-norte-coreano-kim-jong-il.jhtm

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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