República Dominicana

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República Dominicana
Bandeira da República Dominicana
Brasão de armas da República Dominicana
Bandeira Brasão de Armas
Lema: "Dios, Patria, Libertad"
("Deus, Pátria, Liberdade")
Hino nacional: Himno Nacional ("Hino Nacional")
Gentílico: dominicano(a)[1]

Localização  República Dominicana

Capital Santo Domingo
18° 30' N 69° 59' O
Cidade mais populosa Santo Domingo
Língua oficial Espanhol
Governo Unitário[2] presidencialista[3] e república democrática[4] ou democracia representativa[4]
 - Presidente Danilo Medina
 - Vice-presidente Margarita Cedeño de Fernández
Independência da Espanha e do Haiti 
 - Independência da Espanha 1821 
 - Invasão haitiana 1822 
 - Independência do Haiti 1844 
 - Reconquista espanhola 1861 
 - Restauração da independência 1865 
Área  
 - Total 48.442 km² (127.º)
 - Água (%) 0,7
 Fronteira Haiti (W); fronteira marítima com Porto Rico (Estados Unidos, E), e Turks e Caicos (RUN, NW)
População  
 - Censo 2010 9 378 818[5] hab. 
 - Densidade 183 hab./km² (43.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2012
 - Total US$ 98,7 bilhões*[6] 
 - Per capita US$ 9 646[6] 
PIB (nominal) Estimativa de 2012
 - Total US$ 59 bilhões*[6] 
 - Per capita US$ 5 763[6] 
IDH (2015) 0,722 (99.º) – elevado[7]
Gini (2010) 47,2[8]
Moeda Peso dominicano (DOP)
Fuso horário (UTC-4)
 - Verão (DST) (UTC-4)
Clima Tropical
Org. internacionais ONU, OMC, OEA, AEC, OECO, SICA CARICOM, CAFTA-DR, Petrocaribe, Grupo do Rio, União Latina, Conferência Ibero-Americana
Cód. ISO DOM
Cód. Internet .do
Cód. telef. +1 809 +1 829 e +1 849[9]
Website governamental http://www.presidencia
.gov.do/

Mapa  República Dominicana

¹"Quisqueya" é uma palavra indígena nativa para se referir à ilha de Hispaniola, dividida entre República Dominicana e Haiti.[10]

República Dominicana[nota 1] (pronunciado em português europeu[ʁɛˈpublikɐ duminiˈkɐnɐ]; pronunciado em português brasileiro[ʁɛˈpublikɐ dominiˈkɐnɐ]; pronunciado em castelhano[reˈpuβlika ðominiˈkana]) é uma nação na ilha de Hispaniola, parte do arquipélago das Grandes Antilhas na região do Caribe. A parte ocidental da ilha é ocupada pela nação do Haiti,[11][12] fazendo da ilha uma das duas no Caribe, juntamente com Saint Martin, que é compartilhada por dois países. Tanto por área quanto por população, a República Dominicana é o segundo maior país do Caribe (depois de Cuba), com 48 445 quilômetros quadrados e uma população estimada em 10 milhões de pessoas de habitantes, um milhão dos quais vivem na capital, Santo Domingo.[4][13]

Os povos taínos habitam o que é hoje a República Dominicana desde o século VII. Cristóvão Colombo desembarcou na ilha em 1492 e formou no local o primeiro assentamento europeu permanente na América, a cidade Santo Domingo, a capital do país e a primeira capital do Império Espanhol no Novo Mundo. Depois de três séculos de domínio espanhol, com interferências de franceses e haitianos, o país tornou-se independente em 1821. O governante José Núñez de Cáceres pretendia que o país fosse parte da nação da Grã-Colômbia, mas ele foi rapidamente removido pelo Haiti do governo e por revoltas de escravos "dominicanos". Após a vitória na Guerra de Independência Dominicana em 1844, os dominicanos experimentaram um conflito interno ao longo dos próximos 72 anos e também um breve retorno ao domínio espanhol. A ocupação pelos Estados Unidos entre 1916-1924 e um período de 6 anos calmo e próspero subsequente sob o governo Horacio Vásquez Lajara, foram seguidos pela ditadura de Rafael Leónidas Trujillo Molina, que durou até 1961. A guerra civil de 1965, a última, foi encerrada no país por uma intervenção liderada pelos Estados Unidos e foi seguida pelo governo autoritário de Joaquín Balaguer (1966-1978). Desde então, a República Dominicana se moveu em direção à democracia representativa[2] e tem sido liderada por Leonel Fernández pela maior parte do tempo desde 1996. Danilo Medina, o atual presidente da República Dominicana, sucedeu Fernández em 2012, ganhando 51% do votos do eleitorado sobre seu oponente, o ex-presidente Hipólito Mejía.[14]

O país tem a nona maior economia da América Latina e a segunda maior economia na região do Caribe e América Central.[15][16] Apesar de ser muito conhecido pela agricultura e mineração, a economia local está agora dominada pelos serviços.[2] O progresso econômico do país é exemplificado pelo seu avançado sistema de telecomunicações e uma das melhores infraestruturas de transporte no continente.[17] No entanto, o desemprego, a corrupção do governo, a instabilidade da rede elétrica e a desigualdade social permanecem como alguns dos grandes problemas dominicanos. As ondas de migração internacionais afetam muito a República Dominicana, uma vez que recebe e envia grandes fluxos de migrantes. A imigração de haitianos e a integração dos dominicanos de ascendência haitiana são grandes problemas no país, além disso existe uma grande diáspora dominicana, principalmente nos Estados Unidos.[18] Eles contribuem para o desenvolvimento nacional ao enviarem bilhões de dólares para suas famílias.[2]

A República Dominicana é o destino mais visitado de todo o Caribe. Os campos de golfe durante todo o ano estão entre as principais atrações da ilha.[17] Como um dos países mais geograficamente diversificados da região, a nação dominicana possui o mais alto pico caribenho, o Pico Duarte, bem como o maior lago e a menor elevação da região, o Lago Enriquillo.[19] A ilha tem uma temperatura média de 26 °C e grande diversidade biológica.[17] O país também abriga o primeiro polo de desenvolvimento urbano do continente Zona Colonial de Santo Domingo, uma área declarada como Patrimônio Mundial pela UNESCO. A música e o esporte são de grande importância na cultura local, sendo merengue e bachata a dança e a música nacional, respectivamente, e o basebol o esporte favorito.[20][21]

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros povos e colonização europeia[editar | editar código-fonte]

Os cinco cacicados que ocupavam a ilha de São Domingos:
  Marién;
  Maguá;
  Maguana;
  Jaragua;
  Higüey.
Chegada de Cristóvão Colombo ao cacicado de Marién.

Antes da chegada da expedição espanhola comandada por Cristóvão Colombo em 5 de dezembro de 1492, a ilha de São Domingos encontrava-se povoada por indígenas, organizada e dividida sob o comando de cinco caciques. Cada território governado por um cacique era chamado de Quisqueya (cacicado) pelos índios arauaques (ou taínos) e caraíbas.[10] Um dos traços desta divisão era a tributação, em termos de alimentos, cultivados ou criados.

Os indígenas, ao verem os europeus, acreditam que são figuras com poderes sobrenaturais, tratando-os com honra e veneração. Esta era uma sociedade totalmente diferente das sociedades europeias. Guacanagarix, o cacique de Marién, hospedou Colombo e os seus homens, tratando-os de forma cortês e concedendo-lhes os seus desejos.

Uma vez que se fundou a colônia, uma série de primazias tomaram lugar em Hispaniola (ou Espanhola) como lhe chamaram os espanhóis. Sucederam-se a fundação da primeira igreja, a primeira universidade, o primeiro hospital, o primeiro engenho açucareiro e, como era de se esperar, os primeiros abusos e os primeiros descumprimentos de tratados com os nativos.

Durante o século XVI, Hispaniola deteve uma boa posição econômica e social, porém desde o fim deste século e a partir da conquista de "Terra Firme" (as grandes massas territoriais da América do Norte e América do Sul), a ilha foi caindo no esquecimento e relegada a um segundo plano, entrando cada vez mais na pobreza. Também influiu em sua situação o ataque de corsários ingleses que destruíram grande parte das cidades e populações estabelecidas nesse momento.

Independência[editar | editar código-fonte]

A sociedade secreta La Trinitaria, na casa de Juan Pablo Duarte, foi a organizadora da independência do país.

Após a declaração de independência do Haiti, em 1804, vários governantes haitianos tentaram unificar a ilha, o que fizeram no ano de 1822, apenas semanas depois de a República Dominicana adquirir a independência da Espanha. A este breve período de autonomia chamou-se "Independência Efêmera".

No ano de 1844, se inicia a gestão independentista, preconizada por Juan Pablo Duarte, um jovem de alta posição social que havia estudado na França e com ideais nacionalistas; e dirigida por Francisco del Rosário Sánchez e Pedro Santana. A independência aconteceu em 27 de fevereiro daquele ano.

A partir desta altura, e com a falta de uma liderança sólida por parte dos seus dirigentes, inicia-se uma era em que era dominada por latifundiários que tinham poder econômico, tornando-se em governo por breves períodos. Nesta altura, grupos internos que não se sentiam contentes com a autonomia procuraram retornar ao domínio da Espanha, feito que alcançaram em 1861.

Em 1865, recupera a independência, passando novamente por uma etapa com falta de liderança e mudanças contínuas de governante. Esta situação durou até que Ulises Heureaux, conhecido como Lilís, instalou uma ditadura que durou 12 anos (1887–1899) terminando com o seu assassinato.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Presidente Alejandro Woss y Gil assume o poder em 1903.

No princípio do século XX, a instabilidade política e econômica, e o atraso nos pagamentos dos empréstimos realizados durante o século XIX fizeram com que ocorresse a denominada "Primeira Invasão Norte-Americana", que se estendeu desde 1916 até 1924. Durante o período entre 1924 a 1930, a economia dominicana viveu um período denominado por "Danza de los Millones" (Dança dos Milhões), devido ao aumento dos preços internacionais da cana-de-açúcar.

A partir de 1930 até 1961, o país esteve sob a ditadura de Rafael Leónidas Trujillo que é considerado o período mais obscuro da história dominicana, com perseguições e assassinatos de opositores. Em 1959, após a eliminação da manifestação de esquerda do "Movimiento Revolucionario 14 de Junio" (Movimento Revolucionário 14 de Junho), e com o assassinato das Irmãs Mirabal, o regime começou a decair rapidamente até que Trujillo foi assassinado em 1961.

Logo depois de sua morte, o país passou por vários governos entre os quais o do professor Juan Bosch, que foi derrubado após 7 meses, um triunvirato constituído por Emílio de los Santos, Ramón Tapia e o engenheiro Manuel Tavares e uma intervenção armada de vários países incluindo Estados Unidos, Brasil, Paraguai, Costa Rica, Nicarágua e Honduras em 1965.[22] Em 1966, Joaquín Balaguer subiu ao poder e se manteve nele durante um período de 12 anos, em um governo semiditatorial no qual fez uso de fraudes eleitorais e repressões contra seus opositores políticos.[nota 2]

Durante as eleições no ano 1978, foi eleito Antonio Guzmán Fernández, do opositor Partido Revolucionário Dominicano (PRD). Foi o primeiro governo eleito pelo voto popular desde 1924. Seu mandato se caracterizou por ser um dos mais liberais da história do país.O período terminou quando Guzmán se suicidou em 1982, sendo sucedido pelo vice-presidente, Jacobo Majluta, que governou por 43 dias.

Em 1982, ganhou, as eleições, Salvador Jorge Branco, do então partido governante, o Partido Revolucionário Dominicano. Em 1986, retomou, o poder, Joaquín Balaguer,já aos aos 80 anos.[nota 3]

Em 1990,acontecem novas eleições presidenciais,que foram marcadas por acusações de fraudes,por todos os lados envolvidos,principalmente por parte de Juan Bosch, do Partido da Libertação Dominicana. Em 1994, Joaquín Balaguer ganha novamente as eleições, mas, sob alegações de fraude e também alegações de que membros dos partidos de oposição foram impedidos de votar.Balaguer é forçado a governar por apenas 2 anos e convoca novas eleições em 1996.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mapa topográfico da ilha de São Domingos, ocupada pelo Haiti (ocidente) e a República Dominicana (oriente).

A região central República Dominicana é montanhosa e coberta por florestas, e uma planície estende-se na região leste.

Possui três cadeias montanhosas principais:

  • Montanhas Centrais, que começam no Haiti e percorrem a parte central da ilha, terminando no sul; é nesta cordilheira que se situa o pico mais alto das Antilhas, o Pico Duarte, a 3 175 m acima do nível das águas do mar;
  • Montanhas Setentrionais, que correm paralelas às Montanhas Centrais e que separam o vale de Cibao das planícies costeiras atlânticas; o ponto mais elevado nesta cordilheira é o Pico Diego de Ocampo;
  • Montanhas Orientais, que são a mais baixa e mais curta das três cadeias montanhosas, situadas na parte leste do país.

Existem também a serra Bahoruco e a serra Neyba, no sudoeste da ilha. A República Dominicana é um país de muitos rios, entre os quais estão os rios navegáveis Soco, Higuamo, Romana, Yaque del Norte, Yaque del Sur, Yuna, Yuma e Bajabonico. Na região sudoeste, onde se localiza o lago Enriquillo, a 30 metros abaixo do nível do mar. Nele se encontra a Ilha dos Cabritos, onde encontra-se uma das maiores reservas mundiais de crocodilo-americano.

Clima[editar | editar código-fonte]

República Dominicana de acordo com a classificação climática de Köppen.

A República Dominicana tem um clima equatorial nas áreas costeiras e baixas. Devido à sua topografia diversificada, o clima local apresenta variações consideráveis ​​em curtas distâncias e é o mais variado de todas as Antilhas.[23]

A temperatura média anual é de 25°C. Nas elevações mais elevadas, a temperatura mede 18°C, enquanto no nível do mar está próxima de 28°C. Temperaturas baixas de 0°C são possíveis nas montanhas, enquanto altas temperaturas de 40°C são possíveis em vales protegidos. Janeiro e fevereiro são os melhores meses do ano, enquanto agosto é o mês mais ameno. A queda de neve pode ser vista em raras ocasiões no cume do Pico Duarte.[23]

A estação úmida ao longo da costa norte dura de novembro a janeiro. Em outros lugares, a estação úmida se estende de maio a novembro, com maio sendo o mês mais úmido. A precipitação anual média é de 1.500 milímetros.[23]

Em todo o país, com locais individuais no Valle de Neiba vendo médias médias de apenas 350 milímetros, enquanto a Cordilheira Oriental recebe 2,740 milímetros. A parte mais seca do país fica no oeste.[23]

Os ciclones tropicais atingem a República Dominicana a cada dois anos, com 65% dos impactos ao longo da costa sul. Os furacões são provavelmente entre agosto e outubro. O último grande furacão que atingiu o país foi o furacão Georges em 1998.[23]

Praia em Punta Cana

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dominicanos na cidade de Moca, Espaillat.

Aproximadamente a metade dos dominicanos vivem em áreas rurais, e muitos deles são donos de pequenas propriedades.Sua língua é um dialeto espanhol descrito como mocha'o. Existe a tendência para a simplificação de certos grupos de consoantes. Os povos pré-colombianos da República Dominicana são índios taínos. Existe uma minoria de pessoas de origem haitiana.[24] Segundo o censo de julho de 2000, a taxa de fertilidade era de três filhos por mulher e a taxa de mortalidade infantil era de 35,93 mortes para cada 1000 nascimentos vivos.

A composição étnica da população é formada por:[25] mestiços (25%); brancos (5%) e negros (70%). De acordo com estudos do genoma e DNA a maioria dos dominicanos é constituída por 70–85% africano, eurasiano 0,08–15% e 9,4–15% indígena[26][27] Os haitianos são o maior grupo minoritário do país, perfazendo aproximadamente 6% da população, de acordo com o Human Rights Watch. Muitos deles são imigrantes ilegais, outros são nascidos na República Dominicana e, alguns, são imigrantes legais. Milhares de japoneses imigraram para a República Dominicana durante a década de 1950, no pós-guerra, atraídos por uma propaganda oficial que lhes oferecia terras grátis para trabalhar.

Religiões[editar | editar código-fonte]

Catedral de Santo Domingo, a primeira catedral da América.

A República Dominicana permite a liberdade religiosa, através de sua constituição, garantindo também a tolerância à todas as religiões. Apesar disto, a Igreja Católica Romana é tida como a religião do Estado, sendo professada por 68,9% da população. Os católicos romanos são seguidos pelos protestantes (18,2%), pessoas sem religião (10,6%) e outras religiões (2,3%), esta última incluindo muçulmanos, judeus, Religiões afro-caribenhas (Palo, Vodum, Santeria, etc) entre outras. Recentemente no país começaram a operar outras denominações religiosas, como os espíritas: (2,2%), A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1,1%), budistas (0,1%), Bahá'ís (0,1%) e religiões tradicionais chinesas (0,1%). A nação tem dois santas padroeiras: Nossa Senhora de Altagrácia e Nossa Senhora das Mercês.[28]

A Igreja Católica começou a perder popularidade no final do século XIX. Isso ocorreu devido à falta de financiamento, dos sacerdotes, e dos programas de apoio. Durante o mesmo tempo, o movimento evangélico protestante começou a ganhar apoio. Tensões religiosas no país são raras.[29]

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

A República Dominicana é uma democracia representativa, cujos poderes são divididos em executivo, legislativo e judiciário.

O presidente nomeia o Gabinete, executa as leis provenientes do poder legislativo e é o comandante-em-chefe das Forças Armadas. O presidente e o vice-presidente postulam juntos a candidatura e são eleitos por um período de 4 anos, por voto direto.

O Congresso Nacional da República Dominicana (poder legislativo) é formado por duas câmaras, o Senado, composto por 32 senadores, e a Câmara dos Deputados, composta por 178 deputados.

O presidente é eleito por um período de 4 anos, em anos divisíveis por quatro. As eleições congressuais e municipais são a cada 4 anos e efetuadas em anos pares não divisíveis por quatro.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A República Dominicana divide com o Haiti a ilha Hispaniola, no Caribe. Está dividida em 31 províncias e um Distrito Nacional. Cada província está subdividida em dois ou mais municípios. Os municípios são compostos, por sua vez, por cidades, vilas e povoados e seções.

O país se divide em três regiões maiores: Norte ou Cibao, sudoeste e sudeste. Estas, se subdividem, com aproximadamente quatro províncias cada região.

Mapa das províncias da República Dominicana, enumeradas de acordo com a tabela.

Economia[editar | editar código-fonte]

Principais exportações dominicanas.

A República Dominicana é a maior economia[15] (de acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos e o Banco Mundial)[30][31] da região do Caribe e da América Central. É um país em desenvolvimento de renda média alta,[32] com um PIB per capita em 2015 de 14.770 de dólares, em termos de paridade do poder de compra. Nas últimas duas décadas, a República Dominicana tem se destacado como uma das economias de mais rápido crescimento na América - com uma taxa média de crescimento do PIB real de 5,4% entre 1992 e 2014.[31] O crescimento do PIB em 2014 e 2015 atingiu 7,3 e 7,0%, respectivamente, o mais alto no Hemisfério Ocidental.[33] No primeiro semestre de 2016, a economia dominicana cresceu 7,4%.[34]

Durante as últimas três décadas, a economia dominicana, anteriormente dependente da exportação de commodities agrícolas (principalmente açúcar, cacau e café), passou para uma diversificada combinação de serviços, manufatura, agricultura, mineração e comércio. O setor de serviços representa quase 60% do PIB; fabricação, por 22%; o turismo, as telecomunicações e as finanças são os principais componentes do setor de serviços; no entanto, nenhum deles representa mais de 10% do total.[35] A República Dominicana possui a Bolsa de Valores da República Dominicana (BVRD)[36] e um sistema avançado de telecomunicações e de infraestrutura de transporte.[17] No entanto,[2] a corrupção do governo e o serviço elétrico inconsistente continuam sendo grandes problemas. O país também tem "uma marcante desigualdade de renda".[2] A migração internacional afeta muito a República Dominicana, pois recebe e envia grandes fluxos de migrantes. A imigração ilegal de haitianos e a integração de dominicanos de ascendência haitiana são questões importantes.[37] Existe uma grande diáspora dominicana, principalmente nos Estados Unidos,[38] que contribui para o desenvolvimento, enviando bilhões para famílias dominicanas através de remessas internacionais.[2][30]

A República Dominicana tem um problema notável de trabalho infantil em suas indústrias de café, arroz, cana-de-açúcar e tomate.[39] As injustiças trabalhistas na indústria da cana-de-açúcar se estendem ao trabalho forçado de acordo com o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos. Três grandes grupos detém 75% da terra: o Conselho Estatal do Azúcar (CEA), o Grupo Vicini e a Central Romana Corporation.[40]

Vista panorâmica de Santo Domingo, a capital do país.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

A educação primária é regulada pelo Ministério da Educação, sendo a educação um direito de todos os cidadãos da República Dominicana..[41]

A educação pré-escolar é organizada em diferentes ciclos e serve a faixa etária de 2-4 anos e a faixa etária de 4-6 anos. A educação pré-escolar não é obrigatória, exceto no último ano. A educação básica é obrigatória e atende a população da faixa etária de 6 a 14 anos. O ensino secundário não é obrigatório, embora seja dever do Estado oferecê-lo gratuitamente. Atende a faixa etária de 14 a 18 anos e é organizado em um núcleo comum de quatro anos e três modos de dois anos de estudo que são oferecidos em três opções diferentes: geral ou acadêmico, profissional (industrial, agrícola e de serviços) e artístico.

O sistema de ensino superior é formado por institutos e universidades. Os institutos oferecem cursos de nível técnico superior. As universidades oferecem carreiras técnicas, graduação e pós-graduação; estes são regulados pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia.[42]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospital Metropolitano de Santiago de los Caballeros.

Em 2007, a República Dominicana teve uma taxa de natalidade de 22,91 por 1000 e uma taxa de mortalidade de 5,32 por 1000.[2] A juventude na República Dominicana é a faixa etária mais saudável.

A prevalência de HIV/AIDS na República Dominicana em 2011 situou-se em aproximadamente 0,7%, o que é relativamente baixo nos padrões caribenhos, com cerca de 62 mil dominicanos positivos para HIV/AIDS.[43] Em contraste, o vizinho Haiti tem uma taxa de HIV/AIDS que corresponde ao dobro da República Dominicana. Uma missão baseada nos Estados Unidos vem ajudando a combater a AIDS no país.[44] A dengue tornou-se endêmica da república e há casos de malária e vírus Zika.[45][46]

A prática do aborto é ilegal em todos os casos na República Dominicana, uma proibição que inclui concepções após estupro, incesto e situações em que a saúde da mãe está em perigo, mesmo que seja fatal.[47] Essa proibição foi reiterada pelo governo dominicano em uma disposição de reforma constitucional de setembro de 2009.[48]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura da República Dominicana
Carnaval na República Dominicana.

A ilha de Hispaniola, que inclui atualmente a República Dominicana, foi a primeira do Novo Mundo a ser colonizada pelos espanhóis. A cultura da República Dominicana tem, contudo, além das raízes europeias, as africanas e americanas, mas muitos dominicanos se consideram culturalmente europeus.

Existem diferenças em termos de classe social e educação, que os separam em grupos diversos, e a desigualdades entre os ricos e os pobres é grande. Porém, alguns dos traços partilhados por todos os grupos sociais são a forma particular de estabelecer relações sociais, o catolicismo com fortes tradições populares e a música popular.

O estilo musical do país é o merengue, ainda que semelhante ao som cubano e haitiano. A bachata é também uma invenção dominicana e que se tornou popular além das fronteiras.[49]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
1 de janeiro Ano Novo Año Nuevo
6 de janeiro Epifania Epifanía de Jesucristo. Santos Reyes Magos feriado católico
21 de janeiro Dia de Nossa Senhora de Altagracia Día de La Señora de la Altagracia feriado católico
26 de janeiro Dia do Pai da Pátria (Juan Pablo Duarte) Día del Padre de la Patria (Juan Pablo Duarte)
27 de fevereiro Dia da Independência Día de la Independencia Nacional feriado nacional
1 de maio Dia do Trabalho
16 de agosto Dia da Restauração Día de la Restauración feriado nacional
24 de setembro Dia da Padroeira (Nossa Senhora das Mercês) Día de La Señora de la Mercedes feriado católico
6 de novembro Dia da Constituição Día de la Constitución feriado nacional
25 de dezembro Natal Día de Navidad feriado católico

Notas

  1. A forma curta hipotética do nome do país é São Domingos (Santo Domingo, em castelhano), cujo gentílico adjetiva a república.
  2. Turner Publishing, Inc. — Nosso Tempo, volume II, pgs. 490-491. Editora Klick. São Paulo (1995): Em 1966, após cinco anos de golpes de estado, guerra civil e apresença de tropas norte-americanas, a República Dominicana realizou sua segunda eleição geral desde o assassinato de Rafael Trujillo Molina.
  3. Turner Publishing, Inc. — Nosso Tempo, volume II, pgs. 490-491. Editora Klick. São Paulo (1995):Joaquín Balaguer, ex-presidente nomeado por Trujillo em 1960, reelegeu-se por quatro vezes entre 1978 e 1990.


Referências

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Ver também[editar | editar código-fonte]

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