Um Estado confessional é aquele no qual há uma religião, por vezes também citada como religião de Estado, oficialmente reconhecida pelo Estado, o que não deve ser confundido com uma teocracia. Estados que não possuem religião oficial são denominados Estados laicos. Na atualidade existem poucos Estados realmente confessionais no planeta, a maioria deles são países do mundo islâmico.
Ao contrário de outros estados confessionais cristãos, os reinos do Lesoto e de Samoa não estabelecem nenhuma denominação cristã como oficial, abrangendo, portanto, todas as comunidades cristãs ao mesmo tempo. O mesmo ocorre em Papua-Nova Guiné e na Zâmbia.
O Estado argentino reconhece o caráter predominante da Igreja Católica, que conta com um status jurídico diferenciado em comparação com as demais religiões. Este regime diferenciado não implica, no entanto, em elevar o catolicismo romano ao status de religião oficial da República Argentina.
A Constituição do Brasil faz menção a Deus em seu Preâmbulo, mas isto não significa adesão a algum princípio religioso.
No Brasil, a Presidência da República reconheceu oficialmente Nossa Senhora Aparecida com o título de Padroeira do Brasil através da lei No 6.802, de 30 de junho de 1980.[2]
Não é oficial na Geórgia, mas a Igreja Ortodoxa Georgiana é reconhecida na Constituição como importante na História do país. Os edifícios de culto precisam ser construídos em lotes privados.
Embora a Armênia não tenha nenhuma religião oficial, a prática da liberdade religiosa garantida pela lei sofre restrições. A lei de organizações religiosas (1991) prevê a separação da Igreja e o Estado, mas o governo concede direitos especiais para Igreja Apostólica Ortodoxa da Armênia. Além disso, a lei exige que todos os grupos religiosos sejam registrados no Ministério da Justiça e proíbe o proselitismo (atividade que tem como objetivo converter pessoas a uma doutrina, ideia, sistema, partido ou religião).
Ao contrário de certos sensos comuns, o Estado de Israel NÃO é um estado confessional e NÃO possuí uma religião oficial. O equivoco é geralmente justificado pelo fato do país ser o "estado dos judeus", no entanto, ele o é para a etnia judaica (ou seja para o povo judeu, independente da religião). Israel é declaradamente um estado laico, ainda que a religião judaica tenha destaque no país por ser uma manifestação da cultura do povo judeu, esta não possuí qualquer beneficio ou privilégio no país. A religião influencia aspectos da cotidiano do país, tais como feriados e comemorações da mesma forma que o cristianismo influencia países ocidentais (por exemplo, feriados como Natal e Corpus Christi), sem torná-los estados confessionais. Pesquisas apontam que cerca de 40% da população israelense não seja adepto de qualquer religião.[5][6]
Apesar de ser um país de maioria muçulmana, a Indonésia classifica o monoteísmo como credo oficial, ou seja, a doutrina religiosa que professa um único Deus, como ocorre no islamismo, cristianismo e judaísmo, portanto, o oposto de politeísmo e ateísmo.