Costa Rica

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República de Costa Rica
República da Costa Rica
Bandeira da Costa Rica
Brasão de de fogo da Costa Rica
Bandeira Brasão de armas
Lema: ¡Vivan siempre el trabajo y la paz!
("Vivam sempre o trabalho e a paz!")
Hino nacional: Noble patria, tu hermosa bandera
("Nobre pátria, tua linda bandeira")
Gentílico: costa-riquenho, costa-riquense,
costarriquense,
costa-ricense,
costarricense[1]

Localização

Capital San José
Cidade mais populosa San José
Língua oficial Castelhano
Governo República presidencialista
 - Presidente Luis Guillermo Solís
 - 1º Vice-presidente Helio Fallas Venegas
 - 2ª Vice-presidente Ana Helena Chacón Echeverría
Independência da Espanha 
 - Declarada 15 de setembro de 1821 
Área  
 - Total 51 100 km² 
 - Água (%) 0,7
População  
 - Censo 2013 4 868 148 hab. 
 - Densidade 96 hab./km² (84,18.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 64,873 bilhões*[2] 
 - Per capita US$ 13 341[2] 
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 52,968 bilhões*[2] 
 - Per capita US$ 10 893[2] 
IDH (2015) 0,776 (66.º) – elevado[3]
Gini (2009) 50,2[4]
Moeda Colón costa-riquenho (CRC)
Fuso horário (UTC−6)
Cód. ISO CRC
Cód. Internet .cr
Cód. telef. +506
Website governamental http://www.presidencia.go.cr/

Mapa

A Costa Rica (pronunciado em português europeu[ˈkɔʃtɐ ˈʁikɐ]; pronunciado em português brasileiro[ˈkɔstɐ ˈʁikɐ]; pronunciado em castelhano[ˈkosta ˈrika]), oficialmente República da Costa Rica (em castelhano: República de Costa Rica), é um país da América Central, com 4,8 milhões de habitantes, limitado a norte pela Nicarágua, a leste pelo mar do Caribe, a sudeste pelo Panamá e a oeste pelo oceano Pacífico. É também costarriquenha a Ilha do Coco, no mesmo oceano. A capital é San José, cidade essa que projeta o país no cenário internacional emprestando seu nome e tendo sido sede da elaboração do Pacto de San José da Costa Rica, mais conhecido como a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969. A capital do país é sede ainda da Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão competente para julgar as graves violações de direitos humanos ocorridas nos países signatários, tendo como clássico exemplo o caso da Guerrilha do Araguaia.

A Costa Rica é um dos países democráticos mais consolidados da América, e é o único país da América Latina incluso na lista das 22 democracias mais antigas do mundo.[5] O país aboliu o exército no dia 1 de dezembro de 1948 criando em seu lugar a Força Nacional[6], fato perpetuado na Constituição Política de 1949[7][8][9]. Após entrar em conflito com o Exército Nacional apoiado por guerrilhas comunistas, o recém presidente José Figueires Ferrer dissolveu a força militar do país, sob o pretexto de que a segurança poderia ser mantida somente com uma força policial. Isso permite que o país viva uma estabilidade política que possibilita o desenvolvimento costarriquenho no setor econômico e social. Ademais, durante o século XX, enquanto regimes ditatoriais se disseminaram pelo continente americano, a Costa Rica não passou por governos autoritários que se valeram da força de armas para administrar o país . Assim, ao contrário da maioria dos países da América central, a Costa Rica não vivenciou golpes de Estado e guerras civis depois de abdicar de seu exército nacional.

O dinheiro economizado pela inexistência de despesas militares é direcionado em sua maioria para o investimento em educação e saúde, e ja possui 96% de sua população alfabetizada, tendo uma expectativa de vida é de 78 anos. Esses indicadores são comparáveis ao de países desenvolvidos, atualmente seu Índice de Desenvolvimento Humano é o sétimo melhor da América Latina e o segundo da América Central. Em 2010 o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) destacou que a Costa Rica está entre os poucos países que tem alcançado um maior desenvolvimento humano comparado com outros países ao mesmo nível de receita per capita.[10]

A Costa Rica ocupa o quinto lugar a nível mundial na classificação do Índice de Desempenho Ambiental de 2012 e o primeiro lugar entre os países do continente americano.[11] Na classificação do Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2011 a Costa Rica ficou no 44º lugar em nível mundial e em segundo na América Latina, superado somente pelo México.[12]

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História da Costa Rica

A Costa Rica foi descoberta e, provavelmente, batizada por Cristóvão Colombo, em sua quarta viagem à América, em 1502. Havia na região cerca de trinta mil indígenas, divididos em três grupos: güetares, chorotegas e borucas. Encontrados os primeiros indícios de ouro, usado em ornamentos indígenas, os espanhóis planejaram um núcleo de colonização sob o comando de Bartolomé Colombo, irmão do descobridor. Expulsos logo a seguir pelos indígenas, só conquistaram a região em 1530. Antes de tornar-se província da capitania-geral da Guatemala, em 1540, Costa Rica chamava-se Nova Cartago. Os limites demarcatórios foram fixados entre 1560 e 1573.

Independência[editar | editar código-fonte]

A Costa Rica tornou-se independente em 15 de setembro de 1821 e três anos depois uniu-se, por pouco tempo, ao México. Em 1824 passou a integrar a Federação Centro-Americana, dissolvida em 1838. Nessa época teve início a exportação de café para a Europa, e San José viveu um período de intenso crescimento e prosperidade. Durante a administração do general Tomás Guardia, que governou despoticamente o país entre 1870 e 1882, a Costa Rica atingiu notável desenvolvimento econômico. Incrementou-se o comércio de açúcar e café, construíram-se ferrovias e abriram-se portos para escoar a produção. As plantações de banana, controladas a partir de 1899 pela United Fruit Co., passaram a rivalizar em importância econômica com as de cana-de-açúcar e café. Em 1890 tornou-se presidente José Joaquín Rodríguez; sua eleição foi considerada a primeira inteiramente livre e sem fraudes na América Latina e inaugurou uma tradição de democracia na Costa Rica.

Século XX[editar | editar código-fonte]

O voto direto foi instituído em 1913, mas o candidato à presidência mais votado não conseguiu a maioria e a Assembleia Legislativa elegeu Alfredo González Flores. Em 1917, um movimento liderado pelo general Federico Tinoco depôs o presidente constitucional e instituiu uma ditadura. Dois anos mais tarde, Tinoco foi forçado a renunciar por pressões internas e do governo estadunidense, que não reconhecera o regime. Sucederam-se presidentes eleitos até 1948, ano em que os resultados eleitorais foram contestados por grupos de esquerda, o que desencadeou a breve guerra civil que levou José Figueres Ferrer ao poder. A junta revolucionária que assumiu o governo aboliu o Exército - o primeiro pais do mundo a faze-lo - em 1 de dezembro de 1948 e criou uma guarda civil, elaborou nova constituição e empossou o candidato vitorioso nas urnas, Otilio Ulate Blanco. Em 1953, José Figueres voltou ao poder, nacionalizou os bancos, impôs restrições à United Fruit e enfrentou uma invasão lançada por seus adversários exilados na Nicarágua. Figueres inscreveu seu nome na história do país com várias décadas dedicadas às reformas sociais, à abertura política para o exterior e aos ideais social-democratas.

Ao longo da década de 1980, a Costa Rica preservou seu regime político, baseado no poder civil legitimado por eleições, mas se enredou em problemas econômicos e financeiros, dos quais o mais premente foi a dívida externa. No início da década, o país gastava 50% de sua receita de exportação com as despesas financeiras geradas pela dívida. Em maio de 1986, o governo chegou a anunciar uma moratória temporária sobre os juros da dívida externa e, no ano seguinte, lançou um programa de austeridade para tentar salvar as finanças nacionais.

A posição internacional da Costa Rica, que manteve alto grau de independência em relação aos grandes blocos de poder, deu-lhe condições de atuar com bons resultados no âmbito regional. O presidente Óscar Arias Sánchez, eleito em 1986, teve papel de destaque na mediação das guerras civis na Nicarágua e em El Salvador e por seu esforço foi-lhe concedido o Prêmio Nobel da Paz em 1987. Em 1989 realizou-se em San José a primeira reunião de cúpula interamericana em 22 anos, para comemorar o centenário da democracia na Costa Rica. Em 1990 Arias foi sucedido por Rafael Ángel Calderón Fournier, da oposição.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia da Costa Rica

A Costa Rica é um país da América Central situado numa das zonas mais estreitas do subcontinente. O terreno é constituído por um conjunto de cordilheiras escarpadas que atravessam o país de noroeste para sudeste, as Cordilheiras de Guanacaste e Talamanca, ladeadas por planícies costeiras de largura variável, sendo que as maiores são a do nordeste e o largo vale do rio Tempisque, a noroeste. As montanhas estão semeadas de vulcões, alguns dos quais ativos, e atingem a máxima altitude no Cerro Chirripó, com 3810 m.

Possui 212 km de litoral na costa caribenha e 1016 km na costa pacífica.

Costa Rica possui 309 km de fronteira com Nicarágua e 639 km de fronteira com o Panamá,

A capital, San José, é a maior cidade do país e situa-se na zona das cordilheiras. Outras cidades importantes são Alajuela, próxima de San José, Puntarenas, na costa do oceano Pacífico e Limón, na costa caribenha.

A Costa Rica possui três bens naturais reconhecidos como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO:

  • As reservas das Cordilheiras de Talamanca-La Amistad (Parque Internacional da Amistad).
  • Parque Nacional da Ilha.
  • Área de Conservação Guanacaste.

Clima e vegetação[editar | editar código-fonte]

O clima é tropical e subtropical, arrefecendo em altitude. Existe uma estação seca de Novembro a Abril e uma estação chuvosa entre Maio e Outubro.

Cerca de 30% da Costa Rica são cobertos por uma exuberante floresta tropical úmida, especialmente na costa leste, enquanto na costa oeste há mais alguns remanescentes de floresta tropical seca.

Flora e fauna[editar | editar código-fonte]

Colibri na Costa Rica.

A Costa Rica conta com maior superfície marítima que continental dado que a zona oceânica é de 500.000 km² aproximadamente, que inclui a Ilha do Coco a qual está situada a uns 480 km ao sudoeste da Península de Osa, na costa do Oceano Pacífico. Esta ilha foi declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO no ano de 1997.

Os bosques da Costa Rica possuem ricas reservas de ébano, balsa, caoba e cedro, além de carvalho, ciprestes, manglares, helechos, guácimos, ceibas e palmas. O país conta com mais de 1000 espécies de orquídeas, sendo Monteverde (no centro do país) a região com mais densidade de orquídeas do planeta. Ao todo a Costa Rica abriga mais de 10.000 espécies de plantas.

Abundam os animais selvagens como a suçuarana, a onça-pintada, o veado, o macaco, o coiote, o tatu e umas 850 espécies de aves entre as que destacam o quetzal, o jilquero e o colibri.

Cerca de 38% da superfície total do país encontra-se coberta de bosques e selvas e 25% do território encontra-se protegido. A Costa Rica é o país com maior variedade de flora e fauna de toda a América Central.

A Costa Rica dá refúgio a: 232 espécies de mamíferos, 850 espécies de aves, 183 espécies de anfíbios, 258 espécies de repteis e 130 espécies de peixes de água doce.[13]

O Rio Savegre, localizado em San Isidro do General é o rio mas limpo do continente Americano. A Costa Rica chega a ter atualmente 5% (cinco por cento) da biodiversidade do mundo inteiro, o que é bastante significativo pelo tamanho da nação.

Meio-ambiente[editar | editar código-fonte]

Outro fator de destaque no país relaciona-se a sustentabilidade e suas políticas ambientais. Em 1970, cerca de 80% das florestas costarriquenhas haviam desaparecido devido à criação de gado. Porém, nos últimos 20 anos, o governo implementou um programa de pagamento por serviços ambientais (PSA), que consiste na remuneração de produtores rurais e comunidades tradicionais, com o objetivo de impulsionar uma mudança comportamental, valorizando a conservação do meio ambiente. Esse programa é financiado por um imposto de energia, que incide principalmente sobre combustíveis fósseis e água. O objetivo foi tornar a preservação algo financeiramente mais atrativa do que a exploração (sob a lógica de que uma floresta de pé vale muito mais do que a falta dela) e conciliou geração de renda com práticas sustentáveis. A partir dele, surgiu o REDD+, outro mecanismo que reforçava o papel das florestas no sequestro de carbono, tendo grande importância para amenizar as mudanças climáticas. O REDD+ compensa países em desenvolvimento por emissões evitadas por aumento do estoque de carbono. Dessa forma, a Costa Rica vem revertendo as taxas de desmatamento, apresentando-se como um exemplo mundial na área. Mudanças no mercado internacional, como a queda da exportação do gado e o crescente potencial para ecoturismo fizeram com que o país investisse cada vez mais em políticas para promover a sua preservação.

Em 2007 o Governo da Costa Rica, sob uma ótica social mais forte, anunciou planos para converter-se no primeiro país do mundo neutro em carbono para o ano 2021, quando completar seu bicentenário como país independente.[14][15][16] Embora o país tenha um dos menores índices de sustentabilidade ambiental (0,02% das emissões globais), o governo lançou o Plano Costa Rica Neutra, em que pretende-se diminuir significativamente as emissões de gases poluentes até 2021 e tornar o Costa Rica um país neutro em emissões. No caso, as ações do plano estão focadas nos dois principais setores que contribuem para a emissão dos gases, que são: (i) Transportes, em que pretende-se aumentar a oferta e a eficiência do transporte público, promover a eletrificação da frota, inclusive de táxis e também promover a substituição do petróleo por gás natural; (ii) Agricultura, em que o governo tem como ações a redução do uso de fertilizantes, a mudança na dieta do gado e até mesmo a implantação de sistemas agroflorestais. O resultado desse plano foi que, em março de 2015, o país ainda alcançou um recorde de 75 dias utilizando apenas energias renováveis, principalmente a energia hidrelétrica. Assim, a Costa Rica criou uma imagem internacional como um dos países que mais contribuem para a preservação do meio ambiente, tornando-se um exemplo de “democracia verde”. Atualmente a Costa Rica caminha para ser uma das maiores referências em sustentabilidade no mundo, tendo a possibilidade de manter um país ativo apenas com fontes de energia renováveis. Alterações essas que se mantiver com uma guinada social e cidadã (como o próprio nome do partido se refere) seu potencial de inovação nos setores sociais e de meio ambiente evidencia-se com uma grande possibilidade de passar a se tornar uma nação referência na soma das forças sociais e de sustentabilidade de um país em desenvolvimento.

Segundo a Fundação Nova Economía (FNE), em 2012 Costa Rica ocupa o primeiro lugar no Índice do Planeta Feliz (HPI), distinção que já havia recebido na classificação anterior de 2009.[17][18]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Demografia da Costa Rica

O censo de 2011 registrou uma população de 4 301 712 habitantes. Brancos, castizos e mestiços somam 83,63% da população, enquanto 1,05% são negros ou afro-caribenhos, 6,12% pardos, 2,4% nativos americanos, 0,2% chineses e 6,6% outros. Uma média de 67,5% tem ascendência europeia, 29,3% ameríndia e 3,2% africana.[19][20] Há também mais de 104 mil habitantes americanos ou indígenas nativos, o que representa 2,4% da população. A maioria deles vive em reservas isoladas, distribuídos em oito grupos étnicos: Quitirrisí (no Vale Central), Matambú ou Chorotega (Guanacaste), Maleku (norte de Alajuela), Bribri (Atlântico Sul), cabécar (Cordillera de Talamanca), Guaymí (sul da Costa Rica, ao longo da fronteira com o Panamá), Boruca (sul da Costa Rica) e Térraba (sul da Costa Rica).

A população de ascendência europeia é principalmente de ascendência espanhola, com um número significativo de alemães, ingleses, holandeses, franceses, irlandeses e portugueses, assim como uma comunidade judaica considerável. A maioria dos afro-costariquenhos são descendentes de imigrantes jamaicanos negros do século XIX.

A Costa Rica recebe muitos refugiados, principalmente da Colômbia e Nicarágua. Como resultado disso e da imigração clandestina, estima-se que entre 10 a 15% (400.000-600.000) da população da Costa Rica é composta de nicaragüenses.[21][22] Alguns nicaraguenses migram para oportunidades de trabalho sazonais e, em seguida, retornam para o seu país. A Costa Rica tomou muitos refugiados de uma série de outros países latino-americanos fugindo de guerras civis e ditaduras nas décadas de 1970 e 1980, nomeadamente a partir de Chile e Argentina, bem como refugiados de El Salvador que fugiram da guerrilha e os esquadrões da morte do governo.[23]

De acordo com o Banco Mundial, em 2010, cerca de 489.200 imigrantes viviam no país, principalmente oriundos da Nicarágua, Panamá, El Salvador, Honduras, Guatemala e Belize, enquanto 125.306 costarriquenhos viviam no exterior, principalmente nos Estados Unidos, Panamá, Nicarágua, Espanha, México , Canadá, Alemanha, Venezuela, República Dominicana e Equador.[24]

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Política da Costa Rica
Laura Chinchilla Miranda foi presidente da Costa Rica e a primeira mulher em ocupar a presidência deste país.

O presidente da Costa Rica governa o país ao lado de dois Vice-Presidentes, todos eleitos por voto popular a cada quatro anos. O país é dividido em sete províncias, cujos governadores são apontados pelo presidente.

No que diz respeito às instituições políticas da Costa Rica, o presidente eleito da Costa Rica nomeia 15 ministros, em conjunto com os quais forma o conselho de governo.

O poder legislativo se compõe de uma assembleia unicameral, cujos membros, como o presidente, também são eleitos por voto universal para mandatos de quatro anos.

A assembleia elege os magistrados da Corte Suprema de Justiça.

De acordo com a constituição de 1949, a Costa Rica não tem exército.[25][26] A ordem é mantida pela guarda civil e por um corpo de guardas rurais, no interior.

Em São José, foi assinada, em 22 de novembro de 1969, a Convenção Americana de Direitos Humanos que, por isso, ficou conhecida como Pacto de São José da Costa Rica, principal tratado do sistema regional americano de proteção dos direitos humanos. A Costa Rica é, também, a sede da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Subdivisões da Costa Rica

As subdivisões da Costa Rica consistem em sete províncias: Guanacaste, Alajuela, Heredia, Cartago, São José, Limão e Puntarenas, que se subdividem em 81 cantões, e estes, em 463 distritos.

Províncias da Costa Rica.
  Província Capital Cantões Distritos Área (km²) População*
1 Alajuela (norte da capital São José) Alajuela 15 108 9757,53 716 286
2 Cartago (central) Cartago 8 48 3124,67 432 395
3 Guanacaste (noroeste) Liberia 11 59 10 140,71 264 238
4 Heredia Heredia 10 46 2656,98 354 732
5 Limão (costa do Caribe) Limão 6 27 9188,52 389 295
6 Puntarenas (costa do Pacífico) Puntarenas 11 57 11 265,69 357 483
7 São José (a capital) São José 20 118 4965,90 1 345 750

Economia[editar | editar código-fonte]

A fábrica de microprocessadores da Intel na Costa Rica foi responsável em 2006 por 20% das exportações e 4,9% do PIB costarriquenho.[27]

A economia da Costa Rica é dependente do turismo, agricultura e exportações de produtos eletrônicos. A economia emergiu de uma recessão em 1997 e desde então mostra um crescimento forte. A localização da Costa Rica no istmo da América Central dá-lhe um acesso fácil aos mercados norte-americanos, visto que se situa no mesmo fuso horário dos Estados Unidos centrais, e acesso direto por oceano à Europa e à Ásia. A economia tem melhorado significativamente na Costa Rica porque o governo implementou um plano de sete anos destinado à expansão da indústria de alta tecnologia. Existem isenções fiscais para os investidores que quiserem investir no país. Com o seu nível elevado de residentes formados, a Costa Rica é um local de investimento atraente. Várias empresas globais de alta tecnologia já se instalaram na área. Em 2006, a instalação da fábrica microprocessadores da Intel foi responsável sozinha por 20% das exportações da Costa Rica e de 4,9% do seu PIB.[28]

O atrativo turístico é influenciado principalmente por seus elementos naturais, as cordilheiras e vulcões, pelo número de reservas ambientais, além de suas planícies costeiras, praias e resorts no Pacífico e no Caribe. O turismo na Costa Rica é um dos principais setores econômicos e de maior crescimento do país[29] e desde 1995 representa a primeira fonte de moeda estrangeira da economia.[30][31] Desde 1999 o turismo gera para a Costa Rica maiores receitas que a exportação de banana abacaxi e café juntos,[32] historicamente os produtos tradicionais de exportação costarriquenha. Em 2008 o número de turistas estrangeiros atingiu 2 milhões de visitantes, gerando uma receita de USD 2,2 bilhões.[33]

Apesar de ser um país altamente evoluído, tecnológica, econômica e socialmente, simultaneamente preserva com muito cuidado a natureza proveniente de seu território. A Costa Rica ocupa o quinto lugar a nível mundial segundo a classificação do índice de desempenho ambiental de 2008.[34][35]

A moeda é o colón (CRC), que é trocado a cerca de 560-570 por cada dólar americano e a cerca de 705-737 por euro. Os bancos do país são estatais.[36] [37]

Classificações internacionais[editar | editar código-fonte]

A classificação é mostrada na ordem da posição do índice da Costa Rica em relação à classificação dos países avaliados em cada categoria. O ano mostrado ao lado do indicador reflete a data dos dados utilizados na avaliação segundo o editor do índice, e não necessariamente corresponde ao ano de publicação.

Índice (Ano) Autor / Fonte / Editor Ano
publicação
Países Posição
Mundial(1)
Posição
A.L.(2)
Desempenho Ambiental (2010) Universidade de Yale[38]
2010
163
Liberdade de imprensa mundial (2007) Repórteres sem Fronteiras[39]
2007
169 21º
Grau de Democracia (2006) The Economist[40]
2007
167 25º
Paz Global (2008) The Economist[41]
2008
140 34º
Qualidade de vida (2005) The Economist[42]
2007
111 35º
Competitividade Turística (2009) Fórum Econômico Mundial[43]
2009
133 42º
Percepção da corrupção (2008) Transparência Internacional[44]
2008
180 47º
Liberdade econômica (2008) The Wall Street Journal[45]
2008
162 49º
Desenvolvimento humano (2011) Nacões Unidas (PNUD)[46]
2011
187 69º
Competitividade Global (2009) Fórum Econômico Mundial[47]
2009-2010
133 55º
Distribuição de renda (1989-2007)(3) Nacões Unidas (PNUD)[48]
2007-2008
126 100º
Índice de Satisfação de Vida (2006-2007) (4) Banco Interamericano de Desenvolvimento[49]
2008
24 N/A(4)
(1) Posição em relação ao total de paises avaliados.
(2) Posição em relação aos paises avaliados da América Latina (Porto Rico não está incluído).
(3) Devido a que o Coeficiente de Gini usado na classificação corresponde a anos diferentes, a posiçaõ de un pais é apenas um referencial, já que estritamente não é possível fazer comparações entre paises pela dispersão das datas dos dados disponíveis.
(4) O Índice de Satisfação de Vida foi calculado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento para os 24 países membros do BID na América Latina e no Caribe, baseado na Pesquisa Mundial 2006 - 2007 do Gallup (Gallup World Poll) e nos Indicadores do Desenvolvimento Mundial, pelo qual é um índice regional.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Energia[editar | editar código-fonte]

Na Costa Rica são extraídas cinco fontes de energia, em ordem de importância: hídrica, térmica, geotérmica, eólica e solar. Na América Latina o país se destaca como líder na produção de energia renovável, principalmente devido à produção de energia hidroelétrica, de acordo com o relatório dos Líderes em Energia Limpa da Organização World Wildlife Fund (WWF).[50][51]

Em 1949, o Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE) é criado como resposta ao clamor pelo manejo nacional de desenvolvimento e a apresentação de serviços elétricos.

Sua Lei Constituinte designa as seguintes atribuições como suas necessidades básicas:

  • Construir usinas de energia.
  • Unificar toda a capacidade instalada em um único sistema.
  • Expansão de serviços através da construção de redes de distribuição.

Quando o Instituto foi criado, em 1949, cerca de 15% do território continental possuía cobertura elétrica. Cinquenta e um anos depois, em 2000, esse porcentual era de 94,4%. Já em 2009, a porcentagem da cobertura elétrica passou para 98,6% do país, percentual comparável ao de países desenvolvidos.

Em 2002, o ICE sofreu um forte ajuste de financiamento devido aos cortes do Governo para converter o déficit nas finanças públicas.[52] Como resultado desse e de outros fatores, em abril de 2007, começou a sentir os efeitos da escassez de energia no país, devido ao baixo nível de investimento no setor, produzindo uma série de apagões.

Em 2014, o serviço elétrico da Costa Rica foi classificado como o Segundo melhor da América Latina, superado apenas pelo Uruguai, de acordo com estudo realizado pela Federação Interamericana da Indústria da Construção (FICC).

Educação[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Educação na Costa Rica

Saúde[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 2010, a esperança de vida ao nascer para os costarriquenhos era 79,3 anos.[53] A Península de Nicoya é considerada uma das Zonas Azuis do mundo, onde as pessoas vivem ativamente após a idade de 100 anos.[54][55] A New Economics Foundation (NEF) classificou a Costa Rica em 2009, pela primeira vez, em seu Índice de Planeta Feliz e novamente em 2012. O índice mede a saúde e a felicidade que se produz por unidade de insumo ambiental. De acordo com o NEF, a vantagem da Costa Rica é devido à sua elevada esperança de vida, que é a segunda mais alta das Américas - maior do que a dos Estados Unidos. O país também experimentou bem-estar maior do que muitas nações mais ricas e uma per capita pegada ecológica de um terço do tamanho dos Estados Unidos.[56]

Em 2002, havia 0,58 novas consultas de clínica geral (médicos) e 0,33 novas consultas especializadas per capita, e uma taxa de admissão hospitalar de 8,1%. Cuidados preventivos de saúde também são bem sucedidos. Em 2002, 96% das mulheres da Costa Rica utilizavam alguma forma de contracepção e cuidados pré-natais foram prestados a 87% de todas as mulheres grávidas. Todas as crianças com menos de um ano de idade tem acesso a clínicas de saúde e a taxa de cobertura vacinal em 2002 foi acima de 91% para todos os antígenos. A Costa Rica tem uma incidência muito baixa de malária, de 48 por 100 mil habitantes em 2000, e há casos relatados de sarampo em 2002. A taxa de mortalidade perinatal caiu de 12,0 por 1000 em 1972 para 5,4 por mil em 2001.[57]

Instalações de cuidados de saúde primários na Costa Rica incluem postos de saúde, composta por um clínico geral, enfermeiro, escriturário, farmacêutico e um técnico de saúde primário. Em 2008, houve cinco hospitais especializados nacionais, três hospitais gerais nacionais, sete hospitais regionais, 13 hospitais periféricos e 10 grandes clínicas que servem como centros de referência para clínicas de cuidados primários, que também prestam serviços biopsicossociais, serviços médicos familiares e comunitários e de promoção e programas de prevenção. Os pacientes podem escolher cuidados de saúde privados para evitar listas de espera.[57]

Esportes[editar | editar código-fonte]

O futebol é o esporte mais popular do país. O país conta com importantes clubes de futebol que participam de competições da CONCACAF. Os principais clubes da Costa Rica são Saprissa, Club Sport Herediano, Liga Deportiva Alajuelense e o Cartagines. Na natacão tem sua maior atleta, a nadadora Claudia Poll, dona de 3 medalhas olímpicas sendo uma de ouro em 1996 em Atlanta e 2 de bronze em Sydney em 2000, sua irmã, Silvia Poll, também detém uma medalha de prata olímpica conquistada também na natação, nos Jogos de Seul 1988.

Em 2014, a seleção costarriquenha conseguiu seu maior feito no futebol ao se consolidar como a maior surpresa da Copa do Mundo do Brasil 2014, classificando-se em primeiro lugar no grupo D, considerado o mais forte do Mundial, que contava com os campeões mundiais Inglaterra, Uruguai e Itália. A seleção da Costa Rica terminou sua participação na Copa do Mundo de forma invicta, sendo eliminada apenas nas quartas de finais pela badalada Holanda, na disputa de penaltis.[58] Atualmente a seleção costa-riquenha de futebol masculino ocupa o 13º lugar no Ranking da Fifa.[59]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cultura da Costa Rica
Feriados
Data Nome em português Nome local Observações
1 de Janeiro Ano novo Año Nuevo
Última semana de Março
Primeira semana de Abril
Quinta-feira santa Jueves Santo Data móvel
Sexta-feira santa Viernes Santo Festa móvel
11 de Abril Dia de Juan Santamaría Día de Juan Santamaría Héroi nacional
Junho Dia do pai Día del Padre Festa móvel (terceiro domingo do mês)
25 de Julho Anexação do Partido de Nicoya a Costa Rica Anexión del Partido de Nicoya a Costa Rica  
1 de Maio Dia do trabalhador Día del Trabajador  
2 de Agosto Dia da virgem dos Anjos Día de la Virgen de los Ángeles  
15 de Agosto Dia da mãe Día de la Madre  
15 de Setembro Dia da independência Día de la Independencia  
12 de Outubro Descoberta da América por Cristóvão Colombo Día del encuentro de las Culturas  
25 de Dezembro Natal Navidad  


Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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