Língua chinesa

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Chinês
 (漢語 / 汉语 Hànyǔ, 中文 Zhōngwén)
Falado em: República Popular da China, Hong Kong, Macau, Taiwan, Singapura, Malásia, Indonésia, Tailândia, Vietname, Mianmar, Camboja
Total de falantes: cerca de 1,3 bilhão
Posição: 1
Família: Sino-tibetana
 Chinês
Escrita: Caracteres chineses
Estatuto oficial
Língua oficial de: República Popular da China, Hong Kong, Macau, Taiwan (Formosa), Singapura, Nações Unidas
Regulado por: Na RPC: várias agências (em chinês)
Em Taiwan: Conselho de Promoção do Mandarim
Em Singapura: Conselho para a Promoção do Mandarim/Campanha para a Fala do Mandarim
Códigos de língua
ISO 639-1: zh
ISO 639-2: chi (B) zho (T)
ISO 639-3: vários:
cdo — min dong
cjy — jinyu
cmn — mandarim
cpx — pu xian
czh — huizhou
czo — min mhong
dng — dungan
gan — gàn
hak — hakka
hsn — xiang
mnp — min bei
nan — min nan
wuu — wu
yue — yue

A língua chinesa chinês simplificado: 汉语; chinês tradicional: 漢語; pinyin: Hànyǔ ou chinês simplificado: 华语; chinês tradicional: 華語; pinyin: Huáyǔ ou chinês simplificado: 中文; pinyin: Zhōngwén é na verdade uma família de línguas que pertence ao ramo sino-tibetano. Aproximadamente a quinta parte dos habitantes da Terra fala alguma forma de chinês como língua materna, tornando a língua chinesa a mais falada no planeta, embora não seja a mais difundida.[carece de fontes?]

É uma língua tonal, isolante e, basicamente, monossilábica, tendendo ao monossilabismo principalmente na variante escrita, enquanto as variantes faladas (notoriamente o mandarim) costumam fazer amplo uso de palavras dissilábicas e polissilábicas. As raízes lexicais são, no entanto, todas monossilábicas.[carece de fontes?]

Transliteração[editar | editar código-fonte]

A transliteração dos caracteres chineses para as línguas que usam o alfabeto latino pode ser feita pelo sistema Wade-Giles, criado por dois missionários estadunidenses. Após a Revolução comunista chinesa, em 1949, uma comissão de filólogos criou um novo sistema conhecido como pinyin. Como um exemplo, no sistema Wade-Giles escreve-se "Mao Tsé Tung", enquanto que em pinyin grafa-se "Máo Zédōng". Para indicar os tons utilizam-se acentos sobre as vogais ou ainda números, ao final de cada sílaba.

Dialetos[editar | editar código-fonte]

A língua chinesa apresenta grande variedade de dialetos, sendo tamanha a diferença entre eles a ponto de muitos serem incompreensíveis entre si[carece de fontes?].

O idioma mantém a unidade por causa da origem genética comum e pelo fato de a escrita ser comum a todos eles, transcrevendo conceitos ao invés de sons.

Os principais dialetos do chinês são:

Gramática[editar | editar código-fonte]

A gramática da língua chinesa é relativamente mais fácil que a de outras línguas. O chinês não tem trocas de género nem de número. Os verbos mantêm-se imutáveis em todos os casos e em todos os tempos gramaticais. Por exemplo, o verbo Ser 是 (shi) não se conjuga, seja quem for o sujeito ou o tempo.

Sistema de escrita[editar | editar código-fonte]

O sistema de escrita chinês é logográfico, ou seja, os grafemas são logogramas que denotam palavras ou morfemas. A escrita chinesa, em todas suas variantes, é caracterizada pela ausência de um alfabeto. Os logogramas não transcrevem os sons da fala (fonemas), mas significados, e cada grafema pode ser pronunciado de uma forma completamente diferente de acordo com o dialeto.

É muito frequente chamar-se aos logogramas "ideogramas" ou "hieróglifos". No entanto, os ideogramas representam ideias e não tanto palavras ou morfemas, sendo raros os sistemas de escrita das línguas humanas verdadeiramente ideográficos.

Cada grafema isolado é lido como uma sílaba diferente. Quando a palavra tem duas sílabas, cada sílaba que a compõe é representada com um grafema diferente.

Apenas uma pequena percentagem do total de sinogramas (outro nome para caracteres chineses) são realmente ideogramas ou pictogramas. Por exemplo: para se representar a ideia de "brilho" combina-se as representações de 日,"sol", e 月,"lua", obtendo-se o ideograma 明. A repetição de um pictograma pode levar à criação de um ideograma. É o caso de 木,"árvore", e de 林“bosque” e 森,“floresta”, criados através da sua duplicação e triplicação, respetivamente.

O tipo mais comum de caracteres (80% a 90%, dependendo dos autores) são os semântico-fonéticos, constituídos, como o nome indica, por dois ou mais elementos, o fonético, que indica a pronúncia aproximada, e o semântico, indicativo do significado, denominado radical. Por exemplo, em 河 hé ",rio" e 湖 hú "lago", os três traços à esquerda são o pictograma simplificado para rio, enquanto à direita se encontra o elemento fonético. Combinando 氵 "água" e 木 mù obtém-se 沐 mù, “lavar o cabelo”. Este método é muito produtivo para a criação de novos caracteres. Os nomes de muitos dos elementos da tabela periódica são formados desta maneira. 钚 bù, "plutónio", é constituído pelo radical para "metal", 金 jīn, e pelo componente fonético 不 bù ("não"), ou, tal como se descreve em chinês, "不 dá o som e 金 dá o significado".

Com a complexidade e variedade de objetos a serem nomeados, muitos acabam sendo designados por mais de um logograma, de modo que os caracteres postos um ao lado do outro geram um novo significado. Por exemplo, a palavra "computador" (電腦) é representada com as palavras "eletricidade" (電) e "cérebro" (腦).

Estrutura fonológica[editar | editar código-fonte]

A estrutura fonológica chinesa, como das demais línguas sino-tibetanas, é caracterizada pela diferença na entonação de cada palavra. Assim, uma mesma sílaba pode ter significados completamente diversos, dependendo da entonação utilizada - conferindo certa musicalidade no discurso da fala. Devido a essa característica, não existe acento tônico. O número de tons possíveis varia de um dialeto para outro. No mandarim existem quatro tons e mais um quinto tom neutro. No hakka existem seis tons, no taiwanês, sete tons, e no cantonês, nove tons[carece de fontes?].

Fontes[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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