Chinês antigo

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Antigo chinês (上古漢語)
Falado em: China
Região: Antiga China
Extinção: Evoluiu para o chinês médio, proto-min e, talvez, o bai
Família: Sino-tibetana
 Sinítica
  Antigo chinês
Escrita: Escrita de ossos oraculares, escrita de selo, escrita de bronze, escrita clerical, kaishu, escrita semicursiva, escrita grama
Estatuto oficial
Língua oficial de: Dinastia Shang, dinastia Zhou, Período dos Reinos Combatentes, dinastia Qin, dinastia Han
Regulado por: Governo da dinastia Zhou[1]
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---
ISO 639-3: och
Caracteres que representam, na escrita de selo, "pessoa" e "colheita" (posteriormente "ano"). Uma pronúncia hipotética de cada um destes caracteres pode explicar sua semelhança. Note-se as consoantes faringalizadas.

Chinês antigo (em chinês simplificado: 上古汉语; chinês tradicional: 上古漢語; pinyin: shànggǔ hànyǔ) ou chinês arcaico[2] é o termo que designa a língua chinesa falada desde a dinastia Shang (Idade do Bronze da China, que terminou no século XI a.C.) até a primeira dinastia Han (206 a.C. a 9 d.C.). Existem diversos subperíodos distintos do antigo chinês dentro desta grande extensão de tempo, e o termo - em contraste ao que é feito com os termos chinês médio e chinês moderno - costuma ser usado com frequência em relação à fonologia histórica chinesa, que tenta reconstruir a maneira em que o chinês antigo era pronunciado.

Como o antigo chinês era o idioma falado pelos chineses quando obras clássicas como os Analectos de Confúcio, o Mêncio e o Tao Te Ching estavam sendo escritos, e foi a língua oficial do império unificado da dinastia Qin e da longeva dinastia Han, acabou sendo preservado pelos dois milênios seguintes na forma do chinês clássico, um estilo do idioma escrito que emula a gramática e o vocabulário do chinês antigo tal como é apresentado nestas obras.

Periodização[editar | editar código-fonte]

A evidência mais antiga conhecida do idioma chinês são as chamadas inscrições em ossos oraculares, do período tardio do Estado Shang, por volta de 1200 a.C.. Apesar das dificuldades encontradas para se decifrar estas inscrições, não existe qualquer dúvida de que o idioma no qual foram escritos é uma forma antiga do chinês, chamado de 'arcaico', cujo uso se estende até o início do período Zhou, e é encontrado exclusivamente nestes ossos oraculares e em recipientes de bronze. Seu vocabulário consiste de 3000 a 4000 palavras, das quais a maior parte são nomes próprios. Gramaticalmente, o idioma é bem menos caracterizado pelas construções sintáticas excessivalmente analíticas do chinês clássico padrão, e tem bem menos partículas gramaticais.

No período Zhou Ocidental que se seguiu, surgiu uma profusão de textos escritos. O idioma, por vezes chamado de "pré-clássico", reteve a concisão no estilo e na gramática, porém notam-se consideráveis expansões em vocabulários específicos, e no uso de construções evidentemente sintáticas.

Os quatro séculos que vão de 600 a 200 a.C. foram chamados de "era de ouro da filosofia e da literatura chinesa clássica", e foi a partir deste período que o termo 'chinês clássico' passou a designar o padrão escrito, transmitido até o século XX. Obras do período, como os Analectos e o Mêncio são vistos, deste o período Han até os dias de hoje, como referências para o estilo de prosa do chinês clássico. Inscrições em bronze do período são comuns, porém em menor número do que os textos transmitidos. Estes textos foram escritos originalmente, em sua maioria, com tinta aplicada sobre bambu, lascas de madeira e, no fim do período, seda.

Referências

  1. Fāngyán, editado por Yang Xiong
  2. Como é descrito pelo linguista sueco Bernhard Karlgren

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Baxter, William H. (1992). A Handbook of Old Chinese Phonology. Berlim: Mouton de Gruyter. ISBN 311012324X.
  • Dobson, W. A. C. H. (1959). Late Archaic Chinese: A Descriptive Grammar. Toronto: University of Toronto Press.
  • Karlgren, Bernhard (1957). Grammata Serica Recensa. Estocolmo: Museum of Far Eastern Antiquities.
  • Pulleyblank, E.G. (1962). "The Consonantal System of Old Chinese", Asia Major 9:58-144, 206-65.
  • Pulleyblank, Edwin G. (1996). Outline of Classical Chinese Grammar. Univ of British Columbia Pr, ISBN 0774805412.
  • Sagart, Laurent (1999). The Roots of Old Chinese. Amsterdam/Philadelphia: John Benjamins. ISBN 1556199619.
  • Schuessler, Axel (2006). ABC Etymological Dictionary of Old Chinese. Honolulu: University of Hawaii Press. ISBN 0824829751.
  • Schuessler, Axel (2009). Minimal Old Chinese and Later Han Chinese: A Companion to Grammata Serica Recensa. Honolulu: University of Hawaii Press. ISBN 9780824832643.
  • Zhengzhang Shangfang 郑张尚芳 (2003). Shanggu yinxi [Old Chinese phonology]. Xangai: Shanghai jiaoyu chubanshe. ISBN 7532092445.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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