Língua bai

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Bai 白语 Báiyǔ (Baip‧ngvp‧zix)
Falado em: China
Região: Yunnan
Total de falantes: 1,27 milhões (2003)
Família: Sino-tibetana
 Sinítica ?[1]
  Macro-Bai ?
   Bai 白语 Báiyǔ
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---
ISO 639-3: vários:
bca — Central Bai, Jianchuan
bfs — Sul Bai, Dali, Yunnan
bfc — Norte Bai, Bijiang (Panyi Bai)
lay — língua Lama (Burma)

A língua Bai (Bai: Baip‧ngvp‧zix; chinês tradicional: 白語, chinês simplificado: 白语, pinyin: Báiyǔ) é falada na China, principalmente na província de Yunnan pelo povo bai. São mais de um milhão de falantes, os quais podem falar um de seus principais dialetos. É uma língua tonal que apresenta, o Bai, as vogais Bai oito tons e um rico inventário de vogais.

Como é comum dentre as línguas do Sudeste Asiático, as vogais Bai apresentam a oposição entre vogais fortes e lenes (voz produzida na laringe normal). Existe uma pequena quantidade de literatura tradicional escrita com caracteres chineses, (escrita dita “Bowen”) ( 僰 文), bem como várias publicações recentes impressas recentemente num sistema padronizado de romanização usando o alfabeto latino.

Classificação[editar | editar código-fonte]

A posição dessa língua (ou grupo linguístico) dentro da família sino-tibetana é indeterminada. Tradicionalmente, Bai foi considerado uma língua tibeto-birmanesa, mas R.A.D. Forrest em 1948 veio a nova ideia de que fosse uma prto-sinítica, uma ramificação do Chinês Antigo. [2] Desde a última geração, esse argumento foi assumido por Sergei Starostin, G. van Driem e S. Zhengzhang. O estado do debate sobre a posição genética de Bai foi pesquisado por Wang (2005), que salienta que a investigação adequada da questão é dificultada pelo fato de Proto-Bai, o antepassado dos três dialetos modernos, ainda não ter sido reconstruído. Na verdade, os próprios dialetos ainda não foram completamente descritos.

A questão é complicada pelo fato de que o vocabulário Bai vocabulário foi influenciado desde milênios pelas línguas Tibeto-Birmanesas vizinhas e várias variedades de línguas chineses. O Sinologista Jerry Norman]] declarou: " Embora provavelmente se esteja indo muito longe ao considerar o Bai um dialeto chinês, suas ligações mais próximas com as siníticas não podem ser facilmente descartadas."[3]

Variantes[editar | editar código-fonte]

Dentro da área básica do Bai, são reconhecidos três dialetos, que podem ser também línguas distintas: Jianchuan (Central), Dali (Sul) e Bijiang (Norte). Jianchuan e Dali são próximo, os falantes são aptos a entender uns aos outros depois de viver juntos por um mês. Bijiang é mais divergente e pode ser dividido duas línguas, Panyi e Lama (Birmânia), o último misturado com a língua sino-tibetana Nung.

O Laemae ( lɛ˨˩mɛ˨˩ , Leimai, Leimo) é um clã com cerca de 50 mil pessoas que estão integradas ao povo Lisu, São conhecidos por falar uma "linguagem grupal Bai" (Bradley 2007: 363). Bradley (2007) estima que existam cerca de 15 mil falantes de Laemae no condado Fugong , Yunnan. Lisu e Bai Norte também são falados na região.

Obra de Wang Feng (2012)[4] apresenta um árvore de 9 dialetos Bai dialects O Lama (拉玛) está em Tuoluo, Gongxing, Enqi; o Lemo (勒墨) está em Ega e Jinman.

Bai
  • Norte
    • Gongxing (共兴), Condado Lanping
    • (núcleo)
      • Enqi (恩棋), Condado Lanping]; Jinman (金满), Condado Lushui
      • Tuoluo (妥洛), Condado Weixi
      • Ega (俄嘎), Condado Lushui
  • Sul
    • Mazhelong (马者龙), Condado Qiubei
    • (núcleo)
      • Jinxing (金星), Condado Jianchuan
      • Dashi (大石), Condado Heqing
      • Zhoucheng (周城), Dali City

Wang (2012)[5] também indica presença do Bai em Xicun, Dacun, Shalang, Kunming (昆明市沙朗乡大村西村). [6]

Gramática[editar | editar código-fonte]

Bai possui uma ordem sintática básica de sujeito-verbo-objeto (SVO). Porém, a ordem sujeito-objeto-verbo (SOB) pode ser encontrada em frases interrogativas e negativas.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. S. Robert Ramsey (1987). The Languages of China. [S.l.]: Princeton University Press. pp. 290–. ISBN 0-691-01468-X 
  2. James B. Minahan (10 de fevereiro de 2014). Ethnic Groups of North, East, and Central Asia: An Encyclopedia. [S.l.]: ABC-CLIO. pp. 23–. ISBN 978-1-61069-018-8 
  3. Norman 2003:73
  4. Wang Feng [汪锋]. (2012). Language Contact and Language Comparison: The Case of Bai [语言接触与语言比较:以白语为例 ]. Beijing: Commercial Press [商务印书馆]. 92–94
  5. Wang Feng [王锋]. 2012. A study of the Bai language of Shalang [昆明西山沙朗白语研究]. Beijing: China Social Sciences Academy Press p中国社会科学出版社].
  6. http://www.ynszxc.gov.cn/villagePage/vIndex.aspx?departmentid=45388

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Allen, Bryan and Zhang Xia. 2004. Bai Dialect Survey. Yunnan Nationalities Publishing House. ISBN 7-5367-2967-7.
  • Bradley, David. 2007. "East and Southeast Asia." In Moseley, Christopher (ed). Encyclopedia of the World's Endangered Languages. New York: Routledge.
  • Lee Yeon-ju & Sagart, L. 1998. The strata of Bai. Paper presented at the 31st ICSTLL, University of Lund, Sweden, Sep. 30 – Oct. 4, 1998. [1]
  • Lee, Yeon-Ju; Sagart, Laurent (2008). «No limits to borrowing: The case of Bai and Chinese». Diachronica. 25 (3): 357–385. doi:10.1075/dia.25.3.03yeo 
  • Matisoff, J. A. 2001. On the genetic position of Bai within Tibeto-Burman. Paper presented at the 34th International Conference on Sino-Tibetan languages and linguistics, Yunnan minzu xueyuan. [2]
  • Starostin, Sergej. 1995. “The historical position of Bai”. Moskovskij Lingvisticheskij Zhurnal 1:174-190. Moscow.
  • Norman, Jerry. 2003. The Chinese dialects: phonology. In Graham Thurgood and Randy J. LaPolla, eds., The Sino-Tibetan Languages. Routledge. Routledge language family series. Chapter 5, 72ff.
  • Wang, Feng. 2005. On the genetic position of the Bai language. Cahiers de Linguistique - Asie Orientale. 34(1):101–127. Paris.
  • Wang, Feng. 2006. Comparison of languages in contact: the distillation method and the case of Bai. Language and Linguistics Monograph Series B: Frontiers in Linguistics III. Taipei: Institute of Linguistics, Academia Sinica, 2006.
  • Wiersma, Grace. 1990. Investigation of the Bai (Minjia) language along historical lines. PhD dissertation, University of California at Berkeley.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]