América espanhola

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Países constituintes da América Hispânica.

O termo América Hispânica (em espanhol: Hispanoamérica ou América Hispana), ou ainda América espanhola e Hispano-América, se refere às partes da América colonizadas por espanhóis (inclusive os de língua não-castelhana, como bascos, galegos e catalães). Estas populações representam o grosso do total de hispanófonos no mundo, e são chamadas de "hispano-americanos".

A América hispânica inclui os países na América do Norte, na América Central e na América do Sul que têm a língua espanhola como idioma oficial, ou ainda co-oficial.

É uma região cultural, incluída na América latina, integrando 19 nações com mais ou menos 365 milhões de habitantes. Apesar de estar dentro da América latina, distingue-se dela por não incluir as nações americanas francófonas e lusófonas e da Ibero-América por não incluir as nações ibéricas e suas ex-colônias da América não hispanófonas.

Países[editar | editar código-fonte]

Outros países americanos onde há um importante número de hispanófonos como Belize e Estados Unidos não são considerados parte da América espanhola.

História[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: História da Hispano-América

Artes e estilos[editar | editar código-fonte]

Depois da conquista da América, os relevantes estilos da Espanha foram gradualmente cultivados: o gótico, o mudéjar, o plateresco, o herreriano, o barroco e o neoclássico. A mão-de-obra indígena, constituída pelas ordens religiosas, contribuiu para aumentar um caráter de exagero decorativo. Os lugares mais importantes foram o México e o Peru. No século XVI, as igrejas eram fortificadas e muito sóbrias; no século XVII desenvolveu-se um estilo heróico e majestoso. É necessário assinalar a importância da arquitetura jesuítica no Paraguai, nas Antilhas, em Havana, na Colômbia, etc.

No século XVIII, o período mais fértil, o estilo tornou-se arrebatado, lírico, ultrabarroco. As fachadas das catedrais e das igrejas podem ser comparadas a imensas obras de ourivesaria em pedra. Os grandes retábulos em madeira dourada e as estátuas policromadas atingem o auge do luxo (Igreja do Carmelo, em Potosi).

A pintura também tende à riqueza decorativa e à expressão patética (composição religiosa de Gregorio Vásquez na Colômbia, de Miguel Santiago no Equador; a prolífica escola de Cuzco no Peru). A Escultura desenvolveu-se sobretudo no século XVIII (Bernardo Legarda, no Equador).

No início do século XIX os Estados livres da América latina ligaram-se às tendências da arte acadêmica italiana e francesa. No século XX, A retomada dos valores nacionalistas determinou o aparecimento de uma pintura voltada para as manifestações populares (escola dos muralistas mexicanos). A arquitetura moderna, ligada às correntes internacionais, desenvolve-se no México e nas diversas capitais.

Literatura[editar | editar código-fonte]

  • Século XVI: Desde os primeiros tempos da colonização, teve início uma gama de crônicas e de relatos de conquista de grande valor histórico, devido a Gonzalo Fernández de Oviedo, Bartolomé de Las Casas, Francisco López de Gómara, secretário de Cortés, Bernal Diza del Castillo, Álvar Núñez Cabeza de Vaca, Cieza de León, Agustín de Zárate, Garcilaso de la Vega. Uma das primeiras epopéias em língua espanhola, La Araucana(1569-1589), obra de Alonso de Ercilla, é chilena. Também se destacam as epopéias de Pedro de Oña, de Juan de Castellanos, de Bernardo de Balbuena, de Martín del Barco Centenera e, finalmente, a epopéia sacra La cristiada do frade Diego de Hojeda. A chegada dos religiosos, na esteira dos conquistadores, ajudou a organizar a vida intelectual; fundou-se a primeira universidade em São Domingos (1538) e, em 1551, foram criadas as universidades do México e de Lima, esta cidade contando com um teatro público desde 1602. Colaborara, também para o impulso das letras no Novo Mundo a obra de Luis de Góngora e a fixação, na América espanhola, de escritores, como Mateo Alemán.
  • Século XVII: A literatura hispano-americana contou com ilustres representantes do gênero barroco, como os poetas Juan de Espinosa Medrano, dito o Lunajero, Pedro De Peralta y Barnuevo, Juan Del Valle Caviedes (Peru); Carlos de Sigüenza y Góngora, Juan Inés de la Cruz (méxico); o dramaturgo Juan Ruiz de Alarcón, os prosadores Alonso de Ovalle (Chile). A atividade teatral também foi particularmente brilhante.
  • Século XVIII: Período pouco expressivo, no qual só se destacam os poetas Manuel de Navarrete (México) e Rafael Landivar (Guatemala) e o ensaísta equatoriano Francisco Eugenio de Santa Cruz y Espejo. A cada Estado independente que emergiu das lutas pela independência corresponderia uma literatura própria.
  • Influência dos escritores franceses e a criação do movimento modernista por Rubén Darío caracterizam o século XIX.
  • Século XX: A literatura romanesca é particularmente fecunda, passando pelo indigenismo, o realismo mágico, o fantástico (na Argentina, notadamente Borges), a pesquisa formal e a exploração da linguagem, brilhantemente ilustrados por M. A. Asturias (Guatemala), Alejo Carpentier (Cuba), Juan Rulfo e Carlos Fuentes (México), o argentino Julio Cortázar, J.R. Ribeyro, Mario Vargas Llosa (Peru), Gabriel García Márquez (Colômbia).

Línguas[editar | editar código-fonte]

Levado para a América do Sul e para a América Central, no século XVI, pelos conquistadores, o espanhol afirmou-se como língua da administração colonial, depois dos Estados (excetuando-se o Brasil). A influência das línguas ameríndias é sensível no léxico: palavras locais, dentre as quais diversas passaram para as línguas européias (maíz, sabana, tabaco, cacao, etc). Existem variantes regionais do Espanhol da América, mas, atualmente, o rádio e a imprensa tendem a impor o castelhano como uma norma. Por outro lado, a pressão da língua literária representa um sólido fator de unidade lingüística.

Além do espanhol, são falados os idiomas indígenas guaraní, aimará, quéchua, maia, entre outras.

Notas[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]