Século XV

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Milénios: primeiro milénio d.C. - segundo milénio d.C. - terceiro milênio d.C.
Séculos: Século XIV - Século XV - Século XVI

O Século XV foi o século do calendário Juliano de 1401 até 1500.

Na Europa, o século XV foi visto como a ponte entre o final da Idade Média e o início do Renascimento e da Idade Moderna. Muitos desenvolvimentos tecnológicos, sociais e culturais levaram a que várias nações do continente europeu dominassem o mundo nos séculos vindouros. Em termos religiosos, o papado romano foi dividido em dois durante várias décadas (Grande Cisma do Ocidente), uma crise que só terminou com o Concílio de Constança. A divisão da Igreja Católica e o surgimento do movimento Hussita são factores que mais tarde levariam à Reforma Protestante no século seguinte.

Constantinopla, actualmente conhecida como Istambul (capital da Turquia), então a capital do Império Bizantino, é conquistada pelos muçulmanos otomanos, marcando o fim do influente Império Bizantino, um evento que a maior parte dos historiadores marcam como o final da Idade Média e o começo da Idade Moderna.[1] Este evento forçou as potenciais comerciais europeias a procurar uma nova rota comercial para o extremo oriente, o que deu mais ímpeto ao que já começava a surgir como a Era dos Descobrimentos, que levaria ao descobrimento e mapeamento de todo o globo pelas potências europeias. Explorações realizadas pelos portugueses e pelos espanhóis levou à descoberta do continente americano e de uma rota, através do Cabo da Boa Esperança, até à Índia, isto na última década do século. Estas duas descobertas levaram aos impérios coloniais portugueses e espanhóis.

A queda de Constantinopla levou à migração de intelectuais gregos e muitos textos para Itália, enquanto Johannes Gutenberg inventava um mecanismo que cópia de textos, o que levou à Prensa Móvel. Estes dois eventos desempenharam importantes catalisadores para o desenvolvimento do Renascimento.[2][3]

A reconquista espanhola levou à queda do Emirado de Granada na Península Ibérica no final do século, terminando assim uma ocupação muçulmana na península que já durava à séculos.

A Guerra dos Cem Anos terminou com uma vitória decisiva dos franceses contra a Inglaterra. Problemas financeiros na Inglaterra depois desta conflito resultaram na Guerra das Rosas, uma série de conflitos dinásticos pelo trono de Inglaterra. Os conflitos terminaram com a derrota de Ricardo III por Henrique VII na Batalha de Basworth Field, estabelecendo a dinastia Tudor no poder.

Na Ásia, sob o Imperador Yongle, que mandou construir a Cidade Proibida e mandou Zheng He explorar o mundo além-mar, a o território da Dinastia Ming alcançou a sua extensão máxima. No médio-oriente e na Ásia central Tamerlane estabeleceu um grande império para tentar ressuscitar o Império Mongol.

Em África a expansão do Islamismo leva à destruição dos reinos cristãos da Nubia, sendo que no final do século apenas restava Alodia (que também colapsaria em 1504). O vasto Império Mali estava à beira do colapso, sob pressão do emergente Império Songhai.

No continente americano, tanto o Império Inca como o Império Asteca alcançaram o seu pico de influência e desenvolvimento.

Invenções, descobertas e introduções[editar | editar código-fonte]

  • O Renascimento surge, influenciando a filosofia, a ciência e a arte.
  • A Era dos Descobrimentos começa
  • O língua inglesa moderna surge a partir do inglês médio.
  • Bancos públicos
  • Enciclopédia Yongle
  • Alfabeto Hangul na Coreia
  • Whisky escocês
  • Hospitais psiquiátricos
  • Desenvolvimento da Prensa Móvel na Europa, dando início às impressões em série, por Johannes Gutenberg
  • Perspectiva Linear aperfeiçoada por Filippo Brunelleschi
  • Invenção do Cravo (instrumento musical)
  • Descoberta do continente americano por Colombo
  • Descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama

Anos[editar | editar código-fonte]

1401 | 1402 | 1403 | 1404 | 1405 | 1406 | 1407 | 1408 | 1409 | 1410
1411 | 1412 | 1413 | 1414 | 1415 | 1416 | 1417 | 1418 | 1419 | 1420
1421 | 1422 | 1423 | 1424 | 1425 | 1426 | 1427 | 1428 | 1429 | 1430
1431 | 1432 | 1433 | 1434 | 1435 | 1436 | 1437 | 1438 | 1439 | 1440
1441 | 1442 | 1443 | 1444 | 1445 | 1446 | 1447 | 1448 | 1449 | 1450
1451 | 1452 | 1453 | 1454 | 1455 | 1456 | 1457 | 1458 | 1459 | 1460
1461 | 1462 | 1463 | 1464 | 1465 | 1466 | 1467 | 1468 | 1469 | 1470
1471 | 1472 | 1473 | 1474 | 1475 | 1476 | 1477 | 1478 | 1479 | 1480
1481 | 1482 | 1483 | 1484 | 1485 | 1486 | 1487 | 1488 | 1489 | 1490
1491 | 1492 | 1493 | 1494 | 1495 | 1496 | 1497 | 1498 | 1499 | 1500

Referências

  1. Crowley, Roger (2006). Constantinople: The Last Great Siege, 1453. [S.l.]: Faber. ISBN 0-571-22185-8  (reviewed by Foster, Charles (22 de setembro de 2006). «The Conquestof Constantinople and the end of empire». Contemporary Review. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2009. It is the end of the Middle Ages 
  2. Encyclopædia Britannica, Renaissance, 2008, O.Ed.
  3. McLuhan 1962; Eisenstein 1980; Febvre & Martin 1997; Man 2002