Sultanato de Déli

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Sultanato de Déli

दिल्ली सलतनतدلی سلطنت

Sultanato

12061526 
Bandeira de acordo com o Atlas Catalão de 1375 (não é confirmada por outras fontes e é considerada como especulativa)
Bandeira de acordo com o Atlas Catalão de 1375 (não é confirmada por outras fontes e é considerada como especulativa)
Delhi History Map.png
Mapas do Sultanato de Déli ao longo da sua história
Continente Ásia
Região Norte da Índia
Capitais Laore (1206–1210)
Badayun (1210–1214)
Déli (1214–1327)
Daulatabade (1327–1334)
Déli (1334–1506)
Agra (1506–1526)
Países atuais  Afeganistão
 Bangladesh
 Índia
Paquistão

Línguas oficiais persa (oficial)[1]
hindustâni
Religião islão sunita

Forma de governo monarquia
Sultão
• 1206–1210  Cobadim Aibaque (primeiro)
• 1517–1526  Ibraim Lodi (último)

História  
• 12 de junho
de 1206
  Independência
• 20 de dezembro
de 1305
  Batalha de Amroha
• 21 de abril
de 1526
  Primeira batalha de Panipate

O Sultanato de Déli (em hindi: दिल्ली सलतनत; em panjabi: دلی سلطنت) ou Deli é um termo usado para se referir a cinco dinastias de curta duração, baseadas em reinos ou sultanatos na região de Déli, atualmente a capital da Índia, compostas principalmente por povos turcos e pastós e que teve origem na Índia medieval. O sultanatos governaram a partir de Déli entre 1206 e 1526, quando a última dinastia foi derrotada pelo Império Mogol. As cinco dinastias foram: dinastia mameluca (1206–1290), dinastia Chalji (1290–1320), dinastia Tuglaque (1320–1414), dinastia Saída (1414–1451) e dinastia Lodi (1451–1526), do Afeganistão.

Cobadim Aibaque, um ex-escravo (mameluco) do sultão gúrida Muizadim Maomé, foi o primeiro sultão de Déli e sua dinastia conseguiu conquistar grandes áreas do norte da Índia. Apenas numa das suas batalhas, reduziu à escravatura cerca de 50 mil homens indianos. Depois, a dinastia Chalji logrou conquistar a maior parte da Índia central, mas nenhuma delas conseguiu unir o subcontinente indiano. O sultanato também é conhecido por ter sido um dos poucos Estados que conseguiram repelir um ataque do Império Mongol.[2][3]

O sultanato inaugurou um período de renascimento cultural indiano. A fusão das culturas "indo-muçulmana" deixou duradouros monumentos sincréticos na arquitetura, música, literatura, religião e roupas da sociedade do país. Supõe-se que a língua urdu (que significa literalmente "horda" ou "acampamento" em vários dialetos turcos) nasceu durante este período, como resultado do entrelaçamento dos falantes locais do sânscrito prácrito com imigrantes de língua persa, turca e árabe durante governos muçulmanos. O sultanato de Déli é o único império indo-islâmico a ter entronizado uma das poucas governantes mulheres da Índia, Razia Sultana (r. 1236–1240). Em 1526, o sultanato de Déli foi absorvido pelo emergente Império Mogol.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Arabic and Persian Epigraphical Studies - Archaeological Survey of India». Asi.nic.in. Consultado em 22 de maio de 2013. Arquivado do original em 29 de setembro de 2011 
  2. The state at war in South Asia By Pradeep Barua, pg. 29
  3. Durant, Will (1954). The story of Civilizationː Part 1 -Our oriental Heritage. [S.l.]: Simon and Schuster. p. 461 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]


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