Segundo Império Mexicano

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Imperio Mexicano (em castelhano)

Império

Bandera Histórica de la República Mexicana (1824-1918).svg
1863 — 1867 
Flag of Mexico (1881-1917).png
Bandeira
 
Escudo
Bandeira Escudo
Second Mexican Empire (orthographic projection).svg
Território do Segundo Império Mexicano após o estabelecimento
Região América Latina
Capital Cidade do México
País atual México
Atualmente parte de  México

Língua oficial espanhol
Religião catolicismo romano
Moeda Peso

Forma de governo Monarquia constitucional federal
• 1864–1867  Maximiliano I
Regente
• 1863–1864  Juan Almonte
Congresso da União
•    Senado
•    Câmara dos Deputados

História  
• 8 de dezembro de 1861  Segunda intervenção francesa
• 10 de abril de 1864  Maximiliano aceita a coroa
• 19 de junho de 1867  Imperador executado

População
 • 1868   8 396 000  (est.)

Segundo Império Mexicano (em castelhano: Segundo Imperio Mexicano) foi o período da história do México em que o país esteve sob uma monarquia hereditária limitada declarada pela Assembleia dos Notáveis em 10 de julho de 1863 durante a segunda intervenção francesa no México. Foi criada com o apoio de Napoleão III da França, que tentou estabelecer um aliado monárquico nas Américas. Um referendo confirmou o arquiduque austríaco Ferdinando Maximiliano, da casa de Habsburgo-Lorena, como o imperador Maximiliano I do México.

Promovido pela poderosa e conservadora elite dos "hacendados" do México, com o apoio dos franceses, bem como das coroas austríaca e belga, a intervenção tentou criar um sistema monárquico no México, como existiu durante os 300 anos do vice-reinado da Nova Espanha e o reinado independente de curto prazo do imperador Agustín I do México. O apoio veio principalmente de católicos conservadores.[1] O Império chegou ao fim em 19 de junho de 1867, com a execução do imperador Maximiliano I.

História[editar | editar código-fonte]

Obra de Dall'Ácqua que retrata o momento em que a delegação do México, no Castelo de Miramar, oferece o trono a Maximiliano

O Segundo Império Mexicano teve uma duração maior que o Primeiro Império (três anos entre 1864 e 1867), no entanto também teve apenas um imperador, Maximiliano de Habsburgo, que foi colocado no trono por realistas mexicanos (Assembleia de Notáveis) a aceitar a coroa do recém-fundado Império Mexicano e persuadido pelo imperador francês Napoleão III.

A aventura de Maximiliano de Habsburgo não passou de um triste episódio de interesses criados, ingenuidade e desespero. Os conservadores viram em sua pessoa a possibilidade de manter um sistema político que lhes era cômodo e que lhes parecia seguro por contar com o apoio da França, da Inglaterra e da Santa Sé. O arquiduque austríaco, por sua vez, de certo modo condenado a ser sempre o irmão do imperador da Áustria, aceitou o papel que lhe era oferecido desempenhar em um país completamente desconhecido para ele e submerso numa profunda crise política. Devido a suas tendências liberais, logo perdeu o apoio dos conservadores. Foi alvo da hostilidade dos seguidores de Benito Juárez, os republicanos, ao ordenar a execução sumária de seus líderes (1865). A única proteção de Maximiliano era a presença de tropas francesas; quando estas se retiraram (1866-1867), ele assumiu pessoalmente o comando de seus soldados. Após um cerco em Santiago de Querétaro, foi capturado, aprisionado, julgado por uma corte marcial e fuzilado juntamente com Tomás Mejía e Miguel Miramón (general e Presidente do México). Com sua morte, a pretensão ao trono mexicano foi reivindicada por os Habsburgo-Itúrbide, por adoção dos netos do primeiro imperador do México Agustín de Itúrbide.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «The Second Empire in Mexico.». The New York Times. 19 de fevereiro de 1865