História do Haiti

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Cristóvão Colombo desembarca na parte leste da ilha de Hispaniola em 1492.

A história do Haiti tem início na autodeterminação do país em 1 de janeiro de 1804, quando da declaração de sua independência do então Primeiro Império Francês. A história do primeiro país latino-americano independente retrata um caminho instável em sua trajetória política, econômica e social até os dias de hoje. Revoltas, golpes e repressões marcaram o povo haitiano que sobrevive a inúmeras violações dos direitos humanos. Hoje, a "Pérola do Caribe" tornou-se uma das nações mais pobres da América Latina e atrai atenção da comunidade internacional desde 1991, por de diversas missões da Organização dos Estados Americanos (OEA) e das Nações Unidas (ONU) devido ao quadro interno de violência e miséria instalado no país.

Este texto busca apresentar os principais eventos que reproduzem a história do Haiti. Para tanto, apresenta-se o espaço fisiográfico para delinear o ambiente dos fatos. Segue os antecedentes históricos que remeteram o país à independência. E por fim, passo a passo, é abordado de forma cronológica os acontecimentos, destacando suas características e relevância para a formação do Haiti de hoje.

Caracterização da área[editar | editar código-fonte]

O Haiti ocupa o terço ocidental da ilha Hispaniola com cerca de 27.750 Km² de superfície de forma recortada, isto corresponde a uma área equivalente ao estado brasileiro de Alagoas[1] (27.767 Km² - o segundo menor estado da federação brasileira). Ao norte, seu território é banhado pelo Oceano Atlântico; ao sul pelo Mar do Caribe (ou Mar das Antilhas); a oeste pela Baía de Gonaïves, Passagem de Windward e Estreito da Jamaica; e a leste, compartilha a ilha Hispaniola com a República Dominicana, única fronteira terrestre com cerca de 360 Km de extensão. Esta característica insular de sua área lhe confere uma estrutura física predominantemente individual.

O território haitiano tem posição absoluta entre as longitudes 71º e 74º oeste, e latitudes 17º e 20º norte; e está equidistante de Miami nos Estados Unidos e Caracas na Venezuela. Sua posição relativa o coloca na intercessão das áreas de influencia da América do Norte e América Latina e facilita a projeção de rotas aéreas e marítimas para a Europa e África.

O clima é tropical e muito influenciado pela maritimidade. Situado no Circuito de Furacões, há frequentemente incidência de tempestades tropicais e furacões no período de junho a outubro. A temperatura média mínima é de 20°C e a máxima de 34°C. A estação das chuvas ocorre duas vezes por ano de abril a junho e entre outubro e novembro. Estas características contribuem para o histórico de frequentes alagamentos.

O relevo da ilha é predominantemente montanhoso. Apresenta dois planaltos que fecham o Golfo de Gonaïves e são separados por vales e outras planícies. Na região sul está localizado o ponto mais alto do país, o Pico La Selle com 2.680 metros de altitude. As formações montanhosas são orientadas no sentido leste - oeste. A cadeia central é composta por rochas cristalinas e está cercada de maciços sedimentares. No litoral predominam as planícies costeiras.

O rio mais importante de todo o território haitiano é o Artibonite, que se origina na península do norte. A sudoeste encontra-se o maior lago da ilha com águas salgadas e cerca de 170 Km², o Lago Azuei (Assuey). A hidrografia haitiana tem pouco potencial hidrelétrico. Seu litoral recortado tem grande potencial turístico, como a maioria dos países caribenhos, contudo, muito pouco explorado.

A vegetação predominante é a floresta tropical, porém sofreu grande devastação com o passar do tempo. O Haiti hoje possui vegetação inexpressiva para fins econômicos e para a concentração populacional.

O Haiti tem cerca de 9,65 milhões de habitantes, onde 95% são negros, e estão distribuídos em 299,27 hab/km², e renda per capita de US$ 1.300,00 ao ano. O idioma oficial é o francês e o creole (dialeto oriundo da mistura de línguas africanas, francês, inglês e espanhol).

A capital do país é Porto Príncipe (Port-au-Prince), formada pela conurbação de quatro cidades, o arrondissement de Porto Príncipe, e as comunas de Delmas, Pétionville e Carrefour. A metrópole Porto Príncipe é a principal concentração urbana do país, atraindo cerca de sete milhões de habitantes. Outras cidades importantes são Cabo Haitiano (Cap-Haïtien) e Gonaives, ambas ao norte da capital.

A moeda é o Gourde (HTG). O Produto Interno Bruto (PIB) soma US$ 6,558 bilhões, sendo a agropecuária responsável por 28%, a indústria por 20% e o setor se serviços 52%. A economia cresceu cerca de 2,9% em 2009. E segundo dados de 2003, 80% da população vive abaixo da linha de pobreza e mais da metade como indigente.

Na agricultura os principais produtos são café, cana-de-açúcar, manga, milho, sorgo e arroz. A pecuária é incipiente com pequenos rebanhos equinos, bovinos, caprinos e aves. Em 1997 o país pescou 5,6 mil Toneladas de pescado.

A atividade mineradora extrai mármore, argila e calcário sem volume expressivo. A frágil indústria concentra-se nas áreas alimentícia (farinha e açúcar), têxtil, e de cimento. A balança comercial do Haiti é deficitária conforme os dados de 2009: exportações de US$ 558,7 milhões e importações de US$ 2,048 bilhões dos principais parceiros comerciais Estados Unidos - 33,11%, República Dominicana - 23,53%, Antilhas Holandesas - 10,75% e República Popular da China - 5,36%.

Bibliografia [2]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

A despeito das quatro teorias vigentes sobre a origem dos povos pré-colombianos nas Américas, fato é que à chegada de Cristóvão Colombo na ilha existiam ali, como em toda as Antilhas, povos que habitavam a ilha.

Estes primeiros moradores, agora chamados de índios em referência à busca de Colombo pelas Índias, desenvolviam suas próprias culturas e eram senhores das terras agora reivindicadas pela Coroa de Castela. Diante do apetite voraz da Espanha por lucros, o atual território do Haiti foi palco de sua primeira violência histórica. Em cerca de 25 anos os índios existentes na ilha foram totalmente dizimados. Alguns autores, entre eles o espanhol Frei Bartolomeu[3], descrevem genocídios praticados pelos colonizadores no interesse exclusivo de explorar as ilhas e sustentar o Metalismo.

Conquista espanhola[editar | editar código-fonte]

Em 1492, o almirante Cristóvão Colombo, sob a bandeira do Reino da Espanha chega à ilha recém descoberta batizada de Hispaniola. Inicialmente, os espanhóis estabeleceram fortes no litoral; depois da segunda viagem do almirante ao Caribe, a colonização foi estendida para toda a ilha, ocorrendo numa primeira etapa a escravização dos indígenas para o trabalho na agricultura e cerâmica.

A partir de 1520 a colonização espanhola na região teve sua decadência. Por essa época, praticamente toda a população nativa, composta em sua maioria por índios aruaques e caraíbas, havia sido exterminada pelos Espanhóis. Depois da decadência espanhola, a partir de 1625, a ilha teve grande influência francesa. Em 1697 a Espanha e a França assinaram o Tratado de Ryswick, que determina a passagem do controle do terço ocidental de Hispanhola (Haiti) para a França.

Colonização francesa[editar | editar código-fonte]

A França se lança às Grandes Navegações em um segundo momento. Abrigados na estratégica ilha de Tortuga, os piratas franceses passaram a ocupar partes da ilha. As tropas enviadas para combatê-los acabaram por se estabelecer na sua porção ocidental. Os conflitos com os espanhóis duraram até a porção oeste da ilha passar ao domínio francês. Durante todo o Século XVIII os franceses incrementaram a formação da lavoura açucareira na região, importando escravos africanos em grande quantidade. Ao começar a Revolução Francesa, viviam na colônia cerca de 500 mil negros, 24 mil mestiços e 32 mil brancos.

O Haiti, proporcionalmente a seu território e sua rentabilidade, podia ser considerado como uma das mais ricas colônias da América, a "Pérola do Caribe". Sua produção açucareira foi tão expressiva que contribuiu com a decadência da monocultura canavieira no Brasil colônia.

Independência[editar | editar código-fonte]

O Haiti foi o primeiro país latino-americano a declarar-se independente. Os movimentos insurrecionais da população escrava, numericamente com uma superioridade esmagadora, começaram a se tornar frequentes. Em 1754 havia 465 mil escravos, e a classe dominante era composta por apenas 5 mil brancos, sendo o restante de negros e mulatos livres e brancos pobres. Nesse ano desencadeou-se a revolta do escravo Mackandal, que utilizou os ritos do vodu para aterrorizar os senhores e unir os escravos contra eles. Após quatro anos de guerrilhas, Mackandal foi preso e condenado à fogueira como feiticeiro, mas diz-se que fugiu pouco antes da execução. Em consequência, os franceses passaram a reprimir o vodu.

A Revolução Francesa, com seus ideais de liberdade, foi o estopim para outra revolta, liderada pelo mulato Vicente Ogé, que acabou preso e supliciado na roda. Mas a rebelião se espalha e os escravos passam a fugir em massa e massacrar seus senhores, estimulados pela própria dissenção entre os brancos sobre o apoio aos revolucionários na França ou a independência da colônia. Financiados pelos ingleses e espanhóis, inimigos dos franceses, negros e mulatos se unem sob a liderança de Toussaint l'Ouverture, um escravo negro que aprendera a ler e adquirira certa cultura intelectual. Em 1794, a França declara a abolição da escravidão nas colônias, conseguindo que Toussaint passasse a apoiar as autoridades francesas. Pouco a pouco seu prestígio foi crescendo entre brancos e negros. Em 1801, após derrotar os ingleses e espanhóis, Toussaint preparou a independência do Haiti como um estado associado à França revolucionária. Em seguida, cuidou da volta dos ex-escravos à lavoura do país quase devastado e preparou um projeto de constituição. Entretanto, o novo governo revolucionário francês, sob o comando do cônsul Napoleão Bonaparte, rejeitou a proposta de Toussaint e mandou o general Leclerc para recuperar a rica colônia. Valendo-se da traição, Leclerc enviou Toussaint para a França, onde morreu prisioneiro. Porém, um dos generais de Toussaint, o ex-escravo e analfabeto Jean-Jacques Dessalines continuou a rebelião e expulsou as tropas francesas, proclamando a independência em 1 de janeiro de 1804. Nomeado governador da ilha, Dessalines se proclama imperador, como Napoleão, e unifica a ilha. Dois anos depois, é deposto e morto e o país tem o controle dividido entre Henri Christophe, que funda um reino ao norte, e Alexandre Pétion, liderando uma república ao sul, e voltando o leste aos espanhóis. A unificação do país só acontece em 1820 sob o governo de Jean-Pierre Boyer, que governou como ditador até 1843.

Intervenção norte-americana[editar | editar código-fonte]

Entre a deposição de Boyer e a intervenção dos Estados Unidos, o Haiti conheceu vinte e um governantes que tiveram final trágico. Digno de nota foi Faustin Solouque, que, nomeado presidente em 1847, conquistou a República Dominicana em 1849 e foi proclamado imperador, promovendo um renascimento das práticas vodus e apoiando-se nos negros. A luta pela independência dos dominicanos levou à derrocada de seu governo, tendo sido deposto em 1858 e exilado. Dos demais governantes, um presidente foi envenenado, outro morreu na explosão de seu palácio, outros foram condenados à morte e um deles, Vilbrum Sam, foi linchado pelo povo. A economia caótica e a instabilidade institucional levaram os Estados Unidos a intervir no país a fim de cobrar a dívida externa. Em 1905, passaram a controlar as alfândegas e, em 1915, invadiram militarmente a ilha e assumiram o governo.

A intervenção reorganizou as finanças e impulsionou o desenvolvimento da nação. Os americanos impuseram uma nova constituição e se comprometeram a respeitar a soberania do país. Seguiram-se sucessivos governos da elite mulata. A presença das tropas americanas pareciam impedir a guerra civil, porém não puderam conter a fragilidade dos governos nem a constante oposição dos nacionalistas, que não desejavam a continuidade das tropas estrangeiras. Em 1934, os Estados Unidos retiraram suas tropas e, em 1941, abdicaram do controle alfandegário.

Entretanto, segundo o jornalista uruguaio Eduardo Galeano, que publicou em 4 de abril de 2004, no jornal Buenos Aires (p. 12) e em outros jornais da América Latina, um artigo intitulado La maldición blanca,[4] a história da ocupação do Haiti pelos Estados Unidos não seria bem assim, como é descrito nas versões oficiais. Para Galeano o exército de ocupação estadunidense reteve o salário do Presidente do Haiti até que ele concordasse com a liquidação do Banco da Nação, que se converteu numa sucursal do Citibank de Nova York. Ainda segundo relata Galeano, o Presidente do Haiti, e todos os demais negros, tiveram sua entrada proibida nos hotéis, restaurantes e clubes exclusivos do Poder estrangeiro. A repressão aos opositores da política estadunidense teria sido violenta: "o chefe guerrilheiro mulato haitiano Charlemagne Péralte, pregado em cruz numa porta, foi exibido à execração em praça pública".[4]

Ainda segundo Galeano, a Guardia Nacional, criada e treinada pelos estadunidenses, e que ficou em seu lugar quando as tropas se retiraram em 1934, visava a "exterminar qualquer possível surgimento de democracia".[4]

A Gendarmeria fiscalizava o cumprimento de uma lei norteamericana que revivia a prática de trabalhos forçados no Haiti (corvée). A lei oficialmente requeria que os camponses haitianos trabalhassem, de graça, nas estradas por três dias ao ano. Entretanto, em alguns casos, os trabalhadores eram forçados a trabalhar de graça amarrados com cordas durante semanas, e até meses.
History Commons, US-Haiti (1804-2005)[5]

Revoltados por essa lei, promovida pelos Estados Unidos, que exigia trabalhos forçados, Charlemagne Péralte e Benoit Batraville lideraram uma rebelião, envolvendo 40.000 pessoas, na região montanhosa do norte do Haiti, que atacou e derrotou as forças policiais locais chegou a ocupar a região durante algum tempo.

Era Magloire[editar | editar código-fonte]

Em 1946, uma rebelião popular derruba o presidente mulato Elis Lescot, levando ao poder o negro Dumarsais Estimé, que é destituído por um golpe militar liderado por Raoul Magloire em 1950. Durante o governo de Magloire, é promulgada uma nova constituição que, pela primeira vez, dá ao povo haitiano o direito de eleger diretamente o presidente. Magloire, porém, decide perpetuar-se no poder com o apoio do exército, o que provoca uma violenta reação popular, resultando na renúncia do presidente. Segue-se novo período de instabilidade: nos nove meses seguintes à queda de Magloire, o Haiti conhece sete governantes diferentes. Finalmente, em 1957, após eleições de validade duvidosa, é eleito o intelectual negro François Duvalier.

Era Duvalier[editar | editar código-fonte]

O período mais sombrio na história do Haiti iniciou-se em 1957 com a ditadura de François Duvalier. Médico sanitarista com certo prestígio mundial, devido a suas ligações com o movimento negro, realizara excelente trabalho junto às populações rurais no combate à malária, sendo apelidado de Papa Doc (papai médico). O regime montou um aparato de repressão militar que perseguiu seus opositores, torturando-os e assassinando muitos deles. A repressão era encabeçada pela milícia secreta dos tontons macoutes, cuja tradução livre é: "bichos papões". Apoiado no vodu, Papa Doc morreu em 1971, após ter promulgado uma constituição em 1964 que lhe dera um mandato vitalício e ter conseguido que seu filho menor fosse declarado seu sucessor. Seu filho Jean Claude Duvalier, o Baby Doc, que assumiu o poder aos 19 anos, deu continuidade ao regime ditatorial imposto pelo pai. Governou até 1986, quando foi deposto por um golpe militar. Os militares que assumiram o poder sucederam-se no governo por vários anos. A esperança de redemocratização surgiu em 1990, quando ocorreram eleições livres e a população elegeu o padre salesiano Jean-Bertrand Aristide para presidente.

Era Aristide[editar | editar código-fonte]

O Haiti de 1986 a 1990 foi governado por uma série de governos provisórios. Em 1987, uma nova constituição foi feita. Em dezembro de 1990, Jean-Bertrand Aristide foi eleito com 67% dos votos. Porém poucos meses depois, Aristide foi deposto por um novo golpe militar e a ditadura foi restaurada no Haiti.

Em 1994, Aristide retornou ao poder, com auxílio do Estados Unidos. Mesmo assim, o ciclo de violência, corrupção e miséria não foi rompido. Em dezembro de 2003, sob pressão crescente didente foge para a África e o Haiti sofre intervenção internacional pela ONU.

No início de 2010 o país passa pela pior tragédia natural da história em 12 de janeiro um terremoto assola o pais que praticamente atinge toda a capital de porto príncipe aonde milhares pessoas morrem e outras ficam sem tecto e sem comida. O pais atualmente convive com a ajuda de ONG de todo o mundo e no dia 28 de novembro estão marcadas as eleições para esse país sofrido mas muito guerreiro com um povo alegre e acima de tudo esperançoso.

Era Preval[editar | editar código-fonte]

Após ter estudado gestão de negócios na Faculdade de Gembloux na Bélgica e biologia na Universidade de Pisa na Itália, René Garcia Préval elegeu-se, antes de ser Presidente, Primeiro Ministro no período de 13 de fevereiro a 11 de outubro de 1991, durante o governo de Aristide. Nasceu em Porto Príncipe em 1943 e em sua vida política envolveu-se com ideais de natureza socialista.

Empossado em 7 de fevereiro de 1996 governou o Haiti até 7 de fevereiro de 2001, no primeiro mandato. Em 7 de maio de 2006 assume o segundo mandato, até 14 de maio de 2011, quando passa a presidência para Martelly, eleito por voto direto em segundo turno.

A marca de seus governos foi o exercício democrático. Apesar das questões de fraudes eleitorais, manipulação do sistema eleitoral, entre outros, fato é que Préval foi o primeiro presidente eleito por voto direto que terminou seu mandato de forma democrática. Préval iniciou uma tímida retomada do crescimento do país antes do terremoto de 2010. Mas a crise financeira mundial de 2008, quase anulou seus esforços para minimizar a pobreza do país.

A presença da MINUSTAH (ONU) no país garantiu a pacificação interna, o desarmamento da população e a estabilidade necessárias para as indispensáveis ações sociais, políticas e econômicas que o país necessita. René Préval pôde desfrutar de parte desta estabilidade, pelo menos até janeiro de 2010. Porém, as mediadas tomadas não atingiram seus objetivos esperados e o país cxoxotapouhaontinuou mergulhado na recessão.

Contudo, Préval enfrentou seu maior desafio no pós-sismode janeiro de 2010. Se havia algum desenvolvimento no Haiti, em 12 de janeiro de 2010 foi destruído pelo sismo que arrasou Porto Príncipe, deixando milhares de mortos e desabrigados. Os problemas de ordem social ganharam nova dimensão internacional. Préval teve sua imagem desgastada diante de tanta tristeza e falta de recursos.

Sismo de 12 de janeiro de 2010[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Sismo do Haiti de 2010

O sismo ocorrido no Haiti em 12 de janeiro de 2010 colocou de joelhos a já sofrida população, devastando a capital Porto Príncipe, e quase destruindo o palácio presidencial [carece de fontes?].

Era Martelly[editar | editar código-fonte]

Michel Martelly, de 50 anos, ex-cantor de Rap, chega à presidência do Haiti após uma longa crise que começou com o pleito presidencial de 28 de novembro de 2010. Entre os dezoito candidatos que participaram da eleição, Martelly venceu um segundo turno conturbado com os concorrentes: a ex-primeira-dama Mirlande Manigat e o governista Jude Célestin. Martelly é o 56.º presidente na história do Haiti, e recebeu a faixa das mãos do presidente da Assembleia Nacional, Rodolphe Joazile, sucedendo a René Préval que teve a imagem desgastada ao enfrentar o desafio de iniciar a reconstrução do país após o sismo de janeiro de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.governo.al.gov.br/
  2. Sítio da CIA, acesso em 31 de outubro de 2010 - https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ha.html
  3. Brevísima Relación de la Destrucción de las Indias . Frei Bartolomé de las Casas. Espanha. 1552.
  4. a b c GALEANO, Eduardo. La Maldición Blanca. Buenos Aires: Jornal Buenos Aires, 4 de abril de 2004, p.12, in Chile-Haiti Erro de citação: Invalid <ref> tag; name "GALEANO" defined multiple times with different content
  5. November 11, 1915: US Pressures Haiti into Signing Disadvantageous Treaty


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