Inundação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Inundação (desambiguação).
Ambox important.svg
Foram assinalados vários aspectos a serem melhorados nesta página ou secção:
Inundação d'Alicante (Espanha), 1997.

Uma inundação pode ser o resultado de uma chuva que não foi suficientemente absorvida pelo solo e outras formas de escoamento, causando transbordamentos. Também pode ser provocada de forma induzida pelo homem através da construção de barragens e pela abertura ou rompimento de comportas de represas.

Enchentes X Inundações[editar | editar código-fonte]

Existe uma distinção conceitual entre os termos enchente e inundação: a diferença fundamental é que o primeiro termo refere-se a uma ocorrência natural, que normalmente não afeta diretamente a população, tendo em vista sua ciclicidade. Já as inundações são decorrentes de modificações no uso do solo e podem provocar danos de grandes proporções.[1]

Enchente[editar | editar código-fonte]

Foto de uma enchente ocorrida em 1914 em Fredericia, na Dinamarca
Ilustração da enchente de 1717 ocorrida na costa da Alemanha, Holanda e parte da Escandinávia em 25 de dezembro de 1717

Enchente ou cheia é, geralmente, uma situação natural de transbordamento de água do seu leito natural, qual seja, córregos, arroios, lagos, rios, ribeirões, provocadas geralmente por chuvas intensas e contínuas. Em mares e oceanos, os alagamentos devidos a ressacas também são denominados de enchentes, como os já ocorridos na Holanda. A ocorrência de enchentes é mais frequente em áreas mais ocupadas, quando os sistemas de drenagem passam a ter menor eficiência com o tempo se não forem recalculados ou devidamente adaptados tecnicamente. É comum o aumento das destruições devido sobretudo ao adensamento populacional de determinadas áreas sujeitas tradicionalmente a cheias cíclicas.

Como todo fenômeno natural, pode-se sempre calcular o período de retorno ou tempo de recorrência de uma enchente recorrendo-se a métodos estatísticos comumente utilizados em hidrologia, como o método de Gumbel ou de Galton-Gibrat. Quando este transbordamento ocorre em regiões com baixa ou nenhuma ocupação humana, a própria natureza pode se encarregar de absorver os excessos de água gradativamente, gerando poucos danos ao ecossistema, mas podendo gerar danos à agricultura. Existem cheias artificiais provocadas por erros de operações de comportas de vertedouro s de barragens ou por erros de projetos de obras hidráulicas como bueiros, pontes , diques etc.

Quando o transbordamento dá-se em áreas habitadas de pequena, média ou grande densidade populacional, os danos podem ser pequenos, médios, grandes ou muito grandes, de acordo com o volume de águas que saíram do leito normal e de acordo com a densidade populacional. A ciência que estuda os fenômenos das enchentes é a hidrologia, que é, normalmente, ensinada nos cursos de geografia, engenharia hidráulica, engenharia sanitária, engenharia ambiental e outros. Algumas obras podem ser realizadas para controle das enchentes tais como bueiros, diques, barragens de defesa contra inundações ou mesmo obras de revitalização de rios, muito utilizadas na Holanda e na Alemanha.

A Dinâmica das Inundações[editar | editar código-fonte]

Várias áreas do conhecimento estudam os fenômenos das inundações, dentre as quais destacam-se a Geomorfologia, a Climatologia Geográfica e a Hidrologia, que normalmente são ensinadas nos cursos de Engenharia Hidráulica, Engenharia sanitária, Engenharia Ambiental, Geografia, entre outros.

Existem vários tipos de inundações: a inundação fluvial, quando há uma grande precipitação, causando esta o transbordamento de rios e lagos, a inundação de origem marítima, que é causada por grandes ondas (ressacas), que invadem os polderes e as inundações artificiais, causadas por falhas humanas na operação de diques, comportas, rompimento de barragens, etc.

Coeficiente de Torrencialidade[editar | editar código-fonte]

Há um cálculo simples que permite saber se uma bacia hidrográfica tem tendência para a ocorrência de enchentes. Isso é feito pela aplicação de uma fórmula, que fornece o coeficiente de torrencialidade dessa bacia. Esse cálculo consiste basicamente na multiplicação da densidade hidrográfica pela densidade de drenagem (Ct = Dh.Dd).

Controle e Prevenção[editar | editar código-fonte]

A ocorrência de inundações tem-se tornado mais freqüente a cada ano em vários locais de Portugal.Tal facto ocorre devido à acelerada (ocupação do solo) sem que sejam tomadas as devidas precauções que levem em conta riscos ambientais e tecnológicos.

É imprescindível que se leve em conta planos de acção de prevenção contra essas catástrofes. Algumas obras podem ser realizadas para controle das inundações no meio urbano, tais como construção e manutenção de bueiros, diques, barragens de defesa contra inundações, valas, tanques de contenção (piscinões) ou ainda obras de revitalização de rios, muito utilizadas na Holanda e na Alemanha.

É necessário administrar toda a problemática gerada pela ocupação urbana desenfreada com medidas de controle do destino que é dado aos resíduos, que, obstruindo canais, impede que a água seja escoada com facilidade; assim como da ocupação do solo, levando-se em conta a capacidade da água de se escoar para os rios, que são os canais naturais de escoamento.

Na ausência de tais medidas, fatalmente ocorrerão os problemas ocasionados pela deficiência dos meios tradicionais de escoamento artificial, se estes não têm capacidade suficiente de prover o escoamento do volume de água, dado que não existe um sistema de drenagem que suporte um volume de água maior que o nível previsto para uma máxima pluviométrica.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Commons Imagens e media no Commons
Commons Categoria no Commons

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Rios, J.L.P. et al. - Revitalização de Rios - GTZ-SEMADS . RIO DE JANEIRO, 2002.
  • Enchentes no Rio de Janeiro - SEMADS-GTZ - Rio de Janeiro, 2002.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]