Mestiço

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Estados do Brasil por grupo racial:
  Maioria da população branca.
  Maioria da população parda.

Mestiços são pessoas que descendem de duas ou mais raças diferentes, possuindo características de cada uma das raças de que descendem. Pode-se citar como exemplo, pessoas que tenham antepassados negros e brancos, asiáticos e brancos ou negros e ameríndios, mistura muito comum nos países da América Latina.

Os mestiços são também chamados de mistos em Moçambique e de pardos no Brasil. É comum a utilização do termo como adjetivo nas expressões raça mestiça ou cor mestiça, sendo inclusive um dos termos aceitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para definir a população brasileira.

Existem terminologias tradicionais para vários tipos de mestiços: mulatos para descendentes de brancos e negros; caboclos e mamelucos para descendentes de brancos e indígenas; cafuzos para descendentes de negros e indígenas. Curiosamente, parece não haver uma terminologia para definir alguém que seja descendente de brancos, índios e pretos simultaneamente[carece de fontes?].

No Brasil comemora-se o Dia do Mestiço a 27 de junho no Amazonas, Paraíba e Roraima. A etnia mestiça é oficialmente reconhecida por estes estados.

Predominância[editar | editar código-fonte]

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Pardos

De acordo com o IBGE, 84,7 milhões de brasileiros se auto-declararam pardos em 2009, fazendo dos pardos a segunda maior raça/cor que compõe o povo brasileiro, atrás apenas dos brancos. O percentual de pardos é o que mais cresce na população brasileira. Em 2000, os brasileiros que se auto-declaravam pardos representavam 38,5% da população;[1] em 2006 passaram a ser 42,6% e em 2009 passaram a ser 44,2%.[2] Somando-se esses 44,2% aos 6,9% que se declaram negros e aos 0,3% que se declaram indígenas, tem-se que maioria da população brasileira (51,4%) não se identifica como branca, primeira vez que isso ocorreu.

O resultado se verificou no censo de 2010, quando 96,7 milhões de brasileiros (50,74% da população) se declararam negros ou pardos. Desses, 14,5 milhões (7,61% da população total) se declararam negros, enquanto 82,2 (43,13% da população total) se declararam pardos. As pessoas que se declararam brancas no censo de 2010 representam 47,73% da população.[3] Apesar da predominância dos mestiços e afro-descendentes na população brasileira, se verifica uma grande exclusão sócio-econômica dessa porção da população.[3] 71,6% dos brasileiros que não sabem ler são negros ou pardos.[4] Em média, um pardo recebe 57,4% daquilo que um branco recebe por hora trabalhada.[5] Além disso, 18,9% dos pardos não exercem atividade com carteira de trabalho assinada e apenas 5,3% deles possuem diploma universitário.[5]

Na América Latina[editar | editar código-fonte]

Segundo o CIA World Factbook, em treze países da América Latina, a população é majoritariamente mestiça.[6] Segundo a publicação, 95% dos paraguaios, 90% dos hondurenhos e salvadorenhos, 70% dos panamenhos, 68% dos venezuelanos,[7] 69% dos nicaraguenses, 65% dos equatorianos, 60% dos mexicanos, 59,4% dos guatemaltecos, 58% dos colombianos e 54,8% dos belizenhos[nota 1] são mestizos. Assim como ocorre no Brasil, as populações mestiças desses países, em especial da Bolívia, do Equador, da Guatemala, do México, do Paraguai e do Peru, também são vítimas de desigualdades que as opõem às populações brancas.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas de rodapé[editar | editar código-fonte]

  1. 48,7% de mestizos mais 6,1% de garífunas.

Referências