América

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Américas)
Ir para: navegação, pesquisa
América

Mapa da América

Vizinhos África, Europa, Ásia e Antártida
Divisões  
 - Países 35
 - Dependências 18
Área  
 - Total 42 189 120 km²
 - Maior país  Canadá (9 984 670 km²)
 - Menor país  São Cristóvão e Nevis (261 km²)
Extremos de elevação  
 - Ponto mais alto Aconcágua (6 962 m.a.n.m.)
 - Ponto mais baixo Laguna del Carbón
(-105 m.a.n.m.)
População  
 - Total 902 892 047 habitantes
 - Densidade 21 hab./km²
Idiomas espanhol, inglês, português, francês, neerlândes (holandês), guarani, aimará e quíchua.

América ou Américas (em espanhol: América, em inglês: Americas, em francês: Amérique, em quéchua: Amirika, em guarani: Amérika, em aimará: Amërika, em neerlandês: Amerika) é o continente localizado no hemisfério ocidental e que se estende, no sentido norte-sul, desde o oceano Ártico até o cabo Horn, ao longo de cerca de 15 mil quilômetros. O seu extremo oriental insular (não-continental) encontra-se na Groenlândia, o Nordostrundingen, enquanto o ocidental localiza-se nas Aleutas. Já os extremos continentais (não-insulares) são o cabo Príncipe de Gales, o extremo ocidental, no Alasca, e a ponta do Seixas, extremo oriental, no estado brasileiro da Paraíba. Os três maiores países da América, Canadá, Estados Unidos e Brasil, são também as maiores economias, as quais estão entre as dez maiores do mundo.

Com uma área de 42 189 120 km² e uma população de mais de 902 milhões de habitantes, corresponde a 8,3% da superfície total do planeta, ou 28,4% das terras emersas, e a 14% da população humana. Localizada entre o oceano Pacífico e o Atlântico, a América inclui o mar do Caribe e a Groenlândia, mas não a Islândia, por razões históricas e culturais.

Também é conhecida pela expressão "Novo Mundo", neste caso em oposição à Eurafrásia, considerada o "Velho Mundo", e à Oceania, chamada de "Novíssimo Mundo". A maioria dos estudiosos aponta o nome do navegador italiano Américo Vespúcio como origem etimológica do topônimo "América", cujo gentílico é "americano".[1]

A América compõe-se de duas massas de dimensões continentais (as Américas do Norte e do Sul) ligadas por um istmo (o istmo do Panamá) que é cortado por um canal (o canal do Panamá). Além dessas divisões, há os conceitos das chamadas América Média e Mesoamérica.

Etimologia e uso[editar | editar código-fonte]

José Pedro Machado[2] é inequívoco ao apontar como origem do topônimo "América" o prenome do navegador italiano Américo Vespúcio. Segundo Machado, o termo já aparece na obra Cosmographiae introductio, de 1507, de autoria de Martin Waldseemüller, em que, ao lado de cartas escritas por Vespúcio, consta um mapa no qual as terras do nordeste brasileiro - cuja descoberta Waldseemüller erroneamente atribuiu a Vespúcio - estão indicadas como Americi Terra vel America (do latim "Terras de Américo ou América"). A forma foi passada para o feminino por paralelismo com os outros continentes. Quanto ao registro desta forma em língua portuguesa, Machado aponta o texto Lusitânia Transformada, de Fernão Álvares do Oriente (1607).

O Dicionário Houaiss registra a primeira aparição do gentílico "americano" em 1679.

História[editar | editar código-fonte]

Primeiras migrações e era pré-colombiana[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que os primeiros migrantes humanos para a América foram nômades asiáticos que atravessaram a Beríngia ou Ponte Terrestre de Bering (onde hoje se encontra o estreito de Bering) para chegar à América do Norte.

Templo de Kukulcan, em Chichén Itzá (atual México), erguido pela civilização maia.

Durante grande parte do século XX, os cientistas consideravam a cultura Clóvis como a primeira da América, com sítios datados de cerca de 13500 anos atrás. Mais recentemente, encontraram-se outros sítios arqueológicos (ver Luzia) que parecem indicar a presença humana na América por volta de 40000 a.C.

Em outra onda migratória, os inuítes atingiram a região ártica da América em cerca de 1000. Na mesma época, colonos vikingues começaram a chegar à Groenlândia, em 982, e em Vinland, pouco depois, embora esta última tenha sido abandonada logo em seguida; desapareceram da Groenlândia por volta de 1500.

Milhares de anos após as primeiras migrações, surgiram as primeiras civilizações complexas no continente, com base em comunidades agrícolas. Foram identificados assentamentos sedentários a partir de 6000 a.C.

Grandes civilizações centralizadas desenvolveram-se no Hemisfério Ocidental: Caral ou Norte Chico, Chavin, Nazca, Moche, Huari, Chimu, Pachacamac, Tiahuanaco, Aymara e Inca nos Andes Centrais (hoje Peru e Bolívia); Muísca na Colômbia; Olmecas, Toltecas, Mixtecas, Zapotecas, Astecas e Maias na América Central. As cidades dos astecas e dos maias eram tão grandes quanto as do Velho Mundo, com população estimada em cerca de 300 000 em Tenochtitlán, por exemplo. Tais civilizações desenvolveram a agricultura, com culturas de milho, batata, tomate, abóbora, feijão e abacate, dentre outras. Não desenvolveram a pecuária em larga escala, devido à escassez de espécies no continente.

Colonização europeia e movimentos de independência[editar | editar código-fonte]

Territórios na América colonizados ou reivindicados por uma grande potência europeia em 1750 (em inglês).

Milhares de anos após a chegada dos indígenas, o continente foi redescoberto pelos europeus. Foi a viagem de Cristóvão Colombo que levou à colonização europeia generalizada da América e à marginalização dos seus habitantes originais. O empreendimento de Colombo ocorreu num momento histórico em que diversos avanços em técnicas de navegação e comunicação permitiram atravessar o Atlântico e posteriormente disseminar pela Europa a notícia da descoberta.

A escravidão, doenças e guerras dizimaram as populações indígenas e alteraram radicalmente a composição étnica da América. O trabalho escravo foi reforçado no continente com a importação de indivíduos africanos, no que se tornou um crescente comércio escravagista, o tráfico negreiro. As populações indígenas reduziam-se à medida que os contingentes brancos e negros cresciam rapidamente. É de notar-se, porém, que o maior número de indígenas e de casamentos inter-raciais na América Hispânica deu origem a populações com maior composição étnica de mestiços e indígenas nas Américas Central e do Sul.

O controle europeu sobre o continente começou a declinar a partir da independência dos Estados Unidos frente a coroa britânica, em 4 de julho de 1776. Por sua vez, o processo de independência na América Latina começou no início do século XIX, embora já se registrassem movimentos nativistas no século XVIII.

Aos poucos, os povos latino-americanos conquistaram sua independência frente à Espanha, em geral com o emprego de força militar: a batalha de Boyacá, em 1819, assegura o fim do domínio espanhol do norte da América do Sul; a Argentina declara independência em 1816, em congresso reunido em Tucumán; o México libera-se de maneira relativamente pacífica em 1821; naquele período a maioria dos países latino-americanos obtém sua independência. A Espanha logrou manter sob seu controle Porto Rico e Cuba, até 1898. A maioria dos países do Caribe libertou-se no século XX.

O Brasil, único país americano de fala portuguesa, atingiu a independência de maneira particular. Devido às guerras napoleônicas, a capital do Império Português fora transferida de Lisboa para o Rio de Janeiro, o que provocou a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido com Portugal e Algarve. A dissolução deste reino unido, em 1822, com a independência do Brasil e uma breve guerra, resultou numa monarquia, a única da América (com exceção de alguns ensaios mal-sucedidos no México e no Haiti).

Os grandes protagonistas do período da independência americana foram George Washington, Thomas Jefferson, Simón Bolívar, José de San Martín, Bernardo O'Higgins, Miguel Hidalgo y Costilla, José Bonifácio de Andrade e Silva, D. Pedro I, Agustín de Iturbide, Benito Juárez entre outros.

Séculos XIX e XX[editar | editar código-fonte]

A Batalha do Avaí foi um dos últimos episódios da Guerra da Tríplice Aliança, ocorrida em 11 de dezembro de 1868 (óleo de Pedro Américo, Museu Nacional de Belas-Artes, Rio de Janeiro.)

A Grã-Colômbia, independente em 1819, dissolveu-se em suas partes constituintes em 1830: Colômbia, Venezuela e Equador (o Panamá separar-se-ia da Colômbia em 1903, por influência americana).

Questões de limites causaram frequentes guerras entre as novas repúblicas da América, dentre as quais se destacam a Guerra do Pacífico (Chile contra Bolívia e Peru), que resultou em ganhos territoriais para o Chile, e a Guerra da Tríplice Aliança ou do Paraguai (Argentina, Brasil, Uruguai contra Paraguai), com sérias consequências demográficas para a população paraguaia. A própria consolidação dos novos países não se fez sem confrontos, de que é exemplo a Guerra Civil Americana.

Em 1888, o Brasil libertou os seus escravos. De sua independência até 1889, o país manteve a forma de governo monárquica. Naquele ano, o exército proclamou a república, regime que vigora até o presente, com diversas alterações.

Ao longo do século XIX, os Estados Unidos expandiram-se em território e em pujança econômico-comercial, prelúdio do status de superpotência de que viriam a gozar no século XX. A expansão territorial americana incluiu a compra da Luisiana, do Alasca e da Flórida Oriental, a partilha do Oregon Country, conflitos com o México (anexação do Texas, Guerra Mexicano-Americana: anexação de Colorado, Arizona, Novo México, Wyoming, Califórnia, Nevada e Utah) e com a Espanha (Guerra Hispano-Americana: anexação de Porto Rico, Cuba, Guam, Filipinas), anexação do Havaí e de diversas ilhas no Pacífico e no Caribe.

Os Estados Unidos despontaram como o ator central da América e do planeta como um todo no século XX, com papel protagonístico nas relações internacionais, na ciência e tecnologia, nas artes (com destaque para a música popular e o cinema) e outras áreas. A América Latina destacou-se no domínio das artes, com sua música popular (na qual se destaca a música popular brasileira mas também o tango argentino e outros ritmos), sua literatura, com grandes nomes como Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, Pablo Neruda, Paulo Coelho e Jorge Amado, e seus artistas plásticos, como Fernando Botero, Diego Rivera, Frida Kahlo e Portinari.

O século também revelaria um grande abismo entre o norte rico e desenvolvido, composto pelos Estados Unidos e Canadá, e o sul pobre e em desenvolvimento, integrado pela América Latina e Caribe. Livres democracias estáveis em Estados Unidos e Canadá, contrastaram com os frequentes golpes militares latino-americanos.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite do continente americano.

O ponto mais setentrional das Américas é a ilha Kaffeklubben, que é o ponto emerso terrestre mais setentrional.[3] O ponto mais ao sul é o ilhéu Águila, nas ilhas Diego Ramírez (a ilha Thule do Sul, é geralmente considerada parte da Antártida)[4] . O ponto mais oriental está em Nordostrundingen. O ponto mais ocidental é ilha Attu.

O continente americano é a maior massa terrestre do planeta no sentido norte-sul. No seu mais longo trecho, estende-se por cerca de 14 000 km, da península de Boothia, no norte do Canadá, ao Cabo Froward, na Patagônia chilena. O ponto mais ocidental do continente das Américas é o fim da península de Seward, no Alasca, enquanto a Ponta do Seixas, no nordeste do Brasil, forma a extremidade oriental do continente.[5]

O clima das Américas varia significativamente de região para região. Os lugares mais quentes das Américas estão localizados na Grande Bacia da América do Norte e no deserto do Atacama, no Chile. O clima de floresta tropical ocorre nas latitudes da Amazônia, nas florestas nubladas americanas, na Flórida e em Darién Gap. Nas montanhas Rochosas e nos Andes, um clima semelhante é observado. Muitas vezes, as altitudes mais elevadas dessas montanhas são cobertas de neve.

O sudeste da América do Norte é bem conhecido por sua ocorrência de tornados e furacões, dos quais a grande maioria dos tornados ocorrem no Tornado Alley, nos Estados Unidos.[6] Muitas vezes, partes do Caribe estão expostas aos efeitos de furacões violentos. Estes sistemas climáticos são formadas pela colisão de ar seco e frio do Canadá e do ar quente úmido do Atlântico.

Topografia[editar | editar código-fonte]

Monte Aconcágua, na Patagônia, a maior montanha do continente americano, com quase sete mil metros de altura.

A geografia ocidental da América é dominada pela cordilheira americana, com os Andes correndo ao longo da costa oeste da América do Sul[7] e as Montanhas Rochosas e outras cordilheiras norte-americanas correndo ao longo do lado ocidental da América do Norte.[8] Com 2 300 km de comprimento os Apalaches correm ao longo da costa leste da América do Norte, do Alabama até Terra Nova.[9] Ao norte dos Apalaches, a Cordilheira Árctica corre ao longo da costa oriental do Canadá.[10]

As cordilheiras com os mais altos picos são os Andes e as montanhas Rochosas. Enquanto existem picos altos, em média, na Sierra Nevada e na cordilheira das Cascatas, não há como muitos atingindo uma altura maior do que 4 200 metros. Na América do Norte, a maior quantidade de montanhas com mais de 4 200 metros ocorrem nos Estados Unidos e, mais especificamente, no estado do Colorado. Os picos mais altos nas Américas estão localizados nos Andes, sendo o Aconcágua, na Argentina, o mais alto; na América do Norte o Monte McKinley, nos Estados Unidos, é o mais alto.

Entre as suas cadeias de montanhas costeiras, a América do Norte tem vastas áreas planas. As Planícies Interiores estão distribuídas por grande parte do continente, com baixo relevo.[11] O Escudo Canadense cobre quase 5 milhões de km² da América do Norte e é geralmente bastante plano.[12] Do mesmo modo, o nordeste da América do Sul é coberto pela plana bacia Amazônica.[13] O planalto Brasileiro, na costa leste, é bastante suave, mas mostra algumas variações no relevo, enquanto mais ao sul existem grandes planícies como o Gran Chaco e os Pampas.[14]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite do delta do Amazonas, na Amazônia.

Com montanhas e planícies costeiras interiores, a América tem várias grandes bacias hidrográficas que drenam os continentes. A maior bacia hidrográfica da América do Norte é a do Mississippi, abrangendo a segunda maior bacia hidrográfica do planeta. O sistema dos rios Mississippi-Missouri drena mais de 31 estados dos Estados Unidos, a maior parte das Grandes Planícies e grandes áreas entre as Montanhas Rochosas e os Apalaches. Este rio é o quarto maior do mundo e décimo mais poderoso do mundo.

Na América do Norte, a leste das montanhas Apalaches, não há grandes rios, mas sim uma série de rios e córregos que fluem para o leste com o seu término no oceano Atlântico, estes rios incluem o rio Savannah. Um exemplo semelhante surge com rios centrais canadenses que drenam para a baía de Hudson, sendo a maior do rio Churchill. Na costa oeste da América do Norte, os principais rios são o Colorado, Columbia, Yukon e Sacramento.

O rio Colorado drena grande parte das montanhas Rochosas do Sul. O rio corre por cerca de 2 330km para o golfo da Califórnia,[15] durante o qual ao longo do tempo tem esculpido fenômenos naturais, como o Grand Canyon e fenômenos criados, como o Mar Salton. O Columbia é um grande rio com 2 000 km de comprimento, no centro-oeste da América do Norte, e é o rio mais poderoso na costa oeste das Américas. No extremo noroeste da América do Norte, o Yukon drena grande parte da península do Alasca e corre por 3 190 km[16] em direção ao Pacífico. Drenando para o oceano Ártico, na América do Norte, o rio Mackenzie drena águas dos Grandes Lagos do Canadá. Este rio é o maior no Canadá e drenos 1 805 200 quilômetros quadrados.[17]

A maior bacia hidrográfica da América do Sul é a do Amazonas,abrange uma área de 7 milhões de km².[18] , compreendendo terras de vários países da América do Sul (Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Bolívia e Brasil). O rio Amazonas tem mais de 7 mil afluentes, e possui 25 mil quilômetros de vias navegáveis.A bacia Amazônica representa 1/5 da água derramada no oceano por todos os rios do planeta.

A segunda maior bacia hidrográfica da América do Sul é a do rio Paraná,é uma depressão ovalada, com o eixo maior no sentido quase norte-sul, e possui uma área de cerca de 1,5 milhão de km².[19] . Desenvolveu-se durante parte das eras Paleozoica e Mesozoica, e seu registro sedimentar compreende rochas formadas do período Ordoviciano ao Cretáceo, abrangendo um intervalo de tempo entre 460 e 65 milhões de anos atrás. A seção de maior espessura, superior a 7000 m, está localizada na sua porção central e é constituída por rochas sedimentares e ígneas. As rochas sedimentares da bacia do Paraná são ricas em restos de animais e vegetais fossilizados.

A bacia do Paraná é uma típica bacia flexural de interior cratônico, embora durante o Paleozóico fosse um golfo aberto para sudoeste para o então oceano Panthalassa. A gênese da bacia está ligada à relação de convergência entre a margem sudoeste do antigo supercontinente Gondwana, formado pelos atuais continentes América do Sul, África, Antártica e Austrália, além da Índia, e a litosfera oceânica do Panthalassa, classificando a bacia, pelo menos no Paleozóico, como do tipo antepaís das orogenias Gondwanides

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população total da América era de 910 720 588 habitantes segundo estimativas de 2008. A população da América compreende descendentes de grandes grupos étnicos, como os indígenas (inclusive inuítes e aleútas), os europeus (principalmente espanhóis, ingleses, irlandeses, italianos, portugueses, franceses, alemães e holandeses), negros africanos, asiáticos (como os amarelos e os médio-orientais), bem como mestiços e mulatos.

Imagem de satélite do continente americano à noite (NASA/2001).

Várias línguas são faladas nas Américas. Alguns são de origem europeia, outras são faladas por povos indígenas ou por uma mistura de idiomas diversos, como os diferentes crioulos. A língua dominante da América Latina é o espanhol, embora a maior nação da América Latina, o Brasil, fale português[20] . Pequenos enclaves de comunidades que falam francês, holandês e regiões de língua inglesa também existem na América Latina, notadamente na Guiana Francesa, Suriname e Belize, respectivamente, e o crioulo haitiano, de origem francesa, é dominante na nação do Haiti. Línguas nativas são mais proeminentes na América Latina do que nos países anglo-americanos, com os idiomas nahuatl, quíchua, aimará e o guarani como o mais comum. Várias outras línguas nativas são faladas com menos frequência tanto na América Anglo-Saxônica quanto na América Latina. Línguas crioulas, que não o crioulo haitiano, são também faladas em partes da América Latina.

A língua dominante da Anglo-América, como o próprio nome sugere, é o inglês. O francês é também oficial no Canadá, onde é a língua predominante em Québec e uma língua oficial em Nova Brunswick, juntamente com o inglês[21] . Também é uma linguagem importante no estado da Louisiana e em partes de New Hampshire, Maine e Vermont, nos Estados Unidos. O espanhol manteve uma presença permanente no sudoeste dos Estados Unidos, que fazia parte do Vice-reinado da Nova Espanha, especialmente na Califórnia e no Novo México, onde uma variedade distinta do espanhol sobrevive desde o século XVII. Mais recentemente, o espanhol se tornou amplamente falado em outras partes dos Estados Unidos devido à pesada imigração de povos ​​da América Latina. Elevados níveis de imigração, em geral, têm trazido uma grande diversidade linguística para a Anglo-América, com mais de 300 línguas conhecidas a serem faladas nos Estados Unidos, mas a maioria das línguas são faladas apenas em enclaves pequenos e em grupos relativamente pequenos de imigrantes.

As nações da Guiana, Suriname e Belize geralmente não são consideradas nem como parte da Anglo-América ou da América Latina devido a diferenças linguísticas com a América Latina, diferenças geográficas com a Anglo-América, e diferenças culturais e históricas com ambas as regiões; o inglês é a idioma principal da Guiana e Belize e o holandês é a língua oficial do Suriname.

Política[editar | editar código-fonte]

Países e territórios[editar | editar código-fonte]

Mapa político da América elaborado pela CIA.

Estados soberanos[editar | editar código-fonte]

Dependências[editar | editar código-fonte]

Subdivisões da América
Mapa Legenda
LocationNSAm.png
  Podem ser incluídos
       ou na AN ou na AS
LocationNSAm2.png
  América do Norte (AN)
  Podem ser incluídos na AN
  Caribe
  América do Sul
LocationNSAm3.png
  América do Norte (AN)
  Podem ser incluídos na AN

       América do Norte

  Mesoamérica (MA)
  Caribe (pode ser
        incluído na AN)
  América do Sul (AS)
  Podem ser incluídos
        na MA ou AS
LocationNSAngloLatin.png
  Pode ser incluído na A-AS
  Podem ser incluídos em AL

Outros territórios[editar | editar código-fonte]

Para além de dependências, existem também alguns territórios sem esse estatuto, integrando países localizados em outros continentes.

Notas[editar | editar código-fonte]

Países membros da Organização dos Estados Americanos (OEA)
  • A Islândia está dividida entre a placa continental norte-americana e a placa continental europeia. No entanto, é quase sempre considerada uma nação europeia, levando-se em conta a sua associação cultural com os outros países nórdicos.
  • Apesar de a massa terrestre mais próxima à ilha de Noruega Jan Mayen ser a Gronelândia, a massa continental mais próxima desta ilha é a Europa.
  • Apesar de a ilha do Corvo e a ilha das Flores (ambas ilhas do arquipélago dos Açores) localizarem-se na placa continental norte-americana, são quase sempre consideradas ilhas europeias.
  • As Ilhas Geórgia do Sul e Sanduíche do Sul são por vezes consideradas ilhas americanas. No entanto, é mais usual a sua associação à Antártida.

Organizações internacionais e outros mecanismos multilaterais[editar | editar código-fonte]

Na América existem muitas organizações internacionais intracontinentais, as quais estão listadas abaixo.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Esportes[editar | editar código-fonte]

O esporte mais popular na América é o futebol, nesse continente há duas confederações diferentes: a CONMEBOL, para clubes e seleções da América do Sul; e a CONCACAF, para clubes e seleções da América do Norte, Central e do Caribe. A CONMEBOL tem como seus principais torneios a Copa Libertadores da América para os clubes, e a Copa América para as seleções. Já a CONCACAF tem como seus principais torneios a Liga dos Campeões da CONCACAF para os clubes e a Copa Ouro da CONCACAF para as seleções. Na Copa do Mundo o continente já obteve 9 títulos com 3 países diferentes; já sediou essa competição 7 vezes, sendo que foi sede da 1° Copa do Mundo em 1930, no Uruguai; e sediará pela 8° vez em 2014, no Brasil. Outros esportes como basquete, vôlei, beisebol, boxe e o MMA são bem populares na América, principalmente na América do Norte. A principal competição de esportes olímpicos da América são os Jogos Pan-Americanos e os Jogos Parapan-Americanos, que são organizados pela Organização Desportiva Pan-Americana. A América já sediou 6 vezes os Jogos Olímpicos de Verão e sediará pela 7° vez em 2016, no Rio de Janeiro. Também sediou 6 vezes os Jogos Olímpicos de Inverno.

*Na Taça Libertadores, Copa Sul-Americana e Copa América, que são competições da CONMEBOL, tem como participantes clubes e seleções da CONCACAF. Na Libertadores e Copa Sul-Americana são aceitas a participação de clubes mexicanos, e na Copa América duas seleções de outras confederações são convidados a participar da competição, na maioria das vezes seleções da CONCACAF.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Dicionário Houaiss.
  2. Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, verbete "América".
  3. Charles Burress. "Romancing the north Berkeley explorer may have stepped on ancient Thule", San Francisco Chronicle, 17 de junho de 2004.
  4. South Georgia and the South Sandwich Islands, Antarctica - Travel.
  5. "America". The World Book Encyclopedia 1. (2006). World Book, Inc. 407. ISBN 0716601060 
  6. Sid Perkins (2002-05-11). Tornado Alley, USA pp. 296–298. Science News. Arquivado do original em 2006-08-25. Página visitada em 2011-05-29.
  7. Andes Mountain Range.
  8. Rocky Mountains.
  9. Appalachian Mountains. Ohio History Central.
  10. Arctic Cordillera.
  11. Interior Plains Region.
  12. Natural History of Quebec.
  13. Strategy. Amazon Conservation Association.
  14. South America images.
  15. Kammerer, J.C.. Largest Rivers in the United States. United States Geological Survey. Página visitada em 2 de julho de 2010.
  16. Yukoninfo.com
  17. Mackenzie River. (2006). In Encyclopædia Britannica. Retrieved September 12, 2006, from Encyclopædia Britannica Premium Service
  18. Greatest Places: Notes: Amazonia.
  19. Great Rivers Partnership - Paraguay-Parana.
  20. Portuguese Facts.
  21. Now Bolivia Can Do Windows.
  22. Havaí na Oceania.
  23. Ilhas Próximas, Ilhas Rat, Ilha de São Lourenço e Ilha Buldir na Ásia.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

ARAGÃO, Augusto Carlos Teixeira de. Breve noticia sobre o descobrimento da América. Lisboa: Typographya da Academia Real das Sciencias, 1892. 80p.