São Gonçalo (Rio de Janeiro)

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Município de São Gonçalo
"SG"
"São Gonça"
"Manchester Fluminense
"
Parque Ecológico da Praia das Pedrinhas, no bairro Boa Vista.

Parque Ecológico da Praia das Pedrinhas, no bairro Boa Vista.
Bandeira de São Gonçalo
Brasão de São Gonçalo
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de setembro
Fundação 22 de setembro de 1890 (126 anos)
Gentílico gonçalense
Prefeito(a) Dr. José Luiz Nanci (Partido Popular Socialista - PPS)
Localização
Localização de São Gonçalo
Localização de São Gonçalo no Rio de Janeiro
São Gonçalo está localizado em: Brasil
São Gonçalo
Localização de São Gonçalo no Brasil
22° 49' 37" S 43° 03' 14" O22° 49' 37" S 43° 03' 14" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Microrregião Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Niterói, Maricá, Guapimirim e Itaboraí
Distância até a capital 25 km
Características geográficas
Área 249,142 km² [2]
População 1 044 058 hab. (RJ: 2º/BRA: 16º) –  censo IBGE/2013[3]
Densidade 4 190,61 hab./km²
Altitude 19 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,739 (RJ: 14º) – alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 13 610 000,869 mil (BR: 46º) – IBGE/2009[5]
PIB per capita R$ 8 327,65 IBGE/2008[5]
Página oficial

São Gonçalo, é um município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Sua população é de 1 044.058 habitantes em 2016 segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo, atualmente, o segundo município mais populoso do estado (atrás apenas da capital) e o 16º mais populoso do país (incluindo as capitais) e a 3° maior cidade não capital do Brasil. Localiza-se a 22º49'37" de latitude sul e 43º03'14" de longitude oeste, a uma altitude de dezenove metros. São Gonçalo é conhecida por suas Rodas Culturais, sendo a mais conhecida a Batalha do Tanque, na Praça dos Ex-Combatentes. Os gonçalenses pertencem linguística e culturalmente à família dos cariocas, grupo ao qual pertence mais de 70% da população do moderno Estado do Rio de Janeiro.

História[editar | editar código-fonte]

Ocupação indígena[editar | editar código-fonte]

O atual território brasileiro já era habitado desde pelo menos 10000 a.C. por povos provenientes de outros continentes (possivelmente, da Ásia e da Oceania.[6]) Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região atualmente ocupada pelo município foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia.

Século XVI[editar | editar código-fonte]

No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era habitada por um desses povos tupis: os tupinambás, também conhecidos como tamoios.[7] Resquícios arqueológicos indicam que um local especialmente habitado pelos tupinambás no município era a ilha de Itaóca. O litoral fluminense, bem como São Gonçalo, foi palco, no século XVI, da revolta conhecida como Confederação dos Tamoios, que uniu as tribos tupinambás e os colonizadores franceses contra os portugueses.

O fim da revolta se deu com o fortalecimento da colonização portuguesa, com os portugueses se lançando sobre as aldeias indígenas, matando e escravizando a população. Em 1567, com a chegada de reforços para o capitão-mor português Estácio de Sá, que fundara, dois anos antes, a vila de São Sebastião do Rio de Janeiro, iniciou-se a etapa final de expulsão dos franceses e de seus aliados tamoios da Baía de Guanabara, tendo lugar a dizimação final dos tupinambás da região. Os tupinambás se retiraram da região da atual cidade do Rio de Janeiro primeiramente em direção à Baía de Guanabara e, posteriormente, em direção a Cabo Frio.

Em 6 de abril de 1579 (a data é polêmica, sendo alvo de debates entre historiadores da cidade), o nobre Gonçalo Gonçalves recebeu, do governador da Capitania do Rio de Janeiro, a sesmaria localizada às margens do rio Imboaçu, com o dever de construir uma capela e um povoado no período de três anos. Ele construiu uma capela com o santo de sua devoção, São Gonçalo de Amarante. Presume-se que o local tenha sido onde hoje está a Igreja Matriz de São Gonçalo, no bairro Zé Garoto. A Praça Estefânia de Carvalho, cedida pelo comerciante filho de imigrantes portugueses Mário Alves de Azevedo (popularmente conhecido como Zé Garoto), seria o marco-zero da cidade, pois a Vila de São Gonçalo existia onde agora está o município homônimo.

Século XVII[editar | editar código-fonte]

O povoamento europeu de São Gonçalo, iniciado no final do século XVI, foi liderado por sacerdotes jesuítas, que, no começo do século XVII, instalaram uma fazenda na área conhecida como Colubandê, às margens da atual rodovia RJ-104. A sede da fazenda foi preservada até pouco tempo atrás, sendo a antiga sede do Batalhão de Polícia Florestal da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Essa fazenda existe até hoje e é o principal ponto turístico de São Gonçalo, embora atualmente, encontra-se abandonada e tem sido alvo de depredação.

Em 26 de outubro de 1644, foi criada a freguesia. Em 10 de fevereiro de 1647, foi dada a confirmação da freguesia. Segundo registros da época, a localidade-sede ocupava uma área de 52 km², com aproximadamente 6 000 habitantes, sendo transformada em freguesia. Visando à facilidade de comunicação, a sede da sesmaria foi, posteriormente, transferida para as margens do Rio Imboaçu, onde foi construída uma segunda capela, monumento atualmente restaurado. O conjunto de marcos históricos remanescentes do século XVII inclui a Fazenda Nossa Senhora da Boa Esperança, em Ipiiba e a propriedade do capitão Miguel Frias de Vasconcelos, no Engenho Pequeno. A Capela de São João, em Porto do Gradim e a Fazenda da Luz, em Itaóca, são algumas lembranças do passado colonial em São Gonçalo.

Em 1660-1661, os senhores de engenho de São Gonçalo e Niterói se rebelaram contra a cobrança de taxas relativas à produção de cachaça e marcharam em armas até a cidade do Rio de Janeiro, onde depuseram o governador. Tal episódio ficou conhecido como a Revolta da Cachaça.[8]

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Em 10 de maio de 1819, suspendeu-se sua condição de freguesia, tornando-se distrito da Vila de Niterói.

Em 1860, trinta engenhos de cana-de-açúcar já estavam exportando açúcar através dos portos de Guaxindiba, Boaçu, Porto Velho e Pontal de São Gonçalo. Dessa época, as fazendas do Engenho Novo e Jacaré (1800), ambas de propriedade do Barão de São Gonçalo, o Cemitério de Pachecos (1842) e a propriedade do Conde de Baurepaire Rohan, na Covanca (1820), são os elementos mais importantes. São Gonçalo contava, até o século XX, com cerca de doze portos que exportavam produtos do estado do Rio de Janeiro para a corte.

Em 22 de setembro de 1890, o Distrito de São Gonçalo foi elevado a vila e município, através do Decreto Estadual 124.

Em 1892, o Decreto Um, de 8 de maio, suprimiu o município de São Gonçalo, reincorporando-o a Niterói pelo breve período de sete meses, sendo restaurado pelo Decreto 34, de 7 de dezembro do mesmo ano.

Século XX[editar | editar código-fonte]

O Palacete do Mimi: prédio histórico do início do século XX que foi derrubado no início do século XXI.

Em 1922, o Decreto 1 797 elevou São Gonçalo à categoria de cidade, sendo revogado em 1923, fazendo a cidade baixar à categoria de vila. Finalmente, em 1929, a Lei 2 335, de 27 de dezembro, concedeu a categoria de cidade a todos as sedes do município.

Em 1943, ocorre nova divisão territorial no estado do Rio de Janeiro e, dessa vez, São Gonçalo perdeu o distrito de Itaipu para o município de Niterói, restando-lhe apenas cinco distritos, quais sejam: São Gonçalo, Ipiiba, Monjolo, Neves e Sete Pontes, que permanecem até os dias atuais.

Nesse mesmo período, nas décadas de 1940 e 1950, iniciou-se a instalação, em grande escala, de grandes fábricas e indústrias em São Gonçalo. Seu parque industrial era o mais importante do estado do Rio de Janeiro, o que lhe valeu o apelido de "Manchester Fluminense".

Setor industrial[editar | editar código-fonte]

Em 17 de abril de 1925, a Companhia Brasileira de Usinas Metalúrgicas instalou-se no município. Posteriormente, essa usina foi incorporada ao grupo hime, que, além da fundição e da cerâmica, desenvolvia a produção de fósforo da marca S.O.L, com uma fábrica denominada Companhia Brasileira de Fósforo, que funcionava dentro de sua área metalúrgica. O hime, também, mantinha, na Rua Doutor Alberto Torres, uma escola primária, dirigida pelo professor Êneas Silva e uma escola de corte e costura. Criou o Campo do Metalúrgico, que deu grande impulso e incentivo ao esporte no município. A construção de vilas operárias em terras dessa companhia, para seus funcionários, também não pode ser esquecida. Recentemente, o Hime foi adquirido pelo Gerdau.

Em 2 de dezembro de 1937, o gaúcho José Emílio Tarragó fundou, com a razão social Tarragó, Martínez e Cia Ltda., a futura indústria de conservas de peixe Coqueiro. A mudança do nome da empresa deveu-se à mudança do ramo de negócio. A primeira atividade dessa indústria era relacionada à exploração do tamarindo. Ao mudar para o ramo de conservas de peixe, a indústria teve que mudar de nome. A nova empresa prosperou e a marca Coqueiro projetou-se nacional e internacionalmente. Em 1973, a Quaker Oats comprou a fábrica e consolidou a marca Coqueiro, além de ampliar sua liderança no mercado.

Em 9 de fevereiro de 1941, José Augusto Domingues fundou a Fábrica de Artefatos de Cimento Armado, produzindo paralelepípedos e meios-fios. Em 5 de outubro de 1941, instalou-se, no distrito de Neves, a Indústria Reunidas Mauá, que produzia vidros e porcelanas. Em 16 de novembro de 1941, foi fundada a Companhia Vidreira do Brasil. Foi a primeira no Brasil e a maior na América do Sul no fabrico mecânico de vidro plano, com exportação para o Egito, Índia, República Popular da China e África do Sul. Com o tempo, mudou de proprietários e de nome para Vidrobrás e, atualmente, Electrovidro. A matéria-prima dessa indústria provinha de Maricá. Em 22 de novembro de 1941, instalou-se a Fábrica de Enlatados de Sardinha Netuno, próxima ao Porto do Gradim. Em 10 de maio de 1942, foi fundada a Fábrica de Fogos Santo Antônio, localizada na Rua Oliveira Botelho, nº 1638, em Neves.

No período da Segunda Guerra Mundial, São Gonçalo cresceu de forma meteórica. Com as grandes fazendas sendo desmembradas em sítios e chácaras, mão de obra barata e abundante, grandes áreas, além da proximidade com as então capitais federal (cidade do Rio de Janeiro) e estadual (Niterói), o que facilitava o escoamento da produção, São Gonçalo tornou-se solo fértil ao desenvolvimento.

No governo de Joaquim Lavoura, o município teve sua grande arrancada para a urbanização, com calçamento das principais vias, ligando Niterói a Alcântara, passando pelo importante bairro Parada 40. Lavoura, como é mais conhecido, governou São Gonçalo por três vezes (de 31 de janeiro de 1955 a 20 de janeiro de 1959, de 31 de janeiro de 1963 a 30 de janeiro de 1967 e de 31 de janeiro de 1973 a 12 de agosto de 1975).

São Gonçalo possui um Ceasa, mas conhecido como Ceasa do Colubandê, é uma das principais fontes de compras da cidade, como atacado e hortifrúti. Fica apenas depois do bairro do Alcântara, principal lugar de compras de São Gonçalo.

Centro de São Gonçalo ao entardecer (2015).

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Subdivisões de São Gonçalo

A cidade de São Gonçalo é dividida por cinco distritos,[9] são eles:

Delimitado pelos rios Imboaçú e Alcântara, este distrito deu origem a dois outros a partir de seu desmembramento; o primeiro, em 1920, resultou na criação do distrito de Neves, e o segundo, em 1938, na criação do distrito de Monjolos. Enquanto sede do município, foi denominado como "Vila" durante muitos anos, até que em 28 de janeiro de 1944, passou à 1º Distrito pelo Decreto-Lei Estadual 1.063.[9]

Marcado pela atividade agrícola tradicional, tem como origem a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Cordeiro, criada pela Lei 311, de 4 de abril de 1844 e incorporada à São Gonçalo em 22 de setembro de 1890. No ano de 1911, a freguesia passou a ser chamada de Cordeiro apenas, e de Cordeiros a partir de março de 1938. Em dezembro do mesmo ano, o Decreto-Lei Estadual 641 altera o nome para José Mariano. Por fim, através do Decreto- Lei Estadual 1.056, de 31 de dezembro de 1943, assume o corrente nome: Ipiiba (que torna-se segundo distrito através do Decreto-Lei Estadual 1.063, de 28 de janeiro de 1944.[9]

O distrito foi criado pelo Decreto-Lei Estadual 641, em 15 de dezembro de 1938, após o desmembramento do Distrito de São Gonçalo, e passa à 3º distrito através do Decreto-Lei Estadual 1063, de 28 de janeiro de 1944. Componente deste distrito, o bairro Jardim Catarina é atualmente como o maior loteamento da América Latina.[9]

Este importante distrito forma o corredor viário que liga os acessos às cidades de Niterói e Rio de Janeiro à São Gonçalo. Foi criado através do Decreto- Lei Estadual 1.679, de 20 de dezembro de 1920, após o desmembramento do Distrito de São Gonçalo (sede), sendo designado como 4º Distrito pelo Decreto – Lei Estadual1.063, de 28 de janeiro de 1944.[9]

O local foi designado como 5º Distrito através do Decreto-Lei Estadual 1063, de 28 de janeiro de 1944. Bem como o Distrito de Neves, o 5º Distrito compõe o corredor viário que nos liga ao Rio de Janeiro e à Niterói. Vale destacar que a ponte construída, "Ponte Paraguai", foi a primeira de concreto armado na América Latina.[9]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional de São Gonçalo (fonte:IBGE)
Ano Habitantes
1991 779.832
2000 891.119
2010 999.728

Entre 2000 e 2010, a população de São Gonçalo cresceu a uma taxa média anual de 1,16%, enquanto no Brasil foi de 1,17%, no mesmo período. Nesta década, a taxa de urbanização do município passou de 100,00% para 99,93%. Em 2010 viviam, no município, 999.728 pessoas, segundo dados de 2010.[10]

Entre 1991 e 2000, a população do município cresceu a uma taxa média anual de 1,49%. Na UF, esta taxa foi de 1,30%, enquanto no Brasil foi de 1,63%, no mesmo período. Na década, a taxa de urbanização do município passou de 100,00% para 100,00%.[11]

Religião[editar | editar código-fonte]

Capela da Luz, da primeira metade do século XVII, no bairro de Itaoca.

Em São Gonçalo, é realizado o maior tapete de sal em homenagem ao corpo de Cristo na América Latina.[12] Foi também em São Gonçalo, especificamente no distrito de Neves, que foi fundada a Umbanda por Zélio de Moraes, sendo esta considerada a única religião genuinamente brasileira.

Além disso, há inúmeros templos de candomblé, ou seja, templos de religião de matriz africana, tal como o Egbe Ile Iya Omidaye Ase Obalayo, a cada de Mãe Márcia de Oxum, filha espiritual da saudosa e respeitadíssima Mãe Menininha do Gantois.

São Gonçalo também é conhecida por ter o maior percentual de população evangélica do Brasil pelo IBGE (a média nacional é de 20%. Especificamente em São Gonçalo, a população evangélica é de 30%). A pioneira foi a Primeira Igreja Batista em São Gonçalo, organizada pelo Rev. Dr. Manoel Avelino de Souza em 1919, que pastoreou a igreja até 1930. Seus sucessores foram o Pr. Waldemar Zarro (pastor entre 1930 e 1974) e o Pr. Mauro Israel Moreira (pastor entre 1974 e 2002). Outras igrejas evangélicas históricas são a Igreja Batista de Neves (1929) e a Igreja Presbiteriana de São Gonçalo (1949).

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo
Maciço de Itaúna

O relevo é constituído por terrenos cristalinos, divididos em maciços e colinas costeiras. Em São Gonçalo tem o maciço de Itaúna e o alto da gaia, o maciço de Itaúna e visto pela cidade toda, pela sua forma de pico e inconfundível.

Alto da gaia
Clima

O clima do Município de São Gonçalo é do tipo tropical, com chuvas de verão e inverno relativamente seco. As temperaturas variam relativamente ao longo do ano, tendo verões quentes e úmidos, com temperatura média de 28ºC, e picos de até 38 a 40ºC. Já o inverno é a época mais agradável na cidade, pois os dias são mais ensolarados e as temperaturas são mais amenas, ficando em média 25ºC durante o dia e 15ºC à noite. No inverno, devido à presença da Massa Polar Atlântica, oriunda da Argentina, as temperaturas durante o dia podem ficar abaixo de 20ºC e ter temperaturas mínimas nas madrugadas próximas a 10ºC. A menor temperatura foi 5ºC em abril de 1979.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade possui um campus universitário que se destaca: a Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Este é o maior polo especializado do estado em formação de professores, tendo como resultado mais visível a enorme quantidade de aprovados nos concursos públicos por todo o Brasil[carece de fontes?].

Foi criado, no Gradim, o Polo da Universidade Aberta do Brasil, que, no Consórcio Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro, tem cursos da Universidade Federal Fluminense (ciências da computação e matemática), Universidade Federal do Rio de Janeiro (química e física) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (administração e turismo).

Escolas públicas[editar | editar código-fonte]

  • Colégio Estadual Nilo Peçanha
  • Escola Municipal Paulo Reglus Neves Freire
  • Instituto de Educação Clélia Nanci [13]
  • Escola Municipal Anísio Spínola Teixeira
  • Escola Municipal Maria Dias
  • Colégio Estadual Mauá
  • Colégio Municipal Presidente Castello Branco
  • Colégio Estadual Dom Antônio de Almeida Moraes Junior
  • Colégio Estadual Walter Orlandine
  • Colégio Estadual Frederico de Azevedo
  • Escola Estadual Profª Antonieta Palmeira
  • Escola Municipal Leonor Correia
  • Escola Municipal Profª Aurelina Dias Cavalcanti
  • Escola Municipal José Manna Júnior
  • Colégio Estadual Coronel Serrado
  • Escola Municipal Duque Estrada
  • Escola Municipal João Cabral de Melo Neto
  • Escola Estadual Cônego Goulard
  • Colégio Municipal Estephânia de Carvalho
  • Escola Municipal Almirante Alfredo Carlos Soares Dutra
  • Escola Municipal Desembargador Ronald de Souza
  • Escola Municipal Dr. Armando Leão Ferreira
  • Colégio Municipal Irene Barbosa Ornellas
  • Escola Municipal Joaquim Lavoura
  • Escola Municipal Profª Maria Amélia Areas Ferreira
  • Escola Municipal Virgínia de Seixas Cruz
  • Escola Municipal Filadélfia
  • Escola Municipal Visconde de Sepetiba
  • Escola Estadual Dr. Adino Xavier
  • Escola Estadual Capitão Oswaldo Ornellas
  • Colégio Estadual Ismael Branco

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospitais[editar | editar código-fonte]

  • Hospital Estadual Alberto Torres
  • Hospital Luiz Palmier
  • Hospital Barone de Medeiros
  • Hospital Infantil Darcy Silveira Vargas
  • Hospital Santa Maria
  • Hospital e Clinica de São Gonçalo
  • Hospital São José dos Lírios
  • Casa de Saúde Nossa Senhora das Neves

Transportes[editar | editar código-fonte]

São Gonçalo chegou a possuir uma importante malha ferroviária que a integrava com o porto de Niterói e com o interior do estado, sendo que esta foi extinta com o tempo. Faziam parte da rede ferroviária do município as linhas da Estrada de Ferro Leopoldina e a Estrada de Ferro Maricá. A primeira foi extinta em 2008 e a segunda foi extinta em 1964 com seu último trem correndo no dia 30 de janeiro de 1964. Existe o projeto de levar a linha 3 do Metrô pelo antigo percurso da Leopoldina. O município ainda guarda estações em ruínas e a antiga oficina de tração da EFM. Curiosamente essa Oficina resistiu até a década de 1990. Período em que suas instalações foram fechadas e invadidas, criando a favela da Ferroviária no bairro de Santa Catarina. O município possuiu também um sistema de bondes conhecido como Tramway Rural Fluminense com bonde movidos a vapor e depois movidos a eletricidade, sendo implantados em 5 de outubro de 1899 ligando Neves até Alcântara. Posteriormente foram eletrificados em 1917 e erradicados na década de 1960.

Atualmente, a ligação de São Gonçalo com os outros municípios se faz por ônibus, provenientes das seguintes empresas: Rio Ita (Rio Ita, Fagundes, Tanguá, Rio Minho e Expresso Rio de Janeiro); Mauá (Viação Mauá, ABC, Icaraí e Alcântara); Viação Galo Branco (Galo Branco e Estrela); Auto Viação 1001,[14] Viação Teresópolis, Coesa; Nossa Senhora do Amparo, Inga (Rosana), Rio Ouro e Viação Asa Branca.

Além dos ônibus, as vans também são usadas. As vans municipais haviam sido proibidas entre 2009 e 2012. Atualmente, estão liberadas. Podem ser facilmente identificadas por seu adesivo azul, e seus dizeres "Transporte Alternativo", elas possuem rotas idênticas as rotas de ônibus. Também, existem linhas intermunicipais de vans, cujos veículos são identificados nas cores vermelha (com faixas diagonais brancas) (vão de São Gonçalo a Niterói ou de São Gonçalo a Itaboraí), ou vermelha e azul-claro (vão de São Gonçalo até a capital), ou vermelha e azul-escuro (vão de Alcântara até Rio Bonito).

Atualmente, o transporte municipal é de Responsabilidade do Consórcio São Gonçalo de Transportes, com ônibus padronizados em Azul, Branco e Prata tendo desenho da Igreja de São Gonçalo do Amarante na pintura. O consórcio é formado pelas empresas Icaraí (1.XXX), Rio Ouro (2.XXX), Alcântara (3.XXX), Tanguá (4.XXX), Galo Branco (5.XXX), Estrela (6.XXX), Mauá (7.XXX), Asa Branca (8.XXX) e Rosana (9.XXX)

Barcas[editar | editar código-fonte]

A secretaria estadual do Ambiente e de Transporte estudam a viabilidade da instalação de um terminal hidroviário em São Gonçalo, medida esta que possibilitaria a ligação via barcas entre o município e a Praça 15 de Novembro, na cidade do Rio de Janeiro. O objetivo das medidas é oferecer soluções a curto prazo para a melhoria dos serviços prestados pela Barcas S/A, em especial na linha Rio-Niterói, na medida em que mais da metade dos passageiros dessa linha são oriundos de São Gonçalo. O outro impacto positivo dessa medida seria desafogar trânsito entre Niterói e São Gonçalo, pois metade das linhas de ônibus de São Gonçalo fazem ligação para Niterói, sendo que a metade desses passageiros visam a fazer a travessia para a cidade do Rio, e, por sua vez, metade das ônibus que possuem ponto final no Terminal Rodoviário João Goulart no Centro de Niterói fazem ligação com os bairros de São Gonçalo.

Em princípio, a estação de São Gonçalo ficaria no bairro do Gradim, mas estudos já realizados mostraram que só a dragagem da margem da Baía da Guanabara na região exigiria investimentos de mais de 40 000 000 de reais, enquanto que o terreno próximo ao Piscinão de São Gonçalo, na foz do Rio Imboaçu, próximo ao Piscinão de São Gonçalo, ofereceria uma alternativa mais viável.[15]

Comércio[editar | editar código-fonte]

A cidade possui um vasto setor comercial com grandes redes de supermercados (Guanabara, Extra, Carrefour, entre outros); Três grandes shopping centers (Partage Shopping São Gonçalo, no centro da cidade; São Gonçalo Shopping no bairro Boa Vista, às margens da BR 101 e Pátio Alcântara no bairro homônimo); grande destaque também para diversas redes de lojas de departamentos.

Personalidades nascidas na cidade[editar | editar código-fonte]

Personagens fictícios[editar | editar código-fonte]

Agostinho Carrara, personagem da A Grande Família, interpretado desde 2001 pelo ator Pedro Cardoso, nasceu e cresceu em São Gonçalo.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo na cidade não é muito grande em comparação a cidades vizinhas, como Niterói e Rio de Janeiro, muito em questão dos poucos pontos turísticos na cidade.[16] Além disso, muitos gonçalenses criticam a má preservação da prefeitura da cidade com relação aos pontos turísticos. A Fazenda do Colubandê, por exemplo, é considerada abandonada pelos moradores após a saída da 7ºBPM do local. Em 2015, a Fazenda foi saqueada, perdendo monumentos e objetos históricos.[17]

Entre os principais pontos turísticos da cidade estão:

Pescador na Praia das Pedrinhas, no bairro Boa Vista.
A Fazenda do Colubandê foi construída por colonos portugueses em 1618, sendo a construção mais antiga existente na cidade.
  • Teatro Sesc - São Gonçalo
  • Teatro Municipal - São Gonçalo
  • Praia das Pedrinhas
  • Parque Ecológico da Praia das Pedrinhas
  • Praia da Luz
  • Vulcão Maciço do Itaúna
  • São Gonçalo Shopping
  • Museu da Imigração - Ilha das Flores
  • Museu de Artes
  • Fazenda do Colubandê
  • Estádio do Catarinão
  • Paróquia de São Gonçalo do Amarante
  • Shopping Partage - São Gonçalo
  • Shopping Pátio Alcântara
  • Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra
  • Praça Zé Garoto
  • Praça dos Ex-Combatentes
  • Piscinão de São Gonçalo

Esporte[editar | editar código-fonte]

Na cidade de São Gonçalo tem 3 clubes, Gonçalense Futebol Clube , São Gonçalo Futebol clube e São Gonçalo Esporte Clube.

O Gonçalense Futebol Clube e São Gonçalo Futebol Clube disputam a segunda divisão do Campeonato do Rio de Janeiro. Já o São Gonçalo Esporte Clube Disputa a terceira divisão do Campeonato do Rio de Janeiro. O Gonçalense Futebol Clube disputa também a Copa Rio, tentando acesso no Campeonato Brasileiro Série D de 2016.

Em 2014, o Gonçalense Futebol Clube anunciou a construção de um estádio, o Catarinão, com capacidade prevista para 43.000 lugares.[18]

Datas comemorativas[editar | editar código-fonte]

São Gonçalo tem duas datas comemorativas: a primeira é o aniversário da emancipação do município, que é comemorado no dia 22 de setembro, quando é realizado anualmente, o desfile cívico que acontece no Centro; o segundo é o dia 10 de janeiro, o dia em homenagem ao padroeiro do município, São Gonçalo de Amarante, na Igreja Matriz.[19]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e portugal e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2013». Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 01 de julho de 2013. Consultado em 01 de julho de 2013. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 29 de Julho de 2013.. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 12.
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  8. Revolta da Cachaça InfoEscola.
  9. a b c d e f Cidade - Apresentação de São Gonçalo Portal do Município de São Gonçalo.
  10. População São Gonçalo - RJ População.net.br.
  11. São Gonçalo, RJ Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil.
  12. Maior tapete de Corpus Christi da América Latina é confeccionado em São Gonçalo O Globo. Acesso em 20 de junho de 2013.
  13. «Prefeitura de São Gonçalo». www.saogoncalo.rj.gov.br. Consultado em 2016-01-27. 
  14. Auto Viação 1001 Auto Viação 1001.
  15. SERVIÇOS PÚBLICOS Governo do Rio de Janeiro.
  16. «Turismo e viagem para São Gonçalo 2016 - Férias em São Gonçalo - TripAdvisor». www.tripadvisor.com.br. Consultado em 2016-09-17. 
  17. «Marco da arquitetura colonial brasileira, Fazenda Colubandê é invadida e saqueada». Consultado em 2016-09-17. 
  18. «RJ: novato Gonçalense quer elite em 2016 e arena para 43 mil | | Futebol Clube». Consultado em 2016-09-17. 
  19. Feriados municipais - São Gonçalo-RJ Feriados municipais.

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