Magé

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Município de Magé
Centro de Magé

Centro de Magé
Bandeira de Magé
Brasão de Magé
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 9 de junho de 1565 (450 anos)
Gentílico mageense [1] ou majeense[2]
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Piedade
Prefeito(a) Rafael Santos de Souza (PPS)
(2013–2016)
Localização
Localização de Magé
Localização de Magé no Rio de Janeiro
Magé está localizado em: Brasil
Magé
Localização de Magé no Brasil
22° 39' 10" S 43° 02' 27" O22° 39' 10" S 43° 02' 27" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008[3]
Microrregião Rio de Janeiro IBGE/2008[3]
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Duque de Caxias, Guapimirim e Petrópolis
Distância até a capital 50 km
Características geográficas
Área 385,696 km² [4]
População 271 440 hab. Censo IBGE/2010[5]
Densidade 703,77 hab./km²
Altitude entre -3 e 5 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,709 (RJ: 57º) – alto PNUD/2010[6]
PIB R$ 1 675 617,783 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 6 954,50 IBGE/2008[7]
Página oficial
Bairro Piabetá, com a Serra dos Órgãos ao fundo
Uma cachoeira em Magé.
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Magé

Magé[nota 1] é um município da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se a 22º39'10" de latitude sul e 43º02'26" de longitude oeste, a uma altitude de cinco metros. Sua população estimada para 2009 foi de 271 440 habitantes.[8]

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região foram expulsos para o interior do continente devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia. Quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram à região, no século XVI, a mesma era ocupada pela tribo tupi dos tupinambás, também conhecidos como tamoios[9] .

O atual município tem origem no povoado de Majepemirim, fundado em 1566 por colonos portugueses. Possuía um dos principais portos da região, onde muitos navios negreiros descarregavam os escravos. Em 1696, foi criada a freguesia e, em 1789, o concelho com a designação atual. A vila foi elevada a cidade em 1857. Durante a monarquia, foi criado o baronato de Magé em 1810. Este foi elevado a viscondado em 1811.[10] [11]

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Subdivisões de Magé

A freguesia foi criada, com a denominação de Magé, por alvará, no dia 18 de janeiro de 1696; e também pelos decretos estaduais 1, de 8 de maio de 1892, e 1A, de 6 de março de 1892.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Magé, por força do ato de 9 de junho de 1789, o seu território foi constituído com terras desmembradas do município de Santana de Macacu e da cidade do Rio de Janeiro, inclusive ilhas do pequeno arquipélago de Paquetá. Era constituído de cinco distritos: Magé, Guapimirim, Suruí, Inhomirim e Guia de Pacopahyba. Instalado em 12 de junho de 1789.

Elevado à condição de cidade com a denominação de Magé, por efeito da Lei ou Decreto Provincial 965, de 2 de outubro de 1857.

Pelos decretos estaduais Um, de 8 de maio de 1892 e Um-A, de 3 de junho de 1892, foram criados os distritos de Inhomirim e de Santo Aleixo e anexados ao município de Magé. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município aparece constituído de seis distritos: Magé, Guapimirim, Guia de Pacobaíba, Inhomirim, Santo Aleixo e Suruí. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1 de julho de 1960.

A Lei Estadual 1 772, de 21 de dezembro de 1990, desmembrou, do município de Magé, o distrito de Guapimirim, o qual foi elevado à categoria de município.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ocupa uma área de 386,61 km². Magé limita-se ao norte com Petrópolis, ao oeste com Duque de Caxias, ao leste com o município de Guapimirim e ao sul com a Baía de Guanabara.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Magé é cortado por 5 rios principais e seus afluentes.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Seu relevo é acidentado e no município encontra-se parte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Clima[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para Magé, Rio de Janeiro
J F M A M J J A S O N D
 
 
190
 
31
22
 
 
171
 
31
22
 
 
187
 
30
21
 
 
110
 
28
20
 
 
71
 
26
17
 
 
46
 
25
16
 
 
44
 
25
15
 
 
46
 
24
16
 
 
74
 
26
17
 
 
118
 
27
18
 
 
144
 
28
20
 
 
191
 
29
21
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Climate-Data.org

O clima em Magé é tropical em quase todo o município, exceto em áreas próximas ou na Serra dos Órgãos, como por exemplo Meio da Serra (um bairro bimunicipal, que também faz parte de Petrópolis) onde o clima predominante é o Tropical de Altitude.

A média de temperaturas mínimas é de 22 °C[12] . Em Inhomirim, no entanto, a temperatura pode chegar a uma média mínima de 14,4 °C[13] durante o mês de Julho, podendo causar temperaturas abaixo de 10ºC. A menor temperatura já registrada no município foi de 2,4 °C no dia 2 de agosto de 1955 em Pau Grande, acompanhada de uma geada fraca. Em contraste os meses mais quentes são Janeiro e Fevereiro com média de temperaturas máximas superiores a 30 °C.

Economia[editar | editar código-fonte]

No município há fábricas de bebidas em Inhomirim, onde se concentra a maior parte da população de Magé - cerca de 100 mil habitantes - com destaque para os bairros de Piabetá e Fragoso, onde se encontra um grande número de estabelecimentos comerciais.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Rodovia Descrição
BR-116 (Rio-Teresópolis) Liga a BR-040 ao município de Teresópolis
BR-493 (Arco Metropolitano do Rio de Janeiro) Liga Itaguaí até a BR-101 na altura de Manilha em São Gonçalo.
RJ-107 Liga a BR-493/BR-116 na altura de Imbariê ao Município de Petrópolis. No começo da subida passa a se chamar de Estrada Velha da Serra.

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

Magé é cortado por duas ferroviais ainda em operação, ambas operadas pela SuperVia.

Ferrovia Empresa responsável Estações no Município
Ramal Guapimirim SuperVia Parque estrela - Suruí - Parada iriri - Magé - Jardim Nova Marília - Jororó - Citrolândia
Ramal Vila Inhomirim SuperVia Piabetá - Fragoso - Vila Inhomirim

Turismo[editar | editar código-fonte]

Dentre os seus pontos turísticos, podemos citar o Poço Bento, com água benta pelo jesuíta José de Anchieta. Outro atrativo é a Estrada de Ferro de Guia de Pacobaíba, hoje desativada, mas que, outrora, fazia a ligação com a cidade de Petrópolis. A família imperial tomava uma barca na cidade do Rio de Janeiro em direção a Guia de Pacobaíba e, de lá, tomava o trem para Petrópolis, a "cidade imperial". Tal ferrovia é, por exemplo, citada por Machado de Assis em seu livro Memorial de Aires. Foi a primeira estrada de ferro do país. Hoje, essa estrada histórica encontra-se abandonada.

Palácio Anchieta, sede da Prefeitura de Magé

Palácio Anchieta[editar | editar código-fonte]

Inaugurado em 22 de outubro de 1949, com características do período do Estado Novo, o palácio, situado à praça Nilo Peçanha, foi construído para ser a sede da Prefeitura Municipal de Magé pelo então prefeito José Ullmann Junior (1947-1951), na presença do Governador Edmundo de Macedo Soares. O prédio está localizado em uma praça arborizada, cercada de prédios de várias épocas. O local é um ponto tradicional e de referência de moradores e visitantes do Centro de Magé.

Capela de Nosso Senhor do Bonfim e Mirindiba[editar | editar código-fonte]

No Morro da Figueira (conhecido atualmente como Morro do Bonfim), no Centro, está situada a Capela do Nosso Senhor do Bonfim, construída em 1883 pela Sociedade de Música Recreio Mageense em terreno doado pelo sócio Manuel Gonçalves da Costa, no local também se encontra a famosa Mirindiba, uma árvore centenária que, segundo a lenda, seria uma índia, de linhagem Tupinambá, que foi encantada pelo pajé de sua tribo. A construção religiosa elementar conserva as características de outras capelas filiais em Magé, apesar de ter alvenaria de tijolos. Mesmo moderna, a fachada possui forma triangular e cunhais clássico, sendo o campanário com desenho mais leve e delicado. Erguida em 8 de setembro de 1876, observa a cidade aos seus pés do cume da maior elevação do centro de Magé, e de lá é possível visualizar, não só para os pontos da cidade, como o Rio de Janeiro, a Baía de Guanabara com suas ilhas, como: o pequeno arquipélago de Paquetá e Ilha do Governador, a Serra dos Órgãos e a Baixada Fluminense e seu verde.

Caminho do Ouro[editar | editar código-fonte]

Caminho do Ouro

Inaugurado em 1723 em Vila Inhomirim, 6º distrito de Magé, o Caminho do Ouro é uma trilha antiga construída por escravos que ligava o Rio de Janeiro à Minas Gerais.[14]

Ao longo da subida é possível notar uma região pouco explora da Mata Atlântica, protegida pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos, onde encontramos cachoeiras quase desertas e antigas construções em ruínas da época da escravidão e ruínas da antiga Estrada de Ferro que ligava Vila Inhomrim à Petrópolis.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Majé. Prescreve-se o uso da letra "J" para palavras de origem tupi ou africana. O nome do município de Magé é uma derivação de seu nome original "Magepe-mirim". O nome atual foi adotado a partir de 9 de junho de 1789, quando da sua emancipação político-administrativa.

Referências

  1. «IBGE - Cidades@». O Brasil Município por Município. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 12 de novembro de 2015.  Texto "mage " ignorado (Ajuda)
  2. Dicionário Houaiss
  3. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  4. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  5. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  8. «Estimativas da população para 1º de julho de 2009» (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de outubro de 2010. Consultado em 16 de agosto de 2009. 
  9. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  10. «ASPECTOS HISTÓRICOS». Câmara Municipal de Magê. Consultado em 09/04/2013. 
  11. «Magé Rio de Janeiro - RJ Histórico» (PDF). IBGE. 13/06/2008. Consultado em 09/04/2013. 
  12. http://br.weather.com/weather/climatology/BRXX0145
  13. http://www.tempoagora.com.br/previsaodotempo.html/brasil/climatologia/Inhomirim-RJ/
  14. «Estrada construída por escravos no século 18 vira trilha ecológica e religiosa na Baixada Fluminense». O Globo. Consultado em 2016-05-08. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]