Rio das Ostras

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Município de Rio das Ostras
"Cidade Pérola, a mais bela"
Foto de Rio das Ostras.jpg

Bandeira de Rio das Ostras
Brasão de Rio das Ostras
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 10 de abril
Fundação 10 de abril de 1992 (26 anos)
Gentílico riostrense [1]
Lema Cidade-mãe de quem nasce ou de quem vem pra ela
Prefeito(a) Marcelino Carlos Dias Borba (PV)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Rio das Ostras
Localização de Rio das Ostras no Rio de Janeiro
Rio das Ostras está localizado em: Brasil
Rio das Ostras
Localização de Rio das Ostras no Brasil
22° 31' 37" S 41° 56' 42" O22° 31' 37" S 41° 56' 42" O
Unidade federativa Rio de Janeiro
Mesorregião Baixadas IBGE/2008[2]
Microrregião Bacia de São João IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Casimiro de Abreu e Macaé
Distância até a capital 156 km
Características geográficas
Área 230,621 km² [3]
População 145 989 hab. Estimativa IBGE/2018[4]
Densidade 633,03 hab./km²
Altitude 4 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,773 (RJ: 3°) – alto PNUD/2010[5]
PIB R$ 6 271 895,131 mil (BR: 69º) – IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 68 857 61 IBGE/2008[6]
Favelização em Rio das Ostras
Favelização em Rio das Ostras

Rio das Ostras é um município brasileiro das Baixadas Litorâneas, no estado do Rio de Janeiro. Localiza-se no litoral norte do estado, a 22º31'37" de latitude sul e 41º56'42" de longitude oeste, a uma altitude de 4 metros. Sua população aferida no IBGE em 2018 foi de 145.989 habitantes.

Dotado de belas praias, tem recebido altos investimentos provenientes dos royalties concedidos pela Petrobras. As praias mais conhecidas são: Praia da Tartaruga, Praia do Abricó, Praia do Centro, Praia do Cemitério, Praia do Bosque e Costazul. Um dos pontos mais visitados no município é a Praça da Baleia, ao final da praia de Costazul. Nesta praça, há uma estátua de baleia Jubarte esculpida em bronze.

O município vem sofrendo impactos ambientais decorrentes da poluição de praias e lagoas por falta de saneamento básico e degradação ambiental devido as ocupações ilegais em áreas de proteção ambiental (APAs) destinada à proteção e conservação dos atributos bióticos (fauna e flora). O turismo sem fiscalização e conscientização ambiental também vem degradando o meio ambiente.

Divisão administrativa[editar | editar código-fonte]

A lei estadual nº 1984/92 criou o município de Rio das Ostras, com sede na atual Vila do mesmo nome, formado do território do distrito de Rio das Ostras, desmembrado do município de Casimiro de Abreu.

No art. 2º, ao contrário do que muitos pensam, se extrai que o território do município de Rio das Ostras é constituído de um único distrito.

Distritos e localidades[editar | editar código-fonte]

Mar do Norte

O Mar do Norte é um pequeno aglomerado urbano, situado ao litoral norte do município o que sugeriu o nome, o Mar do Norte. A localidade tem problemas ambientais e estruturais a serem levados em conta.

Rocha Leão

Pequeno distrito, sua estrutura urbana é próxima a do centro de Rio das Ostras. As serras do Pote e da Careta, estão junto a pequenos montes, com clima relativamente frio. A principal atração turística é o ecoturismo.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Rio das Ostras perde-se nos meados de 1575, comprovada em relatos de antigos navegadores que passavam por esta região.

Situada na Capitania de São Vicente e habitada pelos índios Tamoios e Goitacases, Rio das Ostras tinha a denominação de Rio Leripe (molusco ou ostra grande), ou Seripe. Parte das terras da Sesmaria cedida pelo capitão-mor governador Martim Correia de Sá, no dia 20 de novembro de 1630 foi delimitada com dois marcos de pedra, colocados em Itapebussus e na barreta do rio Leripe, com a insígnia do Colégio dos Jesuítas.

Os índios e os jesuítas deixaram suas marcas nas obras erguidas nestes trezentos anos, como o da antiga igreja de Nossa Senhora da Conceição, o poço de pedras e o cemitério, com a ajuda dos índios e dos escravos. Após a expulsão dos jesuítas no ano de 1759, a igreja foi terminada no final do século XVIII, provavelmente pelos Beneditinos e Carmelitas.

A antiga igreja desmoronou totalmente na década de 50 e sem restar ruínas, foi construída no ano de 1950 uma nova igreja, próximo ao local onde se situava a primeira.

Um grande marco na cidade é a passagem do Imperador D. Pedro II. Que veio a descansar na sombra da figueira centenária.

O crescimento da cidade deu-se ao redor da igreja, e Rio das Ostras como rota de tropeiros e comerciantes rumo à Campos e Macaé, teve um progressivo desenvolvimento com a atividade da pesca, que foi o sustentáculo econômico da cidade até os meados deste século.

A construção da Rodovia Amaral Peixoto, a expansão turística da Região dos Lagos pela instalação da Petrobras em Macaé, foram de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento de Rio das Ostras, que viu sua população crescer até chegar ao momento de sua emancipação político-administrativa, do município de Casimiro de Abreu, em 10 de abril de 1992.

A corrupção sistêmica do município começou desde a sua emancipação político-administrativa em 10 de abril de 1992 e destruiu grande parte de Rio das Ostras que até hoje não existe nenhum tipo de saneamento básico. A falta de água potável, esgotamento sanitário e pavimentação de vias públicas são problemas antigos e sistêmicos para um município que recebeu trilhões em royalties do petróleo.

Com 230 km² de área total, a cidade tem em sua geografia, um mapa de maravilhosos caminhos para o embevecimento e estímulo aos que reverenciam a mãe Natureza.

Atualmente, grande parte da orla marítima de Rio das Ostras sofre com o avanço do mar, erosões e construções irregulares desordenadas. Na área urbana ocorre um aumento significativo de favelização, violência, desemprego e desigualdade social. A falta de saneamento básico afeta todo município.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

  • Figueira centenária - figueira centenária onde o imperador (Rei) brasileiro Dom Pedro II se sentou a sua sombra para descansar. Na mesma figueira também repousaram o presidente Getúlio Vargas, o príncipe Maximiliano, o príncipe Dom João Henrique e a princesa Fernanda Beatriz.
  • Casa da Cultura - casa centenária, possui valor histórico e cultural avaliado e estimado pelo Inepac. Mostra de artistas regionais no salão de exposições.
  • Museu do Sítio Arqueológico Sambaqui da Tarioba - exposição de peças catalogadas pela época, origem e denominação em reconstituição da pré-história desta região.
  • Centro Ferroviário de Cultura de Rocha Leão - estação centenária que faz parte da linha que liga Barão de Mauá a Vitória. Centro Ferroviário Cultural de Rocha Leão.
  • Parque dos Pássaros - horto florestal com vegetação preservada da Mata Atlântica. Oferece informações de plantas e possui grande variedade de mudas ornamentais, medicinais e silvestres. Mini-zoo com animais domésticos e aves raras. São realizados passeios nas trilhas do Parque. Estes passeios são gratuitos. No mais longo deles, são gastos 40 minutos de caminhada pela restinga. No mais curto, é visitado um grande viveiro onde ficam espécies variadas de pássaros.
  • Poço de Pedras do Largo de Nossa Senhora da Conceição - construído em meados do século XVIII, por mão-de-obra escrava, era a fonte de água à beira-mar, onde o povo servia-se de água para beber e lavar louça. Recuperado no ano 2000, é o resgate da memória e identidade cultural de Rio das Ostras.
  • Monumento Natural dos Costões Rochosos - faixa compreendida entre a Praia da Joana até a Praça da Baleia. Reserva ecológica. Possui riqueza de fauna e flora.
  • Manguezais (Ecossistema) - grande área de reserva ecológica que se inicia perto da ponte de Costa Azul. Possui riqueza de fauna e flora marinha que vem sendo impactada por esgoto in natura despejado clandestinamente por comércios e residências.
  • Praça da Baleia - área de lazer e contemplação abriga a escultura de uma Baleia-jubarte com 20 metros de comprimento, toda estrutura metálica, recoberta com chapas de bronze e liga de latão, feita pelo artista plástico, Roberto Sá, conhecido internacionalmente pelas esculturas hiper-realistas. Esta é a maior homenagem a um cetáceo no mundo.
  • Orla de Costa Azul - obra de urbanização realizada pela Prefeitura, que em sua 1ª fase, criou 850 metros lineares de área de lazer e preservação, com ciclovia, academia de ginástica ao ar livre, quiosques, playgrounds e 15 mil m² de área de restinga que vem sofrendo degradação e poluição por despejo de esgoto clandestino in natura em diversos pontos da orla.
  • Lagoa do Iriri (Lagoa da coca-cola) - lagoa com uma água escura, apelidada pelos moradores de "lagoa da coca-cola", pois apresenta uma intensa concentração de iodo, o que deixa a água com uma coloração semelhante à do refrigerante. A barragem entre a lagoa e o mar da Praia de Costazul é aberta periódicamente para o esgoto clandestino in natura despejado por residências e comércios na Lagoa do Iriri ser diluído no mar.
  • Emissário Submarino - localizado na praia de Costa Azul, o emissário de lançamento de esgotos sanitários e industriais no mar possui um píer liberado para as pessoas onde é possível ter uma bela vista da região serrana da cidade e a prática de pesca amadora.
  • Praça do Trem e Fábrica de Bonecas - foi criada através de um programa de geração e renda da Fundação Rio das Ostras. Possui showroom, um palco italiano onde são encenadas as produções da Fundação de Rio das Ostras e onde funciona o projeto de cultura em Rocha Leão para crianças e jovens.
  • Reserva Biológica União - administrada pelo ICMBio e com território que se estende aos municípios de Casimiro de Abreu e Macaé, a Rebio União possui cerca de 53% do seu território localizado em Rio das Ostras e possui uma área total de 2.548 ha de Mata Atlântica, onde ainda podem ser encontrados trechos de mata primária e ser observados exemplares da flora como: o vinhático , o jequitibá, o xaxim ou samambaiaçú , o palmito, etc. Pesquisas apontam que a Mata Atlântica da REBIO União possui a maior riqueza e diversidade vegetal entre todos remanescentes estudados no estado do Rio de Janeiro.

Principais eventos[editar | editar código-fonte]

Esses são os principais eventos oficiais:[7]

Outros eventos

Referências

  1. [[1]]
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). IBGE. 10 de outubro de 2002. Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Censo Populacional 2010». Rio de Janeiro - Rio das Ostras. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 30 de agosto de 2017. Consultado em 31 de agosto de 2017  Texto "rio-das-ostras" ignorado (ajuda)
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 29 de Julho de 2013 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  7. «Turismo - Principais eventos». Prefeitura de Rio das Ostras. Consultado em 20 de agosto de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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