Rio das Ostras

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Rio das Ostras
  Município do Brasil  
Foto de Rio das Ostras.jpg
Símbolos
Bandeira de Rio das Ostras
Bandeira
Brasão de armas de Rio das Ostras
Brasão de armas
Hino
Lema Cidade-mãe de quem nasce ou de quem vem pra ela
Apelido(s) "Cidade Pérola, a mais bela"
Gentílico rio ostrense[1]
Localização
Localização de Rio das Ostras no Rio de Janeiro
Localização de Rio das Ostras no Rio de Janeiro
Mapa de Rio das Ostras
Coordenadas 22° 31' 37" S 41° 56' 42" O
País Brasil
Unidade federativa Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Casimiro de Abreu e Macaé
Distância até a capital 156 km
História
Fundação 10 de abril de 1992 (28 anos)
Aniversário 10 de abril
Administração
Prefeito(a) Marcelino Carlos Dias Borba[1] (PV, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [1] 228,044 km²
População total (Estimativa IBGE/2020[1]) 155 193 hab.
Densidade 680,5 hab./km²
Clima Tropical
Altitude 4 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[2]) 0,773 alto
 • Posição RJ: 3°
PIB (IBGE/2008[3]) R$ 6 271 895,131 mil
 • Posição BR: 69º
PIB per capita (IBGE/2008[3]) R$ 68 857,61
Praça da Baleia.

Rio das Ostras é um município brasileiro das Baixadas Litorâneas, no estado do Rio de Janeiro. Localiza-se no litoral norte do estado, a 22º31'37" de latitude sul e 41º56'42" de longitude oeste, a uma altitude de quatro metros. Sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, foi de 150 674 habitantes.

Dotado de belas praias, tem recebido altos investimentos aplicáveis em infra-estrutura provenientes dos royalties concedidos pela Petrobras na área em questão. As praias mais conhecidas são: Praia da Tartaruga, Praia do Centro, Praia do Bosque e Costazul. Nesta última existe a possibilidade da prática do surfe. Um dos pontos mais visitados no município é a Praça da Baleia, ao final da praia de Costazul. Nesta praça, há uma estátua de baleia Jubarte esculpida em bronze.

Divisão administrativa[editar | editar código-fonte]

A lei estadual nº 1984/92 criou o município de Rio das Ostras, com sede na atual Vila do mesmo nome, formado do território do distrito de Rio das Ostras, desmembrado do município de Casimiro de Abreu.

No artigo 2º, ao contrário do que muitos pensam, se extrai que o território do município de Rio das Ostras é constituído de um único distrito.

Distritos e localidades[editar | editar código-fonte]

Mar do Norte

O Mar do Norte é um pequeno aglomerado urbano, situado ao litoral norte do município o que sugeriu o nome, o Mar do Norte (futuro 3º distrito). Tem um grande potencial turístico, mas tem problemas ambientais e estruturais a serem levados em conta, como por exemplo escolas, postos de saúde e pavimentação.

Rocha Leão

Pequeno distrito, sua estrutura urbana é próxima a do centro de Rio das Ostras. As serras do Pote e da Careta, estão junto a pequenos montes, com clima relativamente frio. A principal atração turística é o ecoturismo.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Rio das Ostras perde-se nos meados de 1575, comprovada em relatos de antigos navegadores que passavam por esta região.

Situada na Capitania de São Vicente e habitada pelos índios Tamoios e Goitacases, Rio das Ostras tinha a denominação de Rio Leripe (molusco ou ostra grande), ou Seripe. Parte das terras da Sesmaria cedida pelo capitão-mor governador Martim Correia de Sá, no dia 20 de novembro de 1630 foi delimitada com dois marcos de pedra, colocados em Itapebussus e na barreta do rio Leripe, com a insígnia do Colégio dos Jesuítas.

Os índios e os jesuítas deixaram suas marcas nas obras erguidas nestes trezentos anos, como o da antiga igreja de Nossa Senhora da Conceição, o poço de pedras e o cemitério, com a ajuda dos índios e dos escravos. Após a expulsão dos jesuítas no ano de 1759, a igreja foi terminada no final do século XVIII, provavelmente pelos Beneditinos e Carmelitas.

A antiga igreja desmoronou totalmente na década de 1950 e sem restar ruínas, foi construída em 1950 uma nova igreja, próximo ao local onde se situava a primeira.

Um grande marco na cidade é a passagem do Imperador D. Pedro II. Que veio a descansar na sombra da figueira centenária.

O crescimento da cidade deu-se ao redor da igreja, e Rio das Ostras como rota de tropeiros e comerciantes rumo à Campos dos Goytacazes e Macaé, teve um progressivo desenvolvimento com a atividade da pesca, que foi o sustentáculo econômico da cidade até os meados do século XX.

A chegada da Estrada de Ferro Leopoldina, a construção da Rodovia Amaral Peixoto, a expansão turística da Região dos Lagos pela instalação da Petrobras em Macaé, foram de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento de Rio das Ostras, que viu sua população crescer até chegar ao momento de sua emancipação político-administrativa, do município de Casimiro de Abreu, em 10 de abril de 1992.

Com 228 km² de área total, a cidade tem em sua geografia, um mapa de maravilhosos caminhos para o embevecimento e estímulo aos que reverenciam a mãe Natureza.

Atualmente, encontra-se entre os municípios de maior taxa de crescimento demográfico no estado, 10% ao ano.[carece de fontes?]

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Conforme a Prefeitura Municipal, os principais pontos turísticos da cidade são:[4]

  • Píer do Emissário de Costazul — localizado na praia do Costazul, o emissário possui um píer com 200 metros para dentro da praia liberado para as pessoas onde é possível ter uma bela vista da região serrana da cidade e a prática de pesca amadora
  • Orla do Centro
    • Figueira centenária — figueira centenária onde o imperador brasileiro Dom Pedro II se sentou a sua sombra para descansar. Na mesma figueira também repousaram o presidente Getúlio Vargas, o príncipe Maximiliano, o príncipe João Henrique e a princesa Fernanda Beatriz
    • Poço de Pedras do Largo de Nossa Senhora da Conceição — construído em meados do século XVIII, por mão-de-obra escrava, era a fonte de água à beira-mar, onde o povo servia-se de água para beber e lavar louça. Recuperado no ano 2000, é o resgate da memória e identidade cultural de Rio das Ostras
  • Praça da Baleia — área de lazer e contemplação abriga a escultura de uma baleia-jubarte com 20 metros de comprimento, toda estrutura metálica, recoberta com chapas de bronze e liga de latão, feita pelo artista plástico, Roberto Sá, conhecido internacionalmente pelas esculturas hiper-realistas. Esta é a maior homenagem a um cetáceo no mundo
  • Museu do Sítio Arqueológico Sambaqui da Tarioba — inaugurado em 1998, com exposição de peças catalogadas pela época, origem e denominação em reconstituição da pré-história desta região e é um dos únicos in situ do Brasil
  • APA da Lagoa de Iriry — lagoa com uma água escura, apelidada pelos moradores de "lagoa da Coca-Cola", pois apresenta uma intensa concentração de iodo, o que deixa a água com uma coloração semelhante à do refrigerante. Possui um mirante com cerca de 20 metros de altura
  • Centro Ferroviário de Cultura Guilherme Nogueira — museu situado na centenária Estação Ferroviária de Rocha Leão que faz parte da linha da Estrada de Ferro Leopoldina, ligando o Rio de Janeiro a Vitória. [5]
  • Praça do Trem — tem uma área total de aproximadamente 6 500m², sendo 420m² de área construída
  • Monumento Natural dos Costões Rochosos — é uma faixa de rochas e praias entre a Praia da Joana e a Praça da Baleia, é unidade de conservação do Município, com riqueza e diversificação de fauna e flora
  • Casa da Cultura Doutor Bento Costa Júnior — casa construída no final do século XIX para abrigar material de pesca e mais tarde como depósito de sal, transformada, por volta de 1940, na residência da família do médico Bento Costa Júnior. Foi considerada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) como patrimônio histórico e cultural da cidade. São realizadas mostras de artistas regionais no salão de exposições
  • Poço de Pedras do Largo de Nossa Senhora da Conceição (Poço das Pedras) — construído pelos escravos em meados do século XVIII é o marco para a construção da cidade. Registros históricos indicam que o poço permitia acesso a água potável para a tribulação de embarcações que cruzavam a Baía Formosa e aportavam no cais do morro do Limão (atual Iate Clube)
  • Parque Natural Municipal dos Pássaros — horto florestal com vegetação preservada da Mata Atlântica. Oferece informações de plantas e possui grande variedade de mudas ornamentais, medicinais e silvestres. Mini-zoo com animais domésticos e aves raras. São realizados passeios nas trilhas do Parque. Estes passeios são gratuitos. No mais longo deles, são gastos 40 minutos de caminhada pela restinga. No mais curto, é visitado um grande viveiro onde ficam espécies variadas de pássaros
  • Orla de Costazul — obra de urbanização realizada pela Prefeitura, que em sua 1ª fase, criou 850 metros lineares de área de lazer e preservação, com ciclovia, academia de ginástica ao ar livre, quiosques, playgrounds e 15 mil m² de área de restinga preservada
  • Centro Ferroviário de Cultura
  • Parque Municipal Roberto Cação

Alguns outros locais de destaque:

  • Reserva Biológica União (REBIO União) — administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) possui cerca de 53% do seu território localizado em Rio das Ostras e se estende aos municípios de Casimiro de Abreu (46%) e Macaé (1%), a REBIO União possui uma área total de 2 548 hectares de Mata Atlântica, onde ainda podem ser encontrados trechos de mata primária e ser observados exemplares da flora como: o vinhático, o jequitibá, o xaxim ou samambaiaçú, o palmito, etc. Pesquisas apontam que a Mata Atlântica da REBIO União possui a maior riqueza e diversidade vegetal entre todos remanescentes estudados no estado do Rio de Janeiro. Originalmente, as terras da REBIO União pertenciam a "Fazenda União", que durante o século XIX, pertenceu à Joaquim Luiz Pereira de Souza, pai do ex-presidente Washington Luís[6]
  • Manguezais (Ecossistema) — grande área preservada que se inicia perto da ponte de Costazul. Reserva ecológica. Possui riqueza de fauna e flora marinha

Principais eventos[editar | editar código-fonte]

Esses são os principais eventos oficiais:[7]

Outros eventos

Referências

  1. a b c d «Rio das Ostras - Panorama». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 23 de abril de 2020 
  2. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 29 de julho de 2013 
  3. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Pontos Turísticos». Prefeitura de Rio das Ostras. Consultado em 23 de abril de 2020 
  5. «Rocha Leão -- Estações Ferroviárias do Estado do Rio de Janeiro». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  6. «Reserva Biológica União». Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Consultado em 29 de abril de 2020 
  7. «Turismo - Principais eventos». Prefeitura de Rio das Ostras. Consultado em 23 de abril de 2020. Arquivado do original em 3 de fevereiro de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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