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Itaperuna

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Itaperuna
Município do Brasil
Vista parcial da cidade
Vista parcial da cidade
Vista parcial da cidade
Hino
Gentílico itaperunense[1]
Localização
Localização de Itaperuna no Rio de Janeiro
Localização de Itaperuna no Rio de Janeiro
Localização de Itaperuna no Rio de Janeiro
Itaperuna está localizado em: Brasil
Itaperuna
Localização de Itaperuna no Brasil
Mapa
Mapa de Itaperuna
Coordenadas 21° 12′ 18″ S, 41° 53′ 16″ O
País Brasil
Unidade federativa Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Cambuci, Bom Jesus do Itabapoana, Italva, Laje do Muriaé, Miracema, Natividade e São José de Ubá no Rio de Janeiro; Patrocínio do Muriaé, Eugenópolis e Antônio Prado de Minas em Minas Gerais
Distância até a capital 325 km[2]
História
Fundação 10 de maio de 1889 (136 anos)
Emancipação 6 de dezembro de 1889 (136 anos)[3]
Administração
Distritos
Prefeito(a) Emanuel Medeiros da Silva[1] (PL, 2025–2028)
Características geográficas
Área total [1] 1 106,694 km²
 • Área urbana (IBGE/2019) [1] 19,92 km²
População total (Censo IBGE/2022) [1] 101 041 hab.
 • Estimativa (IBGE/2025) 107 297 hab.
Densidade 91,3 hab./km²
Clima tropical quente úmido (Aw)[5]
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010) [6] 0,730 alto
PIB (IBGE/2021) [7] R$ 3 394 971,86 mil
PIB per capita (IBGE/2021) R$ 32 533,22
Sítio www.itaperuna.rj.gov.br (Prefeitura)
www.itaperuna.rj.leg.br (Câmara)

Itaperuna (língua tupi: itaperuna, «caminho da pedra preta[nota 1]»)? é um município brasileiro no estado do Rio de Janeiro, Região Sudeste do país. Localiza-se no norte fluminense, estando situado a cerca de 330 km a nordeste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 1 110 km², sendo que 20 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 107 297 habitantes em 2025. Dista 20 km da divisa com o estado de Minas Gerais e 30 km do Espírito Santo.

Topônimo

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Segundo Porphirio Henriques da Silva, o nome teria sido escolhido pelo Dr. Francisco Portela, presidente da Estrada de Ferro Campos a Carangola, e utilizado pela primeira vez após o Decreto 2.810 de 24 de novembro de 1885.[8] Portela teria percebido que, para chegar da Fazenda Bananeiras, em Porciúncula, a um pico de pedra, que segundo o qual "parecia um dorso de elefante", teria que passar pela Freguesia de Nossa Senhora da Natividade de Carangola, que viria, pelo decreto a se chamar Itaperuna, como os índios que ali habitavam já chamavam o local.[8] [10]

O geógrafo Alberto Ribeiro Lamego reforça que esse pico de pedra, hoje chamado de Pedra Elefantina por causa de Portela, "com sua lombada polida e negra", teria sido a inspiração para o nome do município de Itaperuna, recebendo o nome atual, cuja etimologia indígena é dada como significando "caminho da pedra preta".[11][12] A referida Pedra Elefantina é parte integrante do Brasão de Armas do município de Itaperuna, criado em 1960 por Alberto Fioravante, especialista em Heráldica nascido em Muqui.[13]

História

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Antecedentes

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No início da colonização portuguesa, a região aonde hoje se encontra o município de Itaperuna era habitada pelos puris e suas terras faziam parte da Capitania de São Tomé, quando a mesma foi criada em 1534.[14][15] Os portugueses tiveram dificuldade em adentrar na região por causa da presença indígena dos goitacás no local, que possuíam fama de agressivos e de difícil domesticação, mantendo-se inicialmente na costa, aonde os Sete Capitães estabeleceram a cidade de Campos dos Goytacazes, junto a foz do rio Paraíba do Sul[16][17]

A colonização da região iniciaria apenas no Século XVIII, com a criação da Freguesia de Santo Antônio dos Guarulhos em 30 de janeiro de 1759, que incluía a região do atual município de Itaperuna.[15] Porém mesmo com a criação da Freguesia, a margem do Rio Muriaé ficou pouco habitada por causa da presença indígena na região, que não aceitavam a doutrina católica européia com facilidade. [16]

A primitiva colonização das terras da atual Itaperuna, conhecida na época como Sertões da Pedra Lisa, demorou a acontecer; ela permaneceu por dois séculos inexplorados, iniciou-se no século XIX, por volta de 1830 pelo bandeirante e desbravador José de Lanes Dantas Brandão, sargento da Milícia de D. João VI, natural de Minas Gerais. O sargento fundou a chamada Fazenda Porto Alegre, este tornou-se o nome com o qual a localidade ficaria conhecida, sendo tal denominação utilizada até 1885, e que a partir do Decreto Provincial nº 2.810 foi alterado para Vila de Itaperuna.[18]


Colonização inicial

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Em 19 de julho de 1813, foi criada a Diretoria Geral dos Índios, sendo escolhido Guido Tomás Marlière como diretor e responsável pela catequização indígena.[19] Constantino José Pinto, comerciante que se estabeleceu na margem do Rio Muriaé e fundou o povoado que se tornaria a cidade de Muriaé, foi designado por Marlière em 1819 como vice-diretor dos índios, e responsável pelos puris.[20][21]

O sobrinho de Constantino, José Ferreira César, seria, segundo o Major Porphirio Henriques da Silva, o segundo sertanista a se fixar na região, depois de José de Lannes Dantas Brandão, que também era seu parente e estabeleceu em 1834 a Fazenda Porto Alegre.[22][23][24] Ainda segundo o Major Porphirio, José Bastos Pinto e José Garcia Pereira se estabelecem na região em 1837.[22]

Formação da Freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Laje

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Com a nova demarcação dos limites entre as províncias do Minas Gerais e Rio de Janeiro pelo decreto nº 297 de 19 de maio de 1843, o território do Arraial da Laje ficou com a Província do Rio de Janeiro, apesar das tentativas mineiras de incorporar a região por ter sido estabelecida por sertanistas mineiros.[25][26]

O Alferes José Bastos Pinto, que na época exercia a função de Subdelegado de Polícia do distrito de Patrocínio, afirmou em ofício a José da Terra Pereira, que fundou a fazendo do Limoeiro, e exercia no local o cargo Inspetor de Quarteirão, a vontade dos moradores de pertencerem ao distrito de Guarulhos, no lado carioca.[26] Com isso, a partir de 12 de agosto de 1844, Laje passou a integrar o segundo distrito da Freguesia de Santo Antônio dos Guarulhos, que foi desmembrado para a formação das Freguesias de Natividade do Carangola, em 23 de agosto de 1853, e de Nossa Senhora da Piedade de Laje, em 21 de novembro de 1861.[27][28][24][29][30]

Nesse momento, houve um avanço da produção cafeeira na região do Vale do Paraíba Fluminense, cuja produção se tornou importante para a economia do país.[31]

Formação do município de Itaperuna

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O movimento desejando a emancipação do território aonde hoje é Itaperuna, que na época fazia parte de Campos dos Goytacazes, começou em 1870, e a primeira reunião de discussão sobre o tema ocorreu em Laje do Muriaé no dia 10 de outubro de 1880, sob a presidência do Comendador Venâncio José Garcia.[32][33] O Comendador Venâncio era muito bem visto por D. Pedro II e tinha bastante influência política local.[34] Naquele momento, foram escolhidos para liderar o movimento, uma comissão formada por Francisco de Assis Ribeiro dos Santos, o Capitão Laurindo Januário Carneiro, José Carlos de Oliveira, e Antônio Pires do Couto.[32]

O comendador Cardoso Moreira era o principal interessado na criação da vila, visto que era donos das terras aonde seria fundado a vila. A criação de uma vila no local ajudaria em seus negócios, pois era acionista majoritário da Estrada de Ferro Campos a Carangola.[33]

Para que fosse possível a emancipação de Campos dos Goytacazes, a Assembleia Provincial, em 1887, transferiu a sede de Natividade do Carangola para a Freguesia do Porto Alegre, em terras doadas pelo comendador Cardoso Moreira. Atualmente essa sede é a sede do município de Natividade.[35][33]

Em 1887, foi criada a freguesia de São José do Avaí, nome em homenagem às armas brasileiras na Batalha de Avaí, na Guerra do Paraguai. Foram doados quinze alqueires de terra para patrimônio dessa vila pelo senhor Jaime Porto. A povoação foi elevada à categoria de vila em 1887, com a denominação de São José do Avaí, favorecida pela posição geográfica de fácil acessibilidade a Campos dos Goytacazes, reforçada posteriormente pela ligação ferroviária. A cidade teve o núcleo inicial em torno da linha da estrada de ferro, à margem esquerda do Rio Muriaé. Hoje, ambos os lados do rio estão ocupados pela malha urbana e a estrada de ferro removida, dando lugar à um jardim linear que atravessa majoritariamente a cidade, fomentando o desenvolvimento da principal via da cidade, chamada em seu maior trecho de Avenida Cardoso Moreira (que altera seu nome ao longo de seu trajeto urbano, em homenagem à figuras históricas importantes do município. Esta via veio a se tornar o elo principal de conexão e continuidade da BR-356, onde possui seu km 0 no centro da cidade de Belo Horizonte, findando em São João da Barra, mais precisamente, ampliada até o Porto do Açu, servindo como um dos principais meios de escoamento de minérios de ferro extraídos na Zona da Mata mineira, para exportação internacional através do porto, tendo atualmente a China como principal destino comercial.

Fato curioso é que tanto os navios quanto os caminhões que fazem este transporte (geralmente bi-trens), fazem o trajeto de ida e voltam sempre carregados, pois ao retornarem da China, consequentemente do Porto do Açu, retornam com cargas importadas majoritariamente da China, com relevantes cargas para as indústrias cimenteiras e siderúrgicas.

A área experimentou crescimento regional, concomitante à ampliação de sua importância administrativa e, em 1889, foi elevada à categoria de cidade, não fazendo mais parte do município de Campos dos Goytacazes, com o nome de Itaperuna, assim Campos dos Goytacazes perdeu a metade de seu território. Em 10 de maio de 1889, foi feita a primeira eleição para a câmara dos vereadores, sendo a vitória dos republicanos, que tomaram posse no dia 4 de julho do mesmo ano, sendo, portanto, a primeira câmara republicana do país, em pleno regime monárquico, regime esse que viria a ser desbancado pelo marechal Deodoro da Fonseca em 15 de novembro desse mesmo ano. Em 6 de dezembro de 1889, foi a vila de São José do Avaí transformada em município de Itaperuna, sendo criada sua respectiva comarca.

O desenvolvimento da economia cafeeira na área foi responsável pela concentração de atividades comerciais e de serviços na cidade de Itaperuna, que passou a desempenhar funções de centro sub-regional do nordeste fluminense. A cultura cafeeira foi um grande destaque na economia da cidade por mais de quatro décadas, tornando-a, em 1927, a maior produtora nacional.[10]

O declínio da atividade cafeeira fez com que a região passasse a sofrer fortes efeitos regressivos. A pecuária de corte desenvolveu-se, então, voltada para o abastecimento dos grandes matadouros e frigoríficos, desenvolvendo-se, posteriormente, a produção leiteira, estimulada pela presença da fábrica de leite em pó Glória na sede municipal.

A área municipal, atualmente, não abrange a mesma base territorial da época da criação, que se estendia aos atuais municípios de Laje do Muriaé, Natividade e Porciúncula, porém sua importância permanece na região. Do território original do município de Itaperuna, foram desmembrados os seguintes municípios: Bom Jesus do Itabapoana em 1938, Natividade e Porciúncula em 1947 e Laje do Muriaé em 1962, ficando Itaperuna com seu atual contorno.

Geografia

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Itaperuna recebe as águas do Rio Muriaé e do Rio Carangola. O Rio Muriaé nasce no município de Miraí, na Zona da Mata Mineira e deságua no rio Paraíba do Sul, nas proximidades do município de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Apresenta 250 km de extensão e tem como principais afluentes os rios Glória e Carangola. O Rio Carangola, com 130 km de extensão, nasce no município de Orizânia, também na Zona da Mata Mineira e deságua no rio Muriaé, dentro da sede do município de Itaperuna.

Rio Carangola

No município de Itaperuna, destacam-se duas unidades de relevo: a primeira está ligada a antigas superfícies cristalinas e a segunda é constituída pelas planícies aluviais intermontanas.

O território municipal participou dos processos morfogenéticos que envolveram o sudeste brasileiro e, portanto, as superfícies cristalinas sofreram fases sucessivas de levantamento e fraturamento, dando origem aos patamares cristalinos. Os processos erosivos comandados pela rede de drenagem local desgastaram gradativamente o terreno, originando vales encaixados nas linhas de falhas, morros rebaixados e arredondados e baixadas, ora largas, ora estreitas.

Nesse sistema morfogenético, o município de Itaperuna caracteriza-se por um relevo ondulado, com ausência de escarpas íngremes e vales em constante aprofundamento e alargamento, embora em áreas de pequeno declive.

Hidrografia

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A área territorial de Itaperuna é banhada por dois principais rios, o Rio Muriaé e o Rio Carangola.

Devido ao fato de se encontrar entre vales, Itaperuna é conhecida por ter o clima mais quente do estado do Rio de Janeiro. A cidade é a mais quente em relação às cidades mais próximas, como Natividade, Laje do Muriaé e Bom Jesus do Itabapoana. O clima tropical de Itaperuna apresenta chuvas durante o verão.

Segundo dados da estação climatológica principal do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) em Itaperuna, desde 1931 a menor temperatura na cidade ocorreu em 10 de junho de 1945, com mínima de 4,5 °C, e a maior em 18 de novembro de 2023, quando a máxima chegou aos 42,8 °C, durante uma onda de calor intensa. O recorde precipitação em 24 horas é de 138,6 mm em 9 de fevereiro de 2022, superando o recorde anterior de 124 mm em 22 de janeiro de 1958.[36][37]

Dados climatológicos para Itaperuna (OMM: 83695)
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 41 40,5 40 39,4 39,2 39,1 36,5 38 40 42 42,8 39,5 42,8
Temperatura máxima média (°C) 33 33,5 32,2 30,6 28,4 27,8 27,9 28,8 29,9 30,7 30,4 31,8 30,4
Temperatura média compensada (°C) 27 27,1 26,3 24,8 22,2 21 20,9 21,8 23,2 24,5 24,9 26,1 24,2
Temperatura mínima média (°C) 22,6 22,5 22,2 20,7 17,8 16,3 15,8 16,4 18,2 20,1 21 22,1 19,6
Temperatura mínima recorde (°C) 12,7 13,1 11,6 9,8 5,9 4,5 5,1 6,6 8,9 11 12,1 14,8 4,5
Precipitação (mm) 189,9 120 150,7 68,8 41,5 21,3 15,4 21,3 61,3 89,8 197,1 227,5 1 204,6
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 11 8 10 6 5 3 3 3 5 7 13 14 88
Umidade relativa compensada (%) - 70,6 74,4 75,9 76,5 76,5 73,4 69,1 68,6 70,2 75,1 75,8 -
Insolação (h) 217,8 221,1 207,2 194,2 189,9 186,5 197,8 211,5 184,7 183,1 159,3 185,2 2 338,3
Fonte: INMET (normal climatológica de 1991-2020;[38] recordes de temperatura: 1931-presente)[36][37]

O principal clube de futebol do município, o Itaperuna Esporte Clube surgiu através da fusão dos três principais clubes do município, o Porto Alegre Futebol Clube, fundado em 16 de agosto de 1915, o Comércio e Indústria Atlético Clube, fundado em 23 de novembro de 1943, e o Unidos Atlético Clube, fundado em 8 de julho de 1948.[39]

O clube já disputou a Primeira Divisão do Campeonato Carioca, travando memoráveis partidas contra os times da capital, chegando inclusive a obter êxito em algumas oportunidades, vencendo jogos contra Flamengo, Fluminense e Botafogo. O único clube grande que o time do interior não conseguiu vencer foi o Vasco da Gama. Atualmente o clube encontra-se licenciado e, no final de 2023, foi desfiliado da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro.[40]

O clube costumava mandar seus jogos no Estádio Jair Siqueira Bittencourt, e planeja há décadas a construção do Estádio Álvaro Catanheda, conhecido popularmente como Vale das Seringueiras, em uma região a cerca de 1,5 km do Aeroporto Regional de Itaperuna.

O município também conta com o Clube de Futebol São José, que não costuma mandar seus jogos na cidade.

O município dispõe ainda do Centro Poliesportivo Dr. Edgard Pinheiro Dias, onde se é possível praticar diversas modalidades esportivas e ao ar livre, sendo este ambiente aberto a população.

Infraestrutura

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Educação

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Escola Municipal Nossa Senhora das Graças (bairro Lions) Itaperuna RJ

O município é dotado de uma ampla rede publica escolar, formada por instituições federais, estaduais e municipais de ensino; que atende diferentes níveis de escolaridade.

Itaperuna vem desde o início do século se tornando um polo estudantil no estado do Rio de Janeiro por agrupar faculdades particulares e determinados cursos em faculdades públicas, como a Universidade Federal Fluminense, Centro de Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro, Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro e Fundação Universitária de Itaperuna. O fluxo de estudantes vindos de cidades vizinhas diariamente é grande. Alguns fixam residência na cidade durante o período de estudos. Muitos vêm de outros estados, como Minas Gerais (Zona da Mata Mineira), Espírito Santo e Bahia.

Em 2009, o Instituto Federal Fluminense, antigo Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos (CEFET), iniciou suas atividades na cidade de Itaperuna. Hoje, o campus conta com os seguintes cursos técnicos: Administração, Eletrotécnica, Informática, Mecânica, Química e Automação Industrial. No IFF campus Itaperuna há também a oferta de cursos em nível superior: Bacharelado em Sistemas de Informação, Licenciatura em Química e Engenharia Mecânica. Além de cursos de pós graduação lato sensu em docência no Século XXI: Educação e Tecnologias Digitais e em fase de implantação a pós graduação em Direitos Humanos.

Possui, também, várias faculdades particulares, dentre elas a Universidade Iguaçu (UNIG), a Afya Centro Universitário Itaperuna (antiga UniRedentor) e o Centro Universitário São José (Fundação São José).

A cidade conta com vários cursos como administração de empresas, arquitetura, comunicação social, ciências biológicas, ciências contábeis, direito, educação física, enfermagem, engenharia civil, engenharia mecânica, engenharia de produção, engenharia de petróleo, engenharia elétrica, farmácia, física, fisioterapia, fonoaudiologia, geografia, história, letras, matemática, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, pedagogia, psicologia, serviço social e sistema de informação.

Faculdades
Escolas técnicas

Itaperuna é referência nacional e internacional no tratamento hospitalar de pacientes com problemas cardíacos e também neurológicos, pois abriga um dos mais modernos centros hospitalares do país: o Hospital São José do Avaí.

A rede pública de saúde é composta pelo Centro de Saúde Dr. Raul Travassos, diversas Unidades Básicas de Saúde espalhadas pelos bairros, distritos e localidades do município, uma UPA e o Posto de Urgência Dr. Munir Bussade.

Estátua do Cristo Redentor

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Cristo Redentor de Itaperuna, no morro do Castelo
Cristos Irmãos
Geminação do Cristo Redentor do Corcovado com o Cristo Redentor de Itaperuna

O segundo maior monumento ao Cristo Redentor do Brasil fica em Itaperuna. O monumento, que possui 20 metros de altura, foi idealizada pelo ex-prefeito, já falecido, Cláudio Cerqueira Bastos e projetado pelo escultor capixaba Antônio Francisco Moreira, e está localizado no topo do Morro do Castelo, de onde é possível ter uma vista ampla de quase toda a área urbana da cidade. O Cristo de Itaperuna está catalogado no Mapa de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.[41]

Na época de sua inauguração, o monumento de Itaperuna detinha a posição de ser a segunda maior estátua do Cristo Redentor no mundo, com os seus vinte metros de altura.[42] Foi inaugurada em 1966 nos festejos do aniversário do município pelo então prefeito Ary Moreira Bastos.

Patrimônio material de Itaperuna, o acesso ao monumento é simples e se dá através de vias calçadas e sinalizadas, que partem da Avenida Cardoso Moreira, no Centro. À noite, ele também embeleza a paisagem itaperunense, sendo iluminado por holofotes com fachos de luzes coloridas, a estátua pode ser avistada de alguns pontos de Itaperuna.[43]

No dia 31 de agosto de 2021, o monumento passou a ser o primeiro do Brasil a ser reconhecido oficialmente como monumento irmão pelo Cristo Redentor do Corcovado, em um ato de Geminação assinado pela Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, representada pelo Santuário Cristo Redentor, e pela Prefeitura de Itaperuna, através da Secretaria Municipal de Turismo, no qual os monumentos passaram a se conectar com parcerias em diversas áreas, como Turismo, Cultura, Desenvolvimento Sustentável, Social e Religiosa.[44]

Itaperuna é a mais desenvolvida e a maior cidade do Noroeste Fluminense.[carece de fontes?] Na cidade, há universidades, grandes empresas e um comércio bem desenvolvido. Destaque também para a agropecuária, que está em pleno desenvolvimento.

Entre as grandes empresas situadas em Itaperuna, estão a rede de Supermercados Fluminense, Quatá Alimentos, Frinense, Concrelagos, Fortplast, Carrocerias São Pedro, Itanet, Vest Surf entre outras.

Estância Hidromineral de Raposo

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O distrito de Raposo tem a única estância hidromineral do Estado do Rio de Janeiro e suas águas são comparadas as de Vicky, na França.

O local possui dois importantes parques de águas minerais famosos por suas capacidades terapêuticas: o Parque das Águas Soledade e o Fontanário Raposo.

Há ainda uma vasta rede hoteleira com 8 hotéis e 11 pousadas somando 1.312 leitos. Dista 333 km da capital do Estado.[45]

Comércio

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Itaperuna também possui o comércio mais desenvolvido do Noroeste e atende um enorme fluxo de pessoas diariamente de Itaperuna e cidades vizinhas. Na Avenida Cardoso Moreira, Rua Assis Ribeiro e Rua 10 de Maio estão localizados o maior número de lojas e escritórios comerciais da cidade.

Itaperuna também possui um Polo de Confecções e atende de forma significativa à demanda regional. As grandes lojas de confecções que estão situadas na Rua José Rafael Vieira - mais conhecida como a Rua das Confecções, localizada ao lado do Terminal Rodoviário, recebe muitas excursões de revendedores de toda a região. Engloba uma concentração com cerca de 50 lojas de fábrica Outlet, que oferecem descontos atraentes para quem busca produtos para revenda ou mesmo para consumo próprio. A especialidade do local são roupas de dormir e peças para cama, mesa e banho. As peças íntimas também são outra variedade do local. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas do Noroeste Fluminense, a maioria dos ônibus vem do estado do Espírito Santo, principalmente de Cachoeiro de Itapemirim, Muqui, Castelo, Vila Velha e Colatina. Também há uma parcela menor do Rio de Janeiro e Minas Gerais.[46]

Demografia

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Crescimento populacional

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Abaixo a tabela demográfica de Itaperuna
1880 1900 1920 1940 1950 1960 1970 1980 1991 1996 2000 2007 2008 2009 2010 2013 2020 2022
13.083 39.187 90.807 127.353 75.011 78.130 60.622 63.168 78.000 81.797 86.720 92.852 102.781 99.454 95.876 98.004 103.800 101.041

Fonte: IBGE

Ver também

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Notas e referências

Notas

  1. Há duas versões da etimologia de Itaperuna. A primeira, trazida pelo Major Porphirio Henriques da Silva, indica que a origem seria "ita" (pedra), "per" (caminho) e "una" (preta), portanto caminho da pedra preta.[8]. A segunda versão, trazida por Eduardo Navarro, afirma que itaperuna significa "pedra erguida escura", através da junção dos termos itá (pedra), byr (erguida) e una (escura).[9]

Referências

  1. a b c d e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Itaperuna». Consultado em 13 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2025 
  2. Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ) (2024). «Mapa Rodoviário 2024» (PDF). Consultado em 13 de novembro de 2025. Cópia arquivada (PDF) em 17 de março de 2025 
  3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «História - Itaperuna». Consultado em 13 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2025 
  4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2022). «Unidades territoriais do nível Distrito - Itaperuna». Consultado em 13 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2025 
  5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Brasil - Climas». Biblioteca IBGE. Consultado em 13 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 12 de outubro de 2013 
  6. Atlas do Desenvolvimento Humano (29 de julho de 2013). «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Consultado em 29 de julho de 2013. Arquivado do original (PDF) em 8 de julho de 2014 
  7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2021). «Produto Interno Bruto dos Municípios - 2021». Consultado em 13 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2025 
  8. a b c SILVA 1956, p. 82.
  9. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 574.
  10. a b «Cópia arquivada». Consultado em 4 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 3 de janeiro de 2012 
  11. LAMEGO, Alberto (1963). O Homem e a Serra (PDF) 2ª edição ed. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE. p. 290. 454 páginas. ISBN 9788524039492. Consultado em 12 de julho de 2020 
  12. SILVA 1956, p. 55.
  13. jornal Folha da Manhã; BELLIENY, Nino. «Quem fez o Brazão de Itaperuna». Consultado em 13 de julho de 2020 
  14. LAMEGO 1913, p. 9-17.
  15. a b SILVA 1913, p. 58-59.
  16. a b LIGIÉRO 1913, p. 41-42.
  17. LAMEGO 1913, p. 153-174.
  18. Renata Souza Poubel de Paula (Outubro de 2018). EXPANSÃO URBANA E SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL EM ITAPERUNA: O CASO DO TERRITÓRIO JARDIM SURUBI (PDF) (Dissertação de Mestrado). Campos dos Goytacazes: Universidade Candido Mendes. Consultado em 23 de julho de 2020 
  19. LIGIÉRO 1913, p. 61.
  20. ANDRADE 2011, p. 61.
  21. João Carlos Vargas e Flávia Alves Junqueira. «Conheça a história de Constantino José Pinto, o "fundador" de Muriaé». Memorial Municipal de Muriaé. Consultado em 27 de julho de 2023 
  22. a b SILVA 1956, p. 67-69.
  23. DINIZ 1985, p. 23-26.
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Bibliografia

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Ligações externas

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