Interior do Rio de Janeiro

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Interior fluminense, em marfim.

O Interior do estado do Rio de Janeiro ou interior fluminense é a região que abrange todo o estado do Rio de Janeiro, com exceção da metrópole.

A mais populosa cidade do interior do estado é Campos dos Goytacazes, com quase 500 mil habitantes.[1]

O Rio Paraíba do Sul é o principal abastecedor de água dessa região, havendo ainda destaque para os rios Paraibuna, Piabanha, Rio Pomba, Rio Muriaé, e Rio Paquequer, todos eles tributários do Paraíba do Sul, que corre da Região do Médio Paraíba (no Sul), atravessando a Região Centro-Sul Fluminense até a Região Norte Fluminense, desaguando no Oceano Atlântico.

Oficialmente, não se consideram os habitantes do interior fluminense como "cariocas", termo que é reservado aos habitantes da capital estadual, a cidade do Rio de Janeiro. Porém os habitantes do interior são mais conhecidos popularmente como cariocas do que como fluminenses fora do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, alguns movimentos sociais, como o "Somos Todos Cariocas", buscam o reconhecimento de "carioca" como gentílico estadual, junto com o "fluminense" atual.[2]

Economia[editar | editar código-fonte]

O PIB (produto interno bruto) do estado do Rio de Janeiro em 2013 foi de 626,320 bilhões de reais (IBGE/2013), sendo 404,37 bilhões referentes à Região Metropolitana do Rio de Janeiro e 221,95 bilhões referentes ao interior (inclusa a região serrana).

Com uma força econômica superior à de países como a Eslováquia e mais de 3 vezes a do Uruguai, o interior fluminense tem atraído cada vez mais empresas da capital estadual e de outros estados, que buscam custos menores, espaço para crescer e infraestrutura que favoreça o escoamento da produção e possíveis expansões futuras, sem comprometimento de sua produção ou da localidade onde estão instaladas. Impostos com alíquotas mais baixas também costumam atrair esses investimentos, já que os municípios interioranos costumam fazer renúncias fiscais bem atrativas a novos negócios[carece de fontes?].

Esses fatores tornam a região um polo de investimentos industriais que tem atraído muitas empresas, principalmente para o espaço produtivo formado por municípios da Mesorregião Sul Fluminense: Volta Redonda, Resende e Barra do Piraí.

Essa área é fortemente industrializada na região do Médio Paraíba e caracteriza-se por sua economia forte e bastante diversificada, sendo marcante a presença de indústrias de transformação na área siderúrgica, metalúrgica, têxtil, de energia elétrica (hidrelétrica, termoelétrica e nuclear) e automobilística, além de agropecuária leiteira.

O Norte Fluminense é responsável por 87% do petróleo nacional, e as cidades que mais se destacam são: Campos dos Goytacazes, maior cidade do interior fluminense, tanto em área quanto em população, e Macaé, ambas entre as mais ricas do Brasil devido à prospecção petroleira. A indústria ceramista e a de açúcar e álcool também se destacam.

No Noroeste Fluminense, a agropecuária e a fruticultura são as principais atividades econômicas, tendo, ainda, a extração de pedras ornamentais ganhado espaço em algumas cidades, como Santo Antônio de Pádua.

Na Região Serrana, estão algumas importantes cidades voltadas para o turismo, como Petrópolis (Cidade Imperial, com seu casario histórico preservado), Teresópolis (que abriga a Granja Comary, local de treinamento da Seleção Brasileira de Futebol, e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, local de onde pode ser melhor avistado o Dedo de Deus, com 1 692 metros de altitude e que, na verdade, situa-se em Guapimirim), e Nova Friburgo, a "Suíça Brasileira", com seus restaurantes, suas cachoeiras e suas montanhas, como a Pedra do Cão Sentado (2 111 metros), Pico da Caledônia (2 219 metros de altitude) e os Três Picos de Salinas, maior elevação da Serra do Mar na região, com 2 310 metros de altitude.

A Região dos Lagos atrai grande quantidade de turistas, principalmente nos meses de verão. Os turistas procuram por algumas das mais belas praias do litoral fluminense, cabendo registrar as cidades de Armação dos Búzios (balneário reconhecido internacionalmente), Cabo Frio, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia, Saquarema (destino dos praticantes de surfe), entre outras.

Transportes[editar | editar código-fonte]

O interior do Rio de Janeiro conta com uma razoável porém eficiente rede de transportes, tendo, como eixos principais, as rodovias Presidente Dutra (BR-116), Lúcio Meira (BR-393), Amaral Peixoto (RJ-106), Saturnino Braga (RJ-155) entre Barra Mansa e Angra dos Reis, Rodovia Mario Covas BR-101, que corta o litoral do estado de Norte a Sul, bem como a Rodovia Washington Luís (BR-040), ligando a cidade do Rio de Janeiro a Juiz de Fora em Minas Gerais, Rodovia João Goulart (RJ-116), ligando a cidade de Itaboraí, na Região Metropolitana a Itaperuna, no Noroeste Fluminense, passando por Nova Friburgo, na Região Serrana, e dezenas de outras estradas estaduais que garantem acesso (com calçamento) a todas as cidades interioranas.

Além do sistema rodoviário, a região também conta com os aeroportos internacionais de Cabo Frio e de Macaé, e aeroportos domésticos em Angra dos Reis, Campos dos Goytacazes e Resende, estando em processo licitatório o de Volta Redonda.

Na área portuária, ficam, nessa região, os portos de Angra dos Reis, o Porto do Forno, em Arraial do Cabo e em projeto o de Açu, em São João da Barra, além de outros portos menores e terminais de minérios e petróleo nas cidades litorâneas.

Educação[editar | editar código-fonte]

O interior do Rio de Janeiro possui diversas instituições de ensino, tanto médio como superior, sendo em grande parte privada. As universidades públicas de destaque nessa região são os campi avançados da Universidade Federal Fluminense (com sede em Niterói) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (com sede na capital) e a sede da Universidade Estadual do Norte Fluminense, em Campos dos Goytacazes.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Principais cidades[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Campos, RJ, completa 181 anos e história é contada em exposição. G1, 28 março de 2016. Consultado em 9 de agosto de 2017
  2. Lucas, Jorge Alexandre (1 de janeiro de 2014). «Somos todos cariocas: identidade e pertencimentos no mundo globalizado». Revista Científica Ciência em Curso (em francês). 3 (2): 111–123. ISSN 2317-0077 
  3. «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data em 1 de julho de 2013» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2013. Consultado em 31 de janeiro de 2014. Cópia arquivada em 9 de setembro de 2013 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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