São Paulo (estado)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: "Paulista" redireciona para este artigo. Para outros significados, veja Paulista (desambiguação).
Estado de São Paulo
Bandeira de São Paulo
Brasão de Armas de São Paulo
Bandeira Brasão
Lema: Pro Brasilia fiant eximia
"Pelo Brasil faça-se o melhor"
Hino: Hino do estado de São Paulo
Gentílico: paulista

Localização de São Paulo no Brasil

Localização
 - Região Sudeste
 - Estados limítrofes ·Paraná (sul)
·Mato Grosso do Sul (oeste)
·Minas Gerais (norte, nordeste)
·Rio de Janeiro (leste)
 - Regiões geográficas
   intermediárias
11
 - Regiões geográficas
   imediatas
53
 - Municípios 645
Capital Brasão da cidade de São Paulo.svg São Paulo
Governo
 - Governador(a) João Doria (PSDB)
 - Vice-governador(a) Rodrigo Garcia (PSDB)
 - Deputados federais 70
 - Deputados estaduais 94
 - Senadores José Serra (PSDB)
Alexandre Giordano (PSL)
Mara Gabrilli (PSDB)
Área
 - Total 248 222,362 km² (12º) [1]
População 2020
 - Estimativa 46 289 333 hab. ()IBGE/2020[2]
 - Censo 2010 41 262 199 hab.
 - Densidade 186,48 hab./km² ()
Economia 2019[3]
 - PIB R$ 2.388.247 trilhões ()
 - PIB per capita R$ 52.009,94 (2019) ()
Indicadores 2016/2017[4][5]
 - Esperança de vida (2017) 78,4 anos ()
 - Mortalidade infantil (2017) 9,6‰ nasc. (23º)
 - Alfabetização (2016) 97,4% ()
 - IDH (2017) 0,826 () – muito alto [6]
Fuso horário UTC−3
Clima Subtropical, tropical de altitude e tropical Cfa, Cfb, Cwa, Cwb, Aw
Cód. ISO 3166-2 BR-SP
Site governamental http://www.saopaulo.sp.gov.br

Mapa de São Paulo

São Paulo (pronúncia em português: /sɐ̃w̃ ˈpawlu/ link=. ouça) é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região Sudeste e tem por limites os estados de Minas Gerais a norte e nordeste, Paraná a sul, Rio de Janeiro a leste e Mato Grosso do Sul a oeste, além do Oceano Atlântico a sudeste. É dividido em 645 municípios e sua área total é de 248 222,362 km², o que equivale a 2,9% da superfície do Brasil, sendo pouco maior que o Reino Unido. Sua capital é o município de São Paulo e seu atual governador é João Doria.

Com 46,2 milhões de habitantes,[2] ou cerca de 22% da população brasileira, é o estado mais populoso do Brasil, a terceira unidade política mais populosa da América do Sul (superado pela Colômbia e pelo restante da federação brasileira) e a subdivisão nacional mais populosa do continente americano.[7] A população paulista é uma das mais diversificadas do país e descende principalmente de italianos, que começaram a emigrar para o país no fim do século XIX,[8] de portugueses, que colonizaram o Brasil e instalaram os primeiros assentamentos europeus na região, de povos ameríndios nativos, de povos africanos e de migrantes de outras regiões do Brasil. Outras grandes correntes imigratórias, como de árabes, alemães, chineses, espanhóis e japoneses, também tiveram presença significativa na composição étnica da população local.

A área que hoje corresponde ao território paulista já era habitada por povos indígenas desde aproximadamente 12000 a.C. No início do século XVI, o litoral da região começou a ser visitado por navegadores portugueses e espanhóis. No entanto, apenas em 1532 o português Martim Afonso de Sousa iria fundar a primeira povoação de origem europeia — a vila de Cananéia, na atual Vale do Ribeira. No século XVII, os bandeirantes paulistas intensificaram a exploração do interior da colônia, o que acabou por expandir os domínios territoriais dos portugueses na América do Sul. No século XVIII, após a instituição da Capitania de São Paulo, a região começa a ganhar peso político. Após a independência, durante o Império, São Paulo começa a se tornar um grande produtor agrícola (principalmente de café), o que acaba por criar uma rica oligarquia rural regional, que iria se alternar no comando do governo brasileiro com as elites mineiras durante o início do período republicano. Sob o regime de Vargas, o estado é um dos primeiros a iniciar um processo de industrialização e sua população se torna uma das mais urbanas da federação.

Segundo o IBGE, em pesquisa realizada em setembro de 2015, São Paulo tinha a maior produção industrial do país, com o maior PIB entre todos os estados brasileiros. Em 2016, a economia paulista respondia por cerca de 32,5% do total de riquezas produzidas no país, o que tornou o estado conhecido como a "locomotiva do Brasil".[9] O PIB paulista equivale à soma das economias de Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.[10] Se fosse um país soberano, seu PIB nominal poderia ser classificado entre os 20 maiores do mundo (estimativa de 2010).[11] Além da grande economia, São Paulo possui bons índices sociais em comparação ao registrados no restante do país, como o segundo maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o segundo maior PIB per capita, a segunda menor taxa de mortalidade infantil, a menor taxa de homicídios e a terceira menor taxa de analfabetismo entre as unidades federativas brasileiras.

História

Ver artigo principal: História do estado de São Paulo

Primeiros povos e colonização portuguesa

A região do atual estado de São Paulo já era habitada por povos indígenas desde aproximadamente 12000 a.C.[12] Por volta do ano 1000, o seu litoral foi invadido por povos tupis procedentes da Amazônia.[13]

No início do século XVI, o litoral paulista já tinha sido visitado por navegadores portugueses e espanhóis, mas somente em 1532 se deu a fundação da primeira povoação de origem europeia, São Vicente, na atual Baixada Santista, por Martim Afonso de Sousa. Com a criação da Vila de São Vicente, instalou-se, o primeiro parlamento na América: a Câmara da Vila de São Vicente. Realizaram-se também as primeiras eleições em continente americano. A procura de metais preciosos levou os portugueses a ultrapassarem a Serra do Mar, pelo antigo caminho indígena do Peabiru e, em 1554, no planalto existente após a Serra do Mar, foi fundada a vila de São Paulo de Piratininga pelos jesuítas liderados por Manuel da Nóbrega. Até o fim do século XVI, os portugueses fundaram outras vilas no entorno do planalto, como Santana de Parnaíba, garantindo, assim, a segurança e subsistência da vila de São Paulo.[14]

"Fundação de São Vicente", por Benedito Calixto

A fundação de São Vicente no litoral paulista iniciou o processo de colonização do Brasil como política sistemática do governo português, motivada pela presença de estrangeiros que ameaçavam a posse da terra.[15] Evidentemente, antes disso já havia ali um núcleo português que, à semelhança de outros das regiões litorâneas, fora constituído por náufragos e datava, provavelmente, do início do século XVI. Foi, no entanto, durante a estada de Martim Afonso de Sousa que se fundou, em 20 de janeiro de 1532, a vila de São Vicente e com ela se instalou o primeiro marco efetivo da colonização brasileira.[16]

A faixa litorânea, estreita pela presença da Serra do Mar, não apresentava as condições necessárias para o desenvolvimento da grande lavoura. Por sua vez, o planalto deparava com o sério obstáculo do Caminho do Mar, que, ao invés de ligar, isolava a região de Piratininga, negando-lhe o acesso ao oceano e, portanto, a facilidade para o transporte. Em consequência, a capitania ficou relegada a um plano econômico inferior, impedida de cultivar com êxito o principal produto agrícola do Brasil colonial, a cana-de-açúcar, e de concorrer com a principal zona açucareira da época, representada por Pernambuco e Bahia.[17]

Estabeleceu-se, em Piratininga, uma policultura de subsistência, baseada no trabalho forçado do índio. Os inventários dos primeiros paulistas acusavam pequena quantidade de importações e completa ausência de luxo. O isolamento criou no planalto uma sociedade peculiar. Chegar a São Paulo requeria fibra especial na luta contra as dificuldades do acesso à serra, os ataques dos índios, a fome, as doenças, o que levaria a imigração europeia a um rigoroso processo seletivo. Tais condições de vida determinariam a formação de uma sociedade em moldes mais democráticos que os daquela que se estabelecera mais ao norte da colônia.[17]

As bandeiras

Ver artigos principais: Entradas e bandeiras e Bandeirantes
Os Bandeirantes, óleo sobre tela de Henrique Bernardelli (1889).

Dificuldades econômicas, tino sertanista, localização geográfica (São Paulo era um importante centro de circulação fluvial e terrestre), espírito de aventura, seriam poderosos impulsos na arrancada para o sertão. Desde os primeiros tempos da colonização eram constantes as arremetidas, num bandeirismo defensivo que visava a garantir a expansão paulista do século XVII. Este seria o grande século das bandeiras, aquele em que se iniciaria o bandeirismo ofensivo propriamente dito, cujo propósito era em grande parte o lucro imediato proporcionado pela caça ao índio. Da vila de São Paulo partiram as bandeiras de apresamento chefiadas por Antônio Raposo Tavares, Manuel Preto, André Fernandes, entre outros.[17]

As condições peculiares de vida no planalto permitiram que os paulistas, durante os dois primeiros séculos, desfrutassem de considerável autonomia em setores como defesa, relações com os índios, administração eclesiástica, obras públicas e serviços municipais, controle de preços e mercadorias.[18]

Do bandeirismo de apresamento passou-se ao bandeirismo minerador, quando a atividade de Borba Gato, Bartolomeu Bueno da Silva, Pascoal Moreira Cabral e outros foi recompensada com o encontro dos veios auríferos em Minas Gerais e Mato Grosso. Dura provação foi o efeito do descobrimento do ouro sobre São Paulo e outras vilas do planalto: todos buscavam o enriquecimento imediato representado pelo metal precioso. Assim, o povoamento dos sertões brasileiros fez-se com sacrifício dos habitantes de São Paulo e em detrimento da densidade populacional da capitania. Essa ruptura demográfica, aliada a fatores geográficos já mencionados (a serra do Mar), ocasionou uma queda da produtividade agrícola, bem como o declínio de outras atividades, o que acentuou a pobreza do povo no decorrer do século XVIII. A capitania, que então abrangia toda a região das descobertas auríferas, foi transferida para a coroa e ali instalou-se governo próprio em 1709, separado do governo do Rio de Janeiro e com sede na vila de São Paulo, elevada à categoria de cidade em 1711.[18]

Ciclo do ouro, decadência e restauração da capitania

Território paulista na divisão administrativa brasileira de 1709

No final do século XVII, bandeirantes paulistas descobrem ouro na região do Rio das Mortes, nas proximidades da atual São João del-Rei. A descoberta das imensas jazidas de ouro provoca uma corrida em direção às Minas Gerais, como eram chamadas na época os inúmeros depósitos de ouro por exploradores advindos tanto de São Paulo quanto de outras partes da colônia. Como descobridores das minas, os paulistas exigiam exclusividade na exploração do ouro, porém foram vencidos em 1710 com o fim da Guerra dos Emboabas, perdendo o controle das Minas Gerais, que se torna capitania autônoma em 1721. O ouro extraído de Minas Gerais seria escoado via Rio de Janeiro.[19]

O êxodo em direção às Minas Gerais provocou a decadência econômica na capitania, e ao longo do século XVIII esta foi perdendo território e dinamismo econômico até ser simplesmente anexada em 1748 à capitania do Rio de Janeiro. Assim, pouco antes de ser anexada ao Rio de Janeiro, São Paulo perdeu território para a criação da Capitania de Goiás e a Capitania de Mato Grosso. Estas duas capitanias correspondem hoje aos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Goiás, Tocantins, Distrito Federal e o Triângulo Mineiro.[20]

Em 1765, pelos esforços do Morgado de Mateus é reinstituída a Capitania de São Paulo e este promove uma política de incentivo à produção de açúcar para garantir o sustento da capitania. A capitania é restaurada entretanto com cerca de um terço de seu território original, compreendendo apenas os atuais estados de São Paulo e Paraná e parte de Santa Catarina. O Morgado de Mateus criou a Vila de Lages e Campo Mourão para a defesa da capitania. Foram criadas várias outras vilas, como Campinas e Piracicaba, fato que não ocorria desde o início do século XVIII em São Paulo, onde logo a cana-de-açúcar desenvolve-se.[20]

A capitania de São Paulo ganha peso político, durante a época da Independência do Brasil, pela figura de José Bonifácio, natural de Santos, e em 7 de setembro de 1822 a Independência é proclamada às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, por Dom Pedro I. Em 1821 a capitania transforma-se em província. Em 1853 é criada a província do Paraná, e São Paulo perde território pela última vez, ficando a partir daquela data com seu território atual, tendo suas divisas atuais fixadas em definitivo apenas na década de 1930.[20]

Ciclo do café e República Velha

Plantação de café em Altinópolis
Antiga sede da Bolsa do Café, em Santos

Em 1817 é fundada a primeira fazenda de café de São Paulo, no vale do rio Paraíba do Sul[21] e, após a Independência do Brasil, o cultivo de café ganha força nas terras da região do Vale do Paraíba, enriquecendo rapidamente cidades como Guaratinguetá, Bananal, Lorena, Pindamonhangaba e Taubaté. O Vale enriquece-se rapidamente, gerando uma oligarquia rural, porém o restante da província continua dependente da cana-de-açúcar[22] e do comércio que vai se estabelecendo na cidade de São Paulo, impulsionado pela fundação de uma Faculdade de Direito em 1827.[23]

Entretanto, a exaustão dos solos do Vale do Paraíba e as crescentes dificuldades impostas ao regime escravocrata levam a uma decadência no cultivo do café a partir de 1860 e o Vale vai se esvaziando economicamente enquanto o cultivo do café migra em direção ao Oeste Paulista, substituindo o cultivo da cana-de-açúcar, resultando em grandes mudanças econômicas e sociais. A proibição do tráfico negreiro em 1850 leva a necessidade de busca de nova forma de mão de obra e a imigração de europeus passa a ser incentivada pelo governo Imperial e provincial.[24] O escoamento dos grãos passa a ser feito via porto de Santos, o que leva a fundação da primeira ferrovia paulista, a São Paulo Railway, inaugurada em 1867, ligando Santos a Jundiaí, passando por São Paulo, que começa a se transformar em importante entreposto comercial entre o litoral e o interior cafeeiro.[24] O café vai adentrando paulatinamente o oeste paulista; em 1870, a penetração da cultura encontra os férteis campos de cultivo de terras roxas do nordeste paulista, onde surgiram as maiores e mais produtivas fazendas de café do mundo. Atrás de novas terras para o café, exploradores adentram o até então desconhecido quadrilátero compreendido entre a Serra de Botucatu e os rios Paraná, Tietê e Paranapanema no final do século XIX e início do século XX.[25] O sul paulista (Vale do Ribeira e região de Itapeva) não atrai o cultivo do café e sofre com litígios de divisa entre São Paulo e Paraná, sendo, portanto posto à margem do desenvolvimento do resto da província, tornando-se, até os dias atuais, a região mais pobre do território paulista.[26]

Capa da revista "O Imigrante", 1908.

O enriquecimento provocado pelo café e a constante chegada de imigrantes italianos, portugueses, espanhóis, japoneses e árabes à província, além do desenvolvimento de uma grande rede férrea, trazem prosperidade a São Paulo.[27] Estima-se que dos 4 milhões de imigrantes que o Brasil recebeu entre 1880 e 1930, 70% destes estabeleceram-se na Província de São Paulo.[28] A entrada de milhares de imigrantes foi importante para São Paulo posto que representou o crescimento do mercado consumidor interno de outros bens produzidos pela própria Província, tais como açúcar, aguardente e álcool.[29] Com isto, há um grande crescimento econômico e populacional em São Paulo entre o final do século XIX e começo do século XX trazidos pelo café.[30]

Os censos demográficos de 1872 e de 1900 revelam o real impacto deste crescimento demográfico no Município de São Paulo e na então Província de São Paulo. Em 1872, somente dez localidades urbanas possuíam mais de 30 mil habitantes, sendo São Paulo a única que não se localizava no litoral.[28] Com uma população de 31.385 habitantes, São Paulo era a capital com a nona maior população dentre as 20 capitais de província censeadas (em comparação, o Rio de Janeiro, então chamado de Município Neutro na condição de capital do País, era a maior cidade do Brasil na época, contabilizando 274 972 pessoas);[33] já a Província de São Paulo contava com uma população de 837 354, sendo equivalente à província com a quinta maior população (em comparação, Minas Gerais, a província do Brasil com maior população na época, contabilizava 2 039 735 pessoas).[34] Em 1900, tanto o Município quanto o novo Estado de São Paulo passam a contar com a segunda maior população municipal e estadual do Brasil: a população do Município de São Paulo explode para 239 820, permanecendo o Rio de Janeiro ainda com a maior população no Brasil (811 443 residentes), e o Estado de São Paulo registra 2 282 279 de habitantes, enquanto o Estado de Minas Gerais permanece com a maior população estadual (3 594 471).

Ao se instalar a república, afirmava-se claramente o predomínio econômico do novo estado. Se o Brasil era o café, o café era São Paulo. Essa realidade repercutiu na esfera nacional, daí a homogeneidade de 1894 a 1902, em três quadriênios consecutivos, com os presidentes Prudente de Morais, Campos Sales e Rodrigues Alves. No início do século XX, com o avanço das ferrovias rumo ao Rio Paraná são criados dezenas de municípios ao longo das ferrovias Estrada de Ferro Sorocabana, NOB e Companhia Paulista de Estradas de Ferro, ocupando o Oeste Paulista.[27]

São Paulo ingressou com dois trunfos na era republicana: a riqueza do café e o sistema de mão de obra imigrante, que fora introduzido antes da abolição da escravatura e já se adaptara e integrara no modo de produção da agricultura paulista. Assim equipado, beneficiando-se da fraqueza institucional decorrente da proclamação da república, São Paulo aliou seu poder econômico à força eleitoral de Minas Gerais e instaurou a política do café com leite, que teve por consequência uma mudança no federalismo no Brasil, sendo até hoje visíveis os resultados.[35] Para isso, concorreu também a visão empresarial de seus homens de negócios, cafeicultores principalmente, que, ainda no império, haviam aprendido a usar com presteza e vigor o poder político em defesa de seus interesses econômicos.[35]

Mapa de 1886 usado para promover a imigração no estado.
Estação da Luz, um dos símbolos do poder paulista no auge da República do café com leite.

Perceberam de imediato a oportunidade da introdução do imigrante estrangeiro e a subsidiaram com recursos da província, uma vez que o governo imperial dispensava maiores atenções ao estabelecimento de núcleos coloniais do que à imigração assalariada. Com a nova situação criada pela instituição do regime republicano, puderam ampliar seus meios de ação. Daí por diante, até a crise de 1929, não perderam de vista a expansão e defesa do produto que sustentava a economia da região.[35][36]

Apesar das dissensões internas e de várias dissidências, o Partido Republicano Paulista (PRP) conseguiu manter grande coesão em face da União, o que lhe permitia levar avante uma política que satisfazia, em geral, aos interesses dominantes e que, inegavelmente, contribuiu para o prestígio de São Paulo dentro da federação.[36]

O presidente de São Paulo de 1916 a 1920, Dr. Altino Arantes Marques enfrentou: a Primeira Guerra Mundial, a grande geada de 1918, Greve Geral de 1917, a gripe espanhola e a invasão de gafanhotos no interior de São Paulo.[37] Em 1924, durante a presidência de Carlos de Campos, ocorre em São Paulo, tanto na capital quanto no interior, a Revolta Paulista de 1924, que obriga Carlos de Campos a se retirar da capital. Acontecem destruições e depredações e bombardeiro por parte do governo federal. Os rebeldes são derrotados e rumam para o interior do Brasil.[38] Washington Luís chega à presidência da república em 1926, sendo porém deposto em 24 de outubro de 1930.[39]

Revolução de 1930 e Revolução de 1932

Cartaz MMDC convocando o povo paulista às armas durante a Revolução de 1932.

Em 1° de março de 1930, o presidente de São Paulo, o paulista Júlio Prestes, foi eleito presidente da república, mas não tomou posse, impedido pela Revolução de 1930, a qual também derrubou da presidência da república Washington Luís que fora presidente de São Paulo entre 1920 e 1924.[39] São Paulo então passou a ser governado pelos vencedores da Revolução de 1930 e logo em seguida se revoltou contra essa situação protagonizando a Revolução de 1932. Júlio Prestes e Washington Luís foram exilados. Os jornais apoiadores do PRP foram destruídos.[39][40]

A década de 1930 em São Paulo caracterizou-se, do ponto de vista econômico, pelos esforços de ajustamento às novas condições criadas pela crise mundial de 1929 e pela derrocada do café. Do ponto de vista político, o período foi marcado pela luta em prol da recuperação da hegemonia paulista na federação, atingida pela Aliança Liberal e afinal aniquilada pela revolução de 1930.[40] Esta submeteu o estado à ação dos interventores federais, que, de início, nem paulistas eram. Surgiram logo as reivindicações a favor de um governo paulista, o que, na versão dos vencedores da Revolução de 1930, era visto como tentativa de a restaurar os grupos hegemônicos paulistas, cujos interesses, tanto econômicos quanto políticos, estavam sendo prejudicados pela nova situação.[40]

Habituadas a conduzir seu próprio destino, as classes dirigentes se insurgiram sob a liderança do Partido Democrático, então presidido pelo professor Francisco Morato, justamente o partido aliado à revolução getulista de 1930.[41] A organização política rompeu, porém, com o governo federal e constituiu, com as classes conservadoras e o velho PRP, a Frente Única Paulista. Esta procurou aliança com outros estados, particularmente com a oposição gaúcha, mas afinal os paulistas rebelaram-se,[41] contando apenas com o apoio de tropas do Estado de Maracaju (atual Mato Grosso do Sul).[42]

Em 9 de julho de 1932, irrompeu a revolução constitucionalista de São Paulo. Governava o estado, como interventor federal, o paulista Pedro Manuel de Toledo, logo proclamado governador. Formaram-se batalhões de voluntários, e aderiram ao movimento algumas unidades do Exército, um forte contingente de Mato Grosso e a quase totalidade da força pública estadual.[41] Foram mobilizados inicialmente cinquenta mil homens, cujo comando coube ao general Bertoldo Klinger, e depois ao coronel Euclides de Oliveira Figueiredo.[42]

A indústria participou da revolução com entusiasmo. Sob a direção de Roberto Cochrane Simonsen, todo o parque industrial paulista foi colocado a serviço da rebelião, dedicado à produção bélica. Organizou-se também o abastecimento interno. A luta durou, porém, apenas três meses e terminou com a derrota dos paulistas e a perda de centenas de vidas.[42] Alguns meses após a capitulação, o governo federal, a fim de pacificar o país, decidiu convocar eleições para a Assembleia Constituinte, respondendo ao objetivo principal dos revolucionários paulistas: a restauração da ordem constitucional. Enquanto isso, São Paulo foi ocupado militarmente de outubro de 1932 a agosto de 1933. Foram exilados o ex-governador Pedro de Toledo, seu secretariado e outros políticos que tomaram parte ativa na revolução.[42]

Industrialização e metropolização

Edifício Altino Arantes, em São Paulo, inaugurado em 1947 é uma expressão da pujança econômica do estado na época.

Após a Primeira Guerra Mundial, o cultivo do café no pais começa a enfrentar crises de excesso de oferta e concorrência de outros países. O cultivo começa a ser controlado pelo governo, a fim de evitar crises e fazendas fecham, levando imigrantes em direção a São Paulo, onde se tornam operários.[40] Pressões políticas exigindo o fim do predomínio da elite cafeeira paulista surgem e movimentos artísticos como a Semana de 1922 propagam novas ideias sociais e econômicas. A imigração externa começa a se enfraquecer e greves anarquistas e comunistas rebentam em São Paulo enquanto impérios industriais como o de Matarazzo são formados.[43]

Em 1930 o café entra em sua derradeira crise com a Grande Depressão, o colapso dos preços externos dos grãos e a Revolução de 1930, que retira os paulistas do poder. Dois anos depois, em 1932, São Paulo combate Getúlio Vargas na Revolução Constitucionalista, em uma tentativa de retomar o poder perdido, porém é derrotado militarmente. A crise do café se amplifica e o êxodo rural em direção à cidade de São Paulo esvazia o interior do estado.[40] No período do Estado Novo com Ademar de Barros como governador do estado e Prestes Maia prefeito da cidade de São Paulo, o estado entra em uma nova fase de desenvolvimento com a construção de grandes rodovias e usinas hidrelétricas.[44]

A Segunda Guerra Mundial interrompe as importações de produtos e a indústria paulista inicia um processo de substituição de importações, passando a produzir no estado os produtos até então importados. O processo intensifica-se no governo de Juscelino Kubitschek, que lança as bases da indústria automotiva no ABC paulista.[22]

Para suprir a mão de obra necessária, o estado passa a receber milhões de nordestinos, que substituem os antigos imigrantes, que agora passam a compor a classe média paulista, como operários.[45] Este rápido aumento populacional promove um processo de metropolização, onde a cidade de São Paulo se aglomera com as cidades vizinhas, formando a Região Metropolitana de São Paulo.[46]

Rodovia Washington Luís, um dos vetores de desenvolvimento do interior paulista.

Nas décadas de 1960 e 1970 o governo estadual promove diversas obras que incentivam a economia do interior do estado, esvaziado desde a crise do café em 1930. A abertura e duplicação da Via Dutra (BR-116) recupera e industrializa o Vale do Paraíba, que se concentra em torno da indústria aeronáutica de São José dos Campos.[47] Para o Oeste, a implantação do Aeroporto Internacional de Viracopos, a criação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a abertura de rodovias como a Rodovia Anhanguera e Bandeirantes e Rodovia Washington Luís o implemento de técnicas modernas de produção, em especial da cana-de-açúcar e de seu subproduto, o álcool combustível, levam novamente o progresso às regiões de Campinas, Sorocaba, Central, Ribeirão Preto e Franca.[48]

Este processo de recuperação econômica do interior intensifica-se a partir da década de 1980, quando inúmeros problemas urbanos, como violência, poluição e ocupação desordenada, afligem a Região Metropolitana de São Paulo.[49] Entre 1980 e 2000 a grande maioria dos investimentos realizados no estado foi feita fora da capital, que passa de uma metrópole industrial para um polo de serviços e finanças. O interior torna-se industrializado e próspero, em especial entre os eixos Campinas - Piracicaba - São Carlos - Ribeirão Preto - Franca - Sorocaba - São José dos Campos - Taubaté.[50]

Entretanto, mesmo com o enriquecimento e industrialização do interior, outros estados passam a ter uma taxa de crescimento econômico ainda mais elevada que São Paulo, principalmente as regiões Sul e Centro-Oeste. Atualmente, ainda que o crescimento não seja mais tão alto e haja concorrência de outros estados, São Paulo é o principal polo econômico e industrial da América do Sul, sendo o maior mercado consumidor do Brasil.

Geografia

Ver artigo principal: Geografia de São Paulo (estado)
Imagem de satélite mostrando todo o território paulista e parte dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Mato Grosso do Sul
Pedra da Mina, o ponto mais alto do estado de São Paulo

São Paulo é uma das 27 unidades federativas do Brasil, localizado a sudoeste da região Sudeste. Com grande parte de seu território acima do Trópico de Capricórnio, ocupa uma área de 248 222,362 quilômetros quadrados (km²), sendo a décima segunda unidade da federação em área do Brasil (2,917% do território nacional) e a segunda do Sudeste, depois de Minas Gerais.[1]

Banhado pelo Oceano Atlântico, limita-se com os estados de Minas Gerais a norte e nordeste, Paraná a sul, Rio de Janeiro a leste e Mato Grosso do Sul a oeste, tendo 3 670,8 km de linha divisória.[7][51] A distância linear entre os seus pontos extremos norte e sul é de 611 quilômetros e 923 quilômetros de leste a oeste. São Paulo segue o horário de Brasília, que é três horas atrasado em relação ao Meridiano de Greenwich.[52]

Geomorfologia

São Paulo apresenta um relevo relativamente elevado, possuindo 85% de sua superfície na faixa de 300 a 900 metros (m) de altitude, 8% abaixo dos 300 m e os 7% restantes acima de 900 m.[53] Seu ponto culminante é a Pedra da Mina, na Serra da Mantiqueira, cujo pico está a 2 798,39 metros de altitude, um dos cinco mais altos do Brasil.[54] Por outro lado, Campos do Jordão é o município cuja sede municipal é a mais alta do Brasil, com altitude de mais de 1 600 metros.

A maior parte do seu território está situado na Bacia Sedimentar do Paraná, que possui solos basálticos, latossólicos, terras roxas e podzólicos e é formada pela Depressão Periférica, com altitudes entre 600 e 750 metros, e pelo Planalto Ocidental Paulista, a maior unidade geomorfológica de São Paulo, ocupando aproximadamente metade do território estadual, além das cuestas, formadas por rochas vulcânicas de basalto.[52]

A Bacia Sedimentar Cenozoica, no leste paulista, possui colinas e é formada por latossolos. O Cinturão Orogênico do Atlântico abrange o Planalto Atlântico, uma área de transição entre a bacias sedimentares Cenozoica e do Paraná, sendo formado por cambissolos, latossolos neossolos litólicos e solos podzólicos, com altitudes médias entre 700 e 2 000 metros. O litoral é constituído de planícies abaixo dos trezentos metros de altitude, que fazem limite com a Serra do Mar.[52]

Panorama de Campos do Jordão, a cidade mais alta do Brasil e, por consequência, a mais fria do estado de São Paulo

Hidrografia

O Rio Tietê na barragem entre os municípios de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê

São Paulo possui seu território dividido em 21 bacias hidrográficas,[55] inseridas em três regiões hidrográficas, sendo a maior delas a do Paraná, que cobre grande parte do território estadual. Destaca-se o Rio Grande, que nasce em Minas Gerais e separa este de São Paulo ao norte e, ao se juntar com o Rio Paranaíba, forma o Rio Paraná, que separa São Paulo de Mato Grosso do Sul.[56] Dois importantes rios paulistas, afluentes da margem esquerda do Rio Paraná, são o Paranapanema, com 930 quilômetros de extensão e um divisor natural entre São Paulo e Paraná na maior parte do seu curso,[57] e o Tietê, maior rio totalmente paulista, que possui uma extensão de 1 136 quilômetros e percorre o território estadual de sudeste a noroeste, desde sua nascente, em Salesópolis, até a foz, entre os municípios de Castilho e Itapura.[58]

A região hidrográfica do Atlântico Sudeste compreende, em geral, apenas pequenos rios que descem da vertente da Serra do Mar e atravessam a planície litorânea em direção ao Atlântico. O rio Paraíba do Sul, formado pela junção dos rios Paraitinga e Paraibuna, é o maior e mais importante deles, com 1 150 quilômetros de extensão, cruzando a região do Vale do Paraíba Paulista e penetrando no estado do Rio de Janeiro, onde se situa a maior parte de seu curso.[59][60] O extremo sul paulista, na divisa com o estado do Paraná, está inserido na região hidrográfica do Atlântico Sul, sendo também formada por rios de pequeno porte que desembocam diretamente no oceano,[61] sendo o Rio Ribeira do Iguape, que dá nome ao Vale do Ribeira, o mais importante curso d'água desta região.[52] Outros importantes rios paulistas são: Jacaré-Guaçu, Jacaré-Pepira, Moji-Guaçu, Pardo, do Peixe, Piracicaba e Turvo.[7]

Clima

No estado de São Paulo, ocorrem sete tipos diferentes de clima.[62] O clima tropical de altitude (Cwa, segundo a classificação climática de Köppen-Geiger) é o dominante nas regiões central, leste e oeste.[63] Essa variação é caracterizada pelo inverno seco e ameno, com temperatura média inferior a 18 °C, e verão úmido e quente, com temperatura média superior a 18 °C.[62] Nas regiões norte e noroeste paulista o clima se torna tropical de savana (Aw), com invernos amenos e secos e verões quentes e úmidos, porém a temperatura média do mês mais frio é superior a 18 °C.[62][63] Enquanto isso, no sul e sudoeste do estado há dominância do clima subtropical (Cfa), com invernos frios, verões quentes e o mês mais seco com precipitação média acima de 30 mm.[62][63]

Nas áreas serranas, como as serras da Mantiqueira e do Mar, faz-se presente o clima subtropical de altitude (Cwb), com invernos secos, verões úmidos e temperaturas amenas. A média do mês mais quente é menor do que 22 °C.[63] Nas áreas serranas mais elevadas, a exemplo de Campos do Jordão, é encontrado o clima temperado (Cfb), tendo como características invernos frios, verões amenos e chuvas bem distribuídas na maior parte do ano. As geadas são relativamente mais intensas e comuns nesses pontos.[63] No litoral predomina o tipo climático Af, com ausência de estação seca, tão úmido quanto o clima equatorial amazônico, e temperatura média do mês mais frio superior a 18 °C.[62][63] Por fim, o clima tropical de monção (Am) é registrado em pontos isolados do sul paulista, diferenciando-se do clima tropical equatorial principalmente por possuir uma curta estação seca.[62][63]

São Paulo sofre influência de frentes frias durante todo o ano, sendo que no inverno esses sistemas são os principais responsáveis pela precipitação e queda de temperatura.[64] Contudo, a influência de sistemas de alta pressão dificulta a ocorrência de chuva nas áreas interioranas no inverno, caracterizando a estação seca na maior parte do estado.[65] Entre a primavera e o verão ocorre o enfraquecimento desses sistemas, o que favorece a penetração da umidade oriunda da Amazônia. As condições úmidas, em associação à elevação das temperaturas, propicia a formação de instabilidade e chuva. Assim, ocorre maior organização de convecção tropical, ao mesmo tempo que a umidade trazida pelas frentes frias também consegue atuar com maior intensidade, configurando a estação chuvosa.[66][67]

Meio ambiente

Ipê-tabaco, árvore típica do cerrado, na zona rural de Avaré

São Paulo possui seu território inserido, em sua maior parte, no bioma da Mata Atlântica, cuja formação inicial cobria pouco mais de dois terços do território paulista e hoje se encontra apenas espalhada em vários fragmentos, restando hoje 32,6% dos remanescentes originais, a maior parte nas encostas da Serra do Mar. No bioma do cerrado, típico de áreas do centro-oeste paulista, este número é ainda menor, de apenas 3%.[68] No litoral existem pequenas áreas de dunas, com espécies vegetais adaptadas ao calor e à salinidade, além das restingas e dos manguezais, este último na foz dos rios. Por se situar no encontro das zonas tropical e temperada do planeta, São Paulo possui sua fauna e floras constituída por espécies de regiões tanto tropicais quanto subtropicais, parte delas endêmicas.

Em 2020, apenas 22,9% do território paulista, ou 5 670 532 hectares (ha), eram cobertos por vegetação nativa, tanto intocadas quanto em estágio de regeneração.[68] Nesse mesmo ano, São Paulo possuía 102 unidades de conservação de caráter estadual[69] e mais treze federais,[70] dentre áreas de proteção ambiental e de relevante interesse ecológico, estações ecológicas, florestas e parques nacionais e estaduais, refúgios de vida silvestre, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável e ainda as reservas particulares de patrimônio natural (RPPN).

A abertura de áreas para a agricultura, em especial durante a expansão cafeeira em direção ao oeste nos séculos XIX e XX, além da formação de paisagens artificiais e o uso da madeira como combustível ou matéria-prima, levaram a uma quase completa devastação da cobertura vegetal primitiva do estado de São Paulo e, por consequência, algumas espécies se tornaram ameaçadas de extinção. Além da perda de biodiversidade, São Paulo também sofre de outros problemas ambientais crônicos, como a introdução de espécies exóticas invasoras, a poluição do ar provocada pelos automóveis e indústrias e a poluição hídrica, com o lançamento de dejetos nos corpos hídricos sem tratamento.

Unidades de conservação no estado de São Paulo
A Cachoeira Santo Izidro (em São José do Barreiro) no Parque Nacional da Serra da Bocaina, o único parque nacional no estado de São Paulo
Núcleo Picinguaba, parte do Parque Estadual da Serra do Mar, que contém a maior área contínua de Mata Atlântica preservada no Brasil
Mata de araucárias no Parque Estadual de Campos do Jordão, criado no ano de 1941[71]
Parque Estadual Morro do Diabo, maior remanescente de Mata Atlântica no oeste paulista,[72] no município de Teodoro Sampaio

Demografia

Densidade populacional dos municípios paulistas (hab/km²) (2002)

  0-25
  25-50
  50-100
  100-150
  150-200
  200-300
  300-400
  400-500
  > 500

São Paulo é o estado mais populoso do Brasil pelo menos desde 1940, quando superou Minas Gerais.[73] No último censo, em 2010, a população do estado era de 41 262 199 habitantes (21,6% da população brasileira),[74] e a densidade demográfica de 166,25 habitantes por quilômetro quadrado, a terceira maior do país, depois do Distrito Federal (444,07 hab./km²) e do Rio de Janeiro (365,23 hab/km²).[75] De acordo com este mesmo censo demográfico, 95,94% dos habitantes viviam na zona urbana e apenas 4,06% na zona rural. Ao mesmo tempo, 51,34% eram do sexo feminino e 48,66% do sexo masculino, tendo uma razão sexual de aproximadamente 95 homens para cada cem mulheres.[76][77]Entre 2000 e 2010, São Paulo registrou um crescimento populacional de 11,61%, levemente acima da média do Sudeste (11,15%), mas um pouco abaixo da média brasileira (12,48%).[78]

Dos 645 municípios paulistas, apenas nove possuíam população superior a 500 mil habitantes (que concentravam 42,38% da população estadual),[79] sendo três deles acima de um milhão: São Paulo, a capital e o município mais populoso do Brasil, com 11 253 503 habitantes (27,3% dos habitantes do estado);[80] Guarulhos (1 221 979 habitantes) e Campinas (1 080 113), os dois município não capitais mais populosos do país. Outros 75 tinham entre 100 001 e 500 000 habitantes (32,33% da população paulista), 49 entre 50 001 e 100 000 (8,25%), 120 de 20 001 e 50 000 (9,48%), 122 de 10 001 e 20 000 (4,24%), outros 122 entre 5 001 e 10 000 (2,09%), 137 de 2 001 e 5 000 (1,16%) e vinte abaixo de 2 000 habitantes (0,08%),[79] sendo Borá, com apenas 805 habitantes,[81] o menos populoso do estado e do país.

Regiões metropolitanas e aglomerações urbanas

A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), também conhecida como Grande São Paulo, foi instituída pela lei complementar federal nº 14 de 1973 e é formada por 39 municípios paulistas, alguns deles em conurbados com a cidade-núcleo, São Paulo, formando uma grande mancha urbana contínua. É a região metropolitana mais populosa do Brasil e uma das maiores do mundo, com uma população estimada em aproximadamente 22 milhões de habitantes em 2016, quase metade da população estadual.[82] É na RMSP que se encontram os municípios com maior densidade populacional do estado de São Paulo: Diadema (12 519,1 hab/km²), Taboão da Serra (12 049,90 hab/km²) e Carapicuíba (10 680,1 hab/km²) e Osasco (10 411,80 hab/km²).[81]

Posteriormente, através da lei complementar, foram criadas as regiões metropolitanas da Baixada Santista (1996),[83] Campinas (2000),[84] Vale do Paraíba e Litoral Norte (2012)[85] e Sorocaba (2014).[86] Tais regiões metropolitanas, junto com a RMSP, formam uma espécie de macrometrópole, o Complexo Metropolitano Expandido, cuja população ultrapassa trinta milhões de habitantes (3/4 da população paulista).[87][88] Fora desse complexo, existe a Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP), a mais recente, instituída pela lei complementar estadual 1 290, de 6 de julho de 2016, sendo constituída por 34 municípios.[89] Existem também outras duas aglomerações urbanas, mas sem o status de região metropolitana: Jundiaí (criada em 2011),[90] Piracicaba (2012)[91] e Franca (2018).[92]

Composição étnica e fluxos migratórios

O Museu da Imigração do Estado de São Paulo, na capital, antiga Hospedaria dos Imigrantes
Pereira Barreto, cidade do noroeste paulista fundada por imigrantes japoneses[94]

Conforme pesquisa de autodeclaração do censo, 63,65% da população paulista eram brancos, 29,38% pardos, 5,44% pretos, 1,38% amarelos (1,38%) e 0,11% indígenas e 0,04% sem declaração.[95] Considerando-se a nacionalidade, 99,5% eram brasileiros (99,35% natos mais 0,15% naturalizados) e apenas 0,5% estrangeiros.[96] Dentre os brasileiros, 20,6% eram oriundos de outras unidades da federação.[97]

A população descende principalmente de imigrantes europeus (sobretudo portugueses, italianos, espanhóis e alemães). Também há grandes comunidades de povos do Oriente Médio (libaneses, sírios e armênios) e Ásia Oriental (japoneses, coreanos e chineses), além de descendentes de africanos.[7]

A forte imigração no final do século XIX e início do século XX, trouxe ao estado pessoas de todas as partes do mundo. Dos mais de cinco milhões de imigrantes que desembarcaram em território brasileiro, boa parte se fixou em território paulista.[7] Dentro do próprio país, muitas pessoas também vieram para São Paulo em busca de trabalho ou melhores condições de vida.[98] Em sua maior parte são pessoas oriundas da Região Nordeste (especialmente da Bahia), de Minas Gerais e do Paraná.[99]

De acordo com um estudo de 2006, a composição genética de São Paulo é a seguinte: 79% de herança europeia, 14% de herança africana e 7% de herança indígena.[100] Um estudo mais recente, de 2013, encontrou 61,9% de contribuição europeia, 25,5% africana e 11,6% ameríndia.[101] Na região de Araraquara, interior do estado, um estudo de 2011 estimou que o conjunto da população local tenha 76% de seus antepassados provenientes da Europa, 18% da África e 6% nativos do continente americano.[102]

Imigrantes em São Paulo
Imigrantes italianos no pátio central da Hospedaria dos Imigrantes de São Paulo, em meados de 1890
Imigrantes europeus trabalhando em uma fazenda de café na região de Araraquara, por volta de 1902
O navio Kasato Maru desembarcando com Imigrantes japoneses no Porto de Santos, 1908

Religiões

Catedral Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o segundo maior templo católico religioso do mundo,[103] em Aparecida, no Vale do Paraíba

No último censo, 60,06% da população paulista declararam-se católicos apostólicos romanos, 24,08% evangélicos, 3,29% espíritas e 1,08% testemunhas de Jeová. Outros 8,14% não tinham religião (incluindo 0,4% de ateus e 0,09% agnósticos), 0,52% possuíam religião indeterminada ou até múltiplo pertencimento, 0,12% não souberam e 0,04% não declararam (0,04%). Os 3,35% restantes seguiam outras denominações, cada uma delas com menos de 0,5%.[104]

Na Igreja Católica, o estado de São Paulo pertence à Regional Sul I da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e seu território abrange seis províncias eclesiásticas, cada uma delas formada por uma arquidiocese com suas dioceses sufragâneas. Essas arquidioceses são: Aparecida, Botucatu, Campinas, Ribeirão Preto, São Paulo e Sorocaba, que juntas possuem mais de trinta dioceses sufragâneas.[105] São Paulo também possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, sendo as maiores denominações, por número de seguidores: Assembleia de Deus, Congregação Cristã, Igreja Batista, Evangelho Quadrangular e Igreja Universal do Reino de Deus.[104]

Indicadores socioeconômicos

São Caetano do Sul, na Região do Grande ABC, o município com a melhor qualidade de vida do Brasil

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado de São Paulo é considerado muito alto conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Em 2017, o seu valor era 0,826, estando na segunda colocação a nível nacional (a primeira considerando os estados), depois do Distrito Federal (0,850), e na primeira a nível regional. Considerando-se o índice de longevidade, seu valor é de 0,854 (), o valor do índice de educação é 0,828 () e o de renda 0,796 ().[106]

Em São Paulo se situam 55 dos cem municípios com o melhor IDH a nível nacional,[107] inclusive os dois primeiros colocados: São Caetano do Sul (0,862) e Águas de São Pedro (0,854), segundo dados do último Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, divulgado em 2013 com dados referentes a 2010. Por outro lado, o município com o menor IDH a nível estadual (e na 3312ª colocação no país) era Ribeirão Branco (0,639), no Vale do Ribeira,[108] a região mais pobre do estado de São Paulo, com indicadores sociais inferiores às médias estaduais.[109]

De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até 140 reais no estado caiu de 10,46% para 5,99%, apresentando redução de 42,73% no período. Em 2010, 94,02% da população viviam acima da linha de pobreza, 3,47% encontravam-se entre as linhas de indigência e de pobreza e 2,52% abaixo da linha de indigência. No mesmo ano, os 20% mais ricos eram responsáveis por 61,44% no rendimento total estadual, valor quase mais de dezessete vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 3,54%.[110] Em 2017, o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,528,[111] e a taxa de mortalidade infantil de 10,95 por mil nascidos vivos.[112]

Segurança pública e criminalidade

Centro de Detenção Provisória "Nelson Furlan", em Piracicaba

São Paulo, assim como os demais estados do Brasil, conta com dois tipos de corporações policiais para realizar a segurança pública em seu território, a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), a maior polícia do Brasil e a terceira maior da América Latina em efetivo, com 138 mil militares,[113] e a Polícia Civil do Estado de São Paulo, que exerce a função de polícia judiciária e é subordinada ao governo do estado.[114]

O número de homicídios de São Paulo caiu de 39,7 para 14,9 por 100 mil habitantes no período entre 1998 e 2008. O estado, que ocupava o 5º lugar entre os estados mais violentos do país em 1998, passou a ocupar a 25ª posição em 2008, atrás apenas do Piauí e de Santa Catarina, apresentando uma queda acima de 62% no número de assassinatos durante o período pesquisado.[115][116] Segundo o "Mapa da Violência 2016", a taxa de homicídios era a segunda menor do Brasil, com 8,2 assassinatos a cada grupo de 100 mil habitantes, havendo uma redução de 57,7% no período de dez anos (2004 a 2014).[117]

Em 2019, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, o estado alcançou a taxa de 6,27 homicídios por 100 mil habitantes, uma redução considerável em relação ao número registrado em 1999, que foi de 35,27 homicídios a cada 100 mil habitantes. A atual taxa de homicídios do estado está abaixo da considerado suportável pela Organização Mundial da Saúde, que é de 10 homicídios por 100 mil habitantes. Outros índices de criminalidade também apresentaram queda no período pesquisado, como o estupro, que teve grande redução.[118] Apesar dos índices de crimes violentos terem diminuído no estado, a taxa de roubo e furto ainda é alta, o que traz a sensação de insegurança na população.[119]

Governo e política

Ver artigo principal: Governo do estado de São Paulo

O estado de São Paulo é governado por três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Por vezes, o estado permite a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.[120] São Paulo se rege pela sua constituição, promulgada em 5 de outubro de 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais.[121] São símbolos oficiais do estado a bandeira, o brasão e o hino.[121]

Palácio dos Campos Elíseos, antiga sede do governo paulista.

O poder executivo paulista é exercido pelo governador, que é eleito em sufrágio universal pelo voto direto e popular para um mandato de quatro anos, podendo ser reeleito para mais um mandato.[121] Sua sede é o Palácio dos Bandeirantes, que abriga o governo paulista desde 19 de abril de 1964.[122][123] No começo do período republicano, assumiu pela primeira vez o governo do estado uma junta governativa, que esteve no poder entre 16 de novembro e 14 de dezembro de 1889. Um de seus membros, Prudente de Morais, assumiu o cargo até a eleição, em 1891, do primeiro governador, Américo Brasiliense, de forma indireta.[124] Desde 1 de janeiro de 2019, o governador do estado é João Doria, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB),[125] e o vice Rodrigo Garcia, do mesmo partido, [126] eleitos no segundo turno das eleições 2018 com 51,75% dos votos válidos.[127]

O poder legislativo é unicameral, constituído pela assembleia legislativa,[121] localizada no Palácio 9 de Julho e constituída por 94 deputados estaduais.[128] No Congresso Nacional, São Paulo possui a maior representação dentre as unidades federativas do Brasil, com setenta deputados federais, além de três senadores.[129]

O poder judiciário tem como instância máxima o tribunal de justiça, localizado no Palácio da Justiça, composto por desembargadores.[130] Representações deste poder estão espalhadas por todo o território estadual através de comarcas.[131] De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), São Paulo possui o maior colégio eleitoral do Brasil, com mais de 33 milhões de eleitores, ou aproximadamente 22% do eleitorado brasileiro.[132]

Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado e residência oficial do governador.
Palácio 9 de Julho, que abriga a Assembleia Legislativa de São Paulo, sede do poder legislativo.
Palácio da Justiça, instância máxima do poder judiciário estadual.

Subdivisões

São Paulo é o segundo estado brasileiro em número de municípios, com 645, depois de Minas Gerais (853). Inicialmente constituído por apenas dez municípios,[133] São Paulo foi tendo sua divisão alterada ao longo do tempo com a criação de novos municípios, muitos deles por desmembramento, sendo os mais recentes criados pela lei estadual 9 330, de 27 de dezembro de 1995, e instalados oficialmente em 1997.[134] Iguape, no litoral sul do estado, é o maior município paulista em extensão territorial, e Águas de São Pedro, enclave de São Pedro, o menor.[135]

Divisão administrativa do estado de São Paulo
Regiões administrativas
Regiões de governo

Para fins estatísticos, os municípios são agrupados pelo IBGE em regiões geográficas imediatas. O território estadual é dividido em 53 regiões imediatas: Adamantina-Lucélia, Amparo, Andradina, Araçatuba, Araraquara, Assis, Araras, Avaré, Barretos, Bauru, Birigui-Penápolis, Botucatu, Bragança Paulista, Campinas, Caraguatatuba-Ubatuba-São Sebastião, Catanduva, Cruzeiro, Dracena, Fernandópolis, Franca, Guaratinguetá, Itapetininga, Itapeva, Ituverava, Jales, Jaú, Jundiaí, Limeira, Lins, Marília, Mogi Guaçu, Ourinhos, Piracicaba, Piraju, Presidente Epitácio-Presidente Venceslau, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santa Fé do Sul, Santos, São Carlos, São João da Boa Vista, São Joaquim da Barra-Orlândia, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São José do Rio Pardo-Mococa, São Paulo, Sorocaba, Taubaté-Pindamonhangaba, Tatuí, Tupã e Votuporanga.[136]

As regiões imediatas, por sua vez, são agrupadas em regiões geográficas intermediárias. As onze regiões intermediárias do estado de São Paulo são: Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba.[136]

Desde 1970, por sucessivas leis estaduais, foram criadas e alteradas regiões administrativas e regiões de governo, estabelecidas com o objetivo de centralizar as atividades das secretarias estaduais. Seus limites nem sempre coincidem com as microrregiões e mesorregiões.[137] As regiões administrativas do estado, com as respectivas regiões de governo entre parênteses, são: Araçatuba (Andradina e Araçatuba), Barretos (inclui apenas a região de governo homônima), Bauru (Bauru, Jaú e Lins), Campinas (Bragança Paulista, Campinas, Jundiaí, Limeira, Piracicaba, Rio Claro e São João da Boa Vista), Central (Araraquara e São Carlos), Franca (Franca e São Joaquim de Barra), Itapeva (Região de Governo de Itapeva), Marília (Assis, Marília, Ourinhos e Tupã), Presidente Prudente (Adamantina, Dracena e Presidente Prudente), Registro (Região de Governo de Registro), Ribeirão Preto (Região de Governo de Ribeirão Preto), Santos (Região de Governo de Santos, formada pelos mesmos municípios da região metropolitana), São José do Rio Preto (Catanduva, Fernandópolis, Jales, São José do Rio Preto e Votuporanga), São José dos Campos (Caraguatatuba, Cruzeiro, Guaratinguetá, São José dos Campos e Taubaté), São Paulo (região metropolitana) e Sorocaba (Avaré, Botucatu, Itapetininga e Sorocaba).[138]

Economia

Ver artigo principal: Economia de São Paulo (estado)
Exportações do estado de São Paulo em 2012[139]

O produto interno bruto (PIB) de São Paulo é o maior do país, destacando-se na área de prestação de serviços. De acordo com dados relativos a 2013, o PIB paulista era de 1,708 trilhão de reais, enquanto o PIB per capita era de 39 122 reais.[140] Se o estado de São Paulo fosse um país independente, seu PIB poderia ser classificado na 18ª posição entre as maiores economias do mundo (dados de 2010).[11]

O estado possui uma economia diversificada. As indústrias metal-mecânica, de álcool e de açúcar, têxtil, automobilística e de aviação; os setores de serviços e financeiro; e o cultivo de laranja, cana de açúcar e café formam a base de uma economia que responde por cerca de um terço do PIB brasileiro, algo em torno de 550 bilhões de dólares na paridade de poder de compra. Além disso, o estado oferece boa infraestrutura para investimentos, devido às boas condições das rodovias. A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo é a segunda maior bolsa de valores do mundo, em valor de mercado.[141]

Apesar de continuar crescendo economicamente e de seu PIB ter alcançado um trilhão de reais em 2010 (o maior do país), o estado de São Paulo perdeu parte de sua participação no PIB nacional devido, principalmente, a uma tendência histórica de desconcentração econômica e de diminuição das desigualdades regionais do Brasil. Em 1990 o estado respondia por 37,3% do produto interno bruto do Brasil. Em 2012, a participação na produção total de bens e serviços do país foi de 32,1%. Quanto às exportações, os principais produtos exportados em 2012 foram açúcar in natura (12,61%), aviões, helicópteros e veículos espaciais (7,69%), peças para veículos (4,30%), sucos de frutas (3,52%) e veículos de grande porte para construção (3,44%).[139]

Setor primário

REPLAN, em Paulínia, a maior refinaria em processamento de petróleo da Petrobras.
Unidade da PPG Industries em Sumaré.
Fábrica da P&G em Louveira.
Sede da Mercedes-Benz Brasil em São Bernardo do Campo.
Painel da B3 em São Paulo.

O setor primário é o menos relevante para a economia paulista: em 2011, a agropecuária representava somente 2,11% do valor total adicionado à economia de todo o estado.[142] Segundo o IBGE, em 2009 o estado possuía um rebanho de 11 197 605 bovinos, 380 333 equinos, 60 572 bubalinos, 7 432 asininos, 43 988 muares, 1 938 647 suínos, 62 436 caprinos, 452 681 ovinos, 49 590 codornas, 581 coelhos e 229 068 136 aves, entre estas 43 490 833 galinhas e 184 577 303 galos, frangos e pintinhos.[143] Em 2009, o estado produziu 1 583 882 mil de litros de leite de 1 426 860 vacas. Foram produzidos 854 890 dúzias de ovos de galinha e 2 103 341 quilos de mel-de-abelha.[143]

Na lavoura temporária são produzidos abacate, algodão herbáceo, arroz, batata-doce, cana-de-açúcar, fava, feijão, fumo, girassol, mamona, mandioca, melancia, melão, milho, sorgo e tomate.[144] Já na lavoura permanente produzem-se abacate, banana, borracha, cacau (na forma de amêndoas), café, caqui, chá-da-Índia, coco-da-baía, figo, goiaba, laranja, limão, maçã, manga, maracujá, noz, palmito, pera, pêssego, tangerina, urucum e uva.[144] Já na lavoura temporária, produzem-se abacaxi, algodão herbáceo, alho, amendoim, arroz, batata-doce, batata-inglesa, cana-de-açúcar, cebola, ervilha, feijão, fumo, girassol, mamona, mandioca, melancia, melão, milho, soja, tomate, trigo e triticale.[145]

Quanto à extração vegetal, produzem-se carvão vegetal, lenha, madeira em tora e palmito.[146] Na silvicultura, produzem-se, além de carvão vegetal e madeira em tora, o papel, a celulose, folhas de eucalipto e resina.[146]

Setor secundário

São Paulo tinha em 2018 um PIB industrial de R$ 391,4 bilhões, equivalente a 29,8% da indústria nacional e empregando 2 922 404 trabalhadores na indústria. Os principais setores industriais são: Construção (17,6%), Alimentos (10,9%), Derivados de petróleo e biocombustíveis (9,3%), Químicos (8%), Serviços Industriais de Utilidade Pública, como Energia Elétrica e Água (7,8%). Estes 5 setores concentram 53,6% da indústria do estado. Outros setores relevantes são os de Veículos automotores (7,1%), Máquinas e equipamentos (4,3%), Farmacêuticos (3,8%), Borracha e material plástico (3,6%) e Metalurgia (2,8%). [147]

Essencialmente cafeeira até 1929, a industrialização de São Paulo só teve início efetivamente nos anos 30: durante a grande depressão econômica que se iniciou em Nova Iorque (19291933), a indústria paulista baseava-se quase totalmente na produção de bens de consumo — principalmente tecidos e alimentos — e o modesto aumento da produção somente acontecia em função das migrações internas e externas que à época estavam ocorrendo.[nota 2] Após o fim da depressão econômica, porém, ocorreu o fenômeno que ficou conhecido como "Surto Industrial de 1933-1939".[nota 3] Esse fenômeno mais que duplicou o número de fábricas paulistas e elevou em mais de 50% o número de operários empregados.[nota 4]

Embora o estado possua um grande parque industrial, na economia paulista o setor secundário é atualmente o segundo menos relevante: em 2011, a participação da indústria representava somente 27,43% do valor total adicionado à economia de todo o estado.[142]

Seus principais polos industriais são:[149]

Setor terciário

O setor terciário é o maior e mais relevante setor da economia paulista: em 2011, a participação dos serviços representava 70,46% do valor total adicionado à economia de todo o estado.[142]

Segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) realizada pelo IBGE em 2008, existiam no estado 337 404 empresas,[152] das quais 77 381 eram empresas locais.[153]

Em 31 de dezembro de 2008, trabalharam para todas essas empresas 3 398 630 trabalhadores, que totalizavam ao todo uma receita bruta de 332 037 629 mil reais, juntos com salários e outras remunerações que somavam um total de 55 776 765 reais.[152]

Em São Paulo, existiam, em 2009, 6 799 agências (instituições financeiras), que renderam R$ 629 778 361 mil em operações a crédito, R$ 1 455 408 mil em depósitos à vista do governo, R$ 63 578 709 mil em depósitos à vista privados, R$ 111 117 420 mil em poupança, R$ 339 504 965 mil em depósitos a prazo e R$ 7 856 565 mil reais em obrigações por recebimento.[154]

Turismo

O turismo presente no estado provoca um grande movimento interno por parte da população.[155] São Paulo possui três polos de turismo: a capital, o litoral e o interior. A capital é o centro do turismo de negócios no Brasil, o que proporciona à cidade cerca de 45 mil eventos por ano.[156] São Paulo também possui a maior rede hoteleira brasileira. Por especulação imobiliária em meados dos anos 1990, hoje existe excesso de oferta em número de vagas. A cidade também conta com procura no turismo gastronômico, depois de receber o título de capital mundial da gastronomia. O turismo cultural também é destaque dada a quantidade de museus, teatros e eventos como a Bienal de Artes e a Bienal do Livro.[156]

O litoral de São Paulo, com 622 quilômetros de extensão, possui 293 praias em dezesseis municípios, todos classificados como "estâncias balneárias".[157][158][159] Entre as mais movimentadas estão a de Pitangueiras, em Guarujá, e a do Gonzaga, em Santos.[160] Já as mais bonitas são a do Bonete, em Ilhabela, considerada também como a praia mais bonita do Brasil, e a da Fazenda, em Ubatuba.[161]

No interior é possível encontrar estâncias, turismo rural, ecológico, municípios com clima europeu, cachoeiras, cavernas, rios, serras, fontes de água mineral, parques naturais, construções históricas dos séculos XVI, XVII e XVIII, igrejas em arquitetura jesuíta e sítios arqueológicos como o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR).[162] Quem procura diversões mais intensas pode procurar, como exemplo, o Hopi Hari, um dos principais parques temáticos do país, na Região Metropolitana de Campinas.[163] Em matéria de ecoturismo, Brotas e Juquitiba têm a melhor infraestrutura.[164]

No inverno, o município de Campos do Jordão surge como a principal referência turística do estado, com o Festival de Inverno e diversas outras atrações em um ambiente cuja temperatura pode chegar a marcas negativas.[165] Outro destino que recentemente tem sido muito procurado por turistas são as águas termais naturais existentes em parques aquáticos instalados na cidade de Olímpia,[166] que conta com ampla infraestrutura hoteleira voltada para atender os turistas que se dirigem ao local em busca do lazer proporcionado pelas piscinas de águas naturalmente aquecidas.[167]

Infraestrutura

Saúde

O Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente, no oeste paulista

De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2008, 81,3% da população paulista avaliam sua saúde como boa ou muito boa; 72,7% da população realiza consulta médica periodicamente; 45,2% dos habitantes consultam o dentista regularmente e 6,5% da população esteve internado em leito hospitalar nos últimos doze meses. 33,7% dos habitantes declararam ter alguma doença crônica e apenas 40,1% tinham plano de saúde. Outro dado significante é o fato de 28,9% dos habitantes declararem necessitar sempre do Programa Unidade de Saúde da Família - PUSF.[168]

Na questão da saúde feminina, 49,7% das mulheres com mais de 40 anos fizeram exame clínico das mamas nos últimos doze meses; 64,9% das mulheres entre 50 e 69 anos fizeram exame de mamografia nos últimos dois anos; e 84,4% das mulheres entre 25 e 59 anos fizeram exame preventivo para câncer do colo do útero nos últimos três anos.[168] Dados mais recentes, de 2012 apontam que a taxa de natalidade no estado de São Paulo era de 14,71 por mil habitantes e a taxa de mortalidade de 13,17 por mil nascidos vivos, uma das menores do país.[142]

Educação e ciência

Ver artigo principal: Educação em São Paulo (estado)
Biblioteca do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), instituição de ensino superior da Aeronáutica, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba paulista

Contemplado por um expressivo número de renomadas instituições de ensino e centros de excelência, São Paulo é o maior polo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por 52% da produção científica brasileira e 0,7% da produção mundial no período compreendido entre os anos de 1998 e 2002.[169] A taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do IBGE em 2010 foi de 4,6%, superior apenas às porcentagens verificadas no Distrito Federal e nos estados de Amapá, Santa Catarina e Rio de Janeiro.[170] Apesar disso, São Paulo concentra a segunda maior população analfabeta do Brasil em números absolutos, depois da Bahia.[171] A taxa de analfabetismo funcional é de 13,2% da população.[170]

Entre as muitas instituições de ensino superior, destacam-se a Universidade de São Paulo (USP), classificada como a 94ª melhor universidade do mundo;[172] a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), a maior produtora de patentes de pesquisa no Brasil;[173] a Universidade Estadual Paulista (UNESP), a 485ª melhor universidade do planeta e a 16ª melhor da América Latina.[172][174] As três universidades, todas mantidas pelo governo paulista, são mantidas por cerca de 10% arrecadação estadual advinda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e por verbas advindas de instituições públicas de fomento à pesquisa, com destaque para a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (antigo Conselho Nacional de Pesquisa, cuja sigla, CNPq, foi mantida).[175]

Dentre as mantidas pelo governo federal destacam-se a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a Universidade Federal do ABC (UFABC) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), esta última um centro de referência no ensino de engenharia. O estado também possui universidades privadas de grande reputação nacional e internacional, como a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a Universidade Presbiteriana Mackenzie, a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e o Instituto de Ensino e Pesquisa (INSPER).[175] No campo da ciência e da tecnologia, São Paulo detém importantes institutos de pesquisa, entre eles: Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), Instituto Butantan, Instituto Biológico, Instituto Pasteur, o Instituto de Medicina Tropical (IMTSP), Instituto Florestal, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNS) e Instituto Agronômico de Campinas (IAC).[176]

Eletricidade e saneamento

Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, a maior do estado de São Paulo, entre Ilha Solteira (SP) e Selvíria (MS)
Estação de Tratamento de Esgotos de Barueri, a maior do Brasil

O fornecimento de energia elétrica em território paulista é feito por quatorze empresas, sendo a principal delas Companhia Energética de São Paulo (CESP), a terceira maior do Brasil,[177] responsável pela administração de três usinas hidrelétricas integradas ao Sistema Interligado Nacional (SNI): Jaguari, Paraibuna e Porto Primavera, sendo as duas últimas primeiras na região do Vale do Paraíba, dentro na bacia do rio Paraíba do Sul, e a última no rio Paraná, entre Rosana (SP) e Batayporã (MS).[178] No curso do mesmo rio também ficam outras duas importantes hidrelétricas de São Paulo: Ilha Solteira[179] (a maior do estado), entre os municípios de Ilha Solteira (SP) e Selvíria (MS), e Jupiá,[180] entre Castilho (SP) e Três Lagoas (MS), ambas administradas pela GTC Brasil. Existem outras hidrelétricas menores, as principais ao longo dos rios Tietê, Grande e Paranapanema, todas afluentes do rio Paraná.[181]

Na área de saneamento, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) é a principal empresa do ramo no estado e uma das maiores da América Latina, prestando assistência em 375 (dos quais 371 integralmente e quatro em parceria com a iniciativa privada) dos 645 municípios paulistas. Em todo o estado, a SABESP administra mais de 250 estações de tratamento de água, cujo sistema de abastecimento possui uma extensão quase 78 000 km de tubulações e atende a mais de 28 milhões de consumidores, sendo que cerca de 24,5 milhões também têm acesso ao esgotamento sanitário que, com rede coletora de 50 000 km de extensão, é responsável pelo transporte de grande parte dos esgotos a um total de 571 estações,[182][183] a maior delas localizada em Barueri, na Grande São Paulo, com capacidade para tratar 12 m³/s, ou 12 000 L/s.[184]

Em números absolutos, no ano de 2013 98,76% da população paulista tinham acesso à rede de água, 94,87% possuíam acesso à rede de esgoto sanitário e 99,89% eram atendidos pelo serviço de coleta de lixo,[142] que é quase todo despejado em aterros tanto sanitários quanto controlados.[185] Apesar dos elevados índices, ainda existem despejos de esgotos e descarte de lixo irregulares sem tratamento no solo e em corpos hídricos.[186]

Transportes

Ver artigo principal: Transportes em São Paulo
Rodovia dos Imigrantes (SP-160), considerada uma das melhores rodovias do país,[187] cruzando a Serra do Mar

O estado de São Paulo concentra a mais moderna infraestrutura em larga escala do país, sendo a única equivalente aos países desenvolvidos e a única que, por consequência, é capaz de fornecer diversidade industrial. Seu sistema rodoviário, com cerca de 35 000 km de extensão, é o maior dentre as unidades federativas do Brasil.[188] Com 654 quilômetros, a Rodovia Raposo Tavares (SP-270) é a mais extensa rodovia do estado de São Paulo e liga a capital, onde tem início no Butantã, ao oeste paulista, estendendo-se até a divisa com Mato Grosso do Sul em Presidente Epitácio.[189]

As rodovias paulistas são consideradas as mais modernas e, em comparação com as outras rodovias brasileiras, as melhores do país em em termos de estado geral de conservação.[190][191] A administração de algumas delas foi transferida à iniciativa privada a partir do final da década de 1990, dentro de um programa mais amplo de privatização. As empresas vencedoras do processo licitatório foram obrigadas a realizar uma série de investimentos e a cumprir metas de qualidade, mas, apesar da melhoria nas estatísticas de acidentes,[192] a cobrança de um valor de pedágio considerado alto para os padrões brasileiros provoca críticas ao modelo de privatização.[193]

No transporte aéreo, São Paulo possui o aeroporto mais movimentado do Brasil em número de passageiros,[194] o Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Guarulhos, administrado pela Infraero, que também é responsável pelos aeroportos de Viracopos (em Campinas), São José dos Campos, Campo de Marte e Congonhas, sendo os dois últimos em São Paulo.[195] Há também vários outros aeroportos menores, tanto públicos quanto privados.

No transporte ferroviário, são mais de cinco mil quilômetros de ferrovias destinadas ao transporte de carga, desde o rio Paraná até o litoral paulista. Na Grande São Paulo, as linhas de metrô são operadas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Companhia do Metropolitano de São Paulo (METRÔ) e concessionárias privadas, possuindo uma malha total de mais de 370 km de trilhos, composta por 13 linhas e mais de 180 estações.[196][197] Por sua vez, no transporte marítimo, o estado de São Paulo conta com dois grandes portos: São Sebastião e Santos, este último o maior do Brasil e o 39° do mundo em movimentação de cargas conteinerizadas.[198] São Paulo é ainda servido pela hidrovia Tietê-Paraná, a principal hidrovia do Mercosul, com mais de 2 000 km de vias navegáveis, dos quais 800 km somente no estado, mais especificamente no rio Tietê.[199]

Porto de Santos, o mais movimentado do Brasil e um dos cinquenta maiores do mundo
Eclusa de Nova Avanhandava no rio Tietê, parte da hidrovia Tietê-Paraná, entre Buritama e Brejo Alegre

Mídia

Sede do jornal O Estado de S. Paulo

No campo da televisão, o estado de São Paulo foi pioneiro com a criação da primeira emissora do país, a TV Tupi, pelo empresário paraibano Assis Chateaubriand, em setembro de 1950.[200] Outras emissoras paulistas que ganharam projeção nacional foram o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT),[201] da Rede Bandeirantes (pertencente ao Grupo Bandeirantes),[202] Rede Record,[203] TV Gazeta,[204] RedeTV![205] e a TV Globo São Paulo (antiga TV Paulista),[206] todas situadas na região metropolitana de São Paulo.

Dois dos mais influentes jornais do país,[207] a Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, são paulistas e mantém suas sedes na capital. São Paulo também concentra um grande número de editoras que produzem algumas das principais publicações brasileiras, entre os quais a Editora Abril, que publica atualmente mais de cinquenta títulos com circulação de 188,5 milhões de exemplares, em um universo de quase 28 milhões de leitores e 4,1 milhões de assinaturas, sendo a maior do segmento na América Latina.[208] Entre as principais publicações da editora está a Revista Veja, a revista com maior tiragem do país.[209]

Cultura

Ver artigo principal: Cultura de São Paulo

A Secretaria de Estado da Cultura é o órgão vinculado ao Governo do Estado de São Paulo responsável por atuar no setor de cultura do estado, que tem como secretário o administrador de empresas Andrea Matarazzo.[210] São Paulo é sede de importantes monumentos e entidades culturais, como a Academia Paulista de Letras[211] e o Instituto de História e Geografia de São Paulo.[212]

As principais danças folclóricas são o bate-pé, o caiapó, o corroiola e o cateretê.[213] O estado também acolhe importantes eventos culturais, como a Bienal Internacional de Arte de São Paulo, a Mostra Internacional de Cinema, o Festival Internacional de Artes Cênicas, a Festa de Nossa Senhora Aparecida, entre outros.[213]

No ramo da culinária, São Paulo possui diversos pratos típicos, entre eles o afogado, cuscuz, frango ao molho pardo (salgados), pastel de angu, pau-a-pique e pudim de ovos (doces). A culinária paulista é resultado de uma mistura de diferentes povos, como ibéricos, árabes, italianos e japoneses.[214]

Artes

O estado de São Paulo é o berço de importantes artistas brasileiros, como Alfredo Volpi, Atílio Baldocchi, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, cuja obra Abaporu inaugurou o movimento antropofágico nas artes plásticas,[215] Candido Portinari, considerado um dos artistas mais prestigiados do Brasil e o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional,[216] entre outros.

No artesanato, as tradições locais são fruto de uma mistura entre técnicas trazidas ao Brasil pelos colonizadores europeus e técnicas realizadas pelos indígenas e negros, principais que habitavam o território brasileiro na época da colonização, além de esse artesanato ter sido enriquecido de forma significativa por pessoas de diversos lugares (migrantes).

No século XX, no período em que o Brasil começava a se industrializar, essa industrialização dava origem ao "artesanato urbano", onde os artesãos transformavam produtos e objetos industriais em objetos singulares. O dia 19 de março é considerado não só pelos paulistas, mas também pelo povo brasileiro, como o Dia do Artesão.[217]

Literatura e música

A literatura paulista começa quando os jesuítas, membros da Companhia de Jesus, chegaram à capital e lá começaram a escrever relatórios à coroa portuguesa, cujo assunto eram as terras recém-encontradas e os povos nativos, com poesias e músicas para o catecismo.[218]

Ao longo do século XX, São Paulo deu sua contribuição à literatura brasileira através de escritores famosos, como Álvares de Azevedo, Vicente de Carvalho, Monteiro Lobato, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Lygia Fagundes Telles, ganhadora do Prêmio Camões em 2005.[218]

A música popular paulista tradicional foi influenciada principalmente pelas tradições europeias, africanas e indígenas. Ela é classificada em vários ritmos e categorias, como a modinha, música sertaneja, valsa, choro, música erudita e orquestra. Entre as orquestras, destaque para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), com sede na Sala São Paulo, criada em 13 de setembro de 1954, pela Lei 2 733, que hoje realiza centenas de apresentações em diversos lugares.[219]

Espaços teatrais e museus

Segundo historiadores, São Paulo teria sediado a primeira manifestação teatral de todo o Brasil. Na capital, principal polo cultural do estado, destacam-se o Teatro Municipal de São Paulo – espaço construído para atender o desejo da elite paulista da época, que queria que a cidade estivesse à altura dos grandes centros culturais da época, assim como para promover a ópera e o concerto; hoje é um dos mais importantes teatros de cidade e um dos cartões postais da capital paulista, tanto por seu estilo arquitetônico semelhante ao dos mais importantes teatros do mundo –, o Teatro Fernando de Azevedo – onde são sediadas diversas apresentações artísticas e teatrais, como as apresentações do projeto Adoniran Barbosa –, o Teatro Sérgio Cardoso – inaugurado em 1980, possui duas salas de apresentação e é sede de espetáculos e apresentações de grupos pouco ou não muito conhecidos em território brasileiro – e o Teatro São Pedro – construído pelo português Manuel Fernandes Lopes e inaugurado no dia 16 de janeiro de 1917 com a apresentação das peças A Moreninha e O Escravo de Lúcifer, mas depois foi abandonado e recuperado em 1998 – e o Teatro Oficina.[220]

No interior, destacam-se o Teatro Estadual Maestro Francisco Paulo Russo (inaugurado em 1991 no município de Araras), o Teatro Procópio Ferreira (em Tatuí), além do Auditório Claudio Santoro, cujo nome homenageia o compositor, localizado em Campos do Jordão.[220]

Dentre os principais museus, estão o Museu do Ipiranga, onde foi proclamada a independência do Brasil, o Museu da Língua Portuguesa, o primeiro museu do mundo dedicado a um idioma, o MASP, um dos principais do continente e de todo o Hemisfério Sul, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Sacra de São Paulo, Memorial do Imigrante, o Museu do Futebol, Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu da Imagem e do Som de São Paulo, todos localizados no município de São Paulo.[221] Outros museus importantes localizados fora da capital são o Museu do Café Brasileiro, Museu de Arte Sacra de Santos, Museu do Porto (em Santos), Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Museu de História Natural (em Campinas), Museu TAM (em São Carlos), Centro Cultural Banco do Brasil, etc.[221]

Esportes

O recordista olímpico César Cielo é natural de Santa Bárbara d'Oeste
Gabriel Medina, de São Sebastião, o primeiro brasileiro e lusófono campeão mundial de surfe.

No setor esportivo, o órgão do governo estadual responsável por atuar nessa área é a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude.[222] O estado é sede de quatro dos maiores e mais vencedores clubes de futebol do Brasil, sendo eles Sport Club Corinthians Paulista, Sociedade Esportiva Palmeiras, São Paulo Futebol Clube e Santos Futebol Clube.[223] O Campeonato Paulista de Futebol é organizado pela Federação Paulista de Futebol e realizado ininterruptamente desde 1902, sendo o mais antigo torneio de futebol organizado no Brasil.[224]

São Paulo abriga vários estádios de futebol, como o Pacaembu, o Morumbi, a Allianz Parque e a Arena Corinthians (todos na capital), o Brinco de Ouro da Princesa e o Moisés Lucarelli (em Campinas), a Arena Barueri (em Barueri), a Vila Belmiro (em Santos), o Santa Cruz (em Ribeirão Preto), o Teixeirão (em São José do Rio Preto), entre muitos outros.[225] Em 2010, segundo a Confederação Brasileira de Futebol, o estado aparece na primeira colocação no ranking nacional das federações estaduais.[226] A capital paulista é uma das doze capitais brasileiras que sediaram os jogos da Copa do Mundo de 2014.[227]

Além da Copa, outros eventos sediados em território paulista foram os Jogos Pan-Americanos de 1963, o Campeonato Mundial de Basquetebol Feminino da FIBA em 1983, o Campeonato Mundial de Basquetebol Feminino de 2006, o Campeonato Mundial de Voleibol Feminino de 1994 e uma das etapas do Concurso Mundial de Saltos da FEI (Federação Equestre Internacional) em 2007.[228] Até os dias de hoje, o estado de São Paulo é sede de eventos esportivos, seja de importância nacional ou internacional, exemplos são o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 e o São Paulo Indy 300, evento que faz parte da IndyCar Series e é realizado no Circuito Anhembi,[229][230] e a Corrida de São Silvestre, que acontece no último dia de cada ano, no centro da capital.[231]

Outros esportes também têm popularidade no estado. No vôlei, o órgão responsável pela atuação no esporte é a Federação Paulista de Voleibol, que possui diversos clubes filiados e organiza todos os torneios oficiais que envolvem as equipes do estado.[232] No basquete, a federação responsável é a Federação Paulista de Basketball.[233] Todos os anos, o estado realiza os Jogos Escolares do Estado de São Paulo, evento da secretaria de esportes do governo estadual, que reúne diversas modalidades esportivas.[234]

Panorama do interior do estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido como Estádio do Pacaembu: um dos marcos do futebol em São Paulo e cenário de episódios históricos do futebol.[235][236][237][238]

Feriados

No estado de São Paulo, só há um feriado estadual: o dia 9 de julho, em homenagem à Revolução Constitucionalista de 1932.[239] Este feriado foi oficializado através da Lei n.º 710/1995, proposta pelo deputado estadual Guilherme Gianetti e aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, sendo sancionada depois pelo governador Mário Covas.[240]

Ver também

Notas

  1. O município de Franca constitui a AUF - Aglomeração Urbana de Franca, vinculada a Lei Complementar nº 1.323, de 22 de maio de 2018, já o município de São José do Rio Preto não constituei uma região metropolitana ou "aglomerado urbano" definido por lei. Por conta disso, apenas a população residente do seu respectivo território municipal foi inserida.
  2. SUZIGAN, pág. 109.[148]
  3. SUZIGAN, pág. 98.[148]
  4. SUZIGAN, pág. 109.[148]

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Área Territorial Oficial - Consulta por Unidade da Federação». Consultado em 9 de setembro de 2013. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2014 
  2. a b «São Paulo - Panorama». cidades.ibge.gov.br. Consultado em 2 de agosto de 2021 
  3. «Economia paulista cresceu 2,5% em 2019». SEADE. Consultado em 19 de março de 2020 
  4. «Tábua completa de mortalidade para o Brasil – 2017» (PDF). IBGE. Consultado em 5 de outubro de 2017 
  5. «Sinopse do Censo Demográfico 2010». IBGE. Consultado em 2 de dezembro de 2016 
  6. IPEA -Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. «Evolução do IDHM e de Seus Índices Componentes no período de 2012 a 2017» (PDF). Consultado em 18 de abril de 2019 
  7. a b c d e «Uma potência chamada São Paulo». Governo de São Paulo. Consultado em 26 de julho de 2011. Cópia arquivada em 26 de julho de 2011 
  8. «Essa Gente Paulista - Italianos». Governo do Estado de S.P. Consultado em 22 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  9. «São Paulo – "A Locomotiva do Brasil"». Consultado em 2 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 25 de março de 2012 
  10. «Forget the nation-state: cities will transform the way we conduct foreign affairs». Fórum Econômico Mundial. 4 de outubro de 2016. Consultado em 4 de outubro de 2016 
  11. a b Superinteressante, ed. (Fevereiro de 2010). «E se......São Paulo se separasse do Brasil?». Consultado em 22 de maio de 2014 
  12. Scribd. Disponível em http://pt.scribd.com/doc/35430825/Os-povos-Guarani-na-regiao-de-Indaiatuba. Acesso em 17 de maio de 2013.
  13. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  14. Guia Geográfico do estado de São Paulo. «História». Consultado em 20 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  15. Prefeitura de São Vicente. «O início da povoação». Consultado em 21 de julho de 2011. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2011 
  16. Prefeitura de São Vicente. «Cellula Mater». Consultado em 21 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  17. a b c Governo de São Paulo. «A Colônia». Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  18. a b Colégio WEB. «O bandeirismo». Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  19. Idas Brasil. «Da Glória ao Esquecimento». Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  20. a b c Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (2005). «Expansão mercantil em São Paulo: 'decadência' e 'vadiagem' nos discursos de memorialistas, viajantes e autoridades públicas, 1782-1822». Almanack Braziliense. Consultado em 22 de julho de 2011 
  21. «A história do café - CRONOLOGIA». 13 de fevereiro de 2006. Consultado em 14 de junho de 2017. Cópia arquivada em 24 de maio de 2017 
  22. a b Info Escola (24 de setembro de 2008). «História de São Paulo». Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  23. Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. «História». Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  24. a b «Circuito Histórias do Café». Tursites. 9 de setembro de 2014. Consultado em 12 de setembro de 2017 
  25. Grande Enciclopédia Larousse (2008). «Breve História do Café». Planeta Orgânico. Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 3 de julho de 2011 
  26. «São Paulo». Gsat. Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  27. a b Diego Francisco de Carvalho (27 de novembro de 2007). «Café, ferrovias e crescimento populacional: o florescimento da região noroeste paulista». Arquivo Público do Estado de São Paulo. Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  28. a b MARTINE, George; MCGRANAHAN, Gordon (2010). Rosana Baeninger (Org.), ed. População e Cidades: subsídios para o planejamento e para as políticas sociais (PDF). Campinas: UNFPA. pp. 11–24 
  29. MELO, José Evandro Vieira de (25 de fevereiro de 2010). «O açúcar no café: agromanufatura açucareira e modernização em São Paulo (1850-1910)» (PDF). Tese de Doutorado (História Econômica) -- Universidade de São Paulo, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. 487 páginas. Consultado em 20 de agosto de 2013 
  30. BERNARDO, Hebe de Camargo (2012). «Os trabalhadores do Café: análise de uma obra de Portinari» (PDF). Dissertação (Mestrado em Artes) -- Universidade Estadual Paulista, Instituto de Artes. 27 páginas. Consultado em 20 de agosto de 2013 
  31. Maria Izilda Santos de Matos. "Na Trama Urbana: Do público, do privado e do íntimo". Projeto História, v.13, p. 129-149, jun. 1996.
  32. OLIVEIRA SOBRINHO, Afonso Soares de (2013). «São Paulo e a ideologia higienista entre os séculos XIX e XX: a utopia da civilidade» (PDF). Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sociologia. 15 (32): 210–235. ISSN 1517-4522 
  33. IBGE (2011). «Tabela 1.6 - População nos Censos Demográficos, segundo os Municípios das Capitais - 1872-2010» (PDF). Consultado em 13 de agosto de 2013 
  34. IBGE (2011). «Tabela 1.4 - População nos Censos Demográficos, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 1872/2010» (PDF). Consultado em 13 de agosto de 2013 
  35. a b c Vitor Amorim de Angelo. «Acordo marcou a República Velha». Uol Educação. Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  36. a b Lúcia Helena Storto - Sidney Aguilar Filho. «A República Oligárquica - A Política do Café com Leite». Libertária. Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  37. Departamento de Recursos Humanos (DRHU) de São Paulo. «Altino Arantes». Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  38. Brasil Escola. «Revolta Paulista de 1924». Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  39. a b c Biblioteca da Presidência da República. «Washington Luís Pereira de Sousa». Consultado em 22 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  40. a b c d e Governo de São Paulo. «A República». Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  41. a b c Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC). «Frente Única Paulista (Fup)». Consultado em 25 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  42. a b c d Ricardo Maranhão (julho de 2010). «São Paulo, 1932: tecnologia a serviço da Revolução». História Viva. Consultado em 25 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  43. Cleber Santos Vieira. «Paratextos cívicos: livros escolares e a formação do cidadão no Brasil». Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP). Consultado em 25 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  44. Marli Guimarães Hayashi (19 de novembro de 2010). «Rouba, mas faz». Revista de História. Consultado em 25 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  45. Olinda França (14 de maio de 2005). «São Paulo recebe nordestinos desde 1960». Spiner. Consultado em 25 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  46. IBGE Teen. «Atualmente como anda?». Consultado em 25 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  47. Daniela Giopato. «Estradas - Duplicada e menos perigosa». O Carreteiro. Consultado em 25 de julho de 2011. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2011 
  48. Prefeitura de Campinas. «Campinas». Consultado em 25 de julho de 2011. Cópia arquivada em 9 de junho de 2011 
  49. Eliane Yambanis Obersteiner. «O papel da migração na construção e economia da cidade». Uol Educação. Consultado em 25 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  50. Tânia Aparecida de Lima Mariano; et al. «ESTUDO COMPARATIVO DOS ASSENTAMENTOS: PONTAL DO FAIA EM TRÊS LAGOAS/MS E SANTA AMÉLIA NO MUNICÍPIO DE CASTILHO/SP.». Consultado em 25 de julho de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  51. «CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO: DIVISÃO, POSIÇÃO E EXTENSÃO». Anuário Estatístico do Estado de São Paulo 2003. Fundação Seade. 2003. Consultado em 19 de fevereiro de 2014 
  52. a b c d «CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO PAULISTA» (PDF). Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo. Consultado em 19 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 19 de fevereiro de 2014 
  53. «GEOGRAFIA DO ESTADO DE SÃO PAULO» (PDF). Biblioteca Virtual do Estado de São Paulo. Março de 2007. Consultado em 19 de fevereiro de 2014 
  54. Chico Pereira (6 de julho de 2013). «Área da Pedra da Mina vai virar patrimônio natural de SP». Portal O Vale. Consultado em 19 de fevereiro de 2014 
  55. «Comitês das bacias hidrográficas do estado de São Paulo». Portal CBH. Consultado em 11 de fevereiro de 2014 
  56. «RIO PARANÁ». Portal Itaipu. Consultado em 19 de fevereiro de 2014 
  57. «Rio Paranapanema da nascente à foz». Consultado em 26 de julho de 2011. Cópia arquivada em 17 de outubro de 2011 
  58. «Araçatuba faz parte do projeto Rastreando o Tietê». 23 de julho de 2014. Consultado em 14 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 14 de janeiro de 2017 
  59. «Região Hidrográfica Atlântico Sudeste». Agência Nacional de Águas. Consultado em 11 de fevereiro de 2014 
  60. «Nascente do Rio Paraíba do Sul - Areias/SP». Prefeitura de Areias. Consultado em 11 de fevereiro de 2014 
  61. «Região Hidrográfica Atlântico Sul». Agência Nacional de Águas. Consultado em 11 de fevereiro de 2014 
  62. a b c d e f MIRANDA, Marina J. de.; et al. «A CLASSIFICAÇÃO CLIMÁTICA DE KOEPPEN PARA O ESTADO DE SÃO PAULO.». Centro de Pesquisas Meteorológicas e Aplicadas à Agricultura (CEPAGRI). Consultado em 11 de fevereiro de 2014. Arquivado do original em 2 de outubro de 2017 
  63. a b c d e f g Embrapa. «Clima». Consultado em 11 de julho de 2021. Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2011 
  64. CARDOZO, Amanda Balbino; REBOITA, Michelle Simões; GARCIA, Sâmia Regina (2015). «Climatologia de frentes frias na América do Sul e sua relação com o Modo Anular Sul». Universidade Federal do Paraná (UFPR). Revista Brasileira de Climatologia. 17: 10–12. ISSN 2237-8642. Consultado em 11 de julho de 2021. Cópia arquivada em 11 de julho de 2021 
  65. Veja (9 de julho de 2017). «São Paulo: tempo seco dá uma trégua e deve chover amanhã». Consultado em 11 de julho de 2021. Cópia arquivada em 11 de julho de 2021 
  66. MARENGO, José Antônio; ALVES, Lincoln Muniz (2016). «Crise hídrica em São Paulo em 2014: seca e desmatamento». Universidade de São Paulo (USP). Geousp – Espaço e Tempo (Online). 19 (3): 487–490. ISSN 2179-0892. Consultado em 11 de julho de 2021. Cópia arquivada em 11 de julho de 2021 
  67. Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) (2004). «Relatório de qualidade do ar no estado de São Paulo» (PDF). Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP): 35. Consultado em 11 de julho de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 11 de julho de 2021 
  68. a b Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (2020). «INVENTÁRIO FLORESTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO: MAPEAMENTO DA COBERTURA VEGETAL NATIVA» (PDF). Consultado em 26 de abril de 2021. Cópia arquivada (PDF) em 26 de abril de 2021 
  69. Governo do Estado de São Paulo (26 de abril de 2021). «Fundação Florestal celebra 34 anos de conservação e proteção à natureza». Consultado em 26 de abril de 2021 
  70. «Painel de Dados». Consultado em 26 de abril de 2021 
  71. «Parque Estadual Campos do Jordão comemora 80 anos». 26 de março de 2021. Consultado em 26 de abril de 2021 
  72. Governo do Estado de São Paulo (2 de julho de 2010). «Parque do Morro do Diabo é opção de área ecológica no oeste paulista». Consultado em 8 de abril de 2021. Cópia arquivada em 18 de setembro de 2020 
  73. «Anuário Estatístico do Brasil - 1941/45» (PDF). IBGE. Consultado em 13 de outubro de 2019 
  74. «Tabela 1.5 - Distribuição percentual da população nos Censos Demográficos, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 1872/2010». IBGE. Consultado em 9 de fevereiro de 2014 
  75. «Tabela 1.10 - Densidade demográfica nos Censos Demográficos, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 1872/2010». IBGE. Consultado em 9 de fevereiro de 2014 
  76. «Tabela 608 - População residente, por situação do domicílio e sexo - Sinopse». IBGE. 2010. Consultado em 9 de fevereiro de 2014 
  77. «Razão de sexo, população de homens e mulheres, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação». IBGE. 2010. Consultado em 12 de junho de 2013 
  78. Carolina Lauriano e Nathália Duarte (29 de abril de 2011). «IBGE atualiza dados do Censo e diz que Brasil tem 190.755.799 habitantes». Portal G1 Rio de Janeiro-São Paulo. Consultado em 12 de junho de 2013 
  79. a b «Tabela 1290 - Número de municípios e População nos Censos Demográficos por tamanho da população». IBGE. 2010. Consultado em 9 de fevereiro de 2014 
  80. «Tabela 1.7 - Proporção da população do município da capital em relação à da Unidade da Federação, nos Censos Demográficos, segundo os municípios das capitais - 1872/2010». IBGE. Consultado em 9 de fevereiro de 2014 
  81. a b IBGE (2010). «Tabela 2.1 - População residente, total, urbana total e urbana na sede municipal, em números absolutos e relativos, com indicação da área total e densidade demográfica, segundo as Unidades da Federação e os municípios – 2010». Consultado em 5 de abril de 2021 
  82. Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano SA. «Sobre a RMSP». Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 3 de janeiro de 2017 
  83. «LEI COMPLEMENTAR Nº 815, DE 30 DE JULHO DE 1996». Assembleia Legislativa de São Paulo. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 13 de julho de 2016 
  84. «LEI COMPLEMENTAR Nº 815, DE 30 DE JULHO DE 1996». Assembleia Legislativa de São Paulo. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 7 de maio de 2016 
  85. «LEI COMPLEMENTAR Nº 1.166, DE 09 DE JANEIRO DE 2012». Assembleia Legislativa de São Paulo. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 31 de maio de 2017 
  86. «LEI COMPLEMENTAR Nº 1.241, DE 08 DE MAIO DE 2014». Assembleia Legislativa de São Paulo. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 31 de maio de 2017 
  87. «Macrometrópole Paulista». Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano SA. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2017 
  88. «Macrometrópole Paulista» (PDF). Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. 2012. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 26 de agosto de 2015 
  89. «LEI COMPLEMENTAR Nº 1.290, DE 06 DE JULHO DE 2016». Assembleia Legislativa de São Paulo. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 7 de julho de 2016 
  90. «LEI COMPLEMENTAR Nº 1.146, DE 24 DE AGOSTO DE 2011». Assembleia Legislativa de São Paulo. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 7 de maio de 2016 
  91. «LEI COMPLEMENTAR Nº 1.178, DE 26 DE JUNHO DE 2012». Assembleia Legislativa de São Paulo. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 31 de maio de 2017 
  92. «LEI COMPLEMENTAR Nº 1.323, DE 22 DE MAIO DE 2018». Assembleia Legislativa de São Paulo. Consultado em 9 de março de 2019. Cópia arquivada em 31 de maio de 2017 
  93. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). «Estimativas da população residente no Brasil e unidades da Federação com data de referência em 1° de julho de 2018» (PDF). Consultado em 9 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 2018 
  94. «Pereira Barreto é marco da imigração japonesa». Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. 20 de setembro de 2010. Consultado em 6 de abril de 2021 
  95. «Tabela 2093 - População residente por cor ou raça, sexo, situação do domicílio e grupos de idade - Amostra - Características Gerais da População». IBGE. 2010. Consultado em 10 de fevereiro de 2014 
  96. «Tabela 1497 - População residente, por nacionalidade - Resultados Gerais da Amostra». IBGE. 2010. Consultado em 10 de fevereiro de 2014 
  97. IBGE (2010). «Tabela 1505 - População residente, por naturalidade em relação ao município e à unidade da federação». Consultado em 5 de abril de 2021 
  98. «Conheça o Estado de São Paulo, capital paulista é o centro do turismo de negócios no Brasil». Jornal Brasileiro Gratuito. 6 de abril de 2011. Consultado em 26 de julho de 2011. Cópia arquivada em 28 de julho de 2011 
  99. IBGE (2010). «Tabela 631 - População residente, por sexo e lugar de nascimento». Consultado em 6 de abril de 2021 
  100. FERREIRA, Luzitano Brandão; et al. (2006). Genomic ancestry of a sample population from the state of São Paulo, Brazil (em inglês). [S.l.]: American Journal of Human Biology. pp. 702–705. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2011 
  101. Manta, Fernanda Saloum de Neves; Pereira, Rui; Vianna, Romulo; Araújo, Alfredo Rodolfo Beuttenmüller de; Gitaí, Daniel Leite Góes; Silva, Dayse Aparecida da; Wolfgramm, Eldamária de Vargas; Pontes, Isabel da Mota; Aguiar, José Ivan; Moraes, Milton Ozório; Carvalho, Elizeu Fagundes de; Gusmão, Leonor (20 de setembro de 2013). «Revisiting the Genetic Ancestry of Brazilians Using Autosomal AIM-Indels». PLOS ONE. 8 (9): e75145. PMC 3779230Acessível livremente. PMID 24073242. doi:10.1371/journal.pone.0075145 – via PLoS Journals 
  102. «Genetic data of 15 autosomal STR loci: an analysis of the Araraquara population colonization (São Paulo, Brazil)». connection.ebscohost.com. Consultado em 27 de outubro de 2015 
  103. «Revista Turismo - BASÍLICA NACIONAL DE APARECIDA DO NORTE - SP». Revista Turismo. Consultado em 9 de fevereiro de 2014. Cópia arquivada em 21 de novembro de 2008 
  104. a b IBGE. «Tabela 2094 - População residente por cor ou raça e religião». Consultado em 13 de junho de 2013 
  105. CHENEY, David M. «Sul 1 Region of Brazil» (em inglês). Consultado em 9 de fevereiro de 2014 
  106. «Anexo Estatístico» (PDF). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano. Consultado em 12 de junho de 2013 
  107. «São Paulo é o Estado com melhor IDH do Brasil». Governo do Estado de São Paulo. 23 de junho de 2014. Consultado em 6 de abril de 2021 
  108. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil. Consultado em 6 de abril de 2021 
  109. «Vale do Ribeira». Consultado em 6 de abril de 2021 
  110. «ODS 01 Erradicação da pobreza». Consultado em 6 de abril de 2021 
  111. «ODS 10 Redução de desigualdades». Consultado em 6 de abril de 2021 
  112. «ODS 03 Saúde e bem estar». Consultado em 6 de abril de 2021 
  113. «Polícia Militar do Estado de São Paulo - Institucional» 
  114. «Constituição». www.planalto.gov.br 
  115. WAISELFISZ, Julio Jacobo (2011). «Mapa da Violência 2011» (PDF). Instituto Sangari. Consultado em 5 de março de 2011. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2011 
  116. Lisandra Paraguassú, Ligia Formenti e Rafael Moraes Moura (24 de fevereiro de 2011). «SP cai do 5.º para o 25.º mais violento e é exemplo de contenção de mortes». O Estado de S. Paulo. Consultado em 5 de março de 2011. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2011 
  117. WAISELFISZ, Julio Jacobo (2016). «Mapa da violência 2016» (PDF). Flacso Brasil. Consultado em 29 de setembro de 2018 
  118. Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo. «Dados Estatísticos do Estado de São Paulo». Consultado em 27 de janeiro de 2019 
  119. «Para 44% da população de São Paulo, segurança na cidade piorou». estadão. 11 de setembro de 2014. Consultado em 6 de outubro de 2018 
  120. Supremo Tribunal Federal (STF) (10 de novembro de 1999). «Lei nº 9.868 de 10 de novembro de 1999». Consultado em 7 de abril de 2011. Cópia arquivada em 22 de maio de 2011 
  121. a b c d «Constituição estadual». Consultado em 3 de julho de 2011. Cópia arquivada em 3 de julho de 2011 
  122. Daniel Guimarães. «Palácio dos Bandeirantes». Governo do Estado de São Paulo. Consultado em 23 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2011 
  123. Fabiana Parajara (20 de março de 2008). «Palácio dos Campos Elíseos pode voltar a ser sede do governo paulista». O Globo. Consultado em 28 de julho de 2011. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2011 
  124. «A Galeria dos Governadores». Governo de São Paulo. Consultado em 23 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2011 
  125. «Governador». Governo de São Paulo. Consultado em 1 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 1 de janeiro de 2019 
  126. «Vice-governador». Governo de São Paulo. Consultado em 1 de janeiro de 2019. Cópia arquivada em 6 de janeiro de 2019 
  127. Tribunal Superior Eleitoral (2018). «Apuração dos votos e resultado das Eleições 2018». UOL. Consultado em 6 de janeiro de 2019 
  128. «DEPUTADOS ESTADUAIS». Assembleia Legislativa de São Paulo. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 27 de maio de 2016 
  129. «Número de deputados pode aumentar nas próximas eleições». Vote Brasil. Consultado em 22 de março de 2011. Cópia arquivada em 22 de maio de 2011 
  130. «Palácio 9 de Julho». Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Consultado em 23 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2011 
  131. «Relação das Comarcas e Municípios». Ministério Público de São Paulo. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 3 de maio de 2016 
  132. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «Consulta Quantitativo». Consultado em 23 de dezembro de 2013 
  133. «Histórico da formação dos municípios». Fundação SEADE. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 10 de maio de 2016 
  134. «Municípios do Estado de São Paulo» (PDF). Fundação SEADE. Consultado em 4 de janeiro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 4 de janeiro de 2017 
  135. «São Paulo: aspectos territoriais». Consultado em 24 de julho de 2011 
  136. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Divisão Regional do Brasil». Consultado em 12 de janeiro de 2018. Cópia arquivada em 12 de janeiro de 2018 
  137. «Os agrupamentos regionais». Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  138. «Estado de São Paulo e suas Regionalizações». Fundação SEADE. Consultado em 24 de julho de 2011 
  139. a b «Exportações do Estado de São Paulo (2012)». Plataforma DataViva. Consultado em 13 de janeiro de 2014 
  140. Comunicação Social - Sala de Imprensa, ed. (19 de novembro de 2015). «Contas Regionais: de 2010 a 2013, PIB do Mato Grosso acumula a maior alta (21,9%) entre todos os estados». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 25 de dezembro de 2015 
  141. G1 (2010). «Bovespa se torna a 2ª maior do mundo em valor de mercado». g1.globo.com. Consultado em 29 de setembro de 2010. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2011 
  142. a b c d e Governo do Estado de São Paulo. «Perfil do Estado de São Paulo». Seção Habitação e Infraestrutura Urbana. Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Consultado em 9 de novembro de 2014 
  143. a b Cidades@ - IBGE (2008). «Pecuária 2009». Consultado em 13 de maio de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  144. a b IBGE (2010). «Lavoura Permanente 2009». Consultado em 13 de maio de 2011. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2011 
  145. «Lavoura Temporária 2009». IBGE Estados. 2009. Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  146. a b IBGE (2009). «Extração vegetal e silvicultura». Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  147. Perfil da Indústria de São Paulo
  148. a b c Suzigan, Wilson (1971). «A industrialização de São Paulo» (PDF). 1930-1945. Rio de Janeiro: Instituto de Organização Racional do Trabalho da Guanabara (IDORT-GB). Revista Brasileira de Economia (RBE). 25 (2): 89-111. Consultado em 15 de novembro de 2014 
  149. a b c d e Eduardo de Freitas. «Economia do Estado de São Paulo». Equipe do Brasil Escola. Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  150. «O Vale do Silício brasileiro». Revista TI. 5 de abril de 2001. Consultado em 28 de julho de 2010. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2011 
  151. «ESTADOS AGREGADOS». Outerspace. Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  152. a b IBGE (2008). «Pesquisa Anual de Serviços - PAS 2008». Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  153. IBGE (2008). «Estatísticas do Cadastro Central de Empresas 2008». Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  154. IBGE (2008). «Instituições financeiras 2009». Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  155. «Turismo». BrasilChannel. Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  156. a b «Turismo». Governo do Estado de São Paulo. Consultado em 22 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  157. Luciana Bonadio (13 de novembro de 2010). «Confira as melhores e as piores praias do litoral de SP». G1 São Paulo. Consultado em 19 de fevereiro de 2014 
  158. «Estâncias». Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo. Consultado em 20 de fevereiro de 2014 
  159. «Praias Paulistas: Um capítulo à parte». Governo do Estado de São Paulo. Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  160. «Conheça as 20 praias mais movimentadas do Brasil». Notícias Terra. Consultado em 20 de fevereiro de 2014 
  161. «AS 11 PRAIAS MAIS BONITAS DO BRASIL». Portal Guia da Semana. 10 de fevereiro de 2014. Consultado em 20 de fevereiro de 2014 
  162. «O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira - PETAR». Redação 360 Graus. 27 de maio de 2011. Consultado em 24 de julho de 2011 
  163. «Hopi Hari, o maior parque temático da América Latina, estreia no dia 20 de abril o Hopi Night Eléktron». Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  164. «Economia de São Paulo». InfoEscola. Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 24 de julho de 2011 
  165. «Alugue por Temporada em Campos do Jordão e Conheça a "Suíça Brasileira"». Consultado em 24 de julho de 2011. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2011 
  166. «Diversão em águas termais em Olímpia». Redação O Estado do Paraná. 12 de março de 2008. Consultado em 30 de janeiro de 2012. Cópia arquivada em 30 de janeiro de 2012 
  167. Aline Bosio (27 de fevereiro de 2011). «Parque com águas termais em Olímpia é opção para o Carnaval». Reporter Diário. Consultado em 30 de janeiro de 2012. Cópia arquivada em 30 de janeiro de 2012 
  168. a b «Acesso e Utilização dos Serviços, Condições de Saúde e Fatores de Risco e Proteção à Saúde 2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2008. Consultado em 14 de maio de 2011. Cópia arquivada em 3 de julho de 2011 
  169. «Análise da produção científica a partir de indicadores bibliométricos» (PDF). Tabela 8.2 - Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas - 2007. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 1º de outubro de 2008. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2011 
  170. a b «Síntese dos Inidicadores Sociais 2010» (PDF). Tabela 8.2 - Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas - 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 18 de setembro de 2010. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  171. «Síntese dos Indicadores Sociais 2010» (PDF). Portal Aprendiz. Consultado em 4 de outubro de 2010 
  172. a b «G1 – USP, UFRJ, Unicamp, UFRGS, UFMG e Unesp aparecem no top 500 elaborado em Taiwan». Portal. 30 de novembro de 2007. Consultado em 5 de agosto de 2008. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  173. «Unicamp tem o maior número de patentes». Consultado em 22 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  174. Globo.com, ed. (4 de outubro de 2011). «USP lidera ranking das 200 melhores universidades da América Latina divulgado pela QS, empresa especializada em educação». Consultado em 4 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 13 de novembro de 2011 
  175. a b «Maior universidade do Brasil». Universia Brasil. 2 de agosto de 2005. Consultado em 9 de agosto de 2008 
  176. «São Paulo». Portal São Francisco. Consultado em 22 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 22 de agosto de 2011 
  177. «São Paulo: energia». Consultado em 30 de outubro de 2020. Cópia arquivada em 30 de julho de 2020 
  178. Companhia Energética de São Paulo (CESP). «Usinas». Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  179. «USINA HIDRELÉTRICA ILHA SOLTEIRA». Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  180. «USINA HIDRELÉTRICA JUPIÁ». Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  181. «Rios empobrecidos». 2009. Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  182. «Perfil». Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  183. «Números». Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  184. «Quase 3 décadas de história da maior estação de tratamento de esgoto». 8 de junho de 2017. Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  185. «Estado de SP destina 95,6% de seu lixo para aterros adequados». 23 de julho de 2019. Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  186. «Municípios de São Paulo ainda utilizam lixões para descartar resíduos». 21 de novembro de 2016. Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  187. «Região lidera ranking das rodovias». Correio Popular. 21 de setembro de 2009. Consultado em 9 de setembro de 2011. Cópia arquivada em 14 de outubro de 2011 
  188. «Rodoviário». Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  189. «Duplicação de trecho da Raposo Tavares tem atraso de dois anos». Folha de S.Paulo. 28 de maio de 2004. Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  190. «São Paulo - O estado com as melhores rodovias do país». Consultado em 23 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2011 
  191. «SP tem as 18 melhores ligações viárias do Brasil, mostra pesquisa». Folha. 26 de outubro de 2011. Consultado em 27 de outubro de 2011 
  192. ARTESP. «Rodovias Concedidas». Consultado em 28 de maio de 2007. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2011 
  193. Portal Globo de notícias. «Pedágio de SP é 57% mais caro que de rodovias federais». Consultado em 28 de maio de 2007. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2011 
  194. «Guarulhos deixa de ser o maior aeroporto latino-americano». 1 de março de 2017. Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  195. «Aeroportos». Consultado em 25 de fevereiro de 2021 
  196. «A companhia». www.cptm.sp.gov.br. Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Consultado em 3 de março de 2021 
  197. «Após 45 anos, Metrô de São Paulo chegará à marca simbólica de 100 km de extensão». Metrô CPTM. 28 de novembro de 2019. Consultado em 3 de março de 2021 
  198. «São Paulo». 2010. Consultado em 23 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 23 de agosto de 2011 
  199. «Hidrovia Tietê-Paraná». Consultado em 25 de fevereiro de 2021. Cópia arquivada em 30 de junho de 2017 
  200. «Biografia de Assis Chateaubriand» 
  201. «Institucional». Consultado em 31 de março de 2012 
  202. Grupo Bandeirantes (ed.). «Grupo». Consultado em 31 de março de 2012 
  203. Rede Record (ed.). «História». Consultado em 31 de março de 2012 
  204. TV Gazeta (ed.). «Década de 1970». Consultado em 31 de março de 2012 
  205. RedeTV! (ed.). «Institucional». Consultado em 31 de março de 2012 
  206. Sampa Online (ed.). «As Memórias da TV Paulista». Consultado em 31 de março de 2012 
  207. Paulino Motter (2008). The role of the media in educational policy formation and legitimation in Brazil: 1995-2008. [S.l.]: Universidade do Wisconsin-Madison 
  208. «Institucional Abril Media» 
  209. Tabela Geral de Circulação.
  210. «Secretaria de Cultura». Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  211. «História da fundação». Academia Paulista de Letras. Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  212. «117 ANOS A SERVIÇO DE SÃO PAULO». Consultado em 20 de agosto de 2011 
  213. a b «Cultura». BrasilChannel. Consultado em 26 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 26 de agosto de 2011 
  214. «Culinária Paulista». BrasilChannel. Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  215. «Tarsila do Amaral - Biografia». UOL - Educação. Consultado em 31 de agosto de 2012 
  216. «João Candido Portinari fala sobre o Projeto Portinari e sua trajetória». 30 de março de 2012. Consultado em 10 de abril de 2015. O nome correto é "Candido Portinari" (assim mesmo, sem acento circunflexo) 
  217. Ciete Silvério. «Artesanato». Governo do Estado de São Paulo. Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  218. a b Michael Douglas S. Da Silva. «São Paulo e a Sua Diversidade de Cultura». Consultado em 26 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 26 de agosto de 2011 
  219. Fausto Augusto Marcucci Arruda. «PARCERIAS ENTRE O ESTADO E O TERCEIRO SETOR: A EXPERIÊNCIA DA FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO» (PDF). Consultado em 20 de agosto de 2011 
  220. a b Gal Oppido. «Teatros». Governo do Estado de São Paulo. Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 26 de agosto de 2011 
  221. a b «Museus». Governo do Estado de São Paulo. Consultado em 26 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 26 de agosto de 2011 
  222. «Sobre a Secretaria». Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  223. «Estádios de Futebol». Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  224. «Como funciona o Campeonato Paulista». HowStuffWorks. Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  225. «Templos de futebol». Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  226. Confederação Brasileira de Futebol. «Ranking Nacional das Federações 2011» (PDF). Consultado em 17 de maio de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  227. «Os desafios de São Paulo para a Copa 2014». 27 de maio de 2011. Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  228. «São Paulo: história e curiosidades». Sampa Ideal. Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  229. Band (26 de janeiro de 2010). «Fórmula Indy divulga traçado do circuito de São Paulo». Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  230. Prefeitura de São Paulo (2009). «São Paulo sediará abertura do Mundial de Fórmula Indy». Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  231. Ana França. «Como funciona a Corrida de São Silvestre». HowStuffWorks. Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  232. «Clubes Filiados». Federação Paulista de Voleibol. Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 
  233. «Federação Paulista de Basketball». Consultado em 20 de agosto de 2011 
  234. Marcos Chicalé (26 de janeiro de 2010). «Prudente sediará em agosto os Jogos Escolares do Estado de São Paulo». Jornal Prudendia. Consultado em 25 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 25 de agosto de 2011 
  235. «Museu do futebol no Pacaembu» 
  236. «Jogos Pan-americanos de 1963 em São Paulo, abertura e eventos no Pacaembu» 
  237. «Primeiros jogos do Pacaembu» 
  238. «A Copa do Mundo em São Paulo» 
  239. Dudu Tomaselli (1 de setembro de 2009). «Feriados Estaduais 2010». Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 3 de junho de 2011 
  240. «Paulistas comemoram o feriado de 9 de julho desde 1997». Governo do Estado de São Paulo. 8 de julho de 2011. Consultado em 20 de agosto de 2011. Cópia arquivada em 20 de agosto de 2011 

Ligações externas

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikilivros Livros e manuais no Wikilivros
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Imagens e media no Commons
Wikinotícias Notícias no Wikinotícias
Meta-Wiki Meta-Wiki