Suzano

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Município de Suzano
"Cidade das Flores"
Suzano e o Rio Tietê

Suzano e o Rio Tietê
Bandeira de Suzano
Brasão de Suzano
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 2 de abril de 1949 (67 anos)
Fundação 17 de dezembro de 1919
Gentílico suzanense
Prefeito(a) Paulo Fumio Tokuzumi (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Suzano
Localização de Suzano em São Paulo
Suzano está localizado em: Brasil
Suzano
Localização de Suzano no Brasil
23° 32' 34" S 46° 18' 39" O23° 32' 34" S 46° 18' 39" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008[1]
Microrregião Mogi das Cruzes IBGE/2008[1]
Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes Ferraz de Vasconcelos (oeste), Itaquaquecetuba (norte), Mogi das Cruzes (leste/nordeste), Poá (noroeste), Ribeirão Pires (sudoeste), Rio Grande da Serra (sudeste) e Santo André (sul)
Distância até a capital 34 km[2]
Características geográficas
Área 206,236 km² [3]
População 282 441 hab. Estimativa IBGE/2014[3]
Densidade 1 369,5 hab./km²
Altitude 749,43 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,765 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 5 559 876 000 mil (BR: 73.º) – IBGE/2009[5]
PIB per capita R$ 19 552,52 IBGE/2009[5]
Página oficial
Prefeitura www.suzano.sp.gov.br
Câmara www.camarasuzano.sp.gov.br

Suzano é um município brasileiro do estado de São Paulo, na Região Metropolitana de São Paulo, microrregião de Mogi das Cruzes. A população em 2010 segundo o Censo demográfico do IBGE era de 262 480 habitantes, resultando em uma densidade demográfica de 1 272,93 hab/km². A população estimada pelo IBGE em 2015 era de 285 280, resultando em uma densidade estimada de 1 369,5 hab/km².[6]

Aspecto geral[editar | editar código-fonte]

A emancipação política do município de Suzano ocorreu em no final da década de 1940, e desde então destaca-se na Região Metropolitana de São Paulo por ser um polo industrial, especialmente do setor químico. Quando se tornou município, Suzano já abrigava 563 indústrias e 5.274 empresas;[7] juntando a isso o fato de ter um setor comercial diversificado, com centros comerciais nos distritos de Boa Vista e Palmeiras, além do Centro - que possui um shopping inclusive -, o município estava, em 2009, entre os vinte que mais arrecadam Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - (ICMS), no estado de São Paulo.[8] O crescimento industrial de Suzano foi impulsionado no passado em razão de possuir locais disponíveis para a instalação de empresas e por ter acesso a rodovias que levam ao interior e litoral do estado. Diretamente por Suzano, passam as rodovias Índio Tibiriçá, Rodoanel e Henrique Eroles. Suzano tem acesso direto à Ayrton Senna, e indireto á Mogi-Dutra e consequentemente a própria Dutra.

Destaca-se ainda em Suzano a produção agrícola e de flores, além do esporte. Suzano recebeu por toda a sua história influência da cultura japonesa, tendo recebido várias famílias do Japão no movimento migratório do começo do século. Hoje essas famílias fazem parte da economia e política de Suzano. Atualmente os principais problemas enfrentados pelo município são decorrentes da explosão populacional que ocorreu em Suzano e em toda a Grande São Paulo.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome "Suzano" foi escolhido em homenagem ao engenheiro Joaquim Augusto Suzano Brandão, responsável pela conclusão das obras da estação ferroviária de Guaió em 1908. Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa este topônimo deveria ser grafado "Susano".

História[editar | editar código-fonte]

O fundador do povoado que viria a se transformar no município de Suzano foi o padre jesuíta Francisco Baruel, que tinha por missão a catequese dos indígenas, em meados de 1660.[9] O Frei Baruel deu início à construção de uma capela, após disputas acirradas entre índios Pés Largos e os Guaianases, nativos daquela área, com o objetivo de apaziguar os ânimos dos indígenas. A construção atraiu novos moradores e logo se formou um povoado. O santuário foi reconstruído em 1750 pelo padre Antônio Sousa e Oliveira, que deu a ele o nome de Nossa Senhora da Piedade de Taiaçupeba. 135 anos mais tarde, a capela foi transformada em igreja. Em 1895 a igreja ruiu por conta de uma forte chuva e somente com a chegada da família Bianchi foi reconstruída. Desde então a área passou a ser conhecida como Baruel - nome escolhido pela presença da família Barweel, que chegou a Suzano no século XVI.

Na década 1870, foram implantados os trilhos da Estrada de Ferro São Paulo - Rio de Janeiro. Alguns anos mais tarde, em 1879, estabeleceu-se na região Antônio Marques Figueira, feitor da Estrada de Ferro. Em 1885, chegou à região o seu irmão Tomé Marques Figueira, que muito contribuiu ao povoado. Em 1890, os dois irmãos mandaram elaborar a planta da cidade, trabalho executado pelo Conde Romariz. A primeira denominação da localidade foi "Vila da Concórdia", nomeada posteriormente de "Vila da Piedade". Com a encampação da ferrovia pela companhia Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1891, houve a consolidação do vilarejo.

Monumento aos Expedicionários de Suzano.

A via férrea que passa pelo Alto Tietê, conhecida na época como Estrada de Ferro do Norte ou São Paulo-Rio, foi construída por fazendeiros do Vale do Paraíba, com o propósito inicial de fazer o transporte do café. Na época, o local era conhecido como Guayó, mas anos mais tarde o nome foi alterado para Suzano em homenagem ao engenheiro Joaquim Augusto Suzano Brandão, que morava na central ferroviária. Como em todas as cidades da região, a estrada foi uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento da área, que a partir dos trilhos registrou um número bem maior de visitantes. Com isso, iniciou-se a implantação de várias indústrias, atraídas pelas vantagens do transporte mais eficaz e rápido dos trens. Em 1869 a estação de trens foi oficialmente construída.

Em janeiro de 1897, foi realizada a primeira missa na nova igreja construída pelos irmãos Marques Figueira, passando a vila a ser conhecida por "São Sebastião do Guaió". As reivindicações por melhores nas instalações da parada de trens foram levadas ao engenheiro residente da ferrovia doutor Joaquim Augusto Suzano Brandão que, após desenvolver criterioso estudo, atendeu às reivindicações. Foi construída uma estação na localidade e a vila, a 11 de dezembro de 1908, passou a ser chamada oficialmente pelo nome de Suzano, em homenagem a ele. Em contrapartida, a rotina calma da estação ficou no passado. Com cerca de 18 mil usuários passando diariamente pela estação atualmente, o corre-corre e a agitação fazem parte do dia-a-dia nos trilhos.

Em 1908, desembarcaram do cargueiro Kasato Maru, no porto de Santos, os primeiros imigrantes japoneses no Brasil. Eles foram convencidos por um japonês chamado Ryu Mizuno de que o trabalho de poucos anos nas lavouras de café brasileiras lhes daria fortuna suficiente para voltar ao Japão e viver tranquilamente o resto de seus dias. Em Suzano, a colônia mantém suas tradições e está inserida definitivamente em todos os setores do município.[10]

Apesar de ser a principal influência de cultura estrangeira, e de sua predominância, não foram apenas os descendentes de japoneses que criaram a atual identidade de Suzano. Muitas famílias de origem italiana também vieram para a cidade e serviram como base para a criação de alguns bairros e indústrias importantes na história de Suzano. Os Raffo foram uma delas. O italiano Giovanni Battista Raffo veio para Suzano em 1915. Para não perder os laços com sua terra natal, deu início à fabricação de vinho no porão da sua casa, em um sobrado na Rodovia índio Tibiriçá. Anos mais tarde, em 1962, ampliou a empresa e deu a ela o nome de Viti Vinícola Irmãos Raffo Ltda., e depois, Indústria de Bebidas Irmãos Raffo Ltda. Hoje o bairro é conhecido como Raffo.[11]

Paço Municipal de Suzano, inaugurado em 2001.

A partir do início do século XX, o povoado experimentou constante crescimento, com aumento expressivo de sua população, o que justificou sua elevação a categoria de Distrito, anexo ao município de Mogi das Cruzes, por meio da Lei Estadual nº 1705 de 27 de dezembro de 1919, promulgada pelo então presidente do estado de São Paulo, Altino Arantes. Também ficou registrado na história do município o dia 8 de dezembro de 1940, quando o então arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar d'Afonseca e Silva, determinou a elevação de Suzano a categoria de Paróquia, motivado pela importância do Distrito no contexto regional.

Após um longo caminho, em 8 de dezembro de 1948, Suzano atingiu a condição de município por meio de sua emancipação de Mogi das Cruzes, através de lei sancionada pelo então governador do estado de São Paulo, Ademar Pereira de Barros. Em 14 de abril de 1958, foi criada por lei estadual a Comarca de Suzano, cuja instalação ocorreu em 26 de maio de 1962.

Eventos e datas comemorativas[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o Subtropical. A média de temperatura anual gira em torno dos 18 °C, sendo o mês mais frio Julho (Média de 14 °C) e o mais quente Fevereiro (Média de 22 °C). O índice pluviométrico anual fica em torno de 1550 mm.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1983 (a partir de 1º de agosto) a 1993 (até 14 de junho), a menor temperatura registrada em Suzano foi de 2,4 °C nos dias 6 de agosto de 1983 e 9 de agosto de 1987,[12] e a maior atingiu 37,5 °C em 7 de março de 1990.[13] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 124,7 mm em 24 de janeiro de 1987. Outros grandes acumulados foram 111 mm em 8 de março de 1992, 105,7 mm em 2 de março de 1986 e 104,7 mm em 24 de março de 1993.[14] O menor índice de umidade relativa do ar foi de 16%, na tarde de 11 de setembro de 1990.[15]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Suzano Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima absoluta (°C) 35,6 34,8 37,5 32,1 31,7 29,6 29 32 35,3 35 35,7 33 37,5
Temperatura máxima média (°C) 25,2 25,3 24,6 22,9 21,2 20,2 19,5 20,5 21,4 22,1 23,1 24,1 22,5
Temperatura média (°C) 20,8 20,9 20,2 18,2 16,2 14,9 14,3 15,2 16,4 17,5 18,6 19,7 17,7
Temperatura mínima média (°C) 16,5 16,6 15,9 13,6 11,3 9,7 9,1 10 11,4 12,9 14,2 15,4 13
Temperatura mínima absoluta (°C) 10,2 14,2 9,7 10 4 4,2 4,6 2,4 4 7,2 9,2 9,8 2,4
Precipitação (mm) 239 228 190 84 68 52 41 51 89 156 146 201 1 545
Fonte: Climate-Data.[16] e Instituto Nacional de Meteorologia (recordes de temperatura de 01/08/1983 a 14/06/1993).[12] [13]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Rio Tietê, trecho de Suzano.

Distâncias[editar | editar código-fonte]

Limites[editar | editar código-fonte]

Seus municípios limítrofes são Itaquaquecetuba a norte, Mogi das Cruzes a leste, Santo André a sul, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires a sudoeste, Ferraz de Vasconcelos a oeste e Poá a noroeste. Apesar de amplamente difundido é incorreto dizer que o município faz divisa com Mauá. A região da antiga estrada de Sete Cruzes pertence ao município de Ribeirão Pires.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Formação geológica[editar | editar código-fonte]

Terciária – formação São Paulo – arenitos, argilas, folhetos, pirobetuminosos.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia suzanense é fortemente caracterizada pelas atividades industrial, comercial e hortifrutigranjeira. Suzano tem hoje o maior PIB per capita do Alto Tietê e é referência industrial e comercial da região.

Setor primário

A produção agrícola no município de Suzano foi ancorada fundamentalmente na colônia japonesa existente. A olericultura e a produção de flores se faziam presentes na riqueza da cidade. Nas décadas de 80 e 90, Suzano era conhecida como a "Cidade das Flores", pois tanto produzia quanto exportava flores. Suzano faz parte do chamado Cinturão Verde da Região Metropolitana de São Paulo. Há uma forte presença de produtores rurais (cerca de 540 produtores rurais, metade deles de origem japonesa) que produzem verduras e legumes. Também está em Suzano o maior produtor da América Latina de poinsetia (folhagem vermelha utilizada principalmente nas decorações de Natal).

Setor secundário

O município abriga indústrias de grande porte, tanto de capital nacional quanto estrangeiro, destacando-se a NSK, Mitutoyo, Suzano Papel e Celulose, Nadir Figueiredo (antiga Corning do Brasil), Clariant (antiga Hoescht), Orsa, Nalco do Brasil, Tsuzuki, CBD Mecânica Industrial, Komatsu, Kimberly-Clark Brasil e Formica. Devido a sua forte produção industrial, a arrecadação de ICMS no município é a maior da região e 20ª do Estado de São Paulo, superando, inclusive, a de Mogi das Cruzes. Atualmente há 327 indústrias em Suzano que geram quase 10 mil empregos diretos e 3.327 indiretos.[17] Suzano foi sede da Cerâmica Gyotoku, que chegou a ser uma das principais fabricantes de pisos e revestimentos do Brasil.

Setor terciário

Nos últimos tempos tem havido um crescimento de investimentos empresariais nas áreas de comércio. As duas principais ruas de comércio no centro são as avenidas General Francisco Glicério e Benjamin Constant, onde estão as "lojas-âncora" e que atraem a população até de bairros da capital paulista. É o principal polo comercial de varejo de todo o Alto Tietê. No início dos anos 2000 foi inaugurado o Suzano Shopping, que contribuiu para a expansão comercial de Suzano. Atualmente há 3.423 estabelecimentos comerciais em Suzano. O Município também possui um Parque Aquático com Hospedagem, o Magic City.

Há também um centro comercial no Jardim Dona Benta que está localizado no Distrito do Boa Vista na região norte da cidade, nessa região está ocorrendo um aumento de investimentos na área do comércio.

Educação[editar | editar código-fonte]

Suzano possui escolas de nível fundamental, médio, técnico e superior. Na educação básica há escolas públicas e privadas, incluindo unidades do SESI. Em 2008 foi inaugurada uma escola técnica estadual construída no antigo prédio do CEFAM (Centro de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério) de Suzano. A ETEC de Suzano foi instalada no segundo semestre daquele ano. Na época da instalação, contava com dois cursos (Técnico em Gestão Ambiental e Técnico em Química).[18]

No município está instalada uma faculdade, a Faculdade Unida de Suzano - Unisuz, e unidades de educação a distância de instituições de outros municípios. Desde o segundo semestre de 2010 uma unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFSP, no Jardim Monte Cristo[19] [20] , sendo que a princípio estão sendo ministrados dois cursos técnicos (automação industrial e comércio), que tem juntos 160 vagas. Quando as obras forem concluídas, serão ministrados mais cursos técnicos e cursos de nível superior.[21]

Ao lado do IFSP há o campus da UniPiaget Brasil.[22]

O campus da UniPiaget Brasil faz parte do Instituto Piaget, um instituto privado de origem portuguesa de educação superior espalhado em todo território português através de 12(doze) escolas e institutos, possui também campus em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique.

Seu nome é em homenagem ao psicólogo suíço Jean Piaget.

Os alunos de Suzano estão distribuídos da seguinte forma:

Matriculados na rede de ensino durante o ano letivo de 2012
Pré-Escola 7.716
Ensino Fundamental 45.353
Ensino Médio 16.168

Escolas ativas em território suzanense:

Números de escolas ativas em 2012
Pré-Escola 75
Ensino Fundamental 105
Ensino Médio 38

Quantidade total de docentes nas escolas de Suzano:

Matriculados na rede de ensino durante o ano letivo de 2012
Pré-Escola 926
Ensino Fundamental 2.169
Ensino Médio 367

Mobilidade urbana[editar | editar código-fonte]

Transporte público[editar | editar código-fonte]

Suzano é servida pelos trens da Linha 11 da CPTM, por meio da Estação Suzano, que futuramente será terminal da Linha 12. Por ônibus, é servida por linhas municipais da Radial Transporte[23] e por linhas metropolitanas da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo, que ligam Suzano as seguintes cidades da região:

Estação Suzano da linha 11 - Coral da CPTM

A ligação é feita por meio do Serviço Comum e Seletivo de ônibus, que têm como destino o Terminal Vereador Diniz dos Santos Faria (conhecido como Terminal Norte), no Centro, e bairros da região central. Está prevista a construção do Terminal Sul, na Rua Prudente de Moraes, junto à nova estação de Suzano[24] .

Suzano também é servida por linhas de ônibus intermunicipais e interestaduais de diversas empresas que tem como destino o terminal rodoviário de Mogi das Cruzes, Baixada Santista, Aparecida, além de linha direta com o Terminal Rodoviário do Tietê, na capital.

São as linhas municipais:

  • 01 - Cidade Edson/Sesc
  • 02 - Miguel Badra/Jardim Colorado
  • 03 - Jardim Santa Inês/Santa Casa I
  • 04 - Jardim São José/Vila Barros
  • 05 - Terminal Norte/Jardim Campestre
  • 06 - Terminal Norte/Jardim Varan
  • 07 - Terminal Norte/Fazenda Viaduto
  • 07A - Terminal Norte/Jardim Monte Cristo
  • 08 - Sete Cruzes/Terminal Norte
  • 09 - Jardim Samambaia/Terminal Norte
  • 10 - Vila Fátima/Terminal Norte
  • 11 - Divisa Ribeirão Pires/Terminal Norte
  • 11A - Jardim Leblon/Terminal Norte
  • 12 - Terminal Norte/Duchen (via Palmeiras e Jardim Dora)
  • 13 - Terminal Norte/Duchen (via Palmeiras e Jardim Brasil)
  • 14 - Terminal Norte/Duchen (via Ipelândia e Jardim Dora)
  • 15 - Terminal Norte/Duchen (via Ipelândia e Jardim Brasil)
  • 16 - Palmeiras/Cia. Suzano
  • 17 - Palmeiras/Jardim Caulim
  • 18 - Jardim Ikeda/Jardim Maitê
  • 19 - Palmeiras/Vila Esperança [25]
  • 20 - Jardim Novo Colorado/Jardim Suzanópolis
  • 21 - Miguel Badra/Jardim Monte Cristo (via Suzano Shopping)
  • 22 - Jardim Margarida/Centro (Rua Tiradentes)[26]
  • 23 - Jardim Graziela/Terminal Norte
Rodovias
  • SP-31 Rodovia Índio Tibiriçá;
  • SP-70 Rodovia Ayrton Senna;
  • SP-66 Rodovia Henrique Eroles.
  • SP-43 Estrada da Quinta Divisão
  • SP-21 Rodoanel Mário Covas.
Principais vias
  • Avenida Antônio Marques de Figueira
  • Avenida Armando de Salles Oliveira
  • Avenida Brasil
  • Avenida Jorge Bey Maluf
  • Avenida Major Pinheiro Fróes (SP-66 lado norte)
  • Avenida Miguel Badra
  • Avenida Mogi das Cruzes
  • Avenida Vereador João Batista Fitipaldi
  • Estrada dos Fernandes
  • Rua Baruel
  • Rua Benjamin Constant
  • Rua Francisco Marengo
  • Rua General Francisco Glicério
  • Rua Prudente de Morais (SP-66 lado sul)
  • Rua Nove de Julho

Cultura[editar | editar código-fonte]

Cultura japonesa[editar | editar código-fonte]

Suzano é um dos municípios brasileiros que mais receberam influência da cultura japonesa, por causa da Imigração japonesa no Brasil. Atualmente, há 16 mil descendentes de japonês na cidade[27] . Depois de desembarcarem do Kasatu Maru, primeiro navio de imigrantes japoneses a ancorar no Brasil, os 781 estrangeiros se distribuíram em várias regiões do estado de São Paulo. Os primeiros japoneses a se instalarem em Suzano foram Kisaku Haguihara e Noriyuki Oshima e dedicaram-se à agricultura. Daí por diante os japoneses tiveram intensa participação na história de Suzano, seja na cultura, economia ou política. Pedro Miyahira, que foi prefeito de Suzano na década de 1970, viabilizou a vinda de indústrias japonesas para a cidade, segmento econômico em que Suzano se destaca atualmente. Das empresas radicadas em nossa cidade podemos contar aproximadamente 30 empreendimentos conduzidos por japoneses e descendentes. Entre eles, há indústrias que estão entre as líderes de seus segmentos. Há clubes na cidade que mantêm as tradições do Japão em Suzano, promovendo festas e eventos esportivos e culturais como a Festa da Cerejeira e a gincana Undokai. Os principais clubes nipônicos são:

  • Associação Cultural Suzanense (Bunkyo Suzano)
  • Associação Cultural, Esportiva, Agrícola de Suzano (ACEAS Nikkey)
  • Associação Fukuhaku
  • Associação Fukushima
  • Clube Agrícola Boa Vista
  • Clube Agrícola Cultural e Esportivo Guaió

A colônia também mantém uma escola de ensino regular nipo-brasileira e quer construir um espaço destinado ao treinamento de artes marciais no Brasil.[28] A cidade é sede da Academia Terazaki, primeira escola de judô das América, cuja entrada é réplica do templo Kodokan de Tokyo.

Pela influência religiosa, há 3 templos na cidade com arquitetura oriental, sendo um deles (Daigozan Jomyoji) construída inteiramente de madeira, sem pregos e de acordo com os tempos budistas do Japão:

  • Igreja Shingonshu Kongoji
  • Templo Budista Nambei Shingonshu Daigozan Jomyoji
  • Templo Honpa Hongwanji de Suzano

Cultura nordestina[editar | editar código-fonte]

Em Suzano, parte da população residente tem origem nordestina. Um exemplo desta influência é a Festa Nordestina em Suzano (www.festanordestinadesuzano.com.br), que em 2013 reuniu cerca de 55 mil pessoas para prestigiar as comidas típicas (tapioca, buchada de bode, baião de dois, bobó de camarão, feijão tropeiro, sarapatel e caldo de mocotó) e shows de música regional. O evento é organizado pela Paróquia Santa Rita de Cássia com apoio da prefeitura.[29]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Atualmente Suzano possui dois times de futebol, União Suzano Atlético Clube (USAC) e Esporte Clube União Suzano (ECUS). Suzano ficou conhecida nos anos de 1990 como a "Capital do Volêi", por causa dos prêmios conquistados pelo time masculino de volêi Report/Suzano. Pela influência japonesa, a primeira academia de judô da América é situada na cidade. As equipes de kendô de Suzano vem ganhando adeptos e se destacando no cenário nacional [30] .

No início dos anos de 1990 Suzano era casa do time de basquete Report/Suzano. Posteriormente foi para Mogi das Cruzes, onde foi renomeado Report/Eroles/Mogi e depois Valtra/Mogi.

O mesatenista Hugo Hoyama foi integrante do ECUS entre 1994 e 1996, depois entre 2002 e 2004[31] .

Turismo[editar | editar código-fonte]

A cidade de Suzano conta com alguns pontos turísticos. São eles:

  • Aldeia Kaiowa, que fica na divisa com o município de Ribeirão Pires.
  • Biblioteca Municipal Maria Elisa de Carvalho Cintra: Localizado dentro do Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi, no Centro, tem uma grande variedade de livros de todos os tipos.
  • Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi: Fica na Rua Benjamin Constant, no Centro, e possui sala de exposições, biblioteca, salão e auditório.
  • Estádio Municipal Francisco Marques Figueira ("Suzanão") : Casa dos principais times da cidade, USAC e ECUS, tem capacidade para cerca de 2000 pessoas e se situa no Jardim Colorado
  • Ginásio Paulo Portela: Localiza-se no Centro e dispõe de piscina e quadras para os atletas da cidade
  • Ginásio Roberto Bianchi: Situa-se no bairro do Sesc e é usado como "segunda casa" dos atletas.
  • Igreja do Baruel: Primeira igreja do município está localizada às margens da Rodovia Índio Tibiriçá.
  • Igreja Matriz de São Sebastião: Foi a segunda a ser construída no município mas é considerada a Matriz por estar localizada no Centro próximo a Estação.
  • Parque Aquático Magic City: O maior parque aquático da Grande São Paulo, que fica no Bairro Clube dos Oficiais, próximo ao Bairro de Palmeiras.
  • Parque Max Feffer: Possui campos de futebol, futsal, pista de skate, pista de corrida. Localizado na Avenida Senador Roberto Simonsen, Jardim Imperador.
  • Praça Cidade das Flores: Localizada ao lado da Prefeitura é uma ótima opção de lazer. Possui várias fontes artificiais de água e por isso é popularmente conhecida como "Praça das Águas".
  • Praça João Pessoa: Uma das mais antigas da cidade. Conhecida por abrigar a Igreja Matriz, fica no centro da cidade, próximo à estação de trem.
  • Praça do Sol Nascente: Fica no cruzamento de três importantes vias da cidade, Rodovia Índio Tibiriçá, Rua Baruel e Marginal do Una. Possui obra de arte da artista japonesa Tomie Otake.
  • Reserva do Miraporanga: Esta é uma reserva que esta aberta a grupos interessados na prática de ecoturismo, bem como a Universidades e escolas que procuram um espaço para ter aulas de campo, em cursos de Turismo, Engenharia Ambiental e Biologia.
  • Templo Budista Daigozan Jomyoji (Templo Jomyoji): Localizado na Estrada dos Fernandes, na entrada do bairro Casa Branca, o templo é uma das marcas da cultura japonesa na região.

Personalidades da cidade[editar | editar código-fonte]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 26 de janeiro de 2011. 
  3. a b «Estimativa Populacional 2014». Estimativa Populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2014. Consultado em 20 de abril de 2015.  Texto "suzano " ignorado (Ajuda)
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2009». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. «IBGE | Cidades | São Paulo | Suzano». www.cidades.ibge.gov.br. Consultado em 2016-04-24. 
  7. Prefeitura de Suzano
  8. [1]
  9. : : Prefeitura Municipal de Suzano : :
  10. História de Suzano
  11. Prefeitura de Suzano
  12. a b «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (°C) - Suzano». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de julho de 2015. 
  13. a b «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (°C) - Suzano». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de julho de 2015. 
  14. «BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Suzano». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de julho de 2015. 
  15. «BDMEP - Série Histórica - Dados Horários - Umidade Relativa (%) - Suzano». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 20 de julho de 2015. 
  16. «Clima: Suzano». Climate-Data. Arquivado desde o original em 20 de julho de 2015. Consultado em 20 de julho de 2015. 
  17. Diário de Suzano - Suzano é a 20ª cidade do Estado com maior ICMS
  18. Diário de Suzano - Cândido vistoria Etec e confirma entrega para segunda-feira
  19. Diário de Suzano - Câmara aprova doação de terreno para Cefet
  20. Diário de Suzano - Cefet será licitado em dois meses
  21. Diário de Suzano - IFSP quer expandir Campus de Suzano
  22. : : Prefeitura Municipal de Suzano : :
  23. Diário do Alto Tietê - Prefeitura cancela contrato e substitui Visul pela Radial
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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