Cajamar

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Município de Cajamar
Vista de Jordanésia, em Cajamar

Vista de Jordanésia, em Cajamar
Bandeira de Cajamar
Brasão de Cajamar
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de fevereiro
Fundação 18 de fevereiro de 1959
Gentílico cajamarense
Lema Justitia et fide conservabitur
"Conservar-se-á com fé e justiça"
CEP 07750-000 a 07799-999
Prefeito(a) Dalete de Oliveira (Interina) (PCdoB)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Cajamar
Localização de Cajamar em São Paulo
Cajamar está localizado em: Brasil
Cajamar
Localização de Cajamar no Brasil
23° 21' 21" S 46° 52' 37" O23° 21' 21" S 46° 52' 37" O
Unidade federativa São Paulo
Região
intermediária

São Paulo IBGE/2017 [1]

Região
imediata

São Paulo IBGE/2017

Região metropolitana São Paulo
Municípios limítrofes N
Norte: Jundiaí
Leste: Franco da Rocha e Caieiras
Sul: São Paulo e Santana de Parnaíba
Oeste: Pirapora do Bom Jesus
Distância até a capital 29 km[2]
Características geográficas
Área 131,386 km² [3]
População 73 921 hab. estimativa IBGE/2017[3]
Densidade 562,62 hab./km²
Altitude 735 m[4]
Clima Subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,728 elevado IBGE/2010 [3]
PIB R$ 8,022,352 mil IBGE/2008[3]
PIB per capita R$ 161 338 98 mil IBGE/2017[3]
Página oficial
Prefeitura http://www.cajamar.sp.gov.br
Câmara http://www.camaracajamar.sp.gov.br

Cajamar é um município brasileiro do estado de São Paulo. Situa-se na Região Metropolitana de São Paulo, microrregião de Osasco, distante 29 quilômetros da capital estadual. Pertence a Zona Norte da Região Metropolitana de São Paulo em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011[5] e, consequentemente com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI).[6] A população estimada em 2017 é de 73 921 habitantes e a área é de 131,386 km², o que resulta numa densidade demográfica de 1.143,01 hab/km². O município é formado pela sede e pelos distritos de Jordanésia e Polvilho[7][8].

Seus limites são Jundiaí ao norte, Franco da Rocha e Caieiras a leste, a capital a sudeste, Santana de Parnaíba ao sul e Pirapora do Bom Jesus a oeste. Tornou-se município em 18 de fevereiro de 1959, quando se emancipou de Santana de Parnaíba.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Cajamar é um termo nheengatu, que significa "fruto colorido e manchado". Esse fruto seria o produzido pelo araçá, árvore que já fora abundante na região e, portanto, a motivação para a adoção do nome.

Segundo o ex-prefeito de Santana de Parnaíba, Antonio Branco, para atender o que fora exigido em lei, ele fizera uma pesquisa para a alteração do nome distrital de Água Fria, já que ele era o secretário da prefeitura de Santana de Parnaíba. Dessa forma, analisando os documentos locais, observou, em um antigo mapa, que um conjunto de terras localizados nos arredores do distrito, possuía o nome "Cayamar". Visando a pronúncia, substituiu a letra "y" por "j". A crença era de que o nome, na verdade, derivava do sobrenome de um bandeirante, habitante da região, Manuel Callamares.[9]

Cultura, Eventos e Lazer[editar | editar código-fonte]

Cajamar é um local que já possuiu diversas tradições festivas e comemorativas. Desde os Desfiles Cívicos do 7 de Setembro, até a comemoração do Dia de São Sebastião, no dia 20 de Janeiro, o Carnaval Cajamar e o Aniversário da Cidade, com diversos shows, atrações e parques de diversões, o Arraiá Social, organizado pelo Fundo Social de Solidariedade, assim como a tradicional e espetacular Festa do Peão, que já chegou a ser eleita como uma das melhores do país, sendo comparada ao rodeio de Barretos. Costumava acontecer entre os meses de abril e maio.

Boiódromo e Festa do Peão de Cajamar[editar | editar código-fonte]

Fotografia do Boiódromo antes das terceirizações

O centro de eventos "Prof. Walter Ribas de Andrade", ou "Boiódromo", é o maior centro de eventos da cidade. Foi palco de alguns dos maiores rodeios do país, desde a sua inauguração, até 2015, quando, por conta da crise financeira e política instalada na cidade, teve suas edições seguintes canceladas, assim como quase todos os eventos tradicionais da cidade, que também não foram realizados.

O Boiódromo não foi construído apenas para eventos. Sua arena principal possui a arquibancada em formato de ferradura, com espaço para 15 a 25 mil pessoas. Possui um palco considerado alto, acima das porteiras onde ficam os animais que participam do rodeio. Abaixo da arquibancada, existem salas construídas para a Guarda Municipal de Cajamar, para a Defesa Civil, uma área para Ambulância, assim como um pequeno depósito e a área VIP, que contém uma sala de aproximadamente 30m², dois banheiros, e uma escada de acesso a arquibancada VIP.

Fora da arena principal, existe um campo de futebol, um estacionamento para autoridades e funcionários, um ginásio poliesportivo e uma enorme área vazia, que, em dias de festa, podem servir como parque de diversões ou praça de alimentação.

Feiras Noturnas[editar | editar código-fonte]

Criadas em 2016, as Feiras Noturnas são um sucesso na cidade. Acontecem sexta-feira, no campo de futebol do Portal dos Ipês, no Distrito do Polvilho, e toda terça-feira, no estacionamento VIP do Boiódromo, em Jordanésia.

As feiras começam sempre as 17h e terminam as 22h, e auxiliam consideravelmente a promover o comércio e tradições locais.

História[editar | editar código-fonte]

Primeiro Crescimento (1920-1950)[editar | editar código-fonte]

Formação Inicial (Década de 1920)[editar | editar código-fonte]

O nascimento de Cajamar é atribuído à implantação, na década de 1920, de uma fábrica de cimento, a Companhia Brasileira de Cimento Portland, genericamente reconhecida como a primeira de seu tipo no Brasil. Ela foi responsável pelo produto utilizado para a edificação de boa parte da metrópole de São Paulo. Se situou em Perus, nos arredores da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, a fábrica, uma vez que o local apresentava grande disponibilidade de matéria-prima - o minério das pedreiras do distrito de Água Fria, pertencente a Santana de Parnaíba. Através da Estrada de Ferro Perus-Pirapora, que nunca chegou ao município de Pirapora do Bom Jesus, mas ligava Perus (SP) ao distrito de Água Fria.

Fábrica da CBCPP atualmente, completamente abandonada

Na década de 1930, alguns dos trabalhadores da companhia já estavam morando em algumas regiões da cidade. Destacam-se, o extinto bairro do Gato Preto, e o atual centro da cidade. A exploração do minério na cidade deu origem aos primeiros núcleos habitacionais, as residências dos trabalhadores.

A intervenção estatal no controle de preços do cimento obrigou a companhia, estrangeira, a vender sua empresa em 1951. O Grupo Francesco Matarazzo, o Grupo Votorantim e José João Abdalla, à época, secretário do Trabalho de Ademar de Barros demonstraram interesse na aquisição da mesma. Em conclusão, a Cimento Portland foi adquirida pelo Grupo JJ Abdalla.[10]

Formação Administrativa (1938-1959)[editar | editar código-fonte]

Diante do visível crescimento da região, em 11 de março de 1938, por meio do decreto-lei estadual 9775, foi criado um distrito na cidade de Santana de Parnaíba, com o nome de Água Fria. 6 anos depois, como já havia um distrito com o mesmo nome na cidade de São Paulo, o nome do distrito parnaibense de "Água Fria" foi alterado para Cajamar, por meio de outro decreto-lei estadual, o 14334, datado de 30 de novembro de 1944.

Diante da necessidade clara de se constituir uma região administrativa autônoma no distrito, surgiu um movimento pela emancipação de Cajamar, liderada por Waldomiro dos Santos. Ele reuniu 125 moradores do distrito de Cajamar, organizou um abaixo-assinado, e redigiu o documento que pleiteava sua autonomia política. Em abril de 1958, o abaixo-assinado foi reconhecido pela Justiça Eleitoral de São Paulo e encaminhado para a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, que, por sua vez, promulgou uma lei autorizando a criação de 69 novos municípios, entre eles, a cidade de Cajamar, separando-a de Santana de Parnaíba. Trata-se da Lei n. 5.285 de 18 de fevereiro de 1959.

As primeiras eleições para prefeito, vice-prefeito e vereadores dos municípios criados realizaram-se naquele mesmo ano, e as novas autoridades tomaram posse no dia 1 de janeiro de 1960.[11]

Início da Era Moderna (1960-1990)[editar | editar código-fonte]

Greve da CBCPP (1962-1983)[editar | editar código-fonte]

Em 1962, funcionários da Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus, assim como os das mineradoras de calcário, em Cajamar, pertencentes a família Abdalla, reivindicavam o pagamento dos salários atrasados, além do cumprimento de acordos e reajuste e pagamento da crédito para as casas próprias, dentro do período de dois anos. Diante disto, no dia 14 de maio de 1962, os trabalhadores constituíram uma greve geral, que durou 99 dias, e paralisou a maior fábrica de cimento da América Latina.

Assembleia do Sindicato em agosto de 1962

E no dia 21 de agosto de 1962, no centésimo dia, muitos trabalhadores voltaram ao trabalho por influência da deputada estadual Regina Maura, que na época, frequentava a região para convencer os operários a retornar ao trabalho com base em acordos. Diante disto, haviam trabalhadores que não aceitavam o retorno ao trabalho. Formaram-se, então, dois grupos distintos, os Pelegos e os Queixadas. Os pelegos foram os que aceitaram os acordos, e voltaram ao trabalho em regime de quase escravidão. E os queixadas foram os que, dos mais de mil grevistas, cerca de 700, considerados 'indesejáveis' pela administração da companhia, foram impedidos de voltar ao trabalho, os que o levou a formar resistência.

O Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), no dia da volta do trabalho, foi procurar os grevistas dentro de suas casas (a grande maioria, fornecidas pela própria companhia de cimento). Houve uma ocupação militar em Perus, e em Cajamar, local das mineradoras.

Ao longo de 1962, houve diversas manifestações e greves de fome, no centro de São Paulo e na residência oficial do governador do estado, Carvalho Pinto. Sem acordos feitos, em janeiro de 1963, o 'Sindicato dos Queixadas' entrou com uma ação para reintegrar os trabalhadores a fábrica. O Grupo Abdalla negou, justificando abandono de emprego, além de solicitar despejo das vilas residenciais que a fábrica construiu, mandando cortar água e luz nas mesmas.

Os queixadas permaneceram em greve por cerca de sete anos, com perseguição policial, além de ficarem sem trabalho, e, por muitas vezes, num estado de quase miséria.

O dono da fábrica, Abdalla, foi denunciado por corrupção, e a greve foi legitimada pelo governo militar em 1957, quando os trabalhadores foram reintegrados a empresa, e Abdalla foi condenado a pagar os salários dos 7 anos de greve. Em 1975, o governo federal teve que pagar os salários dos 2448 dias de paralisação.

Depois de muitas denúncias, protestos e pressão popular, a fábrica foi fechada em 1983, graças a poluição e a contaminação do ar causada pelas chaminés, além das péssimas condições de trabalho. Porém, as mineradoras em Cajamar continuam funcionando até hoje, sendo as principais a Votorantim, em Cajamar-Centro, e a Pedreira Anhanguera, na Rodovia Anhanguera.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Serviços[editar | editar código-fonte]

Cajamar possui 8 agências bancárias, 3 hotéis, 1 hospital, 50 leitos do SUS, 9 postos de saúde, 5 escolas estaduais, 16 escolas de ensino fundamental, 15 escolas de ensino infantil, 6 EJAs, 8 escolas particulares, e 1 shopping center, o Anhanguera Parque Shopping, inaugurado recentemente.

Empresas[editar | editar código-fonte]

A cidade, a partir de 2008, viu acontecer uma explosão de migração de empresas nacionais e internacionais ligadas ao ramo logístico e industrial para o distrito de Jordanésia, que possui ligação com as principais rodovias do país e que dão acesso direto ao principal centro financeiro do Brasil, a cidade de São Paulo. Diante disso, atualmente, diversas empresas possuem galpões e centros de produção em Cajamar. Destacam-se a Marabraz, a B2W (Americanas, Submarino e Shoptime), a Sayerlack, a Semp Toshiba, entre outras.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Telefonia[editar | editar código-fonte]

A cidade foi atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB) até 1973[12], quando passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que construiu a central telefônica utilizada até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[13], sendo que em 2012 a empresa adotou a marca Vivo[14] para suas operações de telefonia fixa.

Imprensa e Mídia[editar | editar código-fonte]

Cajamar possui diversos jornais e portais na internet, que mantém constante influência e presença na cidade. Entre os jornais impressos, estão o InfoCajamar, o Gente em Evidência, o Cajamar News, que vem publicando em ritmo irregular, e o Cajamar News Regional. Entre os principais portais de notícias, estão o Cajamar Notícias, do jornalista Fernando Cruz, o Diário Cajamarense, do jornalista Kauãn Berto, e o Cajamar em Foco, do jornalista Gustavo Ribeiro. A cidade também possui uma rádio comunitária.

Rádio Cajamar FM[editar | editar código-fonte]

Rádio Cajamar FM
Associação Comunitária de Desenvolvimento Cultural e Artístico
País  Brasil
Frequência(s)
Rádio FM
Sede
Slogan A rádio que agita!
Fundação 2007
Fundador Lázaro Gomes de Oliveira
Pertence a Associação Comunitária de Desenvolvimento Cultural e Artístico
Gênero Rádio comunitária
Idioma Português
Cobertura Cidade de Cajamar
Página oficial cajamarfm.com.br

A Rádio Cajamar FM 87.5 é a primeira rádio da cidade de Cajamar. Fundada em 2007 por Lázaro de Oliveira, atual presidente da Associação Comunitária de Desenvolvimento Cultural e Artístico (ACDCA), entidade não-governamental que gerencia a emissora, a rádio foi outorgada. Em 2017, teve sua outorga renovada. Conta com o apoio de diversas empresas, e transmite da sede da ACDCA, em um dos pontos mais altos do Parque São Roberto, no distrito de Jordanésia.[15]

A rádio é administrada, desde a sua fundação, pelo fundador da rádio e diretor da ACDCA, Lázaro de Oliveira. Durante a sua existência, passaram pelos microfones da rádio diversos apresentadores, com os mais variados tipos de programação. Atualmente, a rádio foca em transmitir músicas populares da atualidade. Possui 3 estúdios, sendo um deles utilizado apenas para gravação. A mesma transmite sua programação pela internet e em diversos aplicativos de rádio pelo celular.

Dados Técnicos[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Altitude e Localização[editar | editar código-fonte]

Cajamar está na Região Metropolitana de São Paulo. Situa-se a uma altitude média de 734 metros, na latitude 23º21'25" e na longitude 46º52'40". O ponto mais elevado é o Morro da Placa, com 1.083 metros e está localizado na área rural da cidade, no Distrito do Ponunduva.

Geologia[editar | editar código-fonte]

Ficheiro:Sede da Natura.jpg
Sede da Natura em Cajamar, ao lado do Rio Juqueri e que também teve problemas em suas fundações graças aos problemas geológicos-geotécnicos da região

O solo predominante é o lactosol vermelho/amarelo - Orto L V, e o subsolo de calcário calcítico. O Distrito Sede (ou Centro) e o Distrito do Polvilho tem uma geologia altamente instável. Na engenharia paulista, os problemas geológico-geotécnicos advindos das feições cársticas presentes no município já são conhecidas. O maior exemplo da cidade é o conhecido "Buraco de Cajamar", ocorrido em 1986. Porém, frequentemente pequenos pontos específicos da cidade "afundam" no solo sem motivo nenhum. No Museu Municipal "Casa da Memória", na Prefeitura de Cajamar, o banheiro está com o chão afundado. Na Câmara Municipal, não muito longe da prefeitura, alguns pontos do chão do estacionamento também cederam. Ambos os locais já foram consertados. Em 1999, as fundações da enorme fábrica da Natura, também sofreram comprometimento graças ao mesmo problema. Na região, já houve diversos casos de impossibilidade de enchimento de estacas hélice contínuas, graças a total fuga do concreto de enchimento para o interior de feições cársticas situadas à base do furo.[16][17]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação é composta de remanescentes da Mata Atlântica, de mata ciliar e com forte presença de silvicultura (Eucaliptus SSP).

Parque Natural Municipal de Cajamar[editar | editar código-fonte]
Logotipo do Parque Municipal, escolhido por um concurso

Criado pelo decreto nº 3.792/2007, na época, pelo prefeito Messias Cândido da Silva, o município anunciou a criação de um parque natural municipal na área rural da cidade, no bairro do Ponunduva. Localizado na microbacia do Ribeirão Cachoeira, o que seria o primeiro parque da cidade, possui área de de 50.056,87 m² em uma unidade de conservação integral. O valor da aquisição do terreno foi, na época, de mais de 727 mil reais. Na inauguração, o parque contava apenas com uma placa escrito "Parque Natural Municipal de Cajamar". Não havia nenhuma construção maior, nem mesmo uma cerca. Atualmente, o parque é um terreno fútil. Nem a placa da inauguração foi mantida, e o local se encontra em uma zona perigosa da área do bairro.

Mapa e fotografias do Parque Municipal de Cajamar, durante apresentação do local

É localizado em uma zona de macrozoneamento ambiental, parte do Cinturão Verde da Reserva da Biosfera. Nele foram catalogados, durante a elaboração de seu Plano de Manejo, 67 aves e 3 espécies de mamíferos, como parte de sua fauna. No entanto, parte que é do remanescente de Mata Atlântica, em que a APA - Área de Proteção Ambiental, em que o município está inserido, sabe-se da existência de 262 espécies de animais, sendo 188 aves, 32 mamíferos, 19 répteis e 23 anfíbios. Sua flora é rica, sendo caracterizada como Ombrófila Densa e Estacional Semidecidual, composta de:

  • Vegetação nativa em estágio pioneiro de regeneração, com espécimes remanescentes de estágios iniciais caracterizando uma fitofisionomia savânica, de origem antrópica;
  • Bosque de eucaliptos com sub-bosque composto por estrato de gramíneas em estágio pioneiro;
  • Bosque de eucaliptos com sub-bosque composto por estrato arbustivo-arbóreo em estágio inicial de regeneração;
  • Vegetação nativa em estágio inicial de regeneração florestal com espécimes arbóreos remanescentes de estágios médios.[18]

Climatologia[editar | editar código-fonte]

O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. A média de temperatura anual gira em torno de 18°C, sendo Julho o mês mais frio, com média de 15°C, e o Fevereiro o mais quente, com média de 22 °C. O índice pluviométrico anual fica em torno de 1360 mm.

Dados para Cajamar (Centro)[editar | editar código-fonte]
Dados climatológicos para Cajamar
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 26,3 26,2 25,6 23,8 22 21 20,7 21,9 22,9 23,8 24,8 25,4 23,7
Temperatura média (°C) 21,4 21,4 20,8 18,7 16,7 15,4 14,9 16 17,3 18,6 19,7 20,4 18,4
Temperatura mínima média (°C) 16,5 16,7 16 13,7 11,4 9,9 9,2 10,2 11,8 13,4 14,7 15,5 13,2
Precipitação (mm) 231 211 157 62 52 48 35 35 66 125 134 200 1 356
Fonte: Climate-Data.org[19]
Dados para Cajamar (Jordanésia)[editar | editar código-fonte]
Dados para Cajamar (Polvilho)[editar | editar código-fonte]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município possui abundantes cursos de água, destacando-se o rio Juqueri, o córrego Itaim e o córrego Jaguari. Existem divisores no distrito do Polvilho: o rio Juqueri-Mirim, o ribeirão dos Cristais, o ribeirão Tabuões e o córrego Olhos D'Água no distrito de Jordanésia; o ribeirão das Lavras e o córrego Bom Sucesso no distrito sede (ou Cajamar); o ribeirão Ponunduva, o córrego Tanquinho e o ribeirão Cachoeira na região do Ponunduva (distrito sede); o córrego Mateus e o córrego dos Pires no bairro do Vau Novo (distrito sede), além de outros espalhados por todo o território.

Hidrografia do município

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do censo - 2010

População total: 73.921 (informações de 2017)

  • Urbana: 62.823 - 97,99%
  • Rural: 1.291 - 2,01%
  • Homens: 31.997 - 49,91%
  • Mulheres: 32.117 - 50,09%

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 19,88

Expectativa de vida (anos): 69,21

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,55

Taxa de alfabetização: 91,25%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M - 2010): 0,728 - Alto (2000 - 0,634 - Médio / 1991 - 0,501 - Baixo)

  • IDH-M - 2010 Renda: 0,713 - Alto (2000 - 0,699 - Médio / 1991 - 0,684 - Médio)
  • IDH-M - 2010 Longevidade: 0,810 (2000 - 0,754 - Alto / 1991 - 0,712 - Alto)
  • IDH-M - 2010 Educação: 0,668 - Médio (2000 - 0,483 - Baixo / 1991 - 0,258 - Muito Baixo)

[22][23]

Organização Territorial[editar | editar código-fonte]

O município de Cajamar é dividido em três principais distritos, quatro sub-regiões e quarenta bairros.

  • Distrito Sede (normalmente chamado de Centro, ou simplesmente Cajamar)
    • Região Sede (ou Centro)
      • Centro (sede da Prefeitura)
      • Vila Nova
      • Empresarial Mirim
      • Pinheiros
      • Teles
      • Água Fria
      • Lavra Velha
    • Região do Ponunduva (ou simplesmente Ponunduva)
      • Bairro do Ponunduva
      • Bairro Reserva do Ponunduva
      • Vau Novo
      • Chácara Rodeio
  • Distrito do Polvilho
    Portal dos Ipês II, no Polvilho
    • Bairro do Polvilho
    • Parque Paraíso
    • Jardim São Luiz
    • Jardins
    • Panorama
    • Aldeia do Sol
    • Portal dos Ipês (I, II e III)
    • Empresarial Mirante
    • Empresarial Itaim
    • Guaturinho
    • Empresarial Colina
  • Vista do Pq. São Roberto II, em Jordanésia
    Distrito de Jordanésia
    • Bairro de Jordanésia
    • Bairro Alpes dos Araçás
    • Bairro do Gato Preto
    • Empresarial Paineira
    • Jardim Maria Luíza
    • Parques São Roberto (I e II)
    • Altos de Jordanésia
    • Serra dos Cristais
    • Jardim Santa Terezinha
    • Empresarial Paoletti
    • Jardim São Benedito
    • Empresarial do Bosque
    • Jardim das Torres
    • Serra dos Lagos
    • São Jorge
    • Empresarial Bandeirantes
    • Empresarial Anhanguera
    • Roseira (rural)
Bairros Extintos[editar | editar código-fonte]
  • Forno de Cal/Gato Preto (Jordanésia)

Economia[editar | editar código-fonte]

Com um PIB (Produto Interno Bruto) em valores absolutos de R$ 5.501.592.558,00 (em 2010), o município ocupa a 4ª posição na região, 34ª posição no Estado de São Paulo e a 100ª posição no país. Dentre 18 municípios da região, está à frente de 14 deles; comparado aos 645 municípios do Estado, está à frente de 611 deles; já no Brasil, Cajamar fica à frente de 5.465 municípios. O PIB per capita do município é de R$ 161.338,98, 2º da região, 8º do Estado e 18º do país. Em 2008, a cidade chegou a exportar US$ 675.720.378. Devido a crise financeira, o ritmo das exportações caiu, fechando o ano de 2017 com US$ 116.816.206 em exportações. Em 2010, o Valor Adicionado (produção) do Município de Cajamar totalizou R$ 4.541.971.677,00 superando 616 municípios paulistas. Em 2012, com uma taxa de crescimento de 2,71% foram 795 novos postos de trabalho criados, com destaques para a indústria de transformação com 375 novos empregos formais, construção civil com 256 e comércio com mais 238 novos empregos.

A receita orçamentária municipal em 2011 foi de R$ 258.851.408,10.

A vocação econômica da cidade está centrada em várias áreas, sendo elas:

  • Extração (de madeira e pedra);
  • Indústria (de alimentos, cosméticos, metalurgia e química);
  • Mineração (calcário);
  • e Logística (de produtos em geral).

[24]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «O recorte das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias de 2017» (PDF). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 2017. p. 20–34. Consultado em 10 de agosto de 2017. 
  2. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 27 de janeiro de 2011. 
  3. a b c d e «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  4. «São Paulo». Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Consultado em 7 de dezembro de 2016.. Cópia arquivada em 13 de junho de 2006 
  5. «Lei Complementar nº 1.139, de 16 de junho de 2011». Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Consultado em 1 de fevereiro de 2017. 
  6. «Região Metropolitana de São Paulo». Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo. Consultado em 1 de fevereiro de 2017.. Cópia arquivada em 27 de janeiro de 2017 
  7. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  8. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  9. «Cidade/História». Prefeitura de Cajamar. Consultado em 31 de outubro de 2014. 
  10. «Cidade/História». Prefeitura de Cajamar. Consultado em 31 de outubro de 2014. 
  11. Câmara Municipal de Cajamar: Trajetórias e Lutas (PDF). São Paulo: Porto de Ideias. 2006. Consultado em 13 de abril de 2018. 
  12. «Relação do patrimônio da CTB incorporado pela Telesp» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  13. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  14. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 
  15. «Rádio Cajamar FM». Consultado em 7 de julho de 2018. 
  16. SANTOS, Álvaro (Junho de 2014). «Áreas de Risco para a Engenharia em Calcários Cársticos: Modelagem geológica e soluções construtivas. O case de Cajamar - SP» (PDF). Fundações e Obras Geotécnicas. Consultado em 15 de abril de 2018. 
  17. ROMERO, Carolina (2007). Riscos e Qualidade Ambiental Urbana no caso de Cajamar (SP) (PDF). Rio Claro: Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - Campus Rio Claro. 46 páginas. Consultado em 15 de abril de 2018. 
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