Companhia Telefônica da Borda do Campo

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CTBC
Companhia Telefônica da Borda do Campo
Razão social Companhia Telefônica da Borda do Campo S/A
Atividade Telecomunicações
Gênero Sociedade anônima
Fundação 22 de março de 1954
Encerramento 29 de julho de 1998
Sede Santo André
Área(s) servida(s) Grande ABC e Alto Tietê
Proprietário(s) Telecomunicações de São Paulo (1973-1998)
Antecessora(s) Companhia Telefônica Brasileira
Sucessora(s) Telefônica Brasil (atual Vivo)
Website oficial www.ctbc.com.br

Companhia Telefônica da Borda do Campo S/A (CTBC) foi a empresa operadora de telefonia do sistema Telebras[1] nas regiões do Grande ABC e Alto Tietê, no estado brasileiro de São Paulo, antes do processo de privatização em julho de 1998.

Origem[editar | editar código-fonte]

Antecessora[editar | editar código-fonte]

Até a década de 50 a operação telefônica na região do ABC estava a cargo da empresa Companhia Telefônica Brasileira (CTB)[2]. Em 1954 Santo André contava com 700 telefones, São Bernardo do Campo com 400 e São Caetano do Sul com 360. Em Mauá e Ribeirão Pires existiam respectivamente 10 e 75 aparelhos[3][4].

A insuficiência do serviço telefônico entre essas cidades com São Paulo acarretava graves conseqüências econômicas para o ABC. As mais graves eram o impedimento da ampliação dos serviços públicos e privados e desestímulo à implantação de novas indústrias, trazendo como resultante a morosidade no crescimento da região[4].

Criação da CTBC[editar | editar código-fonte]

Em 22 de março de 1954 é criada a Companhia Telefônica da Borda do Campo (CTBC) por iniciativa do Rotary Club de Santo André e de pessoas da sociedade local, com a finalidade de dar as cidades da região do ABC melhores serviços telefônicos do que os oferecidos pela sua antecessora[4][5].

Em 1955 a CTBC obteve contratos de concessão dos serviços telefônicos de cinco cidades do ABC. Para a prestação dos serviços foram construídos novos edifícios[6] para as centrais telefônicas e, através de assinatura de contrato com a Ericsson, foi adquirido o equipamento mais avançado da época - as centrais telefônicas do tipo barras-cruzadas (crossbar) modelo ARF 101[7][8] - sendo pioneira na introdução desse tipo de sistema na América Latina, o que possibilitaria ligações diretas entre os assinantes da CTBC e os de São Paulo[9].

Em 30 de agosto de 1958, depois de quatro anos de muito trabalho, a CTBC entrava em operação com a inauguração de 4 mil terminais telefônicos em Santo André, 1,2 mil terminais em São Bernardo do Campo e 2 mil terminais em São Caetano do Sul, sendo desativados os terminais manuais da CTB. Pouco tempo depois foram inaugurados mais 200 terminais em Mauá e 200 terminais em Ribeirão Pires, num total de 7,6 mil terminais telefônicos instalados na região[10][11][9].

Ao mesmo tempo a CTBC introduziu pioneiramente no Brasil o serviço de discagem direta à distância (DDD), interligando os assinantes dessas cidades com os telefones da Capital[12].

A partir daí a companhia não parou mais de crescer, e a área do ABC, em termos de telefonia, era a mais bem atendida do Brasil. Bem estruturada desde sua fundação e extremamente eficiente, era considerada exemplo para o setor de telecomunicações do país, por isso autoridades a visitavam com frequência[13].

Estatização[editar | editar código-fonte]

O Ministério das Comunicações estabeleceu como política básica para realização dos grandes planos de expansão a integração operacional nos estados, por isso em julho de 1973 a Telecomunicações de São Paulo (TELESP), credenciada como empresa-pólo no estado, assume o controle acionário da CTBC, mas mantém uma administração em separado sem incorporação[14][15].

Expansão[editar | editar código-fonte]

Incorporações[editar | editar código-fonte]

Em 1961 a cidade de Cubatão entra para a área de operação da empresa[16], assim como em 1964 os serviços telefônicos de Diadema e Rio Grande da Serra também passam para o controle da CTBC[17].

O Decreto nº 64.944 de 06/08/1969[18] do presidente Costa e Silva autorizou a CTBC a adquirir o Serviço Telefônico de Suzano, que havia sido constituído anos antes para suprir a demanda reprimida naquela cidade, que contava com cerca de 140 terminais manuais operados anteriormente pela Companhia Telefônica Brasileira[19].

Permutas com outras operadoras[editar | editar código-fonte]

A partir de janeiro de 1974 inicia-se o processo de inclusão das cidades da região do Alto Tietê na área de operação da CTBC devido a permutas feitas com a Telesp a fim de racionalizar a utilização do sistema interurbano e acelerar a integração operacional na Grande São Paulo[15].

Dessa forma as operações dos serviços telefônicos de Ferraz de VasconcelosPoá, Itaquaquecetuba e Guararema (antiga concessão Companhia Telefônica Brasileira), ArujáBiritiba Mirim, IgaratáSalesópolis, Santa Branca e Santa Isabel (antiga concessão Companhia de Telecomunicações do Estado de São Paulo) e Jacareí (antiga concessão Telefônica Jacareí) foram transferidas para a administração da CTBC pela Telesp[20].

Em 1975 Cubatão passa a ser atendida pela Telesp pela conveniência de uma solução técnica global para a Baixada Santista[21], e por estar operando os serviços telefônicos na região do Alto Tietê a CTBC passa a atender a cidade de Mogi das Cruzes, com a incorporação da Telefônica Mogi das Cruzes[22][23].

Em setembro de 1979 as operações dos serviços telefônicos das cidades de Jacareí, Santa Branca e Salesópolis retornaram à Telesp por razões de facilidades operacionais[24][25], sendo que na década de 90 a cidade de Salesópolis voltou a ser atendida em definitivo pela CTBC.

Estrutura operacional[editar | editar código-fonte]

Sede administrativa[editar | editar código-fonte]

Sua primeira sede administrativa ficava na Rua Prefeito Justino Paixão, 40 - Centro - Santo André. Em 1º de julho de 1966 teve início a construção do novo edifício sede da CTBC[26][27], na Avenida Portugal, 375 - Centro - Santo André, sendo inaugurado em 27 de setembro de 1968[28][29][30].

Presidentes[editar | editar código-fonte]

  • 1958-1973: Oliver Tognato, enquanto empresa privada[14][13]
  • 1973-1998: Arno Traeger, após o controle da empresa pela Telesp[14][13]

Serviços[editar | editar código-fonte]

Orelhão com o último logotipo da CTBC.

Telefonia fixa[editar | editar código-fonte]

Principais serviços prestados:

  • Ligações locais, ligações interurbanas através de Discagem Direta a Distância (DDD) e ligações internacionais através de Discagem Direta Internacional (DDI)
  • Discagem Direta a Ramal (DDR): serviço inaugurado em 1981, atendia condomínios e empresas de maior porte[31]
  • Discagem Direta a Cobrar (DDC): serviço implantado na década de 80
  • Discagem Direta Gratuita (DDG): serviço 0800, implantado na década de 90
  • Facilidades das Centrais CPA: implantadas gradativamente a partir de 1987, oferecendo ao usuário novas facilidades de serviço telefônico até então inéditas, como atendimento simultâneo, bloqueador de chamadas, teleconferência, discagem abreviada, transferência de chamadas, serviço não perturbe, entre outros

Telefones públicos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Orelhão

Os telefones públicos disponibilizados pela CTBC eram os conhecidos orelhões.

Internet[editar | editar código-fonte]

Listas telefônicas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lista telefônica
Lista Telefônica CTBC 110 - capa de série temática (1981).

A CTBC tinha contrato com a Editora LTP - Listas Telefônicas Paulista para a publicação de suas listas telefônicas oficiais[32][33]. A partir da edição 1977 passaram a divulgar as mesmas séries temáticas da Telesp estampadas em suas capas.

E a partir da edição 1978 as listas telefônicas oficiais da CTBC foram padronizadas assim como as demais do país, cada uma com código nacional da Telebras e abrangência baseada nas áreas terciárias[34].

Para atender a nova regulamentação sobre edição de listas telefônicas foi feita licitação em 1984, e as listas da CTBC a partir da edição 84/85[35] passaram a ser publicadas pela Listel Listas Telefônicas[36][37].

Relação das listas telefônicas oficiais:[38][39]

  • 110-Grande ABC (Assinantes/Classificada)[40][41]
  • 116-Grande ABC (Endereços)
  • 122-Mogi das Cruzes e Região (Assinantes, Endereços e Classificada)[42]

Terminais telefônicos[editar | editar código-fonte]

Telefones instalados[editar | editar código-fonte]

No início de 1971 a CTBC operava pouco mais de 25 mil telefones[43][44][45], dobrando a quantidade até 1973, quando já havia instalado cerca de 50 mil telefones em sua área de concessão[12][46], enquanto funcionava uma rede de quase 1 milhão de telefones no estado, ou seja, aproximadamente 5% do total de telefones[47].

Nesse mesmo ano, logo após o controle acionário assumido pela Telesp, a CTBC assinou um contrato com a Ericsson para a aquisição de 57 mil terminais telefônicos, dobrando mais uma vez a rede telefônica existente[48][49]. No final da década já haviam sido instalados cerca de 157 mil terminais telefônicos[25].

Ano Term. (mil) Ampliação / Ativação (principais estações)
1970 25,4

Existentes

  • São Caetano "442" (6.000 T.)[50]
  • São Bernardo "443" (5.000 T.)[51]
  • Santo André "444" (10.000 T.)[52]
  • Santa Terezinha "446" (2.800 T.)[53]
1971 27,1

Ativação

  • Diadema "445" (1.000 T.)[54]
1972[55] 30,9

Ativação

  • Mauá "450" (1.400 T.)[56]
  • Suzano "451" (1.000 T)[57]
  • Rudge Ramos "457" (3.500 T.)[54]
  • Ribeirão Pires "459" (1.000 T.)[58]
1973[15] 49,0

Ampliação

  • Santa Terezinha "446" (1.200 T.)[53]

Ativação

  • São Caetano "441" (4.000 T.)[50]
  • Santa Terezinha "447" (800 T.)[53]
  • São Bernardo "448" (3.000 T.)[51]
  • Santo André "449" (6.000 T.)[52]
1975[23] 55,5

Ampliação

  • Diadema "445" (1.000 T.)[54]
  • Ribeirão Pires "459" (1.000 T.)[58]
1976[59] 100,9

Ampliação[60][61]

  • Diadema "445" (2.000 T.)[54]
  • São Bernardo "448" (7.000 T.)[62]
  • Santo André "449" (4.000 T.)[63]
  • Suzano "451" (2.000 T)[57]
  • Rudge Ramos "457" (4.500 T.)[54]
  • Ribeirão Pires "459" (1.000 T.)[58]
1977[64] 125,5

Ampliação[61]

  • Santa Terezinha "447" (5.200 T.)[56]
  • Mauá "450" (3.600 T.)[56]

Ativação[65]

  • Santo André "440" (10.000 T.)[66]
  • São Bernardo "452" (5.000 T.)[67]
  • São Caetano "453" (10.000 T.)[68][67]
1978[69] 152,9

Ampliação

  • São Caetano "441" (2.000 T.)[70]
  • Santa Terezinha "447" (1.000 T.)[70]
  • Mauá "450" (2.000 T.)[70]
  • Suzano "451" (1.000 T)[70]
  • Rudge Ramos "457" (2.000 T.)[70]
  • Ribeirão Pires "459" (1.000 T.)[70]

Ativação

  • Santo André "454" (10.000 T.)[70]
  • Rudge Ramos "455" (2.000 T.)[70]
  • Diadema "456" (3.000 T.)
1979[25] 157,1

Ampliação

  • Suzano "451" (1.000 T)
  • Diadema "456" (1.000 T.)

Ativação

  • São Bernardo "458" (6.000 T.)

Em 1984 eram mais de 240 mil terminais telefônicos instalados[71][72][73]. No final da sua existência a empresa já havia dobrado essa quantidade, quando alcançou a marca de 500 mil terminais instalados. A CTBC tornou-se pioneira na implantação da rede óptica de assinantes e ativou serviços avançados de transmissão de dados. Com isso a empresa detinha, nas décadas de 80 e 90, os melhores índices de operação entre as empresas do sistema Telebrás[4].

Centrais telefônicas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Central telefônica

Centrais manuais[editar | editar código-fonte]

Até a década de 70 haviam em operação centrais semi-automáticas (Piraporinha[74] e Eldorado em Diadema, Vila Balneária e Riacho Grande em São Bernardo do Campo[75], Paranapiacaba em Santo André, Santa Izabel e Ouro Fino Paulista em Ribeirão Pires, Jardim Casqueiro em Cubatão, e Rio Grande da Serra), onde algumas foram substituídas por centrais automáticas, e outras desativadas e seus telefones ligados a central automática mais próxima[12][55].

Centrais automáticas[editar | editar código-fonte]

As primeiras centrais telefônicas automáticas que a CTBC inaugurou foram Santo André (estação "44"), São Bernardo do Campo (estação "43"), São Caetano do Sul (estação "42"), Mauá (estação "44", alterada para estação "46-0") e Ribeirão Pires (estação "44", alterada para estação "46-7"), todas em 1958[11][76].

As próximas a serem inauguradas foram as centrais automáticas de Rudge Ramos (estação "42-7") em 1960[77], Cubatão (estação "6") em 1962 e Santa Terezinha (estação "46") em 1964[78][79].

Demorou quase uma década para a inauguração de mais uma central automática, desta vez em Diadema (estação "45") em 1971[80]. No final de 1972, em substituição as centrais inauguradas anteriormente, foram ativadas as novas centrais automáticas de Mauá (estação "450")[81], Ribeirão Pires (estação "459")[82] e Rudge Ramos (estação "457")[83], e também foi inaugurada a central automática de Suzano (estação "451")[84].

Em 1973, antes do início da implantação do DDD, foram inauguradas centrais automáticas em Santo André (estação "449")[85], São Bernardo do Campo (estação "448")[14], São Caetano do Sul (estação "441") e Santa Terezinha (estação "447")[86].

Em 1977 foram inauguradas as centrais do plano de expansão 75/76: Santo André - prédio 2 (estação "440")[87], São Bernardo do Campo (estação "452") e São Caetano do Sul - prédio 2 (estação "453")[88].

Foram inauguradas em 1978 as centrais do plano de expansão 78/79[89]: Santo André - prédio 2 (estação "454"), Rudge Ramos (estação "455") e Diadema (estação "456"), além de São Bernardo do Campo - prédio 2 (estação "458")[90] em 1979, e a nova central de Suzano - prédio 2 (estação "476")[91] substituindo a central automática existente, no início de 1980[92].

Já as centrais automáticas das cidades incorporadas pela CTBC foram inauguradas pelas operadoras anteriores: Ferraz de VasconcelosPoá, Guararema e Itaquaquecetuba[93] pela Telesp[94], Arujá, Salesópolis e Santa Isabel pela Cotesp, e Mogi das Cruzes pela telefônica local[95]. As únicas exceções foram as centrais automáticas de Biritiba Mirim (substituindo o P.S.) e de Igaratá (substituindo a central manual), inauguradas pela própria CTBC em 1977[65][69].

A cidade de Rio Grande da Serra, que compartilhava a central telefônica de Ribeirão Pires por facilidade técnica, teve sua própria central inaugurada apenas em 1981 (estação "410").

Em 1984 foram assinados os primeiros contratos para a aquisição de centrais de processamento armazenado (CPA's T)[73], sendo as primeiras centrais digitais inauguradas em 1987[96][97].

Os prédios das centrais telefônicas são utilizados até hoje pela Vivo, mas são bens imóveis passíveis de reversão (bens reversíveis)[98][99].

Cortes de área[editar | editar código-fonte]

Os primeiros cortes de área nas cidades atendidas pela CTBC foram feitos no ano de 1984, com a inauguração das seguintes centrais:

Cooperativas rurais[editar | editar código-fonte]

No ano de 1973 surgiu em Mogi das Cruzes uma iniciativa pioneira para a implantação da telefonia rural, com a criação da CORTEMC (Cooperativa Rural de Telecomunicações de Mogi das Cruzes), visando solucionar o problema das comunicações entre os seus cooperados[102].

Isso só foi possível graças aos projetos elaborados e executados pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica - DAEE através de sistema cooperativo, sendo financiados em 10 anos para os cooperados pelo Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo - Badesp[103].

Assim em 27 de outubro de 1975 foi inaugurado o primeiro sistema de telefonia rural no Brasil totalmente automático e integrável ao sistema DDD, com duas centrais telefônicas rurais (Cocuera e Pindorama) para atender 850 granjeiros, horticultores e fruticultores da região[103][104][105]. As centrais telefônicas possuíam equipamento UDK (Philips-Inbelsa) de construção modular[106].

No ano de 1978 foi inaugurada em Santa Isabel mais uma central telefônica rural (Lambari), passando a cooperativa a atender no total 1.050 assinantes[107]. Em outubro de 1991 todo o sistema foi integrado a rede da CTBC[108].

Numeração telefônica[editar | editar código-fonte]

Formatos numéricos[editar | editar código-fonte]

Desde 1958 as centrais telefônicas automáticas possuíam prefixos de dois dígitos. Em outubro de 1972 eles foram substituídos por prefixos de três dígitos, onde foi adicionado o dígito 4 no início dos prefixos das centrais existentes[83][109], sendo a partir de então utilizados prefixos iniciados por 41x, 44x, 45x, 71x, 74x e 75x na região do Grande ABC e por 46x, 47x e 77x na região do Alto Tietê.

Na década de 90 começaram a ser implantados os prefixos de quatro dígitos, iniciados por 76xx na região do Grande ABC e por 77xx na região do Alto Tietê. Por fim todos os prefixos de três e quatro dígitos foram alterados para 4xxx[110][111][112][113][114].

Sistemas DDD/DDI[editar | editar código-fonte]

Implantação[editar | editar código-fonte]

No início da década de 70 o sistema de Discagem Direta à Distância (DDD) começou a ser implantado em todo o país, sendo que as cidades da área de cobertura da CTBC foram integradas nos seguintes anos:[115]

O sistema de Discagem Direta Internacional (DDI) foi instalado em fevereiro de 1976 nas cidades que já estavam integradas ao DDD, sendo as primeiras do estado, juntamente com a capital, a receberem esse serviço. Nas demais cidades o DDI foi instalado juntamente com o DDD[126][115].

Áreas terciárias[editar | editar código-fonte]

As cidades do Grande ABC faziam parte da área terciária de São Paulo (11), enquanto as cidades do Alto Tietê faziam parte da área terciária de Mogi das Cruzes (136). Mas para o sistema de chamadas interurbanas ambas integravam a área de tarifação de São Paulo (11), e da mesma forma possuíam numeração telefônica utilizando o código de área (011)[109]. Apesar das áreas terciárias do sistema de numeração não existirem mais, as áreas de tarifação permanecem as mesmas até os dias atuais[127].

Ocorreu somente uma mudança durante o período, quando a cidade de Salesópolis, que integrava a área terciária de São José dos Campos (123), em meados da década de 90 passou a integrar a área terciária de Mogi das Cruzes (136) e consequentemente a área de tarifação de São Paulo (11), com alterações no código de área - de (0123) para (011) - e no prefixo telefônico.

Área de cobertura: região do Grande ABC[editar | editar código-fonte]

Central telefônica[nota 1] Inst. Pref. Inst.
DDD
DDD Pref. DDD
atual
Pref.
atual
Diadema 1971 445 (ant.45) 1973 011 445 11 4055
1978 1978 011 456 11 4056
(déc.90) 011 713 11 4043
(déc.90) 011 749 11 4048
(déc.90) 011 7640 11 4044
Diadema - Eldorado 1981 1981 011 445-5 11 4049
(déc.90) 011 7644 11 4059
Diadema - Piraporinha 1986 1986 011 745 11 4075
(déc.90) 011 746 11 4065
Diadema - Casa Grande (déc.90) 011 746 11 4066
(déc.90) 011 7647 11 4066
Mauá 1958 450 (ant.46-0) 1973 011 450 11 4514
1987 1987 011 416 11 4516
(déc.90) 011 755 11 4545
(déc.90) 011 7630 11 4541
Mauá - Papa João XXIII (déc.90) 011 747 11 4547
(déc.90) 011 7631 11 4542
(déc.90) 011 7632 11 4512
Mauá - Assis Brasil (déc.90) 011 7633 11 4513
(déc.90) 011 7634 11 4544
(déc.90) 011 7635 11 4555
Mauá - Jardim Itapeva (déc.90) 011 7636 11 4576
(déc.90) 011 7637 11 4577
(déc.90) 011 7638 11 4578
Mauá - Sônia Maria (déc.90) 011 7639 11 4549
Ribeirão Pires 1958 459 (ant.46-7) 1973 011 459 11 4828
(déc.90) 011 742 11 4822
(déc.90) 011 7621 11 4823
(déc.90) 011 7627 11 4827
Ribeirão Pires - Ouro Fino 1981 1981 011 459-0 11 4828
(déc.90) 011 7621-9 11 4823
(déc.90) 011 7627-0 11 4827
Ribeirão Pires - Vila Santa Isabel 1981 1981 011 459-9 11 4828
(déc.90) 011 7627-9 11 4827
Rio Grande da Serra 1981 1973 011 410 11 4820
Santo André 1958 444 (ant.44) 1973 011 444 11 4436
1973 449 1973 011 449 11 4438
1977 1977 011 440 11 4990
1978 1978 011 454 11 4994
1982 1982 011 412 11 4992
(déc.90) 011 7610 11 4437
Santo André - Santa Terezinha 1964 446 (ant.46-1) 1974 011 446 11 4996
1973 447 1974 011 447 11 4997
Santo André - Vila Metalúrgica 1981 1981 011 447-0 11 4997
Santo André - Camilópolis 1981 1981 011 447-8 11 4997
Santo André - Vila Pires 1984 1984 011 413 11 4453
1987 1987 011 717 11 4451
(déc.90) 011 710 11 4452
Santo André - Parque Oratório 1984 1984 011 415 11 4472
1987 1987 011 716 11 4479
(déc.90) 011 714 11 4478
(déc.90) 011 7600 11 4401
Santo André - Campestre (déc.90) 011 712 11 4421
Santo André - Homero Thon (déc.90) 011 7601 11 4458
Santo André - Utinga (déc.90) 011 7603 11 4461
(déc.90) 011 7604 11 4463
Santo André - DDR 1981 1981 011 411 11 4456
(déc.90) 011 715 11 4435
(déc.90) 011 719 11 4428
Paranapiacaba (déc.90) 011 718 11 4439
São Bernardo 1958 443 (ant.43) 1973 011 443 11 4330
1973 448 1973 011 448 11 4125
1977 1977 011 452 11 4122
1979 1979 011 458 11 4123
1983 1983 011 414 11 4121
(déc.90) 011 7670 11 4331
São Bernardo - Rudge Ramos 1960 457 (ant.42-7) 1973 011 457 11 4368
1978 1978 011 455 11 4367
(déc.90) 011 7664 11 4362
São Bernardo - Assunção 1984 1984 011 419 11 4109
1987 1987 011 451 11 4351
(déc.90) 011 752 11 4344
(déc.90) 011 7686 11 4356
São Bernardo - Vila Paulicéia 1984 1984 011 418 11 4178
(déc.90) 011 758 11 4173
(déc.90) 011 7660 11 4361
São Bernardo - Castelo Branco (déc.90) 011 751 11 4343
(déc.90) 011 7682 11 4392
São Bernardo - Demarchi (déc.90) 011 753 11 4347
(déc.90) 011 7684 11 4396
São Bernardo - Planalto (déc.90) 011 759 11 4341
(déc.90) 011 7680 11 4399
São Bernardo - Ferrazópolis (déc.90) 011 756 11 4127
São Bernardo - Bairro Alvarenga (déc.90) 011 7689 11 4358
São Bernardo - DDR (déc.90) 011 740 11 4346
(déc.90) 011 748 11 4128
(déc.90) 011 754 11 4174
(déc.90) 011 7677 11 4345
Riacho Grande 1975 1975 011 443-6 11 4354
1987 1987 011 451-9 11 4101
São Caetano 1958 442 (ant.42-1) 1973 011 442 11 4224
1973 441 1973 011 441 11 4221
1977 1977 011 453 11 4229
1984 1984 011 744 11 4228
(déc.90) 011 7690 11 4227
São Caetano - Santa Maria 1987 1987 011 417 11 4220
(déc.90) 011 741 11 4231, 4234
(déc.90) 011 743 11 4238
(déc.90) 011 7695 11 4232

Área de cobertura: região do Alto Tietê[editar | editar código-fonte]

Central telefônica[nota 1] Inst. Pref. Inst.
DDD
DDD Pref. DDD
atual
Pref.
atual
Arujá 1971 s/pref. 1978 011 466 11 4655
Arujá - Arujazinho 1987 1987 011 465 11 4654
Biritiba Mirim 1977 s/pref. 1979 011 462 11 4692
Ferraz de Vasconcelos 1974 467 1976 011 467 11 4674
(déc.90) 011 774 11 4675
Guararema 1975 s/pref. 1978 011 475 11 4693, 4695
Igaratá 1977 s/pref. 1979 011 773 (ant.473) 11 4658
Itaquaquecetuba 1974 464 1976 011 464 11 4640
(déc.90) 011 771 11 4647
Itaquaquecetuba - Jd. Industrial (déc.90) 011 771 11 4648
Itaquaquecetuba - Vila Japão (déc.90) 011 775 11 4645
Mogi das Cruzes 1964 s/pref. 1978 011 469 11 4799
1981 1981 011 468 11 4798
(déc.90) 011 7770 11 4726
(déc.90) 011 7785 11 4725
Mogi das Cruzes - Ponte Grande 1984 1984 011 460 11 4790
Mogi das Cruzes - Brás Cubas 1987 1987 011 461 11 4727
(déc.90) 011 470 11 4721
(déc.90) 011 7782-2 11 4722
Mogi das Cruzes - Jd. São Pedro (déc.90) 011 7787-6 11 4761
Mogi das Cruzes - DDR (déc.90) 011 7771 11 4798
(déc.90) 011 7779 11 4797
Taiaçupeba (déc.90) 011 474-4 11 4724
(déc.90) 011 470-0 11 4724
Biritiba-Ussú (déc.90) 011 7787-1 11 4792
Sabaúna (déc.90) 011 7787-9 11 4761
(déc.90) 011 7788 11 4792
Cocuera (rural) 1975 1975 011 474-1 11 4797
(déc.90) 011 7787-2 11 4792
Pindorama (rural) 1975 1975 011 474-2 11 4794
(déc.90) 011 7782-1 11 4722
Poá 1973 463 1976 011 463 11 4638
(déc.90) 011 772 11 4634, 4636
Salesópolis 1968 s/pref. 1977 011 776 (ant.76) 11 4696
Vila dos Remédios 1989 1989 011 776-5 (ant.76-5) 11 4696
Santa Isabel 1971 s/pref. 1978 011 472 11 4656
Lambari (rural) 1978 1978 011 471 desativ.
Suzano 1972 451 1973 011 476 (ant.451) 11 4746
1987 1987 011 477 11 4747
(déc.90) 011 478 11 4748
(déc.90) 011 7700 11 4742, 4745
Suzano - Palmeiras (déc.90) 011 478-0 11 4748
Suzano - Vila Emília (déc.90) 011 779 11 4749
Suzano - DDR (déc.90) 011 7701 11 4741

Fim da empresa[editar | editar código-fonte]

Após o processo de privatização em julho de 1998[128] foi adquirida pela empresa espanhola Telefónica juntamente com a Telesp, formando a Telefônica Brasil, que em 2012 adotou a marca Vivo para suas operações de telefonia fixa[129].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. a b centrais automáticas instaladas até 1997

Referências

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  129. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1. Consultado em 30 de julho de 2014 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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