Companhia Telefônica da Borda do Campo

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CTBC - Companhia Telefônica
da Borda do Campo S.A.
(atual Vivo)
Orelhão da antiga CTBC
Indústria Telecomunicações
Gênero Sociedade anônima
Fundação 22 de março de 1954 (64 anos)
Encerramento 29 de julho de 1998 (20 anos)
Sede Santo André
Área(s) servida(s) ABC Paulista e Alto Tietê
Proprietário(s) Telebras
Antecessora(s) Companhia Telefônica Brasileira
Sucessora(s) Telefônica Brasil (atual Vivo)
Website oficial www.ctbc.com.br

Companhia Telefônica da Borda do Campo (CTBC) foi a empresa operadora de telefonia do grupo Telebras nas regiões do ABC Paulista e do Alto Tietê (ambas no estado de São Paulo) antes da privatização em julho de 1998, quando foi adquirida pela empresa espanhola Telefónica[1] juntamente com a Telesp, extinguindo a administração em separado que ainda se mantinha, formando a Telefônica Brasil que em 2012 adotou a marca Vivo[2] para suas operações de telefonia fixa.

História[editar | editar código-fonte]

No início da década de 50, a operação telefônica no ABC Paulista estava a cargo da empresa Companhia Telefônica Brasileira (CTB). Em 1954, Santo André contava com 700 telefones, São Bernardo do Campo com 400 e São Caetano do Sul com 360. Em Mauá e Ribeirão Pires existiam respectivamente 10 e 75 aparelhos.

A insuficiência do serviço telefônico entre essas cidades com São Paulo acarretava graves conseqüências econômicas para o ABC. As mais graves eram o impedimento da ampliação dos serviços públicos e privados e desestímulo à implantação de novas indústrias, trazendo como resultante a morosidade no crescimento da região.

Por isso foi fundada em 22 de março de 1954[1] a Companhia Telefônica da Borda do Campo (CTBC), por iniciativa da Associação Comercial de Santo André, com a finalidade de dar aos municípios do ABC Paulista melhores serviços telefônicos do que os que eram oferecidos pela sua antecessora.

Em 1955, através da assinatura de contrato com a Ericsson, foi adquirido o equipamento mais avançado da época - as centrais do tipo crossbar - um sistema telefônico pioneiro e totalmente automático, possibilitando ligações diretas entre os assinantes de CTBC e os de São Paulo.

Em 30 de agosto de 1958, depois de quatro anos de muito trabalho, a CTBC entrava em operação com um total de 7.600 terminais instalados, sendo 4.000 em Santo André, 1.200 em São Bernardo do Campo, 2.000 em São Caetano do Sul, 200 em Mauá e 200 em Ribeirão Pires.

Em 1961 a cidade de Cubatão entra para a área de operação da empresa e em 1964 os serviços telefônicos de Diadema e Rio Grande da Serra também passam para o controle da CTBC. Em agosto de 1969, decreto do presidente Costa e Silva autorizou a CTBC a adquirir o Serviço Municipal de Telefônicos Automáticos de Suzano, que havia sido constituído poucos anos antes para suprir a demanda reprimida naquela localidade, que contava com aproximadamente 140 terminais manuais operados pela CTB.

Em novembro de 1972, a partir da criação da Telebras, a CTBC passa ao controle do Governo Federal. Em julho de 1973 a Telesp assume o controle acionário da CTBC, mas mantém uma administração em separado sem incorporação[3].

Neste mesmo ano Cubatão passa a ser atendida pela Telesp e em 1974 inicia-se o processo de inclusão das cidades do Alto Tietê na área de operação da companhia, devido a permutas feitas entre as duas empresas por razões operacionais e geográficas[4].

Dessa forma as cidades de Ferraz de VasconcelosPoá e Itaquaquecetuba (antiga concessão Companhia Telefônica Brasileira); ArujáSanta IsabelIgaratáBiritiba-Mirim, Santa Branca e Salesópolis (antiga concessão Cotesp); além de Jacareí e Guararema (antiga concessão Telefônica Jacareí) foram transferidas da Telesp para a CTBC.

Em 1975 a empresa incorpora a Telefônica de Mogi das Cruzes, passando a atender também essa cidade. Em 1979 as cidades de Jacareí, Santa Branca e Salesópolis foram transferidas novamente para a Telesp[5], sendo que na década de 90 a cidade de Salesópolis foi transferida em definitivo para a CTBC.

Em 1987 é inaugurada a primeira central digital e nos anos seguintes adota o desenvolvimento da tecnologia de fibra óptica em suas redes. Com isso a empresa detinha nas décadas de 1980 e 1990 os melhores índices operacionais de todas as empresas do sistema Telebrás.

No final da sua existência a empresa alcançou a marca de 500 mil terminais instalados, tornou-se pioneira na implantação de rede óptica de assinantes e ativou serviços avançados de transmissão de dados.

Área de cobertura[editar | editar código-fonte]

Implantação do DDD[editar | editar código-fonte]

No início da década de 70 o sistema de Discagem Direta à Distância (DDD) começou a ser implantado em todo o país. As cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Suzano e Poá foram integradas ao DDD em 1973.

A cidade de Rio Grande da Serra foi integrada em 1975, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba no ano de 1976 e Salesópolis foi integrada em 1977.

Em 1978 foram integradas ao DDD as cidades de Mogi das Cruzes, ArujáSanta Isabel e Guararema e por último, no ano de 1979, foram integradas as cidades de IgaratáBiritiba-Mirim.

Novos centros[editar | editar código-fonte]

Novos centros telefônicos foram construídos e instalados pela CTBC nos municípios sob sua concessão, como Pauliceia, Ferrazópolis, Bairro Assunção, Planalto, Castelo, Demarchi, e Riacho Grande(São Bernardo do Campo); Eldorado e Piraporinha (Diadema); Vila Pires, Bairro Campestre, Parque Oratório e Paranapiacaba (Santo André); Vila Nova Gerty (São Caetano do Sul); Ouro Fino Paulista (Ribeirão Pires); bairro Japão (Itaquaquecetuba); bairro Arujazinho (Arujá); Palmeiras (Suzano); Brás Cubas, Cocuera e Taiaçupeba (Mogi das Cruzes); e Vila Nossa Senhora dos Remédios (Salesópolis).

Referências

  1. a b «História da CTBC». Companhia Telefônica da Borda do Campo 
  2. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1. Consultado em 30 de julho de 2014. 
  3. «CTBC - Relatório Anual de 1973» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  4. «CTBC - Relatório Anual de 1975» (PDF). Diário Oficial do Estado de São Paulo 
  5. «CTBC - Relatório Anual de 1979». Acervo Folha de São Paulo 
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