Oi Móvel

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Disambig grey.svg Nota: Se procura especificamente o Grupo Oi, veja Oi (empresa).
Disambig grey.svg Nota: Se procura especificamente o serviço de telefonia fixa, veja Oi Fixo.
Oi Móvel
Razão social Oi Móvel S.A. [1]
Subsidiária
Slogan "Junto é bem melhor"
Atividade Telecomunicações
Fundação 2002 (2002) no Rio de Janeiro, RJ
Fundador(es) Telemar
Encerramento 20 de abril de 2022
Sede Brasília, DF
Locais Todos os estados do Brasil
Proprietário(s)
Produtos
Website oficial oi.com.br/celular

A Oi Móvel foi o serviço de telefonia móvel da operadora Oi, que atuava em todos estados do Brasil. Foi a primeira operadora do Brasil a usar a tecnologia GSM, primeira a acabar com a multa por mudança de operadora e segunda a vender aparelhos desbloqueados (a primeira foi a CTBC).

Início[editar | editar código-fonte]

A antiga Telemar começou a operar com telefonia móvel em 2002 com a marca Oi, em 2007 passou a usar a marca Oi em todos os seus produtos (telefonia fixa, móvel, internet banda larga e DDD).

Em 2006 deu início a um processo de convergência entre os demais serviços do Grupo Telemar (telefonia fixa e provedor de internet banda larga). Resume-se em integrar em um único pacote, com única cobrança ou único produto todos os serviços que uma residência necessita como por exemplo: serviços de telefonia móvel (celular), serviços de telefonia fixa, acesso internet banda larga; no caso da Oi, acesso ADSL, serviços de ligações longa distância, entre outros. Após sua fusão com a Telemar, sua empresa-mãe, o grupo passou então a assumir como marca única o nome "Oi" no mercado.

Em dezembro de 2007, a empresa anunciou a compra da Amazônia Celular e passou a ser líder no Norte do País.[2] No mesmo ano, obteve lucro recorde em suas operações de 2,358 bilhões de reais superando em 48,6% o lucro do ano anterior. A empresa atribuiu o grande lucro, principalmente, a ampliação dos clientes em banda larga (Oi Velox) e telefonia celular.

Em 2009, a Oi comprou a Brasil Telecom e passou a operar em todos os estados do País e no Distrito Federal.[3]

Tecnologia[editar | editar código-fonte]

A rede WLAN (Wireless Local Area Network), baseada no padrão IEEE.802 da Oi é a maior do Brasil e da América do Sul; essa infraestrutura possui potencial para oferecer velocidades de até 5,3G.[4] A operadora tem uma rede de fibra ótica de cerca de 350 mil km no país, e está adquirindo novas tecnologias recorrendo ao conceito de conversão da infraestrutura de backbone em rede de acesso, acompanhando a estratégia de lançamento de FTTH em novas cidades.

No ano de 2018 a operadora firmou parceria com a Huawei e Nokia para modernização da rede.[5][6]

Em novembro de 2018 o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a ampliação de acordo da Oi e a TIM para compartilhamento de infraestrutura de redes pelo Brasil. O acordo prevê o uso conjunto de infraestruturas, radiofrequência e amplia o número de sítios (localidade onde se encontra a rede física) a serem compartilhados pelas operadoras.[7]

O Roaming Internacional da operadora está disponível em 190 países.[8]

A Oi em dezembro de 2018 possuía no Brasil 840 municípios atendidos com o 4G exclusivo e mais de 3500 municípios com tecnologia HSPA, (EDGE ou GPRS), e LTE; 2G,3G, e 4G compartilhados.

Venda da Oi Móvel[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2020, um consórcio formado pelas operadoras Tim, Claro e Vivo adquiriu a Oi Móvel por R$ 16,5 bilhões.[9][10] A venda foi analisada e aprovada pela Anatel em 31 de janeiro de 2022,[11] enquanto o CADE analisou e aprovou com ressalvas no dia 9 de fevereiro do mesmo ano.[12][13][14]. A partir do dia 20 de abril de 2022, os clientes foram oficialmente "incorporados" pelas operadoras compradoras, com a Oi Móvel sendo contratada para prestar o atendimento até que a dissolução seja concluída.

A Oi Móvel foi totalmente vendida em 20 de abril de 2022, para as grandes empresas do ramo móvel para Vivo, TIM e Claro. [15] As empresas Vivo, TIM, Claro terão que realizar a mudança até o primeiro semestre de 2023 em seus números separados pela própria Oi.[16]

Os DDDs da operadora ficaram divididos da seguinte forma:

  • Claro será 27 DDDs: 13, 14, 15, 17, 18, 27, 28, 31, 33, 34, 35, 37, 38, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 71, 74, 77, 79, 87, 91 e 92.[17]
  • Vivo será 11 DDDs: 12, 41, 42, 81, 82, 83, 84, 85, 86, 88 e 98.[18]
  • TIM será 29 DDDs: 11, 16, 19, 21, 22, 24, 32, 51, 53, 54, 55, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69, 73, 75, 89, 93, 94, 95, 96, 98 e 99.[19]

Referências

  1. «Oi Móvel S/A - CNPJ» 
  2. «Oi compra Amazônia Celular da Vivo por R$ 120 milhões». Folha Online. 20 de dezembro de 2007. Consultado em 15 de maio de 2010 
  3. «Oi anuncia compra da Brasil Telecom por R$ 5,8 bilhões». Folha Online. 25 de abril de 2008. Consultado em 15 de maio de 2010 
  4. «Tráfego da rede Oi WiFi registra 5 milhões de conexões no Brasil». Paranashop. 9 de setembro de 2016. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  5. «Oi firma parceria com a Nokia para transformação de rede». EXAME. 5 de dezembro de 2018. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  6. «Oi sela parceria com Huawei para ampliar fibra ótica no país». O Globo. 25 de julho de 2018. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  7. «Cade aprova aditivo contratual de compartilhamento entre Tim e Oi». Valor Econômico. 7 de novembro de 2018. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  8. «Roaming Internacional». Oi. Consultado em 19 de dezembro de 2018 
  9. Müller, Léo (14 de dezembro de 2020). «Negócio fechado! TIM, Vivo e Claro compram Oi por R$16,5 bilhões». TecMundo. Consultado em 14 de dezembro de 2020 
  10. Moncken, Eduardo (14 de dezembro de 2020). «É oficial! Oi Móvel é vendida para grupo formado pelas rivais Tim, Claro e Vivo». TudoCelular. Consultado em 14 de dezembro de 2020 
  11. «Oi (OIBR3): Anatel aprova anuência prévia para venda de ativos móveis para rivais». InfoMoney. 31 de janeiro de 2022. Consultado em 31 de janeiro de 2022 
  12. «Superintendência do Cade recomenda aprovação da venda da rede móvel da Oi». G1. Consultado em 31 de janeiro de 2022 
  13. «Cade aprova compra da Oi Móvel por TIM, Vivo e Claro em disputa acirrada». economia.uol.com.br. Consultado em 9 de fevereiro de 2022 
  14. «Oi: Cade aprova venda de rede móvel para Claro, Tim e Vivo com restrições em votação apertada». O Globo. 9 de fevereiro de 2022. Consultado em 9 de fevereiro de 2022 
  15. «O que muda Oi Móvel» 
  16. Heliane Rosenthal (2 de maio de 2022). «Cliente da Oi vai migrar para a Vivo». Folha PE. Consultado em 4 de junho de 2022 
  17. «Claro depois da Oi» 
  18. «Vivo depois da Oi» 
  19. «TIM depois da Oi» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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