Grupo Oi

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Grupo Oi
Tipo Empresa de capital aberto
Gênero Telecomunicações
Fundação 2 de outubro de 2013 (4 anos)
Sede Rio de Janeiro
Locais Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Macau, Hungria e Quênia
Presidente Marco Schoreder
Pessoas-chave Abílio Martins (CEO)
Subsidiárias Oi

Grupo Oi é uma empresa multinacional luso-brasileira que atua no ramo das telecomunicações e tecnologias de informação. Foi fundada em 2 de outubro de 2013 com o nome CorpCo,[1] após comunicado da fusão da Oi com a Portugal Telecom, tendo como CEO Zeinal Bava.[2]

História

A empresa tem operações em todos os países que falam a língua portuguesa e terá mais de 100 milhões de clientes, dos quais 70 milhões estão no Brasil.[2][3] Para a fusão ser completada com êxito será necessário um aumento de capital de 13,1 bilhões de reais (4360 milhões de euros) na Oi, sendo que o mínimo é de pelo menos 7 bilhões de reais (2300 milhões de euros).[4] Com dados de 2012, a fusão das duas empresas cria um nova companhia com faturamento de quase 40 bilhões de Reais (13,000 milhões de euros) e lucro de 12,77 bilhões de reais (4250 milhões de euros), porém as dividas da nova empresa serão de 41,2 bilhões (13,700 milhões de euros), cerca de 3,3 vezes o lucro total do grupo.[5]

A CorpCo será cotada nas bolsas de valores de São Paulo, Lisboa e Nova Iorque[6] e será sediada na cidade do Rio de Janeiro no Brasil.[7]

Calote à Portugal Telecom e saída de Zeinal

Principal acionista da fusão das duas empresas, a Rioforte, holding da Espirito Santo Investment Bank,[8] acabou não pagando o montante de uma dívida em notas promissórias no valor de 1,2 bilhão de dólares que deveria ser paga à Portugal Telecom para pagamento dos títulos em julho de 2014.[9] Com isso, a empresa portuguesa terá apenas 25,6 por cento na CorpCo, ante 37 por cento.[8]

Desde a fundação da empresa, Zeinal Bava presidente da empresa e Abílio Martins que atuava como executivo, renunciaram o cargo em 8 de outubro de 2014 devido a reivindicação de acionistas da Oi.[10] Nisso, foi acordado que ele não deverá exercer nenhum cargo em empresa de telecomunicações durante três anos e recebeu 5,4 milhões de euros pelo pagamento deses anos.[11]

Empresas do grupo

Brasil

  • Oi
    • Oi Móvel (comunicações móveis)
    • Oi Fixo (comunicações fixas)
    • Oi Velox (Internet de banda larga)
    • Oi TV (televisão por assinatura)
    • Oi Internet (Internet)
    • Oi Voip (transmissão de dados, imagens e videoconferência)
  • Brasilcel
  • Contax


Angola

Cabo Verde

  • Cabo Verde Telecom (CVT) - 40,00%

Hungria

  • Hungaro Digitel - 44,62%

Macau


Moçambique

  • Listas Telefónicas de Moçambique (LTM) - 50,00%

Namíbia

  • Mobile Telecommunications (MTC) - 34,00%

Quénia

  • Kenya Postel Directories (KPD) - 60,00%

São Tomé e Príncipe

  • Companhia Santomense de Telecomunicações (CST) - 51,00%

Timor-Leste

  • Timor Telecom - 41,12%

Referências

  1. Cátia Simões (2 de abril de 2015). «Acordo mata CorpCo e permite venda das opções de acções da Oi». Diário Económico. economico.sapo.pt. Consultado em 11 de maio de 2016 
  2. a b Laporta, Taís (2 de outubro de 2013). «Infográfico: entenda a criação da CorpCo, fruto da fusão Oi/PT». IG Economia. Internet Group. Consultado em 10 de outubro de 2014 
  3. «País sediará CorpCo com mais de 100 milhões de clientes - Economia - Estadão». Estadão 
  4. «'É irrelevante' detalhe sobre aumento de capital, diz futuro CEO da CorpCo». Negócios. 2 de outubro de 2013 
  5. «Fusão entre Oi e Portugal Telecom cria gigante de R$ 40 bi | VEJA.com». VEJA.com. 2 de outubro de 2013 
  6. «PT e Oi anunciam fusão. Zeinal fica CEO (act)» 
  7. «Empresa resultante da união Oi-Portugal Telecom terá sede no Rio». Valor Econômico 
  8. a b Paula Lobo, Ana (16 de julho de 2014). «Oi assume calote, mas revê acordo e garante fusão com a Portugal Telecom». Convergência Digital. Universo Online. Consultado em 10 de outubro de 2014 
  9. Noonan, Laura; BuggeAxel Bugge, Axel (22 de julho de 2014). «Problemas da família Espírito Santo aumentam com a Rioforte». Exame. Grupo Abril. Consultado em 10 de outubro de 2014 
  10. Pereira, Ana Torres (9 de outubro de 2014). «Brasileiros da Oi forçam renúncia de Zeinal Bava». Jornal de Negócios. Cofina Media. Consultado em 10 de outubro de 2014 
  11. Pereira, Ana Torres (9 de outubro de 2014). «Zeinal Bava sai da Oi com cheque de 5,4 milhões de euros». Jornal de Negócios. Cofina Media. Consultado em 10 de outubro de 2014 

Ligações externas