Huawei

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Huawei
Sede da Huawei em Shenzhen
Razão social Huawei Technologies Co. Ltd.
Nome nativo 华为技术有限公司
Subsidiária
Atividade Telefonia móvel
Eletrônicos de consumo
Dispositivos de rede
Fundação 1987
Fundador(es) Ren Zhengfei
Sede Shenzhen, Cantão,  China
Presidente Liang Hua
Pessoas-chave Ren Zhengfei
(Diretor executivo)
Meng Wanzhou
(Diretora financeira)
Empregados c. 188 mil (2018)
Empresa-mãe Huawei Investment & Holding
Subsidiárias HiSilicon
Ativos Aumento CNY 665,792 bilhões (2018)
Receita Aumento CNY 721,202 bilhões (2018)
LAJIR Aumento CNY 73,267 bilhões (2018)
Faturamento Aumento CNY 59,365 bilhões (2018)
Renda líquida Aumento CNY 233,065 bilhões (2018)
Website oficial huawei.com

A Huawei Technologies Co. Ltd. (pronunciado ['hwɑːˌweɪ] (Sobre este somescutar ); chinês: 华为, pinyin: Huáwèi) é uma empresa multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações sediada na cidade de Shenzhen, província de Guangdong, na China. É a maior fornecedora de equipamentos para redes e telecomunicações do mundo, tendo ultrapassado a sueca Ericsson em 2012.[1]

Em 2017, a Huawei foi eleita a segunda marca chinesa com maior presença global, segundo o ranking BrandZ,[2] atrás apenas da Lenovo.

História[editar | editar código-fonte]

A Huawei foi fundada em 1987 por Ren Zhengfei e é uma empresa proprietária.[3] Suas atividades principais são pesquisa e desenvolvimento, a produção e o marketing de equipamentos de telecomunicações, e o fornecimento de serviços personalizados de rede a operadoras de telecomunicações dentro e fora da China.[4][5]

Em 2020, a companhia faturou US$ 136,7 bilhões no mundo.[6] Em 2014, fechou parceria com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) para pesquisa e desenvolvimento de software.[7]

Sun Baocheng é o CEO da Huawei no Brasil desde maio de 2020.[8] A empresa chinesa no final do mês de outubro de 2014 começou a patrocinar o clube brasileiro de futebol Santos.[9] A empresa já patrocina os seguintes clubes: Arsenal, América do México, Atlético de Madrid, Boca Juniors, River Plate, Borussia Dortmund, Paris Saint-Germain, Galatasaray, Sport Lisboa e Benfica.

Expansão internacional[editar | editar código-fonte]

No Brasil, iniciou suas operações em 1999 e em março de 2001 anunciou primeira fábrica em Campinas a ser inaugurada até o fim de junho do mesmo ano.[10] Em maio 2012 inaugura centro de distribuição em Sorocaba onde investiu R$ 123 milhões.[11][12][13] Em outubro do mesmo ano junto com a Claro e a Oi a Huawei introduz a tecnologia 4G LTE e torna-se líder no mercado de modem de internet móvel no país.[14][15] Em agosto de 2013 a Huawei anunciou fabricação de smartphones junto à Compal Electronics, em Jundiaí (SP) para montagem do Ascend G510.[16][17][18]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Desde 2012, o governo dos Estados Unidos acusa a Huawei de ser uma ferramenta do Estado chinês para espiar outros governos no exterior. A Huawei nega veementemente essas acusações. No entanto, em agosto de 2019, o jornal The Wall Street Journal publicou que técnicos da Huawei, em pelo menos dois casos, forneceram assistência pessoal a governos africanos que espionaram oponentes políticos, por meio de interceptação de comunicações criptografadas e mídias sociais, além de rastrearem a movimentação de opositores através de dados do celular.[19]

De acordo com a denúncia, em Zâmbia, os técnicos da Huawei ajudaram o governo a acessar os telefones e páginas do Facebook de uma equipe de blogueiros de oposição que dirigia um site de notícias que criticava repetidamente o presidente Edgar Lungu. Os funcionários da Huawei apontaram as localizações dos blogueiros, e estavam em constante contato com as unidades policiais para rastrear suas movimentações. Em Uganda, a Huawei teria ajudado a monitorar mídias sociais e enviar alertas aos chefes de segurança locais, caso detectassem "comunicação ofensiva", um eufemismo para a retórica antigovernamental.[19]

Espionagem dos utilizadores[editar | editar código-fonte]

Diversos estudos e organizações alertaram para o perigo que representa a Huawei para os dados privados dos compradores. A Huawei nega as acusações no entanto, uma equipe internacional indicou que seria possível e provável que a Huawei roubasse os dados dos usários para beneficiar o Partido Comunista Chinês. Ativista pró-democracia, pró-Hong Kong e pró-Taiwan seriam os utilizadores da Huawei mais sujeitos a este tipo de práticas, mas a equipe alertou que os dados de todos os usários estariam a ser roubados e utilizados para beneficio do regime chinês.[20]

Equipamentos 5G[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2020, o governo do Reino Unido anunciou o banimento da utilização de equipamentos para redes 5G produzidos pela Huawei. As operadoras de telecomunicações estão proibidas de adquirir equipamentos 5G da Huawei a partir de 1 de janeiro de 2021, e devem remover de suas redes todos os equipamentos 5G da Huawei até o fim de 2027.[21][22]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Economist, The (3 de agosto de 2012). «Who's afraid of Huawei?». The Economist 
  2. «Kantar - BrandZ: Lenovo, Huawei e Alibaba entre marcas chinesas com maior presença global». br.kantar.com (em bretão). Consultado em 15 de fevereiro de 2017 
  3. «Mr. Ren Zhengfei - Huawei Executives». huawei (em inglês). Consultado em 22 de abril de 2021 
  4. Ahrens, Nathaniel (Fevereiro de 2013). «China's Competitiveness Myth, Reality, and Lessons for the United States and Japan. Case Study: Huawei» (PDF). Center for Strategic and International Studies. Consultado em 3 de outubro de 2014. Cópia arquivada (PDF) em 13 de fevereiro de 2015 
  5. Shukla, Anuradha (18 de abril de 2011). «Huawei maintained steady growth in 2010». Computerworld. IDG Communications. Consultado em 22 de abril de 2021. Arquivado do original em 20 de abril de 2011 
  6. CCDIBC. «Huawei tem aumento de 11,2% em faturamento em 2020, chegando a US$ 136,7 bilhões». Consultado em 22 de abril de 2021 
  7. Odair. «Huawei e CPQD criam laboratório de P&D para fomentar inovação em 4G | CPQD». Consultado em 22 de abril de 2021 
  8. «Huawei terá novo CEO para o Brasil». Canaltech. 21 de maio de 2020. Consultado em 22 de abril de 2021 
  9. GloboEsporte.com*Santos, Por; SP. «Santos fecha patrocínio com empresa chinesa até o fim da temporada». globoesporte.com. Consultado em 22 de abril de 2021 
  10. «Huawei investe US$ 30 mi em fábrica brasileira - Link - Estadão». Estadão 
  11. «Huawei abre centro de distribuição em Sorocaba». Valor Econômico 
  12. TecMundo (31 de maio de 2012). «Huawei inaugura novo centro de distribuição em Sorocaba». TecMundo - Descubra e aprenda tudo sobre tecnologia 
  13. ConvergeTV (31 de maio de 2012), Huawei inaugura centro de distribuição em Sorocaba, consultado em 30 de julho de 2017 
  14. «Claro e Huawei começam a vender o primeiro modem 4G do Brasil». Tudocelular.com 
  15. «teleco.com.br». Teleco. Consultado em 30 de julho de 2017 
  16. «Huawei anuncia produção de smartphones no Brasil». Valor Econômico 
  17. «Huawei anuncia fabricação de smartphones no Brasil». Tecnologia e Games. 13 de agosto de 2013 
  18. Tozetto, Claudia (13 de agosto de 2013). «Huawei lança seu primeiro smartphone com Android fabricado no Brasil - Home - iG». Tecnologia 
  19. a b «Huawei Technicians Helped African Governments Spy on Political». The Wall Street Journal. 16 de agosto de 2019 
  20. «EUA dizem ter provas de que Huawei praticava espionagem com seus dispositivos». Canaltech. 11 de fevereiro de 2020. Consultado em 8 de julho de 2020 
  21. «UK bans Huawei from its 5G network» (em inglês). CNN. 14 de julho de 2020. Cópia arquivada em 14 de julho de 2020 
  22. «Governo do Reino Unido decide banir Huawei até 2027». Teletime. 14 de julho de 2020. Cópia arquivada em 14 de julho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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