Telefônica Brasil

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Telefônica Brasil
Razão social Telefônica Brasil S.A.
Empresa de capital aberto
Cotação
Atividade Telecomunicações
Gênero Sociedade anônima
Fundação 1998 (24 anos)
Sede São Paulo, SP, Brasil
Proprietário(s) Telefónica
Presidente Christian Mauad Gebara
Pessoas-chave
  • Eduardo Navarro de Carvalho (presidente do Conselho de Administração)
  • David Melcon Sanchez-Friera (diretor de Finanças e Relações com Investidores)
Empregados 34.000
Produtos
Marcas Vivo
Subsidiárias
Acionistas
  • Telefónica (74,20%)
  • Acionistas minoritários (25,61%)
  • Ações em tesouraria (0,19%)
Lucro R$ 750 milhões[1]
Faturamento R$ 11,352 bilhões[2]
Antecessora(s)
Website oficial telefonica.com.br

Telefônica Brasil, fazendo negócios como Vivo, é uma subsidiária do Grupo Telefónica no Brasil. Opera no país desde 1998, quando adquiriu companhias regionais na esteira da privatização do Sistema Telebrás[3].

História[editar | editar código-fonte]

Na esteira da privatização do Sistema Telebrás, em 1998, o grupo Telefónica, de origem espanhola, adquiriu a Telesp, companhia estatal que operava serviços de telefonia fixa no estado de São Paulo. O valor pago pela aquisição foi de R$ 5,78 bilhões, um ágio de 64% sobre o preço mínimo estipulado. A Telesp Celular, no entanto, foi arrematada pela Portugal Telecom por R$ 3,59 bilhões[4]. Com a compra da Telesp, a Telefónica adquiriu indiretamente a CTBC, empresa controlada pela Telesp, que operava no ABC paulista[5].

Posteriormente, em 1999, a companhia adquiriu a Ceterp, por R$ 208,8 milhões[6]. Segundo a legislação vigente, uma companhia não poderia deter licenças de telefonia fixa e celular em uma mesma área de atuação. Desta forma, em 2000 a Ceterp Celular foi adquirida pela Telesp Celular, por valores não divulgados. Na época, estimava-se que os valores pagos pela aquisição ficassem entre R$ 120 milhões e R$ 150 milhões[7].

Em 2006, adquiriu 49% das ações da TVA, empresa de TV a cabo do grupo Abril[8]. A aquisição foi aprovada pela Anatel em 2007[9]. Posteriormente, em 2011, o grupo assumiu a totalidade das ações da TVA, depois de mudanças na regulamentação do setor[10].

Em 2010, após uma série de negociações, adquiriu a participação de sua sócia Portugal Telecom na empresa de telefonia celular Vivo. A participação adquirida foi de 30%, por US$ 9,75 bilhões. A operação foi justificada pelo interesse da Portugal Telecom na fusão com a operadora brasileira Oi[11].

Em 2011, aprovou a incorporação da sua subsidiária Vivo, unificando suas operações no Brasil. Em paralelo, foi aprovada a mudança da razão social da companhia para Telefônica Brasil S.A.[12].

Em 2012, anunciou um plano de R$ 120 milhões para transição da marca usada pelo grupo no Brasil. A transição foi concluída no mesmo ano, e a marca Vivo passou a ser responsável pelos produtos fixos e móveis ofertados pela companhia[13].

Em 2013, inaugurou sua nova sede, no Edifício Eco Berrini, localizado na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, em São Paulo. O prédio tem capacidade para mais de 5 mil funcionários e a inauguração contou com a presença do então CEO e presidente do Grupo Telefónica, César Alierta[14].

Em 2014, foi fechada a compra da GVT, empresa brasileira com sede em Curitiba, propriedade da francesa Vivendi. A transação foi avaliada em R$ 22 bilhões, sendo que cerca de R$ 14 bilhões foram pagos em dinheiro. O restante foi pago em ações da companhia (cerca de 7,5% do seu capital) e em ações da Telecom Italia, controladora da TIM Brasil (cerca de 5,7% do capital da companhia italiana)[15]. Posteriormente, em 2015, a aquisição foi aprovada pelo CADE com restrições, dentre elas, a venda gradual de ações da Telefônica Brasil pela Vivendi. Isso se deve ao fato de que a Vivendi teria participação em duas companhias concorrente (Telefônica Brasil e TIM Brasil)[16]. Em julho do mesmo ano, a companhia francesa finalizou a venda das ações que detinha na Telefônica Brasil, em uma operação avaliada em US$ 887 milhões[17]. Em 15 de abril de 2016, a GVT foi oficialmente extinta, passando a operar sob a marca Vivo[18].

Em 2017, adquiriu a Terra Networks, por meio de sua subsidiária Telefônica Data. A operação foi avaliada em R$ 250 milhões. A operação teve como objetivo possibilitar uma ampliação e integração da oferta comercial de serviços digitais que podem agregar valor imediato à carteira de clientes da TData e da companhia, bem como gerar oferta de serviços da TData para a base de clientes e assinantes dos serviços da Terra Networks e, gerar alavancagem do negócio de publicidade da Tdata[19].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Telefónica. «Telefonica Brasil Release de Resultados 1T22» (PDF). ri.telefonica.com.br. Consultado em 01 de julho de 2022  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  2. Telefónica. «Telefonica Brasil Release de Resultados 1T22» (PDF). ri.telefonica.com.br. Consultado em 01 de julho de 2022  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. «Folha de S.Paulo - 'Jóia da coroa' foi comprada - 31/07/98». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 1 de julho de 2022 
  4. «Folha de S.Paulo - Leilão da TelebrásTeles são privatizadas por R$ 22 bi e ágio médio de 64% - 30/07/98». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 1 de julho de 2022 
  5. «Folha de S.Paulo - Luís Nassif: O caso Telesp - 09/11/1999». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 1 de julho de 2022 
  6. «Folha de S.Paulo - Privatização: Telefônica compra Ceterp pelo preço mínimo de R$ 208,8 mi - 23/12/1999». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 1 de julho de 2022 
  7. «Folha de S.Paulo - Tele obtém controle da Ceterp Celular - 21/07/2000». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 1 de julho de 2022 
  8. «Folha Online - Dinheiro - Telefônica sela compra da TVA com Abril - 30/10/2006». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 1 de julho de 2022 
  9. «Por três a dois, Anatel confirma compra da TVA pela Telefônica.». TeleSíntese. 31 de outubro de 2007. Consultado em 1 de julho de 2022 
  10. «Telefônica aguarda resposta da Anatel para assumir TVA». VEJA. Consultado em 1 de julho de 2022 
  11. Presse, France (28 de julho de 2010). «Telefónica compra Vivo depois de longas negociações». Economia e Negócios. Consultado em 1 de julho de 2022 
  12. «Folha de S.Paulo - Telefonia: Incorporação da Vivo abre espaço para Telefônica atuar fora de SP - 28/04/2011». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 1 de julho de 2022 
  13. «Telefônica/Vivo investe R$ 120 mi em mudança de marca». Exame. 3 de abril de 2012. Consultado em 1 de julho de 2022 
  14. «Telefônica inaugura sede para 5 mil funcionários em São Paulo». InfoMoney. 3 de abril de 2013 
  15. «Telefônica fecha acordo para compra da GVT por R$ 22 bilhões - Economia». Estadão. Consultado em 1 de julho de 2022 
  16. «Cade aprova compra da GVT pela Telefónica com restrições». VEJA. Consultado em 1 de julho de 2022 
  17. Reuters, Da (30 de julho de 2015). «Vivendi vende participação remanescente na Telefônica Brasil». Negócios. Consultado em 1 de julho de 2022 
  18. JC (8 de março de 2016). «Entenda o que muda com o fim da GVT». JC. Consultado em 1 de julho de 2022 
  19. «Telefônica compra Terra por R$ 250 milhões». Exame. 3 de julho de 2017. Consultado em 1 de julho de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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  1. «Índice Ibovespa - Composição da carteira». B3. Consultado em 24 de junho de 2022 
  2. «B3 divulga nova carteira do Ibovespa e demais índices». B3. 2 de maio de 2022. Consultado em 24 de junho de 2022