BRF

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BRF
BRF S.A.
Logo BRF.gif
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: BRFS3
NYSE: BRFS
Indústria Alimentícia
Fundação 19 de maio de 2009 (4 anos)
Sede Itajaí, SC,  Brasil
Áreas servidas mais de 140 países
Locais Argentina, Holanda, Inglaterra e Rússia
Pessoas-chave Abilio Diniz, Sergio Rosa, Walter Fontana e Claudio Galeazzi
Empregados 109.426
Produtos mais de 3.300 itens
Subsidiárias Perdigão, Perdix, Batavo, Elegê, Sadia, Bovinos e Cotochés
Valor
de mercado
Aumento R$ 43,0 bilhões (2013)
Lucro Aumento R$ 1.062 bilhões (2013)
Faturamento Aumento R$ 30.521 bilhões (2013)[1]
Página oficial www.brf-br.com

A BRF — antiga Brasil Foods S.A (BM&F Bovespa: BRFS3 / NYSEBRFS)(estilizada como brf) é um conglomerado brasileiro, do ramo de produtos alimentícios e proteínas animais, que surgiu através da fusão das ações da Sadia S.A. ao capital social da então Perdigão S.A. A BRF abate cerca de 1.790 bilhões de aves por ano e mais de 10.870 milhões de suinos e bovinos por ano. A maior unidade industrial do grupo está localizada em Uberlândia no estado de Minas Gerais.

A operação ocorreu por meio de troca de ações e foi aprovada pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no dia 13/07/2011, com a imposição de restrições que reduziram a proporção do negócio realizado.[2] [3]

Os acionistas da Perdigão S.A. terão 68% de participação na nova empresa e os acionistas da Sadia S.A., 32%. Nildemar Secches, presidente do Conselho da Perdigão, e Luiz Fernando Furlan, presidente da Sadia, irão dividir a co-presidência do Conselho da BRF pelos dois anos seguintes a fusão. Em abril de 2013, Abilio Diniz é eleito o novo presidente para o Conselho de Administração da empresa.[4] Em agosto do mesmo ano, já ocorrem mudanças; com uma revisão na estrutura administrativa, Claudio Galeazzi é eleito o mais novo CEO da BRF, sucedendo José Antonio do Prado Fay.[5] José Fay ocupava a presidência da BRF desde outubro de 2008 e foi responsável pela bem sucedida fusão entre Sadia e Perdigão. Galeazzi repete com Abílio Diniz uma parceria de anos, semelhante a de outras empresas na qual Abílio era responsável (como o Grupo Pão de Açúcar, por exemplo).[6]

A BRF estima que 42% de sua produção, após a plena integração de seus ativos resultantes da fusão, seja destinada a exportação.[7]

Estrutura organizacional[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 2013 a empresa passou por uma revisão da estrutura administrativa, e ficou decidido que: a Estrutura Administrativa da Companhia será matricial e dividida em: (i) cinco áreas globais, responsáveis pela definição de políticas e diretrizes, a saber: 1. Marketing e Inovação; 2. Finanças, Administração e RI; e 3. Recursos Humanos; 4. Operações; 5. Planejamento Integrado e Controle de Gestão; (ii) duas áreas responsáveis pelas regiões de negócios nos mercados brasileiro e internacional, com foco no aumento de Market Share e no desenvolvimento e expansão das regiões de negócios.[8]

Há também 42 diretorias, distribuídas entre as duas empresas de origem.

Reposicionamento[editar | editar código-fonte]

Determinada pelo objetivo de consolidar-se como uma companhia global de alimentos, a BRF inicia 2013 com foco em um novo posicionamento da marca corporativa. Com a conclusão do processo de fusão entre Perdigão e Sadia em dezembro de 2012, a BRF agora avança para ser reconhecida como marca líder de seu segmento e também admirada em todos os mercados que atua, no Brasil e no exterior.

Alinhado ao novo momento da companhia, o padrão visual foi totalmente remodelado para transmitir aos parceiros, clientes e demais públicos de interesse as características de sua nova essência e valores: Tem energia; É protagonista; Cultiva vínculos; e Dialoga com o mundo.

“Nós aproximamos o trabalho de milhares de parceiros para fornecer alimento em todo o mundo, aproximamos talentos que gostam de desafios e entregam o que prometem e também aproximamos milhares de consumidores em momentos de convivência e prazer. Somos uma empresa que nasceu para aproximar vidas”, afirma José Antonio Fay, diretor-presidente da BRF.

O nome oficial da companhia também foi alterado e passa a ser apenas como BRF, mais em linha com a estratégia da companhia de se tornar global. Esta nova marca institucional também agrega qualidades dos produtos da companhia, como inovação, pioneirismo e sustentabilidade. São atributos que escreveram a história do mercado nacional de alimentos, e que já começaram a participar de regiões como América do Sul, Europa, Oriente Médio e Ásia.

Para chegar às novas características da marca, a companhia fez um trabalho de dois anos, respaldado em uma pesquisa aprofundada com públicos estratégicos e na consultoria das agências Interbrand e A10. Segundo o vice-presidente de assuntos corporativos da BRF , Wilson Mello, “um alinhamento de cultura interna e engajamento foi trabalhado pensando na nova estratégia de negócios da BRF de ser uma marca global e estar entre as maiores empresas de alimentos do mundo”.

As 61 unidades da companhia espalhadas no Brasil e outros países vão substituir de forma gradativa a identidade visual. As novas mensagens e logo também serão apresentadas ao mercado e consumidores, por meio de campanhas institucionais em rádio, jornais e revistas, além da inserção nas embalagens dos produtos Perdigão, Sadia, Batavo, Elegê e Qualy, que são marcas administradas pela BRF.

Marcas[editar | editar código-fonte]

FRIOS

  • Perdigão
  • Sadia
  • Smurfs
  • Na Brasa
  • Borella - * Suspensa, por decisão do CADE.
  • Chester
  • Ouro
  • Avipal
  • West Burger
  • Chicken Friends
  • Mini Chicken
  • Sanduba
  • Blanquet
  • Hot Pocket
  • Speciale
  • Prezato

LÁCTEOS

  • Batavo
  • Elegê
  • Bio Fibras
  • El Vaquero
  • Helena
  • Kissy
  • Dobon
  • Cotochés
  • Unileite
  • Miss Daisy
  • Solus
  • Long
  • Santa Rosa

MARGARINAS

  • Claybom - * Suspensa, por decisão do CADE.
  • Deline
  • Qualy
  • Becel (joint venture com a Unilever)

INTERNACIONAIS

  • Perdix
  • Fribo
  • Pronto Crock
  • Unef
  • Avex
  • Dánica
  • Flora San Luis
  • Flora Dánica
  • Sulina
  • Speedy Pollo
  • Halal
  • Quickfood
  • Plusfood

Alterações nos negócios[editar | editar código-fonte]

Devido a esta fusão, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) determinou que as marcas Rezende, Wilson, Escolha Saudável, Light & Elegant, Doriana, Delicata, Freski, Confiança, Excelsior, Tekitos, Texas, Patitas e Fiesta fossem vendidas para um grande grupo do setor. Devido a isto, a Seara Foods (Grupo Marfrig) assumiu todas as marcas e também adquiriu e arrendou unidades fabris, concluindo este processo até Novembro de 2012. [9]

O CADE decidiu também por restringir a comercialização de todos os produtos que não sejam lácteos com a marca Batavo, e também suspendeu as marcas Claybom (margarinas) e Borella (embutidos e margarinas).[10]

As marcas "Perdigão" e "Sadia" continuarão sendo comercializadas no Brasil[11] , porém a marca "Perdigão" sofreu algumas restrições que determinaram que algumas de suas linhas de produtos fossem descontinuadas por até 5 anos.[12] [13]

Investimento no Esporte[editar | editar código-fonte]

Após assinar patrocínio com o clube de futebol Sport Club Corinthians Paulista com a Batavo,[14] marca pertencente a Perdigão S.A., para a temporada de 2009, o clube estampara o logo da nova empresa (BRF) na camisa por alguns jogos.[15]

Em meados de 2010, a Batavo assinou patrocinio com o Clube de Regatas do Flamengo[16] , o clube de maior torcida[17] do Brasil.

Em junho de 2013, a BRF passou a ser a nova patrocinadora da Seleção Brasileira.[18] O contrato tem validade até 2022 e envolve a seleção principal e todas as demais categorias. O valor do acordo não foi divulgado. A BRF ingressa no time de parceiros da entidade no lugar da concorrente Seara (Marfrig) que foi comprada pela JBS.[19]

Referências

  1. http://www.brasilfoods.com/ri/siteri/web/arquivos/BRF%20RA%20140228d.pdf
  2. Exame. Após Cade, Brasil Foods inicia unificação das marcas Perdigão e Sadia. Página visitada em 13 de julho de 2011.
  3. Veja. Cade aprova fusão de Sadia e Perdigão, mas impõe restrições. Página visitada em 23 de setembro de 2012.
  4. O Globo. Abilio Diniz é eleito para presidência do Conselho de Administração da BRF. Página visitada em 09 de abril de 2013.
  5. G1. Conselho da BRF aprova Claudio Galeazzi para diretor-presidente. Página visitada em 14 de agosto de 2013.
  6. MSN. Claudio Galeazzi, braço direito de Abilio Diniz, chega à presidência da BRF. Página visitada em 14 de agosto de 2013.
  7. Ultimo Segundo. Perdigão e Sadia confirmam fusão e criam nova gigante dos alimentos. Página visitada em 19 de maio de 2009.
  8. Milk Point. BRF define nova estrutura administrativa. Página visitada em 15 de agosto de 2013.
  9. Datamark. Integração de ativos da BRF pela Marfrig na etapa final. Página visitada em 23 de setembro de 2012.
  10. Veja. Cade aprova fusão de Sadia e Perdigão, mas impõe restrições. Página visitada em 23 de setembro de 2012.
  11. Terra. Marcas de Sadia e Perdigão serão mantidas no Brasil. Página visitada em 19 de maio de 2009.
  12. Brasil Foods. Entenda quais foram as mudanças na linha Perdigão. Página visitada em 23 de setembro de 2012.
  13. O Globo. Por fusão, Perdigão suspende venda de 14 produtos. Página visitada em 23 de setembro de 2012.
  14. Estadão. Corinthians assina com patrocinador Batavo até o final de 2009. Página visitada em 22 de abril de 2009.
  15. IG. União entre Perdigão e Sadia muda temporariamente uniforme do Corinthians. Página visitada em 19 de maio de 2009.
  16. Exame. Batavo será a patrocinadora oficial do Flamengo. Página visitada em 3 de fevereiro de 2010.
  17. Datafolha. Flamengo e Corinthians são os times com as maiores torcidas. Página visitada em 28 de abril de 2010.
  18. Exame. CBF anuncia BRF como novo patrocinador. Página visitada em 10 de junho de 2013.
  19. meio&mensagem. Sai Marfrig, entra BRF. Página visitada em 10 de junho de 2013.

Ver também[editar | editar código-fonte]