BRF

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BRF
BRF S.A.
BRF SA.svg
Tipo Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: BRFS3
NYSE: BRFS
Indústria Alimentícia
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 19 de maio de 2009 (7 anos)
Sede Itajaí, SC,  Brasil
Áreas servidas mais de 140 países
Locais Argentina, Holanda, Inglaterra, Emirados Árabes Unidos e Rússia
Presidente Pedro Faria[1]
Pessoas-chave Abilio Diniz, Sergio Rosa, Walter Fontana e Claudio Galeazzi
Empregados 105.733
Produtos Carnes
Alimentos processados
Margarinas
Massas
Pizzas
Vegetais congelados
Subsidiárias Perdigão
Sadia
Federal Foods
Alyasra Food Company
Valor
de mercado
Aumento R$ 46,163 bilhões (Mar/2016)[2]
Lucro Aumento R$ 3,111 bilhões (2015)[3]
Faturamento Aumento R$ 32,197 bilhões (2015)[4]
Página oficial www.brf-br.com

A BRF — Antiga Brasil Foods S.A. (BM&F Bovespa: BRFS3 / NYSE: BRFS) — é um conglomerado brasileiro do ramo alimentício, que surgiu através da fusão das ações da Sadia S.A. ao capital social da Perdigão S.A.. Há mais de 80 anos no mercado, desde a fundação da primeira fábrica na cidade de Videira (SC) em 1934, atua nos segmentos de carnes, alimentos processados, margarinas, massas, pizzas e vegetais congelados[5].

As duas maiores unidades industriais do grupo estão localizadas em Uberlândia, no estado de Minas Gerais, e em Rio Verde, no estado de Goiás.[6]Em 2015, a BRF abateu 1,7 bilhão de aves e 10 milhões de suínos e bovinos.[7]

A operação de fusão ocorreu por meio de troca de ações e foi aprovada pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no dia 13 de julho de 2011, com a imposição de restrições que reduziram a proporção do negócio realizado.[8][9]

Levantamento realizado pela revista IstoÉ Dinheiro e pela Millward Brown Vermeer colocou as marcas Sadia e Perdigão entre as 50 mais valiosas do Brasil — ocupando o 3º e o 17º lugares, respectivamente.[10] A mesma pesquisa apontou a Sadia como a única marca de alimentos como uma das dez mais valiosas do século.[11] 

História[editar | editar código-fonte]

As negociações para a compra da Sadia pela Perdigão tiveram início em 2008, com o então presidente José Antonio do Prado Fay[12]. O sucesso da fusão, anunciado oficialmente em Maio de 2009, deu origem à BRF, que seguiu sob o comando de Fay.[13]

Em outubro de 2011 a BRF faz duas aquisições na Argentina, comprando as companhias Avex (empresa frigorifica) e Dánica (líder argentina na fabricação de Margarinas) por 150 milhões de dólares.[14][15]

Um ano depois, em Abu Dhabi, adquire 49% da empresa de alimentos Federal Foods por 36 milhões de dólares[16][17].

Em abril de 2013, o empresário Abilio Diniz é eleito o novo presidente do Conselho de Administração da BRF[18] e dá impulso ao plano de mudanças internas. Após quatro meses, Claudio Galeazzi passa a ocupar o cargo de José Antonio do Prado Fay, sendo nomeado o mais novo CEO da companhia. Galeazzi repete com Abilio Diniz uma parceria de anos, semelhante a de outras empresas na qual Diniz era responsável (como o Grupo Pão de Açúcar, por exemplo).[19]

Mais uma fatia da Federal Foods é comprada por cerca de 27,8 milhões de dólares em abril de 2014[20]; em agosto do mesmo ano, a BRF incorpora a distribuidora de alimentos congelados Alyasra Food Company, no Kuwait, por 160 milhões de dólares. Com estas aquisições, a companhia expande suas operações no Oriente Médio e dá sequência ao plano de internacionalização.[21]

Presente em vários países, em 2015, 50,2% da renda da BRF foi composta por vendas no mercado externo (exportações).[22]

Em setembro de 2014 a BRF vende seus ativos de lácteos para o grupo Francês Lactalis por 1,8 bilhão de reais, entre os ativos vendidos estão as marcas Batavo, Cotochés e Elegê, de acordo com a BRF a decisão de vender a divisão de lácteos foi feita devido ao baixo retorno financeiro para a empresa.[23]

Ainda no mês de setembro de 2014, Claudio Galeazzi anuncia que deixa a presidência do grupo e dá lugar ao executivo Pedro Faria, que assume a função a partir de janeiro de 2015.[24]

Ainda em 2015, a Companhia torna-se a primeira brasileira a investir na emissão de Green Bonds, títulos de dívida que exigem que os recursos captados sejam investidos em projetos ambientalmente sustentáveis.[25]

Em linha com o plano estratégico de globalização da companhia, na Ásia, foi criada a SATS BRF em Cingapura; na China, BRF lança a Sadia com linha de snacks. No Oriente Médio, adquirida fatia da Qatar National Import and Export (QNIE); na Argentina, foram compradas marcas emblemáticas Vieníssima (salsichas), Goodmark (hambúrgueres), Manty e Delícia (margarina) por meio das subsidiárias Avex e Quick Foods.

No Brasil, a Perdigão volta a atuar em categorias estratégicas (presunto, linguiça calabresa, entre outros) após três anos de reclusão acordados com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) na fusão Sadia e Perdigão.

Investidores[editar | editar código-fonte]

Companhia de capital aberto criada em 1980, a BRF integra o Novo Mercado da BM&FBovespa (BRFS3) desde 2006 e também tem seus papéis negociados na Bolsa de Nova York (NYSEBRFS – ADRs nível III).

A empresa figura, ainda, entre os principais índices de sustentabilidade do mundo, confirmando a conexão entre práticas socioambientais, reputação de mercado e desempenho do negócio. Desde 2005, faz parte da carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&FBovespa, como única empresa do setor de alimentos.[26]

A BRF também é a única empresa brasileira do setor a integrar o Dow Jones Sustainability Index – Emerging Markets (DJSI), pelo quarto ano consecutivo. Em 2015, foi uma das dez companhias do país escolhidas para fazer parte do Euronext-Vigeo EM 70, índice da bolsa de valores europeia que engloba empresas de países em desenvolvimento que possuem alta performance em responsabilidade corporativa.[27]

Estrutura organizacional[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2016, a empresa passou por uma revisão da estrutura corporativa[28], agora dividida em:

(i) seis áreas globais, sendo elas Latam, Europa, Ásia, Oriente Médio, África e Brasil (o último, pela complexidade, passou a ter dois general managers, responsáveis por Vendas & Marketing e Planejamento & Distribuição).

(ii) cinco vice-presidências, a saber: 1. Finanças e Gestão; 2. Gente; 3. Marketing, Inovação & Qualidade; 4. Supply Chain; 5. Legal e Relações Corporativas.[29]

No Brasil, a companhia tem 35 fábricas e 20 centros de distribuição. No exterior, opera oito unidades industriais na Argentina, uma no Reino Unido, uma na Holanda, quatro na Tailândia e uma nos Emirados Árabes, além de mais 20 centros de distribuição[30]. A fábrica em Abu Dhabi, no Oriente Médio, foi inaugurada em 2014 e, após um ano de operação, teve a previsão de produção anual expandida de 70 mil toneladas para 100 mil toneladas, até o final de 2016.[31]

Reposicionamento[editar | editar código-fonte]

Com a conclusão do processo de fusão entre as marcas Perdigão e Sadia em dezembro de 2012[32], a então BRF Brasil Foods se tornou uma das maiores companhias de alimentos do mundo[33].

No ano seguinte, com o intuito de se consolidar como uma marca global, assumiu-se oficialmente como BRF – marca institucional que agrega qualidades dos produtos da empresa, como inovação, pioneirismo e sustentabilidade. O logotipo também acompanhou a mudança e foi remodelada após dois anos de pesquisa em públicos estratégicos, realizada com a consultoria das agências Interbrand e A10[34].

“Nós aproximamos o trabalho de milhares de parceiros para fornecer alimento em todo o mundo, aproximamos talentos que gostam de desafios e entregam o que prometem e também aproximamos milhares de consumidores em momentos de convivência e prazer. Somos uma empresa que nasceu para aproximar vidas”, afirmou José Antonio Fay, diretor-presidente da BRF na época.

Marcs[editar | editar código-fonte]

FRIOS

  • Perdigão
  • Sadia
  • Smurfs
  • Na Brasa
  • Borella - * Suspensa, por decisão do CADE.
  • Chester
  • Ouro
  • Avipal
  • West Burger
  • Chicken Friends
  • Mini Chicken
  • Sanduba
  • Blanquet
  • Hot Pocket
  • Speciale
  • Prezato

MARGARINAS

  • Claybom - * Suspensa, por decisão do CADE.
  • Deline
  • Qualy
  • Becel (joint venture com a Unilever)

INTERNACIONAIS

  • Perdix
  • Fribo
  • Pronto Crock
  • Unef
  • Avex
  • Dánica
  • Flora San Luis
  • Flora Dánica
  • El Vaquero
  • Sulina
  • Speedy Pollo
  • Halal
  • Quickfood

Alterações nos negócios[editar | editar código-fonte]

Devido a esta fuzão, o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) determinou que as marcas Rezende, Wilson, Escolha Saudável, Light & Elegant, Doriana, Delicata, Freski, Confiança, Excelsior, Tekitos, Texas, Patitas e Fiesta fossem vendidas para um grande grupo do setor. Devido a isto, a Seara Foods (JBS) assumiu todas as marcas e também adquiriu e arrendou unidades fabris, concluindo este processo até Novembro de 2012.[32]

O CADE decidiu também por restringir a comercialização de todos os produtos que não sejam lácteos com a marca Batavo, e também suspendeu as marcas Claybom (margarinas) e Borella (embutidos e margarinas).[9]

As marcas "Perdigão" e "Sadia" continuarão sendo comercializadas no Brasil[35], porém a marca "Perdigão" sofreu algumas restrições que determinaram que algumas de suas linhas de produtos fossem descontinuadas por até 5 anos.[36][37]

Investimento no Esporte[editar | editar código-fonte]

A BRF possui uma trajetória de proximidade com os esportes, por meio de iniciativas de patrocínio e incentivo a equipes e atletas de diversas modalidades.

Em maio de 2013, a Sadia anuncia ser apoiadora oficial dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.[38] De junho de 2013 a janeiro de 2016, a marca foi patrocinadora da Seleção Brasileira de Futebol.[39] O contrato envolve a seleção principal e todas as demais categorias. O valor do acordo não foi divulgado. A BRF ingressa no time de parceiros da entidade no lugar da concorrente Seara (Marfrig) que foi comprada pela JBS.[40]

Referências

  1. http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/09/pedro-faria-substituira-galeazzi-como-presidente-global-da-brf.html
  2. http://www.bloomberg.com/quote/BRFS3:BZ
  3. http://www.valor.com.br/agro/3929720/brf-dobra-lucro-liquido-em-2014-para-r-21-bilhoes
  4. http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Resultados/noticia/2015/02/confira-o-resultado-dos-balancos-de-brf-hering-magazine-luiza-fleury-e-multiplus.html
  5. «BRF comemora 80 anos de atuação». Suinocultura Industrial. 20/08/2014. 
  6. http://reporterbrasil.org.br/2014/03/brf-de-uberlandia-condenada-em-mais-de-r-30-milhoes/
  7. http://ri.brf-global.com/download_arquivos.asp?id_arquivo=CAE2C62B-F7B7-4D84-A9B4-5716603E59CF
  8. Exame. «Após Cade, Brasil Foods inicia unificação das marcas Perdigão e Sadia». Consultado em 13 de julho de 2011. 
  9. a b Veja. «Cade aprova fusão de Sadia e Perdigão, mas impõe restrições». Consultado em 23 de setembro de 2012. 
  10. «As 50 marcas mais valiosas do Brasil em 2016 - ISTOÉ DINHEIRO». www.istoedinheiro.com.br. Consultado em 2016-04-27. 
  11. «As 50 marcas mais valiosas do Brasil em 2014». IstoéDinheiro. 25/04/2014. 
  12. «Entrevista: Diretor-presidente da BRF, José Antônio Fay, conta o processo de criação e crescimento da megaempresa». revista SuperHiper. 30/05/2012. 
  13. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1905200902.htm
  14. http://veja.abril.com.br/noticia/economia/brf-compra-avex-e-grupo-danica-da-argentina
  15. http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,brf-compra-empresas-argentinas-de-frango-e-margarina-por-us-150-mi-imp-,780930
  16. http://www.exportnews.com.br/2012/10/brf-compra-parte-da-federal-foods-em-abu-dhabi/
  17. http://revistabrf.com.br/brf-compra-49-da-federal-foods/
  18. O Globo. «Abilio Diniz é eleito para presidência do Conselho de Administração da BRF». Consultado em 09 de abril de 2013. 
  19. MSN. «Claudio Galeazzi, braço direito de Abilio Diniz, chega à presidência da BRF». Consultado em 14 de agosto de 2013. 
  20. http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/brf-compra-participacao-adicional-na-federal-foods
  21. http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/08/brf-compra-75-de-distribuidora-de-congelados-no-kuwait.html
  22. http://ri.brf-global.com/download_arquivos.asp?id_arquivo=CAE2C62B-F7B7-4D84-A9B4-5716603E59CF
  23. http://oglobo.globo.com/economia/negocios/brf-anuncia-acordo-com-lactalis-para-venda-de-sua-unidade-de-lacteos-13822610
  24. http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2014/09/pedro-faria-e-eleito-o-novo-ceo-da-brf.html
  25. «BRF planeja emissão inédita de "green bonds" | EXAME.com». Exame. Consultado em 2016-04-27. 
  26. «BRF comemora o Dia da Empresa na BM&FBOVESPA». BMFBOVESPA. 13/11/2012. 
  27. «Euronext lança índice sustentável de emergentes com ações brasileiras». Valor Econômico. Consultado em 2016-04-27. 
  28. «Estrutura Corporativa». BRF Brasil. 2014-07-24. Consultado em 2016-04-27. 
  29. «BRF | RI | Comunicado ao Mercado - Nova Estrutura Organizacional». ri.brf-global.com. Consultado em 2016-04-27. 
  30. «Relatório Anual 2015». 
  31. «BRF ANUNCIA PLANOS PARA EXPANSÃO NOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS». Imprensa BRF. 
  32. a b Datamark. «Integração de ativos da BRF pela Marfrig na etapa final». Consultado em 23 de setembro de 2012. 
  33. «Fusão de Sadia e Perdigão cria gigante do setor de alimentos». Revista Exame. 13/07/2011. 
  34. «Brasil Foods muda logomarca e passa a se chamar só BRF». G1. 17/01/2013. 
  35. Terra. «Marcas de Sadia e Perdigão serão mantidas no Brasil». Consultado em 19 de maio de 2009. 
  36. Brasil Foods. «Entenda quais foram as mudanças na linha Perdigão». Consultado em 23 de setembro de 2012. 
  37. O Globo. «Por fusão, Perdigão suspende venda de 14 produtos». Consultado em 23 de setembro de 2012. 
  38. «Esportes». BRF Brasil. 2014-08-06. Consultado em 2016-04-27. 
  39. «Patrocínio Sadia». 
  40. meio&mensagem. «Sai Marfrig, entra BRF». Consultado em 10 de junho de 2013. 

Ver também[editar | editar código-fonte]