JBS

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JBS
JBS S.A.png
Razão social JBS S.A.
Empresa de capital aberto
Slogan Uma história feita de gente
Cotação B3JBSS3
OTC Pink: JBSAF
Atividade Alimentícia
Gênero Sociedade Anônima
Fundação 1953 (69 anos) em Anápolis, Goiás
Fundador(es) José Batista Sobrinho ("Zé Mineiro")
Sede São Paulo, (SP),  Brasil
Área(s) servida(s) Mundo
Proprietário(s) J&F Investimentos
Pessoas-chave Gilberto Tomazoni (CEO)
Jeremiah O‘Callaghan (Presidente do conselho de administração)
Empregados 230.086 (em 2018)[1]
Produtos Carne bovina, aves, suínos, ovinos, couro, produtos de higiene e limpeza, colágeno, embalagens metálicas, biodiesel, laticínios, transportes
Subsidiárias JBS-Swift Foods Company
Pilgrim's Pride
Primo Smallgoods
Seara Alimentos
Moy Park
Valor de mercado Aumento R$ 61,806 bilhões (Mai/2019)[2]
Lucro Aumento R$ 20,5 bilhões (2021)[1]
LAJIR Aumento R$ 14,849 bilhões (2018)[1]
Faturamento Aumento R$ 350,7 bilhões (2021)[1]
Website oficial www.jbs.com.br

JBS S.A. é uma empresa brasileira de Goiás, fundada em 1953. É uma das maiores indústrias de alimentos do mundo.[3] A empresa é de capital aberto na bolsa de valores brasileira, a B3, ticket JBSS3. A companhia opera no processamento de carnes bovina, suína, ovina e de frango e no processamento de couros[4]. Além disso, comercializa produtos de higiene e limpeza, colágeno, embalagens metálicas, biodiesel, entre outros. Seus negócios são divididos em três unidades: JBS Mercosul, JBS Foods e JBS USA, que inclui as operações de bovinos nos EUA, Austrália e Canadá, suínos e aves nos EUA, México e Porto Rico.[5]

O grupo controla marcas como Swift[6], Friboi[7], Maturatta[8], Seara[9], Cabaña Las Lilas, Pilgrim's, Gold Kist Farms[10], Pierce[11], 1855[12] e Big Frango.[13] A companhia atua em 22 países de cinco continentes (entre plataformas de produção e escritórios) e atende mais de 300 mil clientes em mais de 150 nações. A companhia abriu seu capital em março de 2007[14] e suas ações são negociadas na B3 no mais elevado nível de governo corporativo do mercado de capitais do Brasil, o Novo Mercado.[15]

A companhia hoje tem mais de 216.000 trabalhadores ao redor do mundo e 340 unidades, entre fábricas e escritórios comerciais.[16]

História[editar | editar código-fonte]

A origem se deu 1953 na cidade de Anápolis, no interior de Goiás, quando os irmãos Juvensor, Olinto e José Batista Sobrinho, que tinham expertise na compra e venda de gado, adquiriram um açougue na cidade, nomeado Casa de Carnes Mineira, com apoio da Prefeitura de Anápolis que lhe cedia o espaço para o abate. Os negócios se expandiram a partir da construção de Brasília, oportunidade que lhes permitiu comercializar carne para os acampamentos de trabalhadores montados pelas construtoras e empreiteiras que se instalaram na região com objetivo de construir a nova capital federal. Em 1957, Juvensor e José Batista Sobrinho partiram para Brasília, e o negócio prosperou, fundando um açougue no Mercado Municipal do futuro Distrito Federal [17]. A instalação em Brasília obteve incentivos fiscais, "quatro anos de imposto livre" [18].

Olinto deixou a sociedade para se tornar corretor de imóveis. Com a demanda na capital federal em alta, os sócios remanescentes passaram do abate informal nos matos do Distrito Federal para um pequeno matadouro em Anápolis. A primeira grande aquisição dos irmãos Batista foi feita em 1969. O frigorífico Matadouro Industrial de Formosa estava para fechar em razão do descumprimento de normas sanitárias - o que diminuía o seu preço - mas a aquisição foi feita, mesmo assim, por que seu pai havia viajado para o Rio de Janeiro e combinado colocar "só uns tijolinhos" com a fiscalização responsável , uma história que sugere ter ocorrido pagamento de propina para que as regras não fossem efetivamente observadas[19].

Com o crescimento do negócio, que quadruplicou o abate de 30 bois diários para 120, os irmãos passaram a ter uma fazenda e um escritório vistoso na principal praça de Formosa, e o nomearam de Friboi - que contém as palavras frigorífico e boi [20].

Em 1978, as exigências sanitárias haviam aumentado, e a empresa sofreu multas, o que desanimou os sócios a ponto de eles venderem o frigorífico a manterem apenas a criação de gado em fazendas. Arrependidos, em 1980 voltaram para o ramo com a aquisição de um frigorífico em Planaltina, e de uma fábrica de sabão Cical Indústria de Comércio de Subprodutos, em Luziânia. O detergente Minuano era feito a partir do sebo do boi.[21]

Em 1988, foi adquirido o segundo frigorífico, em Luziânia. Em 1993 o terceiro frigorífico foi arrendado em Anápolis do grupo Bourdon, um salto que quadruplicou a produção de 260 animais por dia para mais de mil. Os filhos de José Batista Sobrinho já tocavam boa parte do negócio. Em 1995, Juvensor deixou a sociedade, ficando com metade das fazendas e o gado de cria. [22]

Em 1996, a empresa Friboi comprou em Goiânia mais um frigorífico que pertencia à Anglo, uma das maiores companhias do setor. Goiânia passou a ser a sede da Friboi. Em 1997, a Friboi arrendou a unidade de bovinos da Sadia em Barra do Garças em Mato Grosso. Em 1999, foi feita a aquisição de um dos frigoríficos mais tradicionais do país: Mouran, em Andradina, no interior de São Paulo, perto da divisa com Mato Grosso do Sul - o que motivou a mudança da sede da empresa para São Paulo. Os grandes frigoríficos do país enfrentavam dificuldades, atribuindo a crise à concorrência desleal de pequenos matadouros que não pagavam impostos, dentre os quais alguns apontam a Friboi. A aquisição em São Paulo era estratégica para a internacionalização da empresa, que queria exportar carne, porque a Lei Kandir determinava a devolução do ICMS incidente sobre os produtos exportados, mas poucos estados respeitavam a lei. Como diferencial para reter os abatedouros em seu território e atrair investimentos, o Estado de São Paulo decidiu cumprir a legislação à risca. [23]

A partir de então a JBS passou a construir uma plataforma de produção de carne para dar início a seu processo de internacionalização.[24]

Em setembro de 2005, a JBS chegou ao exterior ao adquirir as operações da Swift, na Argentina.[25] Esse processo foi acentuado em 2007, quando a JBS tornou-se a primeira empresa de carnes do Brasil a abrir o capital e ter suas ações negociadas em bolsa, além de criar sua área de Relações com Investidores. Naquele mesmo ano a JBS tornou-se a maior empresa de processamento de carne bovina do mundo e a maior indústria brasileira de alimentos ao comprar a Swift, nos Estados Unidos, negócio que voltou a unificar mundialmente a marca, que passou a operar também na Austrália.[26] Em dezembro de 2007 comprou 50% da italiana Inalca por 225 milhões de euros e entrou no mercado europeu de alimentos,[27] porém em março de 2011 a JBS vendeu a sua participação na empresa por 219 milhões de euros, a justificativa da venda foi por desavenças com a Cremonini, que detinha os outros 50% da Inalca e por isso resolveram deixar o negócio.[28]

Em março de 2008 a JBS fez duas aquisições no exterior, a primeira foi a compra de uma companhia de processamento de alimentos australiana, a Tasman Group por 150 milhões de dólares[29], a segunda aquisição foi da divisão de bifes da empresa americana Smithfield Foods por 565 milhões de dólares[30], no mesmo mês a JBS também tentou comprar a americana National Beef por 560 milhões de dólares, porém em outubro de 2008 o Governo dos EUA resolveu barrar essa aquisição[31] devido que uma possível compra da National Beef pelo JBS acarretaria em uma diminuição muito grande da concorrência do setor de carnes no país e consequentemente em um aumento de preços para os consumidores americanos.[32]

Em 2009, a JBS voltou ao mercado, dessa vez para incorporar as operações da Bertin, no Brasil, e em setembro de 2009 assumiu o controle da Pilgrim's Pride nos Estados Unidos por 2,8 bilhões de dólares[33] e estreando assim no segmento de frangos.[34]

Em março de 2010[35] adquiriu a companhia australiana de carnes Rockdale Beef por 37,3 milhões de dólares.[36]

Em março de 2011 após vender a sua participação de 50% na Italiana Inalca por 219 milhões euros, a JBS comprou 100% da empresa de alimentos embutidos italiana Rigamonti por um valor não revelado a imprensa,[37] em maio de 2011 adquiriu a divisão de cosméticos e limpeza do Grupo Bertin por R$ 350 milhões, com a compra a JBS aumentou a sua atuação no ramo de bens de consumo como sabonetes, produtos de limpeza e outros,[38][39] a divisão de cosméticos e limpeza da JBS se chama Flora onde já atua no ramo desde 1980.[40]

Em 2012 a JBS passa a atuar no segmento de aves no Brasil, ao assumir as unidades da Frangosul [41], Tramonto [42] e Agrovêneto [43], e também expandir sua atuação na América do Norte ao adquirir a XL Foods, no Canadá [44]. Neste ano, a JBS anunciou a compra das operações da Seara Brasil, ampliando sua atuação no mercado de carne de frango. A operação com a Seara, contudo, a aquisição foi aprovada em setembro de 2013 sem nenhuma restrição.[45]

Em dezembro de 2013 adquiriu por R$ 260 milhões a empresa paulista de alimentos Massa Leve.[46]

Em julho de 2014 a JBS comprou da Ceu Azul Alimentos vários ativos de processamento de aves, incluindo duas fábricas de ração e três incubatórios, a operação custou 246 milhões de reais,[47] no mesmo mês a JBS adquiriu todas as operações da Tyson Foods no Brasil e no México por 575 milhões de dólares,[48] com essa aquisição a JBS a empresa diminui no Brasil a distância que ela tem da líder brasileira no mercado de aves, a BRF. Já no México a JBS passa a controlar mais três unidades industriais, dez centros de distribuição, mais de 5.400 empregados e passa a ser líder no mercado Mexicano de aves.[49]

Em agosto de 2014 adquiriu a empresa de aves paranaense Belafoods por 105 milhões de reais, com a aquisição a JBS assume uma unidade industrial e mais de 1.000 funcionários e também expande suas operações nos setor de aves.[50]

No dia 20 de novembro de 2014 realizou duas aquisições, a primeira foi a compra de 100% da empresa australiana Primo Smallgoods por 1,250 bilhões de dólares,[51] a Primo Smallgoods atua em alimentos de valor agregado como presunto, bacon, salame, pizza e emprega 4.000 pessoas e também é dona de marcas importantes dentro da Austrália e com a aquisição a JBS consolida ainda mais a sua liderança no mercado australiano,[52] já a segunda aquisição foi a compra de 100% da companhia paranaense de processamento de aves Big Frango por 430 milhões de reais anunciado no proprio site da companhia nesta segunda 24 de novembro de 2014.[53][54]

Em 21 de junho de 2015 a JBS anunciou a compra da empresa Moy Park que fica localizada na Irlanda do Norte e que pertencia a Marfrig por 1,5 bilhão de dólares.[55]

Em 1 de julho de 2015 adquiriu nos Estados Unidos a divisão de suínos da Cargill por 1,45 bilhão de dólares, nessa operação estão incluídas duas unidades indústrias de processamentos de carne localizadas em dois estados, cinco fabricas de ração,[56] localizadas três estados e também quatro granjas de suínos que ficam situadas em outros três estados americanos,[57] com essa aquisição a JBS aumentou o seu Portfólio de produtos nos Estados Unidos[58] e o valor da compra foi pago a vista.[59]

Em 31 de maio de 2017, o grupo J&F Investimentos, controlador da JBS, aceitou pagar o valor de R$ 10,3 bilhões, no maior acordo de leniência já firmado no mundo, junto ao Ministério Público Federal (MPF). A empresa irá detalhar fatos investigados em cinco operações na qual vinha sendo investigada: Greenfield, Sépsis, Cui Bono, Carne Fraca e Bullish. O pagamento será iniciado em dezembro, e terá o prazo de 25 anos. Nesse período, os valores serão corrigidos pela inflação, o que, segundo o MPF, pode elevar o total para 20 bilhões de reais. Toda a multa ficará no Brasil. Os 10,3 bilhões de reais correspondem à 5,62 por cento do faturamento da J&F em 2016.[60]

Em 2021 foi incluída na edição de número 92 da Revista Forbes na lista "Forbes Agro100" como a maior empresa do agronegócio brasileiro, com receita estimada em R$ 270,20 bilhões. [61]

Segmentos[editar | editar código-fonte]

JBS atua nos segmentos de carne bovina, suína, aves e ovinos, além de couro, colágeno, embalagens metálicas, biodiesel e transportes.[62]

Proteína animal[editar | editar código-fonte]


Laticínios[editar | editar código-fonte]

Cosméticos e limpeza[editar | editar código-fonte]

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Anglo (vegetais)
  • Funpet (ração para animais)
  • JBS Biodiesel
  • JBS Couros
  • JBS Latas
  • JBS Transportadora
  • JBS-Swift Foods Company
  • NovaProm (colágeno)
  • JBS Envoltórios
  • MassaLeve

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Doações para campanhas eleitorais[editar | editar código-fonte]

É uma das principais doadoras de recursos para as campanhas eleitorais do Brasil.

Trabalho escravo[editar | editar código-fonte]

Em 2012, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Rodoviária Federal libertaram 5 pessoas em condições degradantes de trabalho análogo à escravidão em uma fazenda do grupo Santa Bárbara, ligado à JBS. Entre os trabalhadores estava um adolescente de 16 anos que construía cercas manuseando instrumentos cortantes, que está na lista de piores formas de trabalho infantil da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Os outros moradores do cômodo que não trabalhavam não foram resgatados. Os advogados representantes do grupo concordaram em pagar a indenização, mas negaram a denúncia de trabalho escravo. A JBS é signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo e sofreria embargos caso a denúncia se confirmasse. As terras controladas pelo grupo são públicas e foram compradas "à preço de banana."[69]

Processo Roberto Carlos[editar | editar código-fonte]

Em novembro de 2014 o cantor Roberto Carlos que era garoto propaganda de um das marcas do grupo, a Friboi, processou a empresa devido ao um rompimento de contrato,[70] a JBS rescindiu o contrato com o cantor devido ao baixo rendimento comercial, já que a companhia esperava um retorno comercial bem maior devido a imagem de Carlos, porém a estratégia não deu certo.[71] O cantor pede na Justiça uma indenização de 7,2 milhões de reais, porém a JBS alega que só é obrigada a pagar 3,2 milhões de reais[72], o contrato de publicidade firmado entre a JBS com Carlos foi iniciado em fevereiro de 2014 e tem um valor total de cerca de 45 milhões de reais,[73] o caso ainda precisa ser julgado na 38.ª Vara Cível de São Paulo.[74]

Processos trabalhistas[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2014 a empresa JBS é condenada em segunda instância pelo Tribunal Regional do Trabalho da 23.ª Região, no Mato Grosso, em dois processos diferentes abertos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) com base em infrações sistemáticas de leis trabalhistas. Uma das sentenças é referente a contaminação da carne servida aos empregados, com larvas. O outro, pelo descuido com a saúde de seus trabalhadores, por não tomar medidas básicas de monitoramento e segurança em relação ao reservatório para refrigeração por gás amônia, neste caso, o juiz Juliano Girardello destaca que “fiscais detectaram forte cheiro deste produto químico na sala de máquinas”.[75]

Participação política[editar | editar código-fonte]

A JBS foi uma das maiores doadoras de recursos para a campanha eleitoral das eleições no Brasil em 2014, num valor total de 391,8 milhões de reais declarados ao Tribunal Superior Eleitoral. A empresa doou recursos para a campanha de pelo menos 16 partidos políticos. Dentre os políticos que receberam esses recursos, foram eleitos a ex-presidente Dilma Roussef, 12 senadores, 18 governadores e 190 deputados federais.

Compra de dólares[editar | editar código-fonte]

No dia 17 de maio de 2017, a JBS comprou grande quantidade de dólares no mercado, poucas horas antes da divulgação do escândalo que fez a moeda disparar e levou a Bovespa a encerrar na manhã de quinta feira as atividades, após queda de 10 por cento. A informação sobre a operação da empresa repercutiu de forma negativa no mercado financeiro, e na sociedade civil.[76] Na operação, a JBS lucrou 170 milhões de dólares.[77] A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investigará o caso.[78] O lucro na operação foi mais que o suficiente para a JBS pagar a multa milionária para escapar das Operações Greenfield e Lava Jato, nas quais é investigada.[79]

Auxílio financeiro dos Estados Unidos[editar | editar código-fonte]

Em 2019, o jornal The New York Daily News revelou que o governo Donald Trump destinou US$ 62,4 milhões para a subsidiária JBS USA, dinheiro que veio de um fundo para ajudar agricultores americanos afetados pela guerra comercial com a China. O Departamento de Agricultura anunciou um contrato no mesmo ano onde compraria US$ 22,3 milhões em carne de porco da empresa. O governo havia sido avisado de possíveis problemas com a empresa com um ano de antecedência. O Secretário de Agricultura Sonny Perdue e o então advogado General Jeff Sessions pediram para o Departamento de Justiça investigar um possível caso de corrupção em solo americano. Também há indícios que a JBS se beneficiou das tensões comerciais pelo aumento de vendas na China. A JBS se manifestou dizendo que apesar de ser uma empresa estrangeira, apoia os agricultores americanos ao criar oportunidades de trabalho. A Representante de Connecticut Rosa DeLauro afirma que o presidente Donald Trump desconhece da situação.[80]

Denúncias de corrupção[editar | editar código-fonte]

Operação Carne Fraca[editar | editar código-fonte]

Em 17 de março de 2017, alguns frigoríficos da empresa JBS foram alvos de investigação durante a Operação Carne Fraca, realizadas pela Polícia Federal. Na ocasião a PF prendeu 36 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude na produção e comercialização de carne e que envolveram a corrupção de fiscais do Ministério da Agricultura e produtores, a investigação encontrou indícios de adulteração de produtos e venda de carne vencida e estragada. Ao todo foram 21 fábricas investigadas. Por conta da operação, a JBS chegou a perder 15,35% do seu valor de mercado, que na época do ocorrido, era R$ 32,6 bilhões antes da operação e encerrou valendo R$ 27,6 bilhões, segundo a empresa de informações financeiras Economatica. Apesar disso, o mercado de carnes brasileiro continuou em alta.[81]

Operação Bullish[editar | editar código-fonte]

Em 12 de maio de 2017, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Bullish, que investigou fraudes em aportes concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio da subsidiária BNESPar, à JBS. Os aportes teriam sido realizados após a contratação de empresa de consultoria ligada ao ex-parlamentar Antonio Palocci. Entre os alvos dos mandados estavam Luciano Coutinho, que presidiu o banco de fomento entre 2007 e 2016, e os irmãos Joesley e Wesley Batista, que ficam à frente das empresas do grupo. Os aportes teriam sido feitos a partir de junho de 2007 e utilizados para aquisição de outras empresas no ramo de frigoríficos, no valor de R$ 8,1 bilhões. A PF encontrou indícios que as operações foram executadas sem exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, o que teria gerado um prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos.[82]

Em 17 de maio de 2017, a área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) calculou em 711,3 milhões de reais o prejuízo que o BNDES teve com operações de compra de ações e debêntures (títulos de dívida) do grupo JBS. Os auditores chegaram a afirmar que houve "cessão graciosa de dinheiro público" para a empresa. O material foi um dos elementos que levaram à Operação Bullish. Os técnicos do TCU avaliam que o BNDES deixou de cobrar recursos a que tinha direito, não fiscalizou a aplicação do dinheiro aportado e nem levou em conta o alcance social do resultado das operações realizadas com o grupo.[83]

Operação Tendão de Aquiles[editar | editar código-fonte]

Em 9 de junho de 2017, a Polícia Federal realizou uma operação em São Paulo na sede da empresa JBS de busca e apreensão de material. A nova operação, em conjunto com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), apurou se houve uso indevido de informações privilegiadas por parte da JBS S/A e de sua controladora na compra e venda de dólares nos dias anteriores à delação premiada de Joesley e Wesley Batista. A operação também investigou a atuação da companhia no mercado de dólar futuro e negociações do acionista controlador FB Participações SA com ações da empresa. Foram cumpridos três mandados de busca e quatro mandados de condução coercitiva.[84]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

A JBS e seus proprietários estão envolvidos no maior escândalo político do Brasil, envolvendo um Presidente da República em exercício, assim como um Senador da República. Apesar de não envolver valores tão vultosos quanto o maior escândalo de corrupção da história recente do país no Petrolão[85], os desvios realizados pelo Partido dos Trabalhadores e seus aliados na Petrobras e o escândalo da JBS são fatos comparáveis, uma vez que a delação premiada de Joesley Batista atingiu diretamente o Presidente Michel Temer, incluindo gravações de áudio e vídeo extremamente comprometedoras. Além do Presidente Temer, o Senador Aécio Neves, alvo da Operação Patmos, também foi citado e gravado pelo delator.[86]

Devido à delação premiada, o Banco Central da Noruega retirou a JBS dos investimentos do fundo de pensão do país. O banco possuía US$ 143,4 milhões de dólares em ações.[87]

Em 2019, Edson Fachin pediu a quebra de imunidade criminal dos irmãos Batista, levando a uma queda de 7% no valor das ações da JBS. A perda foi de R$ 3 bilhões. O pedido foi feito por crimes cometidos após a delação premiada. Os irmãos deixaram de informar o Ministério Público Federal da conduta ilícita do ex-procurador Marcelo Miller, que foi acusado pela Polícia Federal de ter recebido R$ 1,8 milhão da J&F investimentos para fazer jogo duplo durante a negociação da delação. Joesley e Ricardo Saud demoraram quatro meses para indicar ao MPF o pagamento de R$ 500 mil para Ciro Nogueira em ocasião do impeachment de Dilma Roussef. Os irmãos também ganharam com a venda de ações da JBS em contrato com dólar com informação privilegiada. Outro fator para a queda da bolsa foi a intimação da PF contra Dilma Roussef, Renan Calheiros, Eduardo Braga e Vital do Rêgo sobre doações ilícitas da JBS de valor de R$ 40 milhões a políticos nas eleições presidenciais de 2014.[88]

Paraísos fiscais[editar | editar código-fonte]

O número preciso subsidiárias estrangeiras da JBS é desconhecido. A empresa declarou ter 32 subsidiárias para a Comissão de Valores Imobiliários, mas declarou para ((o))eco que o número é maior que 100. Em documento para a Securities Exchange Commission, a empresa declarou ter 253 subsidiárias controladas em 30 países. Das subsidiárias declaradas oficialmente, muitas possuem dados conflitantes ou ausentes.[89]

Em 2016, a JBS tentou mudar sua sede para a Irlanda, com ações na Bolsa de Nova Iorque. A decisão baseada em um estudo da PwC. A mudança foi vetada pelo BNDES, que foi visto negativamente pelos acionistas estrangeiros. Wesley Batista acatou a decisão e prometeu buscar uma alternativa.[90]

Em 2019, a JBS estudou transferir sua sede para Luxemburgo ou Holanda como parte de seu processo de abertura de capital. O plano se chamava Projeto Hidra e relocaria a JBS S/A, JBS Global e o Seara.[91] Em 2020, documentos preparados pela Deloitte revelam um plano de mudança para os dois países chamado Crystal, e tinha como objetivo mitigar riscos fiscais e exposição. A JBS se manifestou dizendo que é uma multinacional e a abertura e fechamento de escritórios é rotineiro.[92]

Em 2021, um levantamento feito pelo ((o))eco mostra que a JBS, Marfrig e Minerva controlam pelo menos 14 empresas em paraísos fiscais, além de outras empresas que estão em países que não são paraísos fiscais mas oferecem facilidades, como a Áustria.[93]

CPI da JBS[editar | editar código-fonte]

Em 5 de setembro de 2017, o Congresso Nacional criou a CPI da JBS, uma Comissão Parlamentar de Inquérito Mista,[94] que visa apurar as supostas irregularidades praticadas pelo grupo J&F, que controla a JBS, junto a empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ocorridos entre os anos de 2007 a 2016,[95] e o termo de colaboração do grupo com o Ministério Público Federal.[96] A CPI foi alvo de críticas de parlamentares e da imprensa por ter sido usada nas palavras de João Gualberto e Otto Alencar para constranger o Ministério Público Federal,[97][98][99][100] e alterar regras da delação premiada.[101] O senador Randolfe Rodrigues, crítico da CPI, entrou com mandando de segurança no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão dos trabalhos. Segundo Randolfe, a CPI tem como objetivo o "emparedar" a independência do Poder Judiciário e do Ministério Público.[96][102]

Bem-estar Animal[editar | editar código-fonte]

Em 17 de julho de 2018, a ONG Mercy For Animals divulgou uma investigação na granja Tosh Farms, uma fornecedora da JBS dos EUA.[103][104][105][106] As imagens mostraram terrível sofrimento animal, incluindo:  

  • Funcionários dando chutes, socos e tapas no rosto dos animais.
  • Porcas confinadas em celas minúsculas, tão pequenas que elas não podem sequer virar-se de lado ou deitar-se de forma confortável.
  • Funcionários violentamente batendo a cabeça de porquinhos contra o chão para matá-los e porquinhos sofrendo sem cuidado veterinário apropriado.
  • Funcionários arrancando testículos e cortando os dentes de porquinhos sem qualquer tipo de anestesia.

Após a divulgação das imagens, a JBS USA, braço americano da JBS, afirmou ter suspendido o contrato com a Tosh Farms sediada no Tennessee, Estados Unidos. A fornecedora abastecia a unidade da JBS USA em Kentucky.[107][108][109][110][111][112]

No Brasil, a empresa se comprometeu a eliminar as celas de gestação de porcas em suas operações até 2025.[113] Porém, o uso das mesmas ainda não foi proibido pela empresa em suas redes de fornecimento em outros países.

As celas de gestação são consideradas uma prática extremamente prejudicial aos animais, havendo normas banindo seu uso no Canadá, Nova Zelândia, Austrália, União Europeia e dez estados americanos.[114][115][116][117]

Doenças[editar | editar código-fonte]

Frigoríficos são propensos ao surgimento de novas doenças, por conta da proximidade forçada entre humanos e animais. Outro fator é o desmatamento. De acordo com a USAID, 31% das doenças transmitidas de animais para o humanos têm como causa a degradação de seus habitats naturais. No Brasil, só na Floresta Amazônica foram identificados 160 espécies de morcego contendo 3,204 tipos diferentes de coronavírus.[118]

Casos de COVID-19[editar | editar código-fonte]

Durante a pandemia de COVID-19, por pressão do Ministério da Agricultura, os frigoríficos foram considerados como essenciais e não frearam suas operações. Em 2020, houve uma explosão de casos em frigoríficos por todo o país. A JBS apresentou casos de COVID-19 em frigorífico em Passo Fundo.[119] Os casos deflagaram uma investigação pelo Ministério Público do Trabalho.[119]

Nos Estados Unidos, a JBS junto com outras empresas como Tyson Foods, Cargill, Smithfield Foods e National Beef tiveram 59,000 casos e 269 mortes entre março de 2020 e fevereiro de 2021,[120] que levou o governo Donald Trump a acionar o Ato de Defesa da Produção, lei criada para garantir o abastecimento durante a guerra da Coreia, para que os frigoríficos continuassem funcionando.[121]

Danos ao meio-ambiente[editar | editar código-fonte]

Apesar de receber prêmios de sustentabilidade[122][123] e ter anunciado que cortaria suas emissões de carbono até 2040,[124] A JBS vem aumentando suas emissões e em 2022 sua pegada de carbono era maior do que a da Itália.[125] Muitas de suas políticas ambientais são consideradas uma forma de greenwashing.[126]

Uma pesquisa realizada em 2021 pela Institute of Agriculture & Trade Policy e pela GRAIN constatou que a JBS é a maior emissora de gases de efeito estufa entre as empresas de carne e laticínio por uma quantia significativa, que está ligada ao crescimento econônico da empresa, que aumenta as emissões ligadas à produção da carne e causa desmatamento e a destruição de bacias hidrográficas, principalmente no Brasil.[127] O Monitor de Responsabilidade Climática Corporativa feita pela New Climate Institute e Carbon Market Watch em 2022 classifica os programas da JBS com transparência e integridade muito baixas.[128]

Desmatamento[editar | editar código-fonte]

De acordo com a JBS, a empresa já tem a política de desmatamento zero com os seus fornecedores diretos. Em 2020, a empresa anunciou o plano de desmatamento zero até 2025, onde será implementado um sistema para o monitoramento dos demais fornecedores. A JBS também criou um fundo de investimento (Fundo da Amazônia), que tem como objetivo chegar a R$ 1 bilhão captados.[129] Porém, há pouco progresso sendo feito.

Em 2009, o Greenpeace lançou um relatório chamado "A Farra do Boi" tornando pública a ligação entre os frigoríficos como a JBS e o desmatamento ilegal. O relatório forçou os frigoríficos a assinarem em 2010 a TAC da Carne, acordo onde eles se comprometem a comprarem gado de áreas livres de desmatamento ilegal.[130] Em 2017, o Greenpeace deixou de monitorar o cumprimento da JBS ao Compromisso Público da Pecuária na Amazônia até que a empresa prove estar cumprindo todos os critérios estabelecidos.[131]

Em 2011, o Ministério Público enviou uma nota para a JBS por comprar gado de frigoríficos envolvidos em crimes ambientais na Terra Indígena Maraiwatsede, descumprindo o TAC da Carne.[132]

A Repórter Brasil revelou que em 2013 a JBS adquiriu centenas de cabeças de gado de Cirineide Bianchi Castanha, mãe de Ezequiel Antônio Castanha, procurado pela Polícia Federal por ser o maior desmatador da Amazônia de todos os tempos. Além disso, ele é acusado de lavagem de bois, grilagem de terras e invasão de áreas públicas. Onério Castanha, seu pai, era um dos maiores laranjas do grupo e também é acusado de desmatamento e trabalho escravo. A JBS se manifestou dizendo que Onério já estava desconectado da empresa desde 2012 mas que também se desconectaria de Cirineide.[133]

Em 2017, o observatório do agronegócio no Brasil De Olho nos Ruralistas publicou matéria que revela a compra da JBS desde 2014 de 449 cabeças de gado da fazenda de Eliseu Padilha, Ministro-Chefe da Casa Civil do governo Michel Temer. A Fazenda Cachoeira está embargada pelo desmatamento ilegal de 755 hectares e não possuía autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente para exercer a pecuária. A fazenda estava dentro do Parque Estadual Serra Ricardo Franco, no Mato Grosso. Padilha controla mais quatro propriedades dentro do parque e moveu o gado para evitar os embargos. O governo Temer tentou protegê-lo,[134] mas Padilha sofreu embargo de R$ 38,22 milhões em 2016.[135] Boa parte do desmatamento aconteceu logo após a criação do parque, em 1994.[136]

Em 2017, a Imazon e o Instituto Centro de Vida classificaram a JBS em primeiro lugar entre as empresas da indústria da carne envolvida com o desmatamento na Amazônia.[137]

Em 2017, o Ibama relaizou a Operação Carne Fria (não confundir com a Operação Carne Fraca), que investigou por dez meses 15 frigoríficos e 20 fazendas que vendiam carne de áreas embargadas. Dois frigoríficos ligados à JBS foram investigados. Foi constatado que em alguns casos as vendas de gado criado em campos desmatados era feito diretamente com as empresas. Em outros casos, eles lavavam as cabeças de gado para parecer que são de procedência legal, ou criavam o gado ao lado de áreas legais, que eram misturados na hora da venda. Outro problema é a vacinação do gado ilegal. As vacinas são georreferenciadas, o que faz que produtores ilegais as evitem para não se incriminarem. A empresa foi multada em R$ 24,7 milhões. A JBS nega ter comprado cabeças de gado dos frigoríficos em questão.[138] A operação foi deflagrada sem o conhecimento do Ministério do Meio Ambiente e sofreu tentativa de abafo pelo governo Michel Temer. Como consequência, Luiz Paulo Printes, superintendente inteirino do Ibama, foi destituído.[139] Em 2019, uma investigação conduzida pela Repórter Brasil, The Guardian e Bureau of Investigative Journalism constatou que a JBS continuou comprando gado criado em pasto desmatado. A JBS repudiou as afirmações, afirmando que possui um sistema de monitoramento robusto.[140]

Em 2019, uma parceria entre a Stockholm Environment Institute e a Global Canopy constataram que a JBS é responsável pela destruição de 28 mil a 32 mil hectares de florestas por ano para a exportação de carne. Os dados não levam em conta o consumo interno do Brasil.[140] A Mighty Earth publicou relatório no período entre março de 2019 e novembro de 2020, envolvendo dez empresas com o desmatamento na Amazônia e no Cerrado. As empresas são a JBS, Cargill, Bunge, Marfrig, COFCO IMTL, Minerva Foods, ADM, ALZ, Amaggi e LDC. A JBS ficou com a pior classificação no relatório. O levantamento foi feito com imagens de satélite do INPE e outras instituições.[141]

Em 2020, a Nordea, o maior banco do norte da Europa, retirou o investimento de R$ 240 milhões da JBS pelo envolvimento da empresa com escândalos de corrupção, desmatamento, trabalho escravo e casos de Covid-19 nos frigoríficos.[142]

Em 2020, um relatório da Anistia Internacional, apoiado por um estudo publicado na revista Science, acusa a JBS de violar as diretrizes da ONU de responsabilidade social corporativa e direitos humanos e o acordo da carne bovina da indústria da carne por vender gado que pastou ilegalmente em terras indígenas desmatadas. O relatório mostra que a falta de sistemas de fiscalização faz com que na prática os fornecedores indiretos, que corespondem mais da metade dos fornecedores, tenham liberdade para desmatar. A JBS respondeu que auditorias independentes feitas pela DNV-GL e BDO mostram 99,9% de conformidade com os termos gerais. A DNV-GL se pronunciou dizendo que a JBS abusou dos relatórios, já que os mesmos não podem provar que os produtos da empresa são livres de desmatamento.[143]

Em 2021, uma auditoria realizada pelo Ministério Público Federal mostrou um crescimento da carne comercializada no Pará que continha irregularidades, sendo a principal que provinha de área desmatada. Em 2019, o valor era de 8,3%, e em 2021, saltou para 32%. A empresa contesta os dados. O calendário do INPE vai de 1 de agosto de um ano até 30 de agosto do ano seguinte, mas como o MPF iniciou as investigações em 1 de agosto, a empresa considerou apenas os dados do ano seguinte. Assim, tecnicamente a empresa passaria nos critérios do TAC da Carne, assinado por 49 frigoríficos paraenses. Mesmo assim, os valores representam uma tendência de alta. Por isso, a JBS firmou o compromisso de melhorar as auditorias e destinou R$ 5 milhões ao governo do Pará.[144] Em novembro, o governo Bolsonaro mostrou a JBS na COP-26 como um caso de sucesso na descarbonização do setor de proteína animal, indo contra o relatório feito pelo MPF.[145] O Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável, ONG que a JBS e outras empresas como o Santander e Marfrig, se manifestou dizendo que a empresa está alinhanda com as melhores práticas da ciência.[146]

Em 2021, a Repórter Brasil juntamente com a Mighty Earth publicaram uma investigação que relaciona as grandes varejistas dos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia com o desmatamento na Amazônia. Os bois que pastavam em locais desmatados eram comercializados após certa idade em fazendas por fornecedores indiretos, que posteriormente são vendidos para os frigoríficos. Dois varejistas revendedores que se destacam são o Lidl e o METRO, por vender carne "in natura." A JBS respondeu que adotou a estratégia Plataforma Pecuária Transparente para lutar contra o problema. A Lidl e Metro se pronunciaram dizendo que 90% da carne revendida é regional e que se preocupam com o desmatamento.[147] Uma reportagem investigativa do ((o))eco traz que fundos de pensão holandeses e japoneses estão investindo em empresas da indústria da carne envolvidas com desmatamento. Os dados são provenientes da análise feita pela ONG Forests and Finance, e envolve as empresas ABP, PFZW e GPIF.[137]

Por causa da reportagem, em 2021, a Lidl Netherlands, Ahold Delhaize, Carrefour Belgium, Auchan, Sainsbury's e Princes Group imporam sanções na JBS. A Lidl anunciou que não revenderia carne da América do Sul como um todo, e a Albert Heijn (marca da Ahold Delhaize) anunciou que não revenderia carne vinda do Brasil. Os mercados europeus já haviam anunciado o boicote em março por causa do Projeto de Lei 510/21, considerado por eles uma ameaça à Amazônia.[148] Em 2022, a Aldi anunciou que não revenderia carne brasileira.[149] Apesar disso, outras instituições como o banco UBS continuam com os investimentos.[150]

Emissão de carbono[editar | editar código-fonte]

A JBS possui um programa de emissão zero até 2040 (Net Zero). A empresa também integrou dois projetos internacionais para a inserção de ervas como capim-limão e tanino na dieta dos bovinos para a diminuição da emissão de metano. A prática é baseada em estudo encomendado pelo Burger King, cujos dados e aplicação têm sido questionados por pesquisadores.[145]

Em 2022, um relatório feito pela New Climate Institute e Carbon Market Watch mostrou que multinacionais como a JBS, Vale, Sony, Google e Nestlé faltam com transparência e integridade em seus programas de carbono zero. Essas empresas juntas representam 5% das emissões globais de gases estufa, e suas medidas representam no máximo uma diminuição de 20% de sua pegada de carbono. Em resposta, a JBS diz que o relatório induz ao erro, e que o programa Net Zero foi aceito pela Science-Based Targets Initiative (SBTi) em 2021. A SBTi também se pronunciou dizendo que vai revisar sua metodologia para se adequar aos novos padrões.[126]

Premiações[editar | editar código-fonte]

  • Marketing Best 2014 com slogan "Friboi, carne confiável tem nome"[151]
  • Troféu Ponto Extra 2012[152]
  • Maior Empresa de Alimentos e de Capital Aberto do Brasil[153]
  • Maior Empresa de Alimentos do Brasil pelo Ranking Valor 1000[154]
  • Prêmio Fimec 2012 [155]
  • Empresa que melhor se relaciona com a imprensa [156]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]