BTG Pactual

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Banco BTG Pactual
Razão social BTG Pactual S.A.
Empresa de capital aberto
Cotação BM&F Bovespa: BPAC11, BPAC3, BPAC5, PPLA11, PPLA35, PPLA36
NYSE: BBTG11
Euronext: BTGP
Atividade Serviços financeiros
Gênero Sociedade anônima
Fundação 1983
Fundador(es) André Jacurski
Luiz Cezar Fernandes
Paulo Guedes
Sede Rio de Janeiro,  Brasil
Locais Mundo
Presidente Roberto Sallouti
Pessoas-chave Roberto Sallouti (CEO), Marcelo Kalim (Chairman), André Esteves (Senior Partner), Nelson Jobim (Partner), Guilherme Paes (Partner)[1]
Empregados 2.291 (em 2018)[2]
Produtos Banco de investimentos
Gestão de patrimônios
Gestão de ativos
Fusões e Aquisições e Assessoria Financeira (M&A)
Mercado de Ações (ECM)
Mercado de Dívida (DCM)
Project Finance
Gestão em renda fixa
Gestão em renda variável
Hedge Funds
Private Equity
Infraestrutura
Real Estate
Ativos Florestais
Administração Fiduciária
Valor de mercado Aumento R$ 215 bilhões (Mar/2015)[3]
Lucro Aumento R$ 685 milhões (2018)[4]
Faturamento Aumento R$ 1.2 bilhão (2018)[4]
Renda líquida U $ 1.3B
Website oficial www.btgpactual.com

www.btgpactualdigital.com

BTG Pactual é um banco de investimento brasileiro que atua nos mercados de investment banking, wealth management e global asset management na América.[5]

O BTG Pactual é uma empresa controlada por uma sociedade de 156 executivos e resultou da aquisição do UBS Pactual pela BTG Investments. O banco foi fundado em 1983 e tem como sede o seu escritório na Praia de Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro, e na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.[6] Além disso, tem escritórios em outros centros financeiros globais como Nova Iorque, Londres, Hong Kong, e também pela América Latina.[7]

O banco oferece serviços de assessoria em transações de M&A, renda variável, subscrição de dívida (debt underwriting), asset management, wealth management, sales e trading, empréstimos e financiamentos (corporate lending) e administração de fundos para clientes que incluem sociedades anônimas, instituições financeiras, governos e indivíduos de alto patrimônio. O banco atua também em investimentos proprietários (tanto na classe de ativos líquidos, quanto na de ativos não líquidos). Além disso, é um dos maiores gestores de ativos florestais do mundo com investimentos nos EUA, América Latina, Europa e África.[8] É reconhecido por ser um dos principais bancos de investimento nos mercados emergentes, o maior banco de investimento independente e a maior gestora de ativos do Brasil.[9]

Em julho de 2014, o banco alcançou a marca de US$ 200 bilhões em ativos totais.[10] O BTG Pactual é controlado pelo Conselho de Administração, composto pelos sócios Marcelo Kalim (Chairman), Roberto Sallouti (CEO), Claudio Eugênio Stiller Galeazzi, Eduardo Henrique de Mello Motta Loyo, Guillermo Ortiz Martínez, John Huw Gwili Jenkins e Nelson Azevedo Jobim. André Esteves, que anteriormente ocupava as cadeiras de presidente do conselho e CEO do BTG Pactual, hoje segue como sócio e atua como sênior Partner do banco.[11] A reestruturação da governança ocorreu após problemas judiciais envolvendo Esteves. Em 12 de julho de 2018, Esteves foi absolvido pela Justiça Federal por falta de provas, e seu caso já é considerado um grande erro judiciário.[12]

História[editar | editar código-fonte]

A Pactual DTVM foi fundada em 1983 no Rio de Janeiro[13] por Luiz Cezar Fernandes, André Jacurski e Paulo Guedes, sendo que sua atividade inicial e primordial era proprietary trading e securities sales and trading.[14] Desde o primeiro dia, os sócios-fundadores acordaram que a nova organização financeira se fundamentaria em conceitos como partnership meritocrático, hard-working, hands-on e empreendedorismo. Periodicamente, todos os colaboradores, inclusive os sócios, recebiam uma nota pelo desempenho individual e pela aderência aos valores e cultura, que culminava na atribuição de um bônus. Aqueles que tivessem desempenho diferenciado ao longo do tempo, um fator crítico para o sucesso do negócio, eram convidados a tornarem-se partners por meio da compra de ações.[15]

Em junho de 1998, a empresa passou por alterações societárias que resultaram na substituição dos ex-diretores executivos por uma equipe liderada por André Esteves, Eduardo Plass, Marcelo Serfaty e Gilberto Sayão. A mudança na administração também deu ao banco uma nova direção estratégica e começou a desenvolver os seus negócios de client facing (asset management, investment banking e wealth management) como uma forma de diversificar suas fontes de receita e criar uma franquia nos mercados financeiros brasileiros.[16]

Em dezembro de 2006, o Pactual foi vendido para o banco suíço UBS por US$ 3,1 bilhões se tornando o UBS Pactual. A maioria dos executivos antigos continuou na nova empreitada, sendo que vários deles, inclusive o próprio André Esteves, assumiram posições no UBS no exterior.[17] André Esteves se tornou o Chefe Global de Renda Fixa e morou em Londres entre 2007 e 2008.[18] Em junho de 2008, André Esteves deixou UBS para fundar a BTG Investments, uma sociedade alternativa de asset management, junto com outros nove sócios-fundadores do UBS A.G. e do UBS Pactual, além de Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central. A empresa atuava em investimentos macro e de private equity globais.

Em maio de 2009, BTG Investments fechou a aquisição do UBS Pactual por US$ 2,5 bilhões (uma transação que finalmente foi finalizada e homologada pelo Banco Central do Brasil em outubro do mesmo ano). Vários sócios antigos do Banco Pactual continuaram na nova instituição nomeada de BTG Pactual.

Desde a aquisição, o BTG Pactual vem crescendo, com o seu lucro anual passando de R$ 1,3 bilhão em 2009 para R$ 3,3 bilhões em 2012, e de um patrimônio líquido de R$ 5,1 bilhões em 2009 para R$ 14,1 bilhões em 2012. Em 2016, o lucro anual foi de R$ 3,325 bilhões e um patrimônio líquido estimado em R$ 18,1 bilhões.[19][15]

Em dezembro de 2010, o banco passou por uma captação de recursos que lhe trouxe US$ 1,8 bilhão em equity investments de um consórcio de investidores internacionais incluindo fundos de Sovereign Wealth (CIC, da China, GIC, de Singapura e ADIC, de Abu Dhabi), famílias estratégicas (Mottas, de Panamá, Rothschilds da Inglaterra, Agnelli da Itália e Santo Domingo de Colômbia) e investidores institucionais (Ontario Teachers’ Pension Plan e J.C. Flowers & Co.). Os sócios do BTG Pactual mantiveram o controle do banco, com uma participação de aproximadamente 80% do seu capital.[20]

Em janeiro de 2011, o BTG Pactual comprou uma participação de controle no Banco Panamericano (atual Banco PAN) por R$ 450 milhões, uma instituição financeira problemática, do Grupo Silvio Santos. A aquisição lhe deu uma participação acionária de 34,64% no Panamericano, com 51% do capital votante e um acordo de controle conjunto com a Caixa Econômica Federal (CEF). Pelo acordo, a CEF aceitou manter sua participação no Panamericano e lhe oferecer financiamento por um período de oito anos, sustentando assim o seu negócio futuro.[21]

Em dezembro de 2011, o banco fechou a aquisição da Brazilian Finance & Real Estate por R$ 1,2 bilhão, uma gestora de ativos local e também uma financeira com foco no setor imobiliário. Com a aquisição, BTG Pactual se tornou a maior administradora brasileira de fundos de investimento dedicados ao setor imobiliário e um player relevante no setor.[22] Desde 2012, o BTG Pactual mantém a liderança nesta categoria. Sob a gestão ou administração do BTG Pactual, estão 42 fundos imobiliários com patrimônio de R$ 11,6 bilhões.[23]

Em abril de 2012, BTG Pactual se tornou uma empresa listada na bolsa, captando R$ 3,656 bilhões junto aos investidores da Bolsa de Valores de São Paulo numa oferta primária incluindo ações de duas entidades diferentes: o Banco BTG Pactual S.A, que controla as operações de investment banking, e o BTG Pactual Participations, uma empresa offshore para investimentos líquidos e ilíquidos criados para fins de planejamento tributário. O BBTG12, o ticker na Bovespa, compõe três ações de cada entidade. Os investidores de private placement (colocação privada) e de IPO agora detém uma participação conjunta de aproximadamente 30% no banco. A IPO do BTG Pactual foi considerada, na época, a maior do Brasil desde 2009.[24]

No mesmo ano, o BTG Pactual concluiu a aquisição de duas operações relevantes de serviços financeiros. A primeira foi a Celfin Capital, um banco de investimento chileno adquirido por US$ 245 milhões e concretizou a estratégia do BTG Pactual de se tornar um banco de investimento líder na região, com escritórios no Chile e no Peru.[25] Em junho de 2012, comprou a Bolsa y Renta, uma corretora colombiana por US$ 52 milhões, assim permitindo ao banco estabelecer uma presença nas economias mais importantes da América Latina.[26]

Em julho de 2014, fez duas aquisições na Europa, a primeira foi a resseguradora britânica Ariel Re comprada pelo BTG por um valor não divulgado[27] e adquiriu também por US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 4 bilhões) o banco suíço BSI,[28] com a aquisição o BTG Pactual expandiu suas operações na Europa.[29]

Atualmente, Roberto Sallouti é CEO do BTG Pactual. A gestão do banco preservou a estrutura de uma sociedade, onde todos os sócios são executivos com responsabilidade no dia-a-dia da organização. Os percentuais da sociedade são revisados anualmente, de acordo com o desempenho individual de cada um, novos sócios são convidados para entrar na sociedade.

Linhas de Negócio[editar | editar código-fonte]

Investment Banking[editar | editar código-fonte]

O BTG Pactual é líder em assessoria financeira (fusões e aquisições, ou M&A) e em subscrição de títulos (mercados de capital de dívida e de renda variável – ou, DCM e ECM) desde 2009. O banco assessorou transações importantes como a venda da cervejaria Schincariol para a empresa japonesa, a Kirin, e a maioria dos IPOs e ofertas secundárias realizados no mercado brasileiro.[30]

Corporate Lending (Empréstimos e Financiamentos)[editar | editar código-fonte]

Envolve o financiamento e estruturação de garantias de créditos e empréstimos para empresas. O banco tem crescido neste mercado de forma exponencial desde as suas capitalizações de 2009 e 2012, e permanece bem desalavancado pelas métricas da Basileia (BIS).[31]

Sales and Trading[editar | editar código-fonte]

A primeira linha de negócio a ser desenvolvida, o Sales and Trading, oferece produtos e serviços a um grupo diverso de clientes nos mercados locais e internacionais, incluindo serviços de formação de mercado (market making), corretagem, compensação e derivativos, juros, câmbio, renda variável, energia e commodities para os fins de hedging e trading.[32]

Asset Management[editar | editar código-fonte]

O banco administra ativos através de um amplo leque de classes de ativos para clientes locais e internacionais. Além dos fundos long-only administrados pelo banco, desde 2009 o BTG Pactual vem consolidando uma presença relevante no mercado local de private equity (capital para crescimento e infraestrutura) e no segmento imobiliário, com participações nas seguintes empresas:[33][34]

  • Estapar (administração de estacionamentos)
  • Brazil Pharma (rede de farmácias)
  • Mitsubishi Motors do Brasil (montadora de carros)
  • Bravante (serviços offshore para o setor de Oil&Gas)
  • Estre Ambiental (remoção e tratamento de resíduos)
  • CCRR (papéis especiais)
  • UOL (portal do web e operador de centro de dados)
  • BodyTech (rede de academias)
  • BR Properties (dono e administrador imobiliário)
  • Suzuki (montadora de carros)
  • CPFL e empresas de energia (setor energético)
  • Brasbunker (offshore)
  • STR (setor de petróleo)
  • Beat, MaxHaus e UpTown (setor imobiliário)
  • Santé e companhias nordestinas (setor alimentício)
  • DVBR (combustíveis)

O banco consolidou uma presença relevante também no mercado de administração de fundos de hedge globais através do seu carro-chefe, o fundo GEMM Fund, que administra US$ 22 bilhões ao redor do mundo e está entre os 20 fundos mais rentáveis do mundo,[35] tendo sido considerado o Melhor Fundo Macro, pela EuroHedge, em 2010 e 2012.[36]

Wealth Management[editar | editar código-fonte]

Em 2014, o BTG Pactual era um dos líderes em gestão de patrimônio no Brasil,[37] com R$ 70,5 bilhões sob gestão do banco.[38] Seus serviços vão de asset management a assessoria de planejamento patrimonial no Brasil, no Chile, na Colômbia e na Europa.[39]

Ativos Florestais[editar | editar código-fonte]

O BTG Pactual Timberland Investiment Group (TIG) é um dos maiores gestores de ativos florestais do mundo, com investimentos nos EUA, América Latina, Europa e África. Possuem vários investidores, incluindo fundos de pensão, companhias de seguros, endowments, além de family offices dos EUA, Europa, América Latina e Oriente Médio.[8][40]

Principal investimento[editar | editar código-fonte]

O Banco investe seu capital em mercados globais, private equity (capital de crescimento e infraestrutura) e no segmento imobiliário. A maioria destes investimentos é conduzida através de fundos administrados pelos seus negócios de asset management, junto aos clientes do banco, em 2011 a divisão de Principal Investments representou 5,6% de todo o faturamento do BTG Pactual.[41]

BTG Pactual Digital[editar | editar código-fonte]

Projeto iniciado em janeiro de 2014 e aprovado no comitê executivo do banco em julho de 2014 foi implantado em 4 fases: março de 2015 - funcionários, outubro de 2015 - clientes existentes, junho de 2016 - family & friends de funcionários e, finalmente, dezembro de 2016 - público em geral.[42]

Essa nova plataforma de investimentos online busca atrair clientes a partir de R$ 3.000,00 - um público até então jamais atendido diretamente pelo banco, cujo foco sempre se manteve em grandes investidores nacionais e estrangeiros.

Nesse novo segmento, o cliente de varejo passa a ter acesso a fundos de investimento, produtos de renda fixa (CDB, LCA, LCI e LF), previdência privada (PGBL e VGBL) e COE - Certificado de Operação Estruturada.

Segundo Marcelo Flora, Managing Director Partner do Banco e Head do BTG Pactual digital, a plataforma atuaria como uma startup dentro do banco com foco em user experience e investimentos, voltada para o varejo de alta renda no Brasil.[43]

Premiações Concedidas[editar | editar código-fonte]

  • Asset Management eleita a Melhor Gestora de Fundos do Brasil pela revista Exame/FGV por dois anos consecutivos (2011 e 2012)[44][45]
  • Considerada a melhor casa de Research da América Latina (2012) e do Brasil (2013 e 2012) e líder em Sales & Trading na América Latina (2013) e no Brasil (2013 e 2012) pela Institutional Investor[46]
  • Líder em emissões de ações na América Latina desde 2004 (Dealogic) e no Brasil (Bloomberg, 2012), eleita a Melhor Merger & Acquisition House (Brasil) e a Melhor Equity House (Brasil, Chile e América Latina) pela Euromoney (2013)[47]
  • Eleito o Banco de Investimentos mais inovador da América Latina pela The Banker (2013) e o Melhor Banco de Investimentos do Brasil e do Chile pela World Finance (2013)[48]
  • Líder em volume e número de transações de renda fixa de empresas brasileiras no mercado internacional (Dealogic, 2013) e em operações de M&A no Brasil (Thomson Reuters, 2013)[49]
  • Wealth Management escolhida o Melhor Private Bank do Brasil pelas revistas The Banker e Euromoney (2013)[50]
  • Melhor banco de Equities Sales do Brasil no ranking da Institutional Investor (2017)[51]
  • Eleito como melhor “solução financeira” no Prêmio Master Imobiliário do Estadão com o Fundo do BTG Pactual (2017)[40]
  • Líder em Fusões e Aquisições (M&A, na sigla em inglês) em 2017, segundo Bloomberg[52]
  • BTG Pactual Digital é eleito melhor banco para investir em 2018 pela FGV[53]
  • Eleito  melhor Fundo Macro Global em 2018 pela Investor Choice Awards[54]
  • Eleito melhor gestor de fortunas em 2018 pela World Finance[55]
  • BTG Pactual é eleito o Melhor Banco Especializado do país em 2018 no ranking “As Melhores da Dinheiro”[56]

Vendas[editar | editar código-fonte]

Venda de fatia da Rede D'Or São Luiz[editar | editar código-fonte]

O banco de investimento BTG Pactual era detentor de 23% da Rede D'Or São Luís, a maior rede de hospitais privados do país, sendo que o acionista majoritário, Jorge Moll Filho, detinha 72% da companhia.[57] Em dezembro de 2015, o BTG Pactual informou ter vendido sua participação na empresa ao fundo soberano de Cingapura GIC. O negócio totalizou aproximadamente R$ 2,38 bilhões.[58]

Venda de fatia da Recovery no Brasil[editar | editar código-fonte]

O Itaú Unibanco informou que fechou acordo com o Banco BTG Pactual para a compra da participação de 81,94% do BTG na empresa de recuperação de crédito Recovery do Brasil Consultoria por R$ 640 milhões.[59]

Venda da Lojas Leader[editar | editar código-fonte]

O BTG Pactual Participations firmou contrato de venda com a Legion Holdings da totalidade das ações detidas na Lojas Leader.[60]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Tanto o banco quanto André Esteves estiveram envolvidos em investigações, grande parte delas culminando na absolvição dos mesmos ou sendo encerradas: Em 2015, o banco foi investigado e posteriormente absolvido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela prática de insider trading. Em 2018 uma disputa legal foi iniciada com a XP Investimentos, sob acusação semelhante. Em 2016, tanto o BTG Pactual como seu presidente à época, André Esteves, foram mencionados em investigação no âmbito da Operação Lava Jato, sendo absolvidos em 2018. Em 2017, escritórios do banco e residências de Esteves foram alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Conclave, sendo que, segundo o advogado de Esteves, nada foi levado.

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Em 2016, o então presidente do BTG Pactual, André Esteves, foi acusado, sendo por fim absolvido, de obstrução à Justiça em 2015 durante as investigações da Operação Lava Jato.[61][62] No mesmo ano, uma investigação interna do BTG, realizada de maneira independente por um Comitê Especial, concluiu que não existiam indícios para suportar as alegações contra André Esteves, BTG Pactual ou seus empregados. Mais de 430 mil documentos, e-mails e entrevistas descartaram qualquer envolvimento em práticas ilegais relacionadas a Nestor Cerveró e ao então deputado Eduardo Cunha.[63][64]

Em 1º de setembro de 2017, um procurador do Ministério Público Federal (MPF) pediu a absolvição do banqueiro André Esteves no caso, bem como a de Luis Inácio Lula da Silva, sob o argumento de que não há provas que ele tenha participado do esquema criminoso. O MPF também se manifestou da mesma forma. “O André foi envolvido indevidamente nesse processo, a instrução comprovou isso de forma cabal”, afirmou o advogado Antônio Carlos Almeida de Castro. No dia 12 de julho de 2018, o banqueiro foi absolvido pelo Juiz Federal Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal.[65][66][12][67]

Após a absolvição, os advogados de Esteves declararam que "respeitam o dever do Estado de investigar, porém, toda e qualquer investigação deve ser feita dentro do devido processo legal, sem espetaculização e sem excessos. No caso concreto, a prisão inicial de Esteves era completamente desnecessária e abusiva."[68]

Operação Conclave[editar | editar código-fonte]

Em 2017, escritórios do BTG foram alvo de busca e apreensão no contexto da Operação Conclave.[69] Segundo o advogado de Esteves, nada foi levado.[70] Esta operação investiga os motivos pelos quais a Caixa Econômica Federal, através da Caixa Participações S.A. (Caixapar), investiu, em 2009, R$ 740 milhões na compra de 35,54% do capital do Banco PanAmericano (atual Banco PAN), fundado por Silvio Santos - uma instituição falida, com um rombo de R$ 4,3 bilhões.[70][71] Em nota, o BTG Pactual informou que "não foi parte ou teve qualquer envolvimento na compra de participação do Banco Panamericano pela Caixapar em 2009".[72][73]

Fora apenas após a compra sendo investigada, em maio de 2011, que o BTG adquiriu por R$ 450 milhões a participação do Grupo Silvio Santos, então controlador do PAN, tornando-se sócio da Caixa no negócio e acionista majoritário do PAN.[74] A operação com o Grupo Silvio Santos ocorreu dentro das tentativas da FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de equacionar a situação do Panamericano.[69][74] Assim, segundo o banco, não houve qualquer compra, pelo BTG Pactual, de ações de emissão do Banco Panamericano de titularidade da CAIXAPAR.[69]

Informação privilegiada[editar | editar código-fonte]

Em 2015 o banco foi investigado pela CVM, sendo por fim absolvido, do uso de informação privilegiada em operações envolvendo a venda de ações da CCX, de Eike Batista.[75][76] Em 2012, o então presidente do banco André Esteves havia sido multado por insider trading em decisão de entidades reguladoras italianas,[77][78] ditas infundadas pelo acusado.[79]

Disputa legal com a XP

Em 2018 a XP Investimentos iniciou uma disputa legal referente ao uso de informação privilegiada pelo banco no processo de coordenação da sua oferta pública inicial (IPO).[nota 1][80][81] Em 2019, a disputa ainda estava em andamento.[82]

Processos administrativos[editar | editar código-fonte]

Em 2018, um processo pela prática de spoofing havia sido aberto na CVM contra o banco, sendo encerrado mediante pagamento de R$2,7 milhões.[83][84]

Em 2019, um processo administrativo foi instaurado pela CVM sobre uma indicação em conselho administrativo da Gerdau.[85][86]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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  2. Predefinição:Citar .web
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