Banco de Brasília
| Banco de Brasília | |
|---|---|
Edifício Brasília, antiga sede | |
| Razão social | Banco de Brasília S.A. |
| Nome(s) anterior(es) | Banco Regional de Brasília (1964-1986) |
| Empresa de capital aberto (SEM) | |
| Cotação | B3: BSLI3, BSLI4 |
| Atividade | Serviços financeiros |
| Fundação | 12 de outubro de 1964 (61 anos) |
| Sede | Brasília, DF, Brasil |
| Área(s) servida(s) | Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Alagoas, Paraíba, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul |
| Locais | 203 agências |
| Proprietário(s) | Governo do Distrito Federal |
| Presidente | Paulo Henrique Bezerra R. Costa |
| Empregados | 5.000 empregados |
| Clientes | 9 milhões |
| Produtos | Banco, cartão de crédito |
| Subsidiárias | Cartão BRB S.A; BRB - Crédito, Financiamento e Investimentos S.A.; BRB DTVM S.A.; CIBRASEC; Seguros BRB; e BSB Ativos |
| Acionistas | Governo do Distrito Federal (majoritário) |
| Valor de mercado | R$ 4,65 bilhões (abril/25) |
| Ativos | R$ 61 bilhões (dez/24) |
| Lucro | R$ 282 milhões (jan a dez/2024) |
| Website | www |
Banco de Brasília (BRB) é um banco estatal brasileiro, constituído na forma de sociedade de economia mista, com participação do Governo do Distrito Federal como maior acionista. Criado em 1964, seu nome original era Banco Regional de Brasília, alterado em 1986 para Banco de Brasília.
Fora do Distrito Federal, o banco possui agências nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Alagoas, Paraíba, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao todo, a instituição possui 203 pontos de atendimento.[1]
História
[editar | editar código]O BRB, sociedade de economia mista, cujo acionista majoritário é o Governo do Distrito Federal, foi criado em 10 de dezembro de 1964 (Lei Federal 4545) obtendo, do Banco Central do Brasil, autorização para funcionar em 12 de julho de 1966. Com sua criação pretendia-se dotar o Distrito Federal de um agente financeiro que possibilitasse captar recursos necessários para o desenvolvimento da região.
Em 1986, teve sua denominação alterada de Banco Regional de Brasília para Banco de Brasília, permanecendo a sigla BRB.
Em 1991, transformou-se em banco múltiplo com as seguintes carteiras: Comercial, Câmbio, Desenvolvimento e Imobiliária. Fazem parte do conglomerado financeiro, como empresas coligadas, a BRB — Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, a BRB — Crédito, Financiamento e Investimento e a Corretora Seguros BRB. Há uma participação acionária de 45% na empresa de cartões — Cartão BRB S.A. e de 3,5% como sócio-fundador da Companhia Brasileira de Securitização — CIBRASEC.[2][3]
Em setembro de 2019, um acordo entre o Banco de Brasília com a Cielo na área de adquirência de cartões, garantiu uma iniciativa que complementa o portfólio de produtos ofertados pela instituição para empresários e empreendedores do Distrito Federal e região.[4]
Crédito imobiliário
[editar | editar código]Em janeiro de 2020, o BRB foi o banco que mais concedeu crédito imobiliário no Distrito Federal, segundo ranking publicado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP).[5][6]
Banco Master
[editar | editar código]Em 18 de novembro de 2025, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo por decisão judicial após uma operação da Polícia Federal do Brasil (PF) deflagrada no mesmo dia, que resultou na prisão do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de quatro diretores da instituição financeira.[7]
No final de dezembro de 2025, o diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil (BC), Ailton Aquino, afirmou em depoimento à PF que a perdas do BRB em operações feitas com o Banco Master podem chegar a cinco bilhões de reais.[8]
Em 28 de janeiro de 2026, dois integrantes do conselho de administração do BRB renunciaram aos cargos após convocação de uma assembleia para escolher um novo conselho de administração do banco.[9]
Em 31 março de 2026, o G1 divulgou que um documento interno produzido pelo BRB, mostra que à época do anúncio de compra do Banco Master, a equipe técnica sabia que parte das carteiras de crédito consignado oferecidas por Daniel Vorcaro não tinham lastro.[10]
Em 14 de abril, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi preso preventivamente pela PF na Operação Compliance Zero, sendo suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Master sem lastro e de ter recebido imóveis de Daniel Vorcaro avaliados em 146 milhões de reais em troca de facilitar negócios com o banco.[11]
Documento interno
[editar | editar código]Um documento interno do BRB revelou que o Banco Master afirmou ter desembolsado 143,6 milhões de reais a uma carteira de créditos podres da Tirreno no dia 4 de março de 2025 e repassou ao mesmo banco por 251,2 milhões no dia seguinte.[12]
Patrocínios
[editar | editar código]O BRB é patrocinador de vários eventos esportivos.
Fórmula 1
[editar | editar código]O banco é patrocinador regional da equipe Alpine F1 Team, tendo a logomarca colocada no nariz dos carros de corrida.[13][14][15]
Outros esportes
[editar | editar código]O BRB detém os naming rights do Autódromo de Brasília, da Arena BRB Mané Garrincha e do Ginásio Nilson Nelson.
Em julho de 2020, o BRB passou a ser patrocinador master do Flamengo para um período de três anos, após o BS2 rescindir o contrato com o clube carioca, com valor mínimo de 32 milhões de reais por ano, mas podendo ter aumento da receita através da exploração de negócios previstos no acordo envolvendo torcedores, imagem e negócios corporativos com o clube.[16]
Referências
- ↑ «BRB REGISTRA LUCRO LIQUIDO DE R$ 282 MILHÕES EM 2024». Consultado em 10 de abril de 2025
- ↑ Administrator. «BRB - Banco de Brasília - Missão, Visão e Histórico». portal.brb.com.br. Consultado em 20 de setembro de 2017
- ↑ Braziliense, Correio (6 de setembro de 2016). «Banco de Brasília comemora 50 anos cada vez mais próximo dos brasilienses». Correio Braziliense
- ↑ «BRB e Cielo firmam parceria». JBr. 4 de setembro de 2019. Consultado em 4 de setembro de 2019
- ↑ «ABECIP». www.abecip.org.br. Consultado em 22 de julho de 2020
- ↑ «BRB é o banco que mais concede crédito imobiliário no DF». 3 de março de 2020. Consultado em 9 de março de 2020
- ↑ Camila Bomfim e Fábio Amato (18 de novembro de 2025). «Presidente do BRB é afastado do cargo por decisão judicial, após operação da PF». G1. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ «Perdas do BRB em operações com Master podem chegar a R$ 5 bilhões, diz agência». G1. 29 de janeiro de 2026. Consultado em 1 de fevereiro de 2026
- ↑ «Conselheiros do BRB renunciam após convocação de assembleia para mudar direção do banco». G1. 29 de janeiro de 2026. Consultado em 31 de janeiro de 2026
- ↑ Vinícius Cassela e Caetano Tonet (31 de março de 2026). «BRB sabia que parte da carteira de consignados do Master não tinha empréstimos associados, diz documento interno do banco». G1. Globo. Consultado em 31 de março de 2026
- ↑ Bomfim, Camila; Camargo, Isabela; Falcão, Márcio; Leite, Isabela; Amâncio, Túlio; Turollo Jr, Reynaldo; Castro, Ana Flávia (16 de abril de 2026). GloboNews, TV Globo e g1, ed. «Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso pela PF». G1. Consultado em 22 de abril de 2026
- ↑ Caetano Tonet, Vinícius Cassela e Marcelo Parreira (31 de março de 2026). «Master comprou parte de carteiras de crédito podre na terça-feira de Carnaval e revendeu ao BRB na Quarta-Feira de Cinzas». G1. Consultado em 4 de maio de 2026
- ↑ «Banco de Brasília investiu quase R$ 2 milhões em equipe de Fórmula 1, informa balanço do Diário Oficial». ge. 11 de abril de 2024. Consultado em 28 de junho de 2024
- ↑ «F1: Alpine renova acordo de patrocínio com Banco BRB para 2024». motorsport.uol.com.br. 28 de fevereiro de 2024. Consultado em 28 de junho de 2024
- ↑ «Alpine anuncia acordo de patrocínio com banco BRB; confira detalhes». www.band.uol.com.br. 29 de julho de 2023. Consultado em 28 de junho de 2024
- ↑ «01.07.202 - BRB E FLAMENGO ASSINAM CONTRATO INOVADOR PARA LANÇAMENTO DE BANCO DIGITAL». Banco de Brasília. Consultado em 22 de julho de 2020