Companhia Paulista de Trens Metropolitanos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Companhia Paulista de Trens Metropolitanos
CPTM (Logo).svg
Logo da empresa
Trem Linha Coral CPTM.jpg
Trem da série 8500 operando na Linha 11, com comunicação visual da CPTM.
Informações
Local Macrometrópole de São Paulo
Tipo de transporte Trem metropolitano
Número de linhas 7
Número de estações 94
Tráfego 2,752 milhões (2017)
Tráfego anual 827,7 milhões[1] (2017)
Website www.cptm.sp.gov.br
Funcionamento
Início de funcionamento 28 de maio de 1992 (26 anos)
Operadora(s) CPTM
Dados técnicos
Extensão do sistema 273 km
Bitola 1,60 m
Eletrificação 3.000V DC catenária
Velocidade média 60 km/h
Velocidade máxima 90 km/h
Mapa da Rede

CPTM.svg

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) é uma sociedade de economia mista vinculada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo. Criada pela lei nº 7.861[2] de 28 de maio de 1992, a partir de ferrovias já existentes na Região Metropolitana de São Paulo.

A CPTM possui atualmente 94 estações ativas em sete linhas, que totalizam 273 km na sua malha ferroviária. Este sistema faz parte da Rede Metropolitana de São Paulo. Cada uma das linhas tem uma de suas extremidades localizada no município de São Paulo. A outra extremidade (incluindo extensões operacionais) fica localizada em outro município da Região Metropolitana, exceto o Expresso Leste (trecho entre as estações Luz e Guaianases) que está localizado inteiramente na Capital e a extensão da Linha 7 que ultrapassa os limites territoriais da Região, atendendo a Aglomeração Urbana de Jundiaí.

História[editar | editar código-fonte]

O início[editar | editar código-fonte]

A história da ferrovia no estado de São Paulo remonta ao ano de 1867 com a construção da primeira ligação entre as cidades de Santos, São Paulo e Jundiaí pela São Paulo Railway, inaugurada em 16 de fevereiro de 1867, que atravessava o planalto paulista descendo a serra do mar.

Em 1946 a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ), controlada pelo governo federal, assumiu a operação da estrada de ferro que hoje forma as linhas 7 - Rubi e 10 - Turquesa. Em 1957 as ferrovias federais são unificadas numa única empresa estatal, a Rede Ferroviária Federal (RFFSA).

Na década de 1870, a Companhia São Paulo e Rio de Janeiro construiu a Estrada de Ferro do Norte, uma linha férrea que conectava São Paulo às cidades do Vale do Paraíba. Em 1890, esta ferrovia foi incorporada pela Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB). Atualmente constitui em parte a atual linha 11 - Coral.

No ano de 1926, foi construída pela EFCB uma variante ao tronco principal chamado de Variante de Poá, que hoje forma em sua totalidade a linha 12 - Safira da CPTM. A EFCB é extinta em 1957, com a criação da RFFSA.

Por outro lado, a Estrada de Ferro Sorocabana construiu, em 1875, uma ligação entre as cidades de São Paulo e Sorocaba, que corresponde parcialmente à atual linha 8 - Diamante.

Em meados de 1937 a Estrada de Ferro Sorocabana construiu um ramal ligando as cidades de Mairinque a de Santos com o objetivo de derrubar o monopólio que a SPR possuía na ligação entre o planalto paulista e o litoral. Mais tarde com o objetivo de encurtar a distancia entre a capital paulista e a cidade de Santos foi construído, em 1957, o ramal de Jurubatuba que partia da estação Imperatriz Leopoldina e ia até a estação Evangelista de Souza no ramal Mairinque-Santos, formando hoje, em parte, a Linha 9 - Esmeralda da CPTM.

A FEPASA[editar | editar código-fonte]

Todas as ferrovias controladas pelo governo estadual foram unificadas em 1971, para formar a Ferrovia Paulista SA (FEPASA). A FEPASA criou a FEPASA DRM, que era uma divisão que só administrava o transporte de passageiros dentro das regiões metropolitanas do estado. Essa foi incorporada à CPTM em 1996 para que se iniciasse a privatização da malha da FEPASA e permanecesse os serviços de transporte metropolitano de passageiros sob controle do estado.

Privatização da RFFSA[editar | editar código-fonte]

Em 1998 a FEPASA foi absorvida pela Rede Ferroviária Federal (RFFSA), para que esta fosse também leiloada junto com toda a malha ferroviária pertencente a RFFSA, sendo assim denominada Malha Paulista da RFFSA.

As seções urbanas da RFFSA de todo o pais originaram, nos anos 1970, a Empresa Brasileira de Transporte Urbano (EBTU) sendo substituída, em 1984, pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

Em 1992 a seção paulistana da CBTU foi transferida para o controle da CPTM, criada no dia 28 de maio do mesmo ano. E o efetivo controle do sistema ocorreu no ano de 1994. No início da gestão da CPTM, a ocorrência frequente de panes, assédio contra mulheres, comércio ambulante, greves, entre outros,[3] levaria parte dos passageiros dos trens a causarem uma série de depredações de trens e estações entre 30 de setembro de 16 de outubro de 1996.[4]

Ver artigo principal: Tumultos na CPTM em 1996

Hoje[editar | editar código-fonte]

Atualmente são transportados pelas suas linhas, que cortam 23 municípios, cerca de 2,7 milhão de usuários por dia, atingindo um recorde de mais de 3 milhões de passageiros em novembro de 2013[5]. Por ter uma malha ferroviária tão extensa e degradada, o Governo do Estado de São Paulo começou a modernizar a CPTM investindo 1,5 bilhão de dólares na empresa desde 1995 até 2004.[6] Para promover "a uniformização da comunicação visual dos dois sistemas e para facilitar a locomoção e a localização dos usuários e de turistas" o Governo do Estado alterou, em março de 2008, a nomenclatura das linhas pertencentes à CPTM, integrando-as à nomenclatura utilizada pelo Metrô de São Paulo. Foi atribuído a cada linha um número (a começar do número 7, somando-se às linhas outras seis linhas do Metrô já em operação, em construção ou em projeto) e o nome de uma pedra preciosa.[7]

Ver artigo principal: Nomenclatura das linhas da CPTM

Tabela do sistema[editar | editar código-fonte]

Linha Terminais Comprimento (km) Estações Funcionamento Observações
7
Rubi
LuzFrancisco Morato 38,969 14 Diariamente, das 4:00 a 0:00.[8] Aos sábados até a 01:00 do domingo, somente sentido Francisco Morato.[9] Possui extensão operacional. Veja quadro abaixo.
Antiga Linha A - Marrom / Antigo Trecho da Linha Noroeste-Sudeste da CBTU.
8
Diamante
Júlio PrestesItapevi 35,283 20 Diariamente, das 4:00 a 0:00.[10] Aos sábados até a 01:00 do domingo, somente sentido Itapevi.[9] Possui extensão operacional. Veja quadro abaixo.
Antiga Linha B - Cinza / Antiga Linha Oeste do Trem Metropolitano da FEPASA.
9
Esmeralda
OsascoGrajaú 32,8 18 Diariamente, das 4:00 a 0:00.[11] Aos sábados até a 01:00 do domingo. Antiga Linha C - Celeste / Antiga Linha Sul do Trem Metropolitano da FEPASA.
10
Turquesa
Brás[12]Rio Grande da Serra 34,960 13 Diariamente, das 4:00 a 0:00.[13] Aos sábados até a 01:00 do domingo, somente sentido Rio Grande da Serra.[9] Antiga Linha D - Bege / Antigo Trecho da Linha Noroeste-Sudeste da CBTU.
11
Coral (Expresso Leste)
LuzGuaianases 24 7 Diariamente, das 4:00 a 0:00.[14] Aos sábados até a 01:00 do domingo, somente sentido Guaianases.[9] Possui extensão operacional. Veja quadro abaixo.
Antiga Linha E - Laranja / Antiga Linha Tronco da CBTU.
12
Safira
BrásCalmon Viana 38,822 13 Diariamente, das 4:00 a 0:00[15]. Aos sábados até a 01:00 do domingo, somente sentido Calmon Viana.[9] Antiga Linha F - Violeta / Antiga Linha Variante da CBTU.
13
Jade
Engenheiro GoulartAeroporto–Guarulhos 12,200 3 Diariamente, das 4:00 a 0:00. Aos sábados até 01:00 do domingo, somente sentido Aeroporto-Guarulhos.[16]
13
Jade (Serviço Connect)
BrásAeroporto–Guarulhos 25,206 5 De segunda a sexta às 6:20, 7:00, 7:40, 18:00, 18:40 e 19:20; aos sábados às 6:20, 7:00 e 7:40.[17]
Extensões Operacionais
Linha Terminais Comprimento (km) Estações Funcionamento
7
Rubi
Francisco MoratoJundiaí 21,5 5 Diariamente, das 4:00 a 0:00.[8] Aos sábados até a 01:00 do domingo.

Último trem de Jundiaí sentido Luz parte às 23h30 (aos sábados parte 00h30 do domingo.)[9]

8
Diamante
ItapeviAmador Bueno 6,3 3 Diariamente, das 4:00 a 0:00.[10]
11
Coral
GuaianasesEstudantes 26,6
10
Diariamente, das 4:00 a 0:00.[14] Aos sábados até a 01:00 do domingo.[9]

(*) Trecho em construção • (**) Trecho em projeto

Municípios abrangidos[editar | editar código-fonte]

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, visitando o simulador de treinamento da CPTM.
Interior de uma composição da CPTM.

NOTA: O município de São Paulo recebe os trens das sete linhas; o município de Osasco recebe os trens da Linha 8 e da Linha 9. O município de Poá recebe os trens da Linha 11 e da Linha 12. Os demais municípios recebem os trens de uma única linha.

Frota[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Frota da CPTM

A frota da CPTM conta com trens de 19 séries diferentes, algumas desativadas por serem mais antigas,[18][19] e outras recém entregues.[20] Atualmente, cada linha conta com as composições das seguintes séries:[21][22] (em negrito, constam as séries que circulam exclusivamente por uma Linha)

Obras e projetos[editar | editar código-fonte]

Obras da Estação Engenheiro Goulart, futura conexão entre as Linhas 12 e 13 da CPTM.
Centro de Controle Operacional da CPTM no bairro do Brás, em São Paulo.

A CPTM herdou linhas que no passado foram fundamentais para o desenvolvimento social e econômico do Estado de São Paulo, e que hoje são essenciais para a mobilidade na Grande São Paulo. Estações construídas no século XIX e que nunca foram reformadas, trens antigos e deteriorados, atrasos e falta de segurança nas estações e outros problemas como as invasões da faixa de domínio da empresa, foram alguns dos principais problemas encontrados depois da transferência feita entre o Governo Federal (CBTU) e o Governo do Estado de São Paulo (CPTM).

Hoje os problemas citados estão sendo contornados, com os investimentos feitos desde 1994. Contudo ainda restam muitos problemas no campo estrutural da empresa compreendendo estações e o headway.

Linha Terminais Comprimento (km) Estações Funcionamento Observações
9
Esmeralda
Grajaú ↔ Varginha[23] 4,5 2 --- Em construção[24]
12
Safira
Calmon VianaSuzano 2,6 1 --- Em construção

Trem Intra Metropolitano[editar | editar código-fonte]

A CPTM operou um trem urbano na Baixada Santista chamado Trem Intra-Metropolitano (TIM) entre os anos de 1996 e 1999, que ligava os municípios de São Vicente e Santos. Em 2017 foi inaugurado o sistema VLT da Baixada Santista pela EMTU que substituiu o TIM, fazendo um trajeto similar ao anterior. [25].

Expresso Turístico[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Expresso Turístico

O Expresso Turístico é um serviço ferroviário inaugurado pela CPTM em 18 de abril de 2009, com o objetivo de integrar pontos de interesse turístico localizados ao longo da malha ferroviária paulista, criando uma nova opção de turismo para a Região Metropolitana de São Paulo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o
Portal de São Paulo
Portal A Wikipédia possui o
Portal da cidade de São Paulo.

Referências

  1. http://www.cptm.sp.gov.br/a-companhia/BalancosDemonstrativos/CPTM%20-%20Relat%C3%B3rio%20da%20Administra%C3%A7%C3%A3o%202014%20-%20FINAL.pdf
  2. «Lei Nº 7.861». Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Consultado em 2 de junho de 2011. 
  3. Suzy Gasparini (7 de maio de 1995). «Superlotação ameaça vida de usuário do trem urbano». Folha de S. Paulo, Ano, Edição nº Caderno Folha ABCD, páginas 1 e 
  4. Fabio Schivartche/Otavio Cabral (15 de outubro de 1996). «Depredação suspende trens por 4 meses». Folha de S. Paulo, ano 76, edição nº 24667 Caderno São Paulo , página 1. Consultado em 10 de fevereiro de 2013. 
  5. «CPTM bate recorde de passageiros transportados». UOL. Consultado em 31 de dezembro de 2013. 
  6. [ligação inativa] «Sobre a CPTM». CPTM. Arquivado do original em 2 de outubro de 2007 
  7. «Linhas da CPTM ganham novos nomes». Governo do Estado de São Paulo. 3 de abril de 2008. Consultado em 26 de junho de 2018. 
  8. a b «L7.pdf» (PDF). CPTM 
  9. a b c d e f g «Sua Viagem». CPTM 
  10. a b «L8.pdf» (PDF). CPTM 
  11. «L9.pdf» (PDF). CPTM 
  12. CPTM (27 de dezembro de 2011). «CPTM altera modelo operacional nas Linhas 7 e 10». Consultado em 10 de janeiro de 2012.. Arquivado do original em 18 de janeiro de 2014 
  13. «L10.pdf» (PDF). CPTM 
  14. a b «L11.pdf» (PDF). CPTM 
  15. «L12.pdf» (PDF). CPTM 
  16. «Linha 13-Jade da CPTM, que liga São Paulo a Cumbica, começa a operar o dia todo nesta segunda». G1. 4 de junho de 2018. Consultado em 4 de junho de 2018. 
  17. «Testamos a Linha 13-Jade entre o Brás e o Aeroporto de Guarulhos – Via Trolebus». viatrolebus.com.br. Consultado em 15 de outubro de 2018. 
  18. Igor Roberto (25 de maio de 2018). «Trem Mais Antigo Da CPTM Fará Sua Despedida Neste Sábado, Dia 26». Rede Noticiando. Consultado em 3 de julho de 2018. 
  19. Ricardo Meier (5 de junho de 2017). «Novo trem coreano da CPTM está prestes a estrear na Linha 7». Metrô CPTM. Consultado em 11 de março de 2018. 
  20. Renato Lobo (18 de julho de 2018). «CPTM recebe novos trens e companhia realoca unidades entre linhas». Via Trólebus. Consultado em 20 de julho de 2018. 
  21. «Entrega e Operação dos Trens» (PDF). CPTM. Consultado em 26 de julho de 2018.. Cópia arquivada (PDF) em 2 de julho de 2018 
  22. «Frota de Trens - CPTM». Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Consultado em 28 de fevereiro de 2018.. Arquivado do original em 12 de junho de 2018 
  23. «CPTM - Plano de expansão e novos projetos» (PDF). Consultado em 10 de janeiro de 2012.. Arquivado do original (PDF) em 28 de novembro de 2010 
  24. Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (24 de setembro de 2012). «Página da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo sobre a licitação para contratação das obras». 09 de agosto de 2013. Consultado em 9 de agosto de 2013. 
  25. «Alckmin entrega o primeiro trecho do VLT da Baixada Santista». Governo do Estado de São Paulo. 31 de janeiro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Companhia Paulista de Trens Metropolitanos