São Vicente (São Paulo)

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Município de São Vicente
"A Primeira Vila Brasileira"
"Cellula-Mater da Nacionalidade"

"Berço da Democracia nas Américas"

Bandeira de São Vicente
Brasão de São Vicente
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 22 de janeiro de 1532 (484 anos)
Gentílico vicentino[1] ou calunga
Lema CELLVLA MATER
(traduzido do latim, significa: "Célula-mãe")
Padroeiro(a) São Vicente
CEP 11300-000 até 11399-999
Prefeito(a) Luis Cláudio Bili Lins da Silva (Bili) (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de São Vicente
Localização de São Vicente em São Paulo
São Vicente está localizado em: Brasil
São Vicente
Localização de São Vicente no Brasil
23° 57' 46" S 46° 23' 31" O23° 57' 46" S 46° 23' 31" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Metropolitana de São Paulo IBGE/2008[2]
Microrregião Santos IBGE/2008[2]
Região metropolitana Baixada Santista
Municípios limítrofes Norte: São Paulo, São Bernardo do Campo, Cubatão;
Leste: Santos e
Sudoeste: Itanhaém, Praia Grande e Mongaguá.
Distância até a capital 70 km[3]
Características geográficas
Área 148,424 km² [4]
População 353 040 hab. (SP:19º) –  estatísticas IBGE/2014[5]
Densidade 2 378,59 hab./km²
Altitude 6 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,768 alto PNUD/2010[6]
PIB R$ 2 458 746,691 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 7 484,27 IBGE/2008[7]
Página oficial
Prefeitura Prefeitura Municipal de São Vicente
Fundação de São Vicente, por Benedito Calixto
Ponte pênsil
São Vicente
Vista do alto do monumento dos 500 anos

São Vicente é um município da Microrregião de Santos,[8] na Região Metropolitana da Baixada Santista, no estado de São Paulo, no Brasil. A sua população estimada pelo IBGE para 1° de Julho de 2014, era de 353 040 habitantes. A sua área é de 148,424 km², o que resulta numa densidade demográfica de 2 378,59 habitantes por quilômetro quadrado.

Foi a primeira vila fundada pelos portugueses na América, em 1532. Nesse mesmo ano, a 22 de agosto, ocorreu a primeira eleição da América, em que foram escolhidos os primeiros oficiais da Câmara, atualmente equivalente ao cargo de vereador[9] . Hoje, a cidade, situada na metade ocidental da Ilha de São Vicente, que compartilha com Santos, baseia a sua economia no comércio e turismo.

Parte do município se estende pelo continente, em duas porções distintas: o bairro de Japuí, ligado à cidade por uma ponte construída em 1914 pelo engenheiro Saturnino de Brito no caminho que ruma à Praia Grande, e ao distrito de Samaritá, que inclui também os bairros do Jardim Humaitá, Parque Continental, Parque das Bandeiras, Jardim Rio Branco, Samaritá, Vila Ema e o Quarentenário, situados ao longo da rodovia Padre Manuel da Nóbrega, entre Cubatão, Praia Grande e os contrafortes da Serra do Mar.

História[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, índios tupis procedentes da Amazônia conquistaram a região atualmente ocupada por São Vicente, expulsando, para o interior, os seus habitantes anteriores (os chamados tapuias)[10] . Quando a expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos chegou ao Brasil, em 22 de janeiro de 1502, deu, à ilha, o nome de São Vicente, em homenagem a Vicente de Saragoça, um dos padroeiros de Portugal. O local, no entanto, já era conhecido pelos índios tupiniquins que a habitavam como ilha de Gohayó[11] .

Outro fidalgo português, Martim Afonso de Sousa, nomeado pelo rei de Portugal dom João III donatário de duas capitanias hereditárias que incluíam a ilha, foi enviado pela coroa portuguesa para explorar a nova colônia e colocar marcos territoriais no litoral atlântico e no Rio da Prata. Fundou, então, a vila de São Vicente em 22 de janeiro de 1532, não sem oposição dos nativos locais. "Sustentou, por espaço de três anos, contínuas guerras com os bárbaros índios carijós, guaianases e tamoios, que os conquistou apesar da oposição que neles achou, sendo-lhe necessário valer de todo o seu esforço contra a contumácia com que lhe resistiu; porque, na posse da liberdade natural, reputavam em menos as vidas que a sujeição do poder estranho; mas, vencidos em vários encontros, cedeu a rebeldia para que, com maior merecimento e glória, fundasse Martim Afonso a vila de S. Vicente"[12] .

Martim Afonso instalou, então, em sua nova vila, os símbolos do poder organizado, construindo um pelourinho, uma igreja e uma câmara e realizando, em 22 de agosto de 1532, as primeiras eleições em todo o continente americano. Como atividade econômica da nova vila, começou a cultura da cana-de-açúcar e a instalação de engenhos para a manufatura do açúcar, principal produto do período colonial. Mas a implantação deste esquema exigiu atividades complementares, consideradas secundárias, porém fundamentais para a produção açucareira. Estas eram a pecuária e a agricultura de subsistência. As primeiras cabeças de gado a chegarem ao Brasil vieram do arquipélago de Cabo Verde, em 1534, para a capitania de São Vicente.

Guerra de Iguape[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Guerra de Iguape

Esta batalha ocorreu entre os anos de 1534 e 1536, na região de São Vicente. Em virtude de uma interpretação particular do Tratado de Tordesilhas, alguns espanhóis, liderados por Ruy Garcia de Moschera, instalaram-se nos arredores da província vicentina. Aliados aos índios carijós, fundaram uma vila (a I-Caa-Para) e venceram algumas batalhas contra corsários franceses. Quando as forças de defesa luso-brasileiras enfrentaram o contingente espanhol, foram prontamente derrotadas. Em contrapartida, Garcia de Moschera e seus seguidores embarcaram no navio francês e atacaram a vila de São Vicente, que saquearam e incendiaram, levando inclusive o Livro do Tombo, deixando-a praticamente destruída, matando dois terços dos seus habitantes. No entanto, em virtude das incursões sistemáticas das forças luso-brasileiras (que arregimentaram outros índios rivais, "de serra acima", cf. Donato, p. 89), os espanhóis foram forçados a se retirarem: primeiro, para a Ilha de Santa Catarina e, depois, para Buenos Aires. Barreto (1958) menciona o episódio do saque de São Vicente por Moschera, porém datando-o de 1537 (op. cit., p. 258).

Símbolos municipais[editar | editar código-fonte]

Jorge Bierrenbach Senra, ex-prefeito deste município, através da Lei nº 1684 de 22 de março de 1976, instituiu o brasão de armas e a bandeira municipal de São Vicente.

O brasão de armas, de autoria de Lauro Ribeiro Escobar, assim se descreve: escudo baleado, de prata, com um leão rompante de púrpura e bordadura de goles, carregada de oito cruzes páteas de ouro; o escudo é encimado por coroa moral de prata, de oito torres, suas portas abertas de goles tem como suportes, hastes de cana-de-açúcar natural, listel de goles (vermelho) com a divisa "Cellular Mater" em letras de ouro.

Já a bandeira de São Vicente é retangular, de branco, com um leão rompante de púrpura e bordadura de vermelho, carregada de oito cruzes páteas em amarelo.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Praias[editar | editar código-fonte]

Sem dúvida o grande atrativo da cidade para os visitantes são as praias. A cidade possui cinco praias:

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Entre os acidentes físicos hidrográficos destacam-se no município: a Baía de São Vicente; a Baía de Santos; o Mar Pequeno; os rios: Bugres, Piassubuçú, Branco, Cacheta, Emídio, Cruz, Cobras, Cubatão, Cubatão de Baixo, Cubatão de Cima, Pilões, Branco de Cima, Acarau de Baixo, Acarau de Cima, Tapuá, Santana, Guaramar e Pompeba; os córregos: Divisa e Mãe Maria, o Ribeirão Cagecas, a Cachoeira de Itu e o Canal Barreiros.

Clima[editar | editar código-fonte]

Uma das características da região é a alta taxa de umidade relativa durante todo o ano, sempre superior a oitenta por cento. Essa taxa tão elevada resulta de intensa evaporação e das constantes inversões de massa de ar de origem polar associado ao relevo escarpado. As temperaturas médias durante o verão são em torno de 24 graus centígrados; no inverno, em torno dos dezessete graus centígrados.

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para São Vicente Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 28,2 28,8 28 26,1 24,6 23 22,6 22,5 23,6 24,9 26,1 27 25,4
Temperatura média (°C) 25,1 25,4 24,3 22,2 20,4 18,8 18,8 19,3 20,3 21,7 22,8 23,5 21,9
Temperatura mínima média (°C) 22,1 22 20,7 18,4 16,2 14,7 15 16,2 17,1 18,5 19,6 20,1 18,4
Precipitação (mm) 324 318 317 229 160 110 103 101 150 231 222 286 2 551
Fonte: Climate-Data.[13]

Vias de Ligação[editar | editar código-fonte]

A região da Baixada Santista é ligada à Grande São Paulo por rodovia através do Sistema Anchieta – Imigrantes. A Rodovia dos Imigrantes atinge o Município, cruzando a área da ilha urbana e seguindo em direção à Praia Grande pela transposição do Canal dos Barreiros através da Ponte do Mar Pequeno. Em direção ao Litoral Sul, partindo da Rodovia dos Imigrantes, tem-se a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, que corta toda a porção Continental do Município entre Serra do Mar e a planície de Samaritá. O Município é cortado de leste a oeste na ilha e na parte continental pelas linhas da América Latina Logística - ALL (antiga malha da Ferrovia Paulista - FEPASA), que em direção a oeste, interliga São Vicente com Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe; em direção a leste com Santos e em direção ao norte, chega ao Planalto Paulistano, ao sul da Grande São Paulo, em Embu-Guaçu.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

  • SP-55 - Rodovia Padre Manoel da Nóbrega
  • SP-160 - Rodovia dos Imigrantes

Demografia[editar | editar código-fonte]

São Vicente.

O Território do Município de São Vicente integra a complexa planície sedimentar da Baixada Santista, formada pelas planícies de Praia Grande e Bertioga. Estas planícies apresentam morros isolados na ilha de São Vicente (Santos/São Vicente) e de Santo Amaro (Guarujá), sendo delimitada pela linha de costa, e em sua porção interior, pelas cristas da escarpa da Serra do Mar.

Religião[editar | editar código-fonte]

O município pertence à Diocese de Santos.

O município pertence aos Presbitérios de Santos e São Vicente (Para as igrejas protestantes presbiterianas, um conjunto de igrejas forma um presbitério, um conjunto de presbitérios forma um sínodo e por fim o conjunto dos sínodos o concilio, sendo o Supremo concilio a presidência da igreja no Brasil. No caso do município de São Vicente a igreja Matriz mais as igrejas de Santos, Guarujá, Cubatão e Bertioga formam o Presbitério de Santos enquanto as outras igrejas do município mais as de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe formam o Presbitério de São Vicente).

Administração[editar | editar código-fonte]

Comércio e serviços[editar | editar código-fonte]

O centro de São Vicente (arredores das praças 22 de Janeiro, Coronel Lopes e Barão do Rio Branco) é um ponto de comércio que têm se desenvolvido em relação a outros pontos da região metropolitana desde meados da década de 2000, deixando de ser predominantemente utilizado por pessoas de baixa renda a partir de obras de revitalização central e políticas de atração com investimentos privados, como a instalação de shopping center em 2007, que impulsionou hipermercados, trouxe grandes redes de lojas, cinemas e restaurantes, explorando finalmente seu potencial estagnado das décadas anteriores.

Tal área privilegia-se de localização centralizada, pois atende tanto à demanda dos munícipes situados na área insular, quanto da área continental através da Ponte dos Barreiros como, ainda, de quem desce a serra para acessar ao município de Santos na parte da zona noroeste e de outro às praias e proximidades na zona leste ou, por fim, como acesso ao município de Praia Grande pela esplendorosa Ponte Pênsil. Por isso, atentou-se em identificar nas vias denominadas como linhas amarela e vermelha, para integrar o trânsito que aproxima-se à região entre o Centro e os bairros do Itararé e Gonzaguinha.

Cultura e turismo[editar | editar código-fonte]

Marco Padrão em São Vicente.

São Vicente não guardou muitos vestígios de sua história antiga, embora existam testemunhos valiosos. A cidade hoje é eminentemente turística, e desenvolveu-se muito no século XX devido ao turismo de veraneio, mas tem por base a sua condição histórica antiga com títulos de Cidade Monumento da História Pátria, ou de Cellula Mater da Nacionalidade. Embora a rede hoteleira seja restrita, os veranistas em geral alugam imóveis mobiliados para a temporada. Por ser um balneário antigo, a cidade possui infraestrutura consolidada, especialmente com bares, restaurantes e clubes.

Na semana de aniversário da cidade, ocorrida na data de 22 de janeiro, é realizado o evento que reúne artistas e população, utilizando-se de um grande palco ao ar livre onde se dá a Encenação da vila de São Vicente e se reafirma sua condição histórica.

Pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

Praça 22 de Janeiro[editar | editar código-fonte]

O local antigamente conhecido como Largo da Fonte passou a ser chamado por Largo Treze de Maio com a abolição da escravatura em 1888 e, a partir de 1918, passou a ser como uma praça que leva a data da fundação da vila em sua denominação. Nela, podem ser vistos o Relógio do Sol, e as estátuas de Benedito Calixto e do Soldado Pérsio de Queiroz Filho.

Praça João Pessoa[editar | editar código-fonte]

O local antigamente denominado por Largo Santo Antônio abrigava a Casa da Câmara e a Cadeia, foi construído em 1729 e em 1925 foi demolido. Atualmente, abriga o Mercado Municipal, inaugurado em 1929, onde era o centro de abastecimento local. Hoje, abriga algumas lojas em prédio histórico e a atual Igreja Matriz, que teve a sua primeira construção próxima à praia concluída em 1532 e destruída por maremoto dez anos depois, reconstruída pelo povo já na praça, em 1559, e atacada pelos piratas Thomas Cavendish em 1590 e Joris Van Spilbergen em 1615. A terceira reconstrução ocorreu em 1757 a partir das bases da segunda e permanece até hoje, tendo sofrido incêndio no ano de 2000 que revelou algumas características da antiga igreja que passam por restauração até a atualidade.

Biquinha[editar | editar código-fonte]
Biquinha de São Vicente.

No início da colonização brasileira, o Padre José de Anchieta contribuiu na catequização dos índios e na harmonização do povoado através do colégio vicentino e ministrou suas aulas de catecismo junto à denominada Bica da Fonte do Povoado que, atualmente, é fonte histórica denominada afetivamente como "Biquinha".

Ponte Pênsil[editar | editar código-fonte]

A Ponte Pênsil foi construída em 1914 e projetada pelo Engenheiro Saturnino de Brito que, na época, fez aplicação de tecnologia alemã de escoamento de esgoto para a Ponte de Itaipu, e hoje liga a ilha de São Vicente ao continente para o acesso ao município de Praia Grande e é também uma das principais atrações turísticas da cidade pela sua beleza.

Praça Kotoku Iha[editar | editar código-fonte]

Desde 1998, a localidade conhecida pelos pescadores passou a abrigar um recanto japonês, simbolizando a união da cidade de São Vicente com a de Naha, situada na Província de Okinawa, no Japão, abrigando a construção de um portal e a pedra da sorte à denominada Rua Japão.

Casa Martim Afonso[editar | editar código-fonte]

Em 1895 foi erguido um casarão por Rafael Tobias de Aguiar, conhecido como o II Barão de Piracicaba, que possui nos fundos a mais antiga construção de alvenaria do Brasil, datada da primeira década do século XVI, construída por Cosme Fernandes, o Bacharel de Cananéia, que passou a ser denominada Martim Afonso de Sousa em 1932.

Marco Padrão[editar | editar código-fonte]

Em memória à colônia portuguesa, surgiu à região o Marco Padrão, construído em 1932 sobre uma pequena ilha denominada Pedra do Mato, que apresenta escudos representativos de Portugal Quinhentista, Ordem de Cristo, atual pátria brasileira e de Martim Afonso de Sousa. Ao atravessar a plataforma de pesca e lazer e apreciar-se a vista de toda a Baía de São Vicente, chega-se ao acesso para a Ponte Pênsil.

Parque da Prainha[editar | editar código-fonte]

Em 22 de janeiro de 1502 o navegador Gaspar Lemos, comandado pelo Bacharel Cosme Fernandes, junto a um grupo de degredados construiu o Porto das Naus[14] , localizado na área continental e batizou a ilha do lado oposto como "Ilha de São Vicente". Funcionou como estaleiro e comércio. Em 1532, Martim Afonso o transformou como trapiche alfandegário. Já em 1580 abrigou um engenho de cana de açúcar por Jerônimo Leitão. Já Pero Correa incluiu a Capela de Nossa Senhora das Naus. As instalações foram posteriormente destruídas em um ataque corsário holandês de 1615 por Joris Van Spilbergen.

Morro do Voturuá[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Morro do Voturuá

Local explorado para a prática do voo livre, tem seu acesso a partir do Morro José Menino na divisa com Santos e permite a visão dessas cidades, além de Guarujá, Praia Grande e até Cubatão.

Ilha Porchat[editar | editar código-fonte]

Ilha Porchat

Local frequentado para diversão noturna e altamente explorado em época de veraneio, abriga o Monumento dos 500 Anos do Brasil, projetado por Oscar Niemeyer e localizado no pico da ilha, de onde é possível se obter uma ótima vista da cidade.

Casa do Barão[editar | editar código-fonte]

Casarão térreo com reserva ecológica de 6.500m2 construído em 1925 com tijolos, cobertura em telhas francesas, porão e uma grande varanda apoiada em colunas duplas. Serviu de residência ao Barão Kurt Von Pritzelwitz, gerente da firma exportadora de café Theodor Wille & Cia. Em 1946, o imóvel passou a sediar o Instituto São Vicente, e em 1972 o Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente, que expõe seu acervo aos visitantes. O casarão conta também com a Biblioteca Municipal em suas dependências. Foi tombado como patrimônio histórico pelo CONDEPHAAT em 1988.

Estância balneária[editar | editar código-fonte]

São Vicente.
Ver artigo principal: Estância turística (São Paulo)

São Vicente é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo estado, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Balneária, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

A cidade de São Vicente tem dez cidades em seis países diferentes que são consideradas suas irmãs.[15] São elas:

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Artes[editar | editar código-fonte]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Moda[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Editores do VOLP (2009). «Busca no vocabulário». Academia Brasileira de Letras. Consultado em 29/04/2013. 
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. «Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista». Consultado em 24 de janeiro de 2011. 
  4. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1º de julho de 2014). «Estimativas da população residente nos municípios brasileiros com data em 1º de julho de 2014». Arquivado desde o original (PDF) em 7 de setembro de 2014. Consultado em 7 de setembro de 2014. 
  6. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 01 de agosto de 2013. 
  7. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  8. Nível Territorial: Microrregião Geográfica - Unidade Territorial: 35063 - Santos - SP IBGE
  9. FERREIRA, Tito Lívio. História de São Paulo. vol. 2, pág. 94
  10. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. São Paulo. Ática. 2003. p. 19.
  11. PORTELINHA, R. Trendalert. Disponível em http://trendalert.me/de-gohayo-a-s-vicente/. Acesso em 6 de março de 2013.
  12. [[Pedro Taques de Almeida Leme|Taques, Pedro. História da Capitania de São Vicente. Brasília: Edições do Senado Federal, 2003.
  13. «Clima: São Vicente». Climate Data. Arquivado desde o original em 10 de julho de 2015. Consultado em 10 de julho de 2015. 
  14. WikiMapia - Porto das Naus no Parque da Prainha
  15. http://www.aduaneiras.com.br/noticias/noticias/default.asp?noticia_id=100950&m=1&n=3.  Falta o |titulo= (Ajuda)
  16. «Site oficial da Prefeitura». 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARRETO, Aníbal (Cel.). Fortificações no Brasil (Resumo Histórico). Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército Editora, 1958. 368 p.
  • BUENO, Eduardo. Capitães do Brasil: a saga dos primeiros colonizadores. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999. 288 p. il. ISBN 8573022523
  • DONATO, Hernâni. Dicionário das batalhas brasileiras. São Paulo: Ibrasa, 1987.
  • Luz Soriano, Simão José da. Historia da Guerra Civil e do estabelecimento do governo parlamentar em Portugal, comprehedendo a historia diplomática, militar e política d'este reino desde 1777 até 1834. Lisboa, Impr. Nacional, vol IV, 1870 p. 497.
  • YOUNG, Ernesto G. Esboço Histórico da Fundação da cidade de Iguape. Revista do IHGSP, vol II, São Paulo, 1896 pp. 49–151.
  • LÍVIO FERREIRA, Tito. História da Civilização Brasileira.
  • CONDEPHASV - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico, Cultural e Turístico de São Vicente.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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