Caeté

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Caeté
  Município do Brasil  
Vista Parcial de Caeté
Vista Parcial de Caeté
Símbolos
Bandeira de Caeté
Bandeira
Brasão de armas de Caeté
[[Brasão|Brasão de armas]]
Hino
Apelido(s) "Caeté"
Gentílico caeteense
Localização
Localização de Caeté em Minas Gerais
Localização de Caeté em Minas Gerais
Mapa de Caeté
Coordenadas 19° 52' 48" S 43° 40' 12" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Região metropolitana Belo Horizonte
Municípios limítrofes Nova União, Taquaraçu de Minas, Raposos, Rio Acima, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Bom Jesus do Amparo, Sabará
Distância até a capital 60 km km
História
Fundação 14 de fevereiro de 1714
Administração
Prefeito(a) Lucas Coelho Ferreira (PTB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 541,094 km²
População total 40,750 hab.
Densidade 0,1 hab./km²
Clima Tropical de altitude
Altitude 945,36 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 34800-000 a 34989-999[1]
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [3]) 0,789 alto
PIB (IBGE/2008[4]) R$ 235 769,777 mil
PIB per capita (IBGE/2008[4]) R$ 5 802,28
Outras informações
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Bom Sucesso[5]

População estimada [2019] 44.718 pessoas

Caeté é um município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, no Brasil. De acordo com o IBGE em 2019, sua população estimada é de 44 718 habitantes.[6]

É neste município que se encontra a Serra da Piedade. No alto, há um santuário católico que recebe romeiros. No mesmo lugar, funciona o Observatório Astronômico Frei Rosário, da Universidade Federal de Minas Gerais. Além disso a cidade é o berço da Guerra dos Emboabas

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Caeté", em língua tupi, significa "mato verdadeiro", através da junção dos termos ka'a ("mato") e eté ("verdadeiro")[7]. Sua denominação anterior era Villa Nova da Rainha.

História[editar | editar código-fonte]

Caeté, s.d. Arquivo Nacional.

A história de Caeté teve início no ciclo do ouro, guardando importantes episódios, como a Guerra dos Emboabas.

Os meados e fins do século XVII caracterizaram-se em Minas Gerais, pela penetração de grupos formados por intérpdidos aventureiros, vindos do litoral, em procura de fortuna, na exploração de ouro, prata e pedras preciosas. Em Caeté, a primeira das “entradas” pode ser atribuída ao sertanista Lourenço Castanho Tanques (capitão-mor da expedição), visto datar de 23-III-1664 uma carta régia que o louva “pelos serviços prestados como um dos descobridores de Minas dos Cataguazes e dos Sertões do Caeté, fato que ocorreu, portanto, pelo menos no começo do ano anterior, ou mais provavelmente, em 1662, atenta a morosidade das comunicações naquele e o acurado exame das cousas que precediam de ordinário as deliberações régias quando estas importavam em honra ou mercê para os vassalos”. Depois, as explorações de Antônio Rodrigues Arzão, que conseguiu extrair apreciável quantidade de ouro em nossas terras, sendo seu cunhado Bartolomeu Bueno de Sequeira o continuador de suas pesquisas. Mais tarde, a expedição do ousado paulista Leonardo Nardez, citado pelo ilustre cientista Guilherme von Eschwege em sua notável obra “Pluto Brasiliensis”, como descobridor de Caeté, que trata do local onde mais tarde haveria de aparecer a tumultuosa e opulenta Vila Nova da Rainha do Caeté. Esse fato é também registrado pelo historiador Rodolfo Jacó, em artigo publicado no “Jornal do Comércio” do Rio de Janeiro, em edição de janeiro de 1914, por ocassião das comemorações do bicentenário da instalação da futura cidade de Caeté. Diz o historiador Rodolfo Jacó, “que, subindo pelo rio Sabará, ao longo da serra alcantilada (Serra da Piedade), e depois por um de seus galhos, Leonardo Nardez e os Guerras, os dos Santos, encontrando boa pista, vieram pousar entre colonias plácidas, às margens do pequeno ribeiro, cuja fonte próxima depararm à boca da mata espessa (Caeté) que orlava então a encosta da serra divisória do rio Doce. Daí o nome dado ao regato pelos índios ou pelos próprios invasores, e por estes, depois, ao pequeno arraial que levantaram”. A origem e o significado da palavra Caeté provem da língua indígena e quer dizer: - mata virgem, mato verdadeiro, segundo Teodoro Sampaio, citado por Nelson de Sena em seu Anuário Histórico e Cartográfico de Minas Gerais, edição de 1909, página 282. Concluiu-se, pois, que Caeté (a atual cidade) que era até 1700 uma floresta ocupada por Índios, que tinham sua principais tabas ou aldeias na Pedra Branca e Ribeirão do Inferno (redondezas da cidade), foi, em 1701, “descoberto” pelo bandeirante paulista Leonardo Nardez, que aqui veio parar attraído pela riqueza aurífera da região. Apesar de descoberto por Nardez, Caeté, segundo alguns historiadores, deve seu povoamento aos irmãos João e Antônio Leme, auxiliadores pelos Guerra, descendentes da condessa Maria de Souza Guerra. Não tardou a descoberta se fizesse conhecida nos mais longínquos pontos da Colônia, pois dentro em pouco para aqui, afluíram levas “paulistas e forasteiros” do litoral Brasileiro e do reino, “vindo sobretudo da Bahia pelo São Francisco”, ficando Caeté, já em 1704, bastante povoado, contando entre seus principais fundadores os seguintes: Sebastião Pereira de Aguilar e sargento-mor Amaral, baianos famosos e riquíssimos; D. Maria Borba, irmã do tenente-general Manoel de Borba Gato, casada com Manoel Rodrigues Goes; frei Simão de Santa Tereza, que aqui iniciou, em 1704 , a construção da igreja do Rosário e ainda o famoso Manoel Nunes Viana que se estabeleceu no sopé da Serra da Piedade, de onde apurou – Segundo Antonil – outro tanto talvez da riqueza que Borba Gato acumulou em Sabarabuçu (Sabará), que foi de 50 arrobas de ouro. Citado o nome desse último povoador, ocorre mencionar a fratricida luta que se desenrolou em 1707 nestas paragens e que é fato marcante na história do Brasil, a Guerra dos Emboabas. Vitorioso, Nunes Viana, que chefiava a rebelião, é sagrado pelo frade Francisco Menezes e seus companheiros como “ditador de Minas”. – Faziam parte do Governo – Frei Simão de Santa Terezza, secretário-geral. Antônio Francisco da Silva, ajudante militar; Sebastião Pereira de Aguilar, superintendente do distrito e cel. Luiz do Couto, comandante militar da praça. Tal estado de cousas só teve solução com o trabalho arguto e hábil do recém-nomeado governador das províncias reunidas do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas, Antônio Alburquerque Coelho de Carvalho que sucedera a D. Fernando Martins Mascarenhas de Alencastro. Combinado, por intermédio do frade Miguel Ribeiro, um encontro entre Nunes Viana e o novo Governador, este o recebeu com benevolência e simpatia e para dar ao acontecimento “um caráter solene, convocou sob a regência de EL-Rei o governo supremo das Minas. Justo é lembrar o unânime registro dos historiadores sobre a personalidade de Manoel Nunes Viana – um homem valente, bondoso e justo. Conseguindo a habilidade do governador Antônio de Albuquerque e a boa vontade de Nunes Viana dar fim às desordens e tumultos que reinavam em Minas, Caeté evolui rapidamente, sendo elevado à vila a 29 de janeiro de 1714 por D. Braz Baltazar da Silveira.Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Volume XXIV ano 1958.

Parte do patrimônio artístico e arquitetônico que remonta a esse passado encontra-se ainda bem conservado. Como exemplo disso, pode-se citar a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso, a primeira de Minas Gerais construída em alvenaria de pedra, uma das belas obras do barroco e do rococó. Outras boas opções são os museus Regional e Casa João Pinheiro (Solar do Tinoco), do século XVIII.

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Distrito criado com a denominação de Vila Nova da Rainha, por carta régia de 16-02-1724, e lei estadual nº 2,de 14-09-1891. Elevado à categoria de vila com a denominação de Vila Nova da Rainha, em 29-01-1714, pelo governador do D. Braz Balthazar da Silveira. Instala em 14-02-1714. Pela resolução de 30-06-1833, a vila é extinta. Elevado novamente á categoria de vila com a denominação de Caeté, pela lei provincial nº 171, de 23-03-1840, desmembrado do município de Sabará. Sede na antiga povoação de Vila Nova da Rainha. Constituído do distrito sede. Elevado á condição de cidade com a denominação de Caeté, pela lei provincial nº 1258, de 25-11-1865. Pela lei provincial nº 2709, de 30-11-1880, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de Morro Vermelho e anexado ao município de Caeté. Pela lei estadual nº 113, de 20-06-1890, e lei estadual nº 2, de 14-09-1891, é criado o distrito de União e anexado ao município de Caeté. Pela lei estadual nº 2, de 14-09-1891, são criados os distritos de Cuiabá e Penha e anexados ao município de Caeté. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 7 distritos: Caeté, Cuiabá, Morro Vermelho, Penha, União, Roças Novas, Taquarassu este dois ultimos desmembrados do município de Sabará. Assim permanecendo nos quadros de apuração do recenseamento geral de 1-IX-1920. Pela lei estadual nº 843, de 07-09-1923, desmembra do município de Caeté o distrito de Cuiabá transferido para o município de Sabará. Pela referida lei estadual é criado o distrito de Antônio dos Santos com terras desmembradas dos distritos de Penha e Roças Novas e anexado ao município de Caeté. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 7 distritos: Caeté, Antônio dos Santos, Morro Vermelho, Penha, Roças Novas, Taquarassu. União. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decreto-lei estadual nº 1058, de 31-12-1943, os distritos de Penha passou a denominar-se Penedia e União a chamar-se União de Caeté. E ainda pelo mesmo decreto o distrito de Taquarasu passou a grafar Taquaraçu. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 7 distritos 7 distritos: Caeté, Antônio dos Santos, Morro Vermelho, Penedia (Penha), Roças Novas, Taquaraçu (ex-Taquarassu) e União de Caeté (ex-União). Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 7 distritos: Caeté, Antônio dos Santos, Morro Vermelho, Penedia, Roças Novas, Taquaraçu, e União de Caeté. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Pela lei estadual nº 2764, de 31-12-1962, desmembra do município de Caeté os distritos de Taquaraçu. Elevado á categoria de município coma denominação de Taquaraçu de Minas e União de Caeté. Elevado á categoria de município com a denominação José de Melo. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 5 distritos: Caeté, Antônio dos Santos, Morro Vermelho, Penedia e Roças Novas. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007. Alteração toponímica municipal Vila Nova da Rainha para Caeté, alterado pela lei provincial nº 171, de 23-03-1840. Fonte: Enciclopédia dos Municípios Brasileiros – Volume XXIV ano 1958

Turismo de Aventura[editar | editar código-fonte]

A cidade apresenta grande potencial para a prática de turismo de aventura, tendo grande tradição no arborismo. Foi citada pela Revista Veja como um dos nove principais destinos do Brasil para a prática de esportes radicais.[8]

Há também vários distritos na cidade que oferecem boas opções de turismo. No Distrito de Morro Vermelho existe a Cachoeira de Santo Antônio, com uma queda de aproximadamente 10 metros.

Pontos Turísticos[editar | editar código-fonte]

  • Serra da Piedade
  • Cachoeira de Santo Antonio
  • Ruínas da Igreja de São Gonçalo
  • Morro Serrote
  • Ponte do Funil
  • Serra do Gandarela
  • Solar do Tinoco (Casa João Pinheiro)
  • Igreja Matriz Nossa Senhora do Bom Sucesso
  • Igreja do Rosário
  • Pelourinho do Poder
  • Pedra Branca (Muito usada para a pratica de alpinismo)




Bairros[editar | editar código-fonte]

  • Americano
  • Bela Vista
  • Bonsucesso
  • Berralobo
  • Barro Preto (São Francisco)
  • Centro
  • Cidade Jardim
  • Charneaux
  • Córrego Machado
  • Deschamps
  • Dom Carmelo
  • Europeu
  • Emboabas
  • Fonte da Clara
  • José Brandão
  • Jardim Bandeirantes (Pombal)
  • Morgan
  • Pedra Branca
  • Pito Aceso
  • Quintas da Serra
  • Santo Antônio
  • Santa Fructuosa
  • São Geraldo
  • Vila das Flores
  • Vila Zelinda
  • Vista da Serra

Distritos[editar | editar código-fonte]

  • Antônio do Santos
  • Morro Vermelho
  • Penedia (Penha)
  • Roças Novas
  • Rancho Novo
  • Posses

Povoados[editar | editar código-fonte]

  • Água Limpa
  • Cafezal

Caeteenses Ilustres[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  5. Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). «Lista por santos padroeiros» (PDF). Descubra Minas. p. 16. Consultado em 14 de setembro de 2017. Cópia arquivada (PDF) em 14 de setembro de 2017 
  6. Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs de nome IBGE_Pop_2010
  7. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  8. VEJA on-line - Na onda da aventura
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