São Joaquim de Bicas

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São Joaquim de Bicas
  Município do Brasil  
Vista parcial da cidade a partir da Rodovia Fernão Dias
Vista parcial da cidade a partir da Rodovia Fernão Dias
Símbolos
Bandeira de São Joaquim de Bicas
Bandeira
Brasão de armas de São Joaquim de Bicas
Brasão de armas
Hino
Gentílico sanjoaquimbiquense
Localização
Localização de São Joaquim de Bicas em Minas Gerais
Localização de São Joaquim de Bicas em Minas Gerais
São Joaquim de Bicas está localizado em: Brasil
São Joaquim de Bicas
Localização de São Joaquim de Bicas no Brasil
Mapa de São Joaquim de Bicas
Coordenadas 20° 02' 56" S 44° 16' 26" O
País Brasil
Unidade federativa Minas Gerais
Região metropolitana Belo Horizonte
Municípios limítrofes Igarapé, Betim, Brumadinho, Mário Campos
Distância até a capital 39 km
História
Fundação 21 de dezembro de 1995 (26 anos)
Administração
Prefeito(a) Antonio Augusto Resende Maia (DEM, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [2] 72,455 km²
População total (Censo IBGE/2010[3]) 25 619 hab.
Densidade 353,6 hab./km²
Clima tropical
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
CEP 32920-000 a 32999-999[1]
Indicadores
IDH (PNUD/2000[4]) 0,707 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 276 950,969 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 11 804,24
Sítio www.saojoaquimdebicas.mg.gov.br (Prefeitura)
camarasaojoaquimdeb.mg.gov.br (Câmara)

São Joaquim de Bicas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada pelo IBGE em 2010 era de 25.619 habitantes. Pertence à Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

Quando a povoamento da região teve início foi construída uma capelinha e nela foi colocada sobre o altar uma imagem de São Joaquim. A imagem, e a vegetação, renderam o primeiro nome dado à região: São Joaquim do Campo Verde.

Durante o processo de mineração no leito do Rio Paraopeba os cascalhos eram lavados com jatos de água (bicas). Esse fato acabou por alterar o nome do povoado para São Joaquim de Bicas, como permanece até hoje.    

História[editar | editar código-fonte]

Povoamento [editar | editar código-fonte]

O povoamento de Minas Gerais foi resultado principalmente da descoberta do ouro no final do século XVIII. Os primeiros povoados no estado foram fundados pelos Bandeirantes. Algumas dessas expedições subiram o curso do Rio Paraopeba e, como as terras próximas ao leito eram propícias para o plantio e criação de gado, algumas famílias acabaram se fixando nesses assentamentos mesmo depois dos Bandeirantes seguirem em sua busca por ouro de aluvião.

A religião foi um fato marcante na história do arraial. As manifestações religiosas serviam para uma convergência entre habitantes e tropeiros que por aqui passavam. Uma capela foi construída para a realização de novenas e orações e foi nessa que a imagem esculpida de São Joaquim e que, juntamente com a vegetação, inspirou o nome do arraial, que depois mudaria de novo para em razão da mineração.                

A Pedra Fundamental

Em 1880 São Joaquim de Bicas recebeu um Cartório de Registros e teve sua condição elevada a Distrito de Pará de Minas. Nesse período o arcebispo de Mariana criou a paróquia de São Joaquim, concedendo mais autonomia religiosa. O cartório, no entanto, foi transferido para o povoado do Barreiro (atual Igarapé) por conflitos políticos. Para evitar qualquer tipo de manifestação, a transferência pode ter ocorrido durante a noite. Isso fez com que São Joaquim de Bicas fosse rebaixado à condição de povoado, porém ainda era a sede da paróquia.

A capela de madeira acabou por se tornar pequena ante o crescente número de fiéis. A construção de uma nova necessitava da bênção da pedra fundamental por uma autoridade eclesiástica. A mobilização do povo, realizando várias peregrinações até Mariana pedir ao bispo, deu resultado e a bênção foi concedida. Outras comunidades também tinham o desejo de construir uma igreja que seria a sede da paróquia, sendo assim, segundo relatos de quem presenciou, um grupo de homens de Igarapé foi enviado para roubar a pedra fundamental. Conta-se que estes, por razões sobrenaturais, não tiveram força para mover a pedra e foram expulsos por um grupo de mulheres armadas com foices, enxadas e outras armas improvisadas. Com receio de outras incursões como esta, os moradores montaram piquetes nos limites do município, mas a tentativa não se repetiu.

Os moradores construíram a nova igreja, enterrando a pedra fundamental embaixo do altar e reformaram a velha igreja de madeira, mas a praça consista apenas na igreja, sem nenhum jardim ou se quer bancos. Esses adereços só foram acrescentados em 1966 quando o prefeito de Igarapé (município já independente ao qual São Joaquim de Bicas pertencia à época) reformou toda a praça da igreja de São Joaquim cultivando jardins e construindo bancos com nomes daqueles que ajudaram na construção da nova praça.                      

Formação administrativa

Depois de perder o cartório de registros para o Barreiro (Igarapé) e ser rebaixado à condição de povoado em 1931, São Joaquim de Bicas volta a ser promovida com um novo cartório em 1953 e ambos os distritos agora pertenciam a Mateus Leme e não mais a Pará de Minas. Com a criação do município de Igarapé em 1962, implantado em março de 1963, São Joaquim de Bicas passa a integrar o novo município até sua efetiva emancipação em 1995.

Antes, outras tentativas frustradas de criação de um novo município foram preteridas nas décadas de 1970, 1980 e no início da década de 1990 até culminar na emancipação política do município. O pedido foi apresentado na Assembléia Legislativa em 10 de fevereiro de 1995, o que selou definitivamente a inauguração do processo de emancipação. No dia 22 de outubro do mesmo ano foi realizado o plebiscito no qual compareceram 4.042 eleitores sendo que 3.809 votaram a favor, 103 votaram contra, 73 votaram em branco e 57 anularam o voto. Com a maioria favorável à emancipação, São Joaquim de Bicas foi transformada em cidade através da lei 12.030 de 21 de dezembro de 1995, quando é comemorado o aniversário da cidade.

São Joaquim de Bicas ficou sob administração de Igarapé até a instalação do município, ocorrida em 1º de janeiro de 1997, com a posse do prefeito, do vice-prefeito e dos vereadores.

Geografia[editar | editar código-fonte]

  • População     - 25.619 habitantes.
  • Área         - 71,557 km2
  • Altitude     - 755m
  • Latitude     - 20:02:575
  • Longitude     - 44:18:26W
  • Clima          - Tropical de altitude
  • Relevo      - Montanhoso
  • Bioma         - Mata Atlântica e Cerrado

Municípios limítrofes[editar | editar código-fonte]

  • Mário Campos    – Leste
  • Brumadinho     – Sul
  • Betim         – Norte
  • Igarapé         – Oeste

Distâncias[editar | editar código-fonte]

  • Belo Horizonte – 45 Km
  • São Paulo     – 542 Km
  • Rio de Janeiro – 472 Km
  • Vitória          – 562 Km
  • Brasília          – 753 Km

Vias que servem ao município[editar | editar código-fonte]

Aliada ao sistema viário de rodovia, que liga a cidade aos principais centros industriais do país pela BR 381 - Rodovia Fernão Dias (Trecho BH-São Paulo), a cidade é atendida pela Linha do Paraopeba da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil (posteriormente Rede Ferroviária Federal) através da estação ferroviária no povoado de Fecho do Funil.

O transporte ferroviário de passageiros foi operado pela RFFSA na cidade até o ano de 1996, por meio dos trens Barreirão e Cata-Jeca que ligavam São Joaquim de Bicas a Conselheiro Lafaiete e à capital mineira, Belo Horizonte (no bairro do Barreiro). Após a privatização, a ferrovia ficaria destinada ao transporte de cargas, sob concessão da MRS Logística. [6][7]

Principais Avenidas e Ruas[editar | editar código-fonte]

  • Av. Coronel Antônio Gabriel: Segue o trajeto da BR 381 sendo sua marginal ao sul (ao norte é a Rua lateral).  Tem início junto com a Rua Marajó a oeste e segue a rodovia até a saída da cidade, quando passa a margear o Rio Paraopeba, tendo fim apenas quando cortada pela Rua Espírito Santo.
  • Rua José Gabriel de Rezende: Tem início na Av. Cel. Antônio Gabriel e pode ser considerada como a principal da cidade. Corta o bairro Tereza Cristina de norte a sul. O trajeto da via leva até o distrito de Nossa Senhora da Paz, mas ainda no bairro Pedra Branca seu nome muda para Rua Igarapé, depois passa a se chamar Estrada de São Joaquim de Bicas e, por fim, Estrada de Nossa Senhora da Paz.
  • Av. Jorge Sachs Resk: Tem seu início da Avenida Rui Barbosa, Que tem esse nome apenas nas mediações da Igreja Matriz de São Joaquim. Estende-se até um quarteirão depois a um entroncamento onde é formada a Avenida José G. Queiroz no bairro Planalto.
  • Rua Um: Tem início na Av. Cel. Antônio Gabriel, logo na saída da cidade e acompanha o leito do rio Paraopeba durante um bom trecho. Ao passar pelo bairro Tupanuara tem seu nome alterado para Rua Hum. É uma rota que liga a região central da cidade ao bairro Nazaré.

Feriados municipais[editar | editar código-fonte]

  • 26 de julho        – Dia de São Joaquim (padroeiro)
  • 08 de dezembro     – Dia de Nossa Senhora da Conceição
  • 21 de dezembro     – Aniversário da cidade

Região Metropolitana[editar | editar código-fonte]

Faz parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte, também conhecida pela abreviatura RMBH ou simplesmente Grande Belo Horizonte, é a terceira maior aglomeração urbana do Brasil, com uma população de 5.152.217 habitantes, conforme o Censo Estimativo de 2013, sem contar o colar metropolitano. Seu produto metropolitano bruto (PMB) somava em 2010 cerca de 132,9 bilhões de reais.

Bandeira[editar | editar código-fonte]

Surgimento[editar | editar código-fonte]

Em 1997 foi realizado um concurso público para a escolha da bandeira de São Joaquim de Bicas. Entre os 259 trabalhos o vencedor foi de Flávia Caldeira Brant. A bandeira significa o caráter hospitaleiro da cidade, o poder Municipal, o Rio Paraopeba, o Parque Industrial e a vitória na luta pela emancipação.

Descrição[editar | editar código-fonte]

A bandeira do município é composta por uma cruz vermelha sobreposta sob outra branca, semelhante ao modelo dinamarquês (presente em todos os países nórdicos) em fundo verde, além de uma lua crescente amarela no quadrante superior esquerdo e do brasão de armas, sob um círculo branco, na interseção das cruzes.

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Na parte superior está uma coroa mural de cinco torres, símbolo universal de domínio, e que tendo suas aberturas de vermelho, proclamam o caráter hospitaleiro do povo. O escudo é dividido em quatro partes, sendo que na parte superior, em fundo azul-celeste está um sol dourado com raios espargentes, traduz a irradiação do poder municipal a todos os quadrantes do município e a expansão de nossa cultura pelo país. À esquerda, três linhas onduladas na cor prata simbolizam o rio Paraopeba. À direita, também prateado, uma representação de uma indústria lembra a presença industrial na cidade. Na parte inferior, três montes dourados sob fundo celeste representam a paisagem do município. Ainda na parte inferior, sobre os montes, está o barrete frígio, símbolo usado desde a revolução francesa como símbolo da democracia. Dois ramos de louro, símbolo de vitória, ficam um em cada lado do brasão e homenageiam a luta pela emancipação do município. Por baixo do escudo uma faixa vermelha trás o nome do município e a data de sua origem escritas na cor prata.

Referências

  1. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010 
  6. «Fecho do Funil -- Estações Ferroviárias do Estado de Minas Gerais». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  7. «Trem Barreirão -- Trens de passageiros do Brasil». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 9 de outubro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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