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Conselheiro Lafaiete

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Nota: Para o político do Império do Brasil, conselheiro Lafayette, veja Lafayette Rodrigues Pereira.
Conselheiro Lafaiete
Vista de Conselheiro Lafaiete
Vista de Conselheiro Lafaiete
Vista de Conselheiro Lafaiete
Hino
Gentílicolafaietense[1]
Localização de Conselheiro Lafaiete em Minas Gerais
Localização de Conselheiro Lafaiete em Minas Gerais
Localização de Conselheiro Lafaiete em Minas Gerais
Conselheiro Lafaiete está localizado em: Brasil
Conselheiro Lafaiete
Localização de Conselheiro Lafaiete no Brasil
Mapa
Mapa de Conselheiro Lafaiete
Coordenadas: 20° 39′ 36″ S, 43° 47′ 09″ O
PaísBrasil
Unidade federativaMinas Gerais
Municípios limítrofesNorte: Congonhas e Ouro Branco;
Leste: Itaverava e Santana dos Montes;
Sul: Cristiano Otoni;
Oeste: Queluzito e São Brás do Suaçuí.
Distância até a capital96 km
Fundação19 de setembro de 1790 (235 anos)
Governo
  Prefeito(a)Leandro Tadeu Murta Chagas (PRD [2], 2025–2028)
Área
  Total [3]369,544 km²
Altitude995 m
População
  Total (Censo IBGE/2022[1])131 621 hab.
Densidade356,2 hab./km²
Climatropical de altitude (Cwa)
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
CEP36400-000 a 36409-999[4]
IDH (PNUD/2010[5])0,761 alto
PIB (IBGE/2021[6])R$ 3 118 548,686 mil
  Per capita (IBGE/2021[6])R$ 23 881,55
Sítioconselheirolafaiete.mg.gov.br (Prefeitura)
conselheirolafaiete.mg.leg.br (Câmara)
Outras informações
Ficha técnica
Comarca Conselheiro Lafaiete
Vereadores[7] 11 - 13
País Brasil Brasil
Macrorregião Sudeste
Área urbana 13,5 km²
Unidades Locais 17522 Empresas est. 2026
Trabalhadores 26000, est 2026
Índice Gini 0,41 est. 2003
Eleitores 82.554 (0,586% do estado) est. TRE-MG

Conselheiro Lafaiete é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, na região Sudeste do país. Sua população estimada em 2024 era de 137 980 habitantes, o que o torna o 20º município mais populoso do estado.[1]

Surgida como um dos povoados mais antigos de Minas Gerais, com o nome de Campo Alegre dos Carijós, a partir da exploração dos bandeirantes no final do século XVII, foi elevada à categoria de vila em 1790, com o nome de Queluz, e à categoria de cidade em 1866. Em 1934, recebeu seu nome atual, em homenagem a Lafayette Rodrigues Pereira, ilustre filho da terra, influente político na época do Império do Brasil.[8]

História

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Originalmente a região era habitada por aldeamentos de povos indígenas puris, denominados de forma genérica como "carijós". Esses povos migraram do Rio de Janeiro, fugindo da perseguição e da perda de territórios.[9]

As primeiras expedições a percorrerem a região de Conselheiro Lafaiete foram a dos bandeirantes paulistas à procura de indígenas para escravizar e metais preciosos, como a de Fernão Dias (1674) e Lourenço Castanho Taques (1675).[8]

Por volta de 1681, portugueses e paulistas pertencentes à bandeira de Borba Gato e Rodrigo Castelo Branco, que haviam amotinado contra a sua liderança, se fixaram junto a Serra de Ouro Branco, no atual município de Congonhas, mas, devido à hostilidade dos indígenas locais, se fixaram em uma área habitada pelos carijós, considerados de boa índole e pacíficos, se estabelecendo em uma aldeia indígena dos mesmos, assim formando a povoação de Campo Alegre dos Carijós (atual cidade de Conselheiro Lafaiete).[8][10]

Nos primeiros tempos, os colonos e os indígenas teriam erguido uma capela simples de colmos na povoação, provavelmente no local em que hoje está a Escola Estadual Narciso de Queirós.[8]

Em 1683, o arraial dos Carijós foi visitado por Garcia Rodrigues, filho de Fernão Dias. Nos anos seguintes, aumentou a convicção entre os paulistas, sobretudo os de Taubaté, da existência de ouro nas proximidades do povoado.[8]

Na última década do século XVII, o arraial de Campo Alegre dos Carijós se tornou ponto de parada para bandeirantes que se dirigiam para outras localidades da região à procura de ouro, como Itaverava, Ribeirão do Carmo (atual Mariana), Sabará, Vila Rica (atual Ouro Preto) e Catas Altas. Em 1694, a bandeira de Bartolomeu Bueno de Siqueira descobriu jazidas de ouro nas proximidades de Campo Alegre dos Carijós, onde hoje está o município de Itaverava. Nessa época, foi edificada uma capela ou igreja de pau-a-pique em louvor a Nossa Senhora da Conceição, provavelmente onde hoje é a Praça Nossa Senhora do Carmo.[8][10]

Em 1709, foi criada a paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Campo Alegre dos Carijós, vinculada à Diocese do Rio de Janeiro. Dois anos depois, foi inaugurado o Caminho Novo, ligando o Rio de Janeiro às jazidas de ouro de Minas Gerais, passando por Campo Alegre dos Carijós, que viu sua população só aumentar, o que levou, em 1732, à construção de uma nova matriz, de taipa e madeira, no local da atual igreja matriz da cidade.[8]

Em 1752, foi criado o distrito de Campo Alegre dos Carijós, subordinado à vila de São José d’El Rei (atual Tiradentes).[11]

A agricultura se desenvolveu e, em meados do século XVIII, a proporção de agricultores em relação a mineradores era bem maior que na maioria das outras localidades da região aurífera de Minas Gerais.[12]

Com a decadência da produção de ouro e a alta cobrança de impostos, a Inconfidência Mineira estourou em 1789, com Carijós participando por meio de seus filhos, como o padre José Rodrigues da Costa.[8]

Atendendo a um pedido da população do arraial, a povoação de Carijós foi elevada à categoria de vila por meio de Alvará régio de 19 de setembro de 1790, assinado pela Rainha Maria I de Portugal, recebendo a nova entidade o nome de Real Vila de Queluz, em homenagem ao palácio real em que foi assinado a legislação.[8][10]

A Vila de Queluz participou da independência do Brasil ao enviar ao Príncipe Regente Pedro (futuro imperador Pedro I do Brasil) uma petição para instalar uma Câmara das Cortes no Brasil em 25 de junho de 1822.[8]

A Lei municipal nº 1276, de 2 de janeiro de 1866, elevou Queluz à categoria de cidade.[10][11]

A Comarca de Queluz, criada em 30 de junho de 1833, foi elevada à categoria de comarca de segunda entrância em 1872.[11]

Pelo Decreto-lei estadual nº 11274, de 27 de março de 1934, o município de Queluz foi renomeado para Conselheiro Lafaiete, em homenagem ao conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, ilustre filho da terra, quando se comemorava o centenário do seu nascimento.[8][10]

Na Segunda Guerra Mundial, Conselheiro Lafaiete esteve presente com 63 filhos da terra lutando na Força Expedicionária Brasileira.[8]

Ao longo de sua história, o município perdeu território para a criação dos municípios de Carandaí em 1923 e também para Congonhas do Campo (transferida de Ouro Preto para Queluz em 1923), Catas Altas, Itaverava e Queluzito, o primeiro em 1938 e os três últimos em 1962.[11]

Geografia

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Conselheiro Lafaiete localiza-se estrategicamente, pois fica a poucos quilômetros dos centros consumidores do Sudeste brasileiro e próximo aos corredores de exportação de Santos, de Vitória e do Rio de Janeiro.

O município pertence à Microrregião de Conselheiro Lafaiete que pertence a Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte. A população da Microrregião de Conselheiro Lafaiete de acordo com o censo do IBGE de 2006 era de 238.172 habitantes e está dividida em doze municípios. Possui uma área total de 2.945,615 km².

A vegetação predominante é o Cerrado e em alguns pontos Mata Atlântica.

Localização

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Conforme a classificação geográfica mais moderna (2017) do IBGE, Conselheiro Lafaiete é o município principal da Região Geográfica Imediata de Conselheiro Lafaiete, na Região Geográfica Intermediária de Barbacena.[13] Fica a 96 km da capital do estado, Belo Horizonte. Localiza-se dentro da região do antigo Queluz de Minas, atualmente, o Alto Paraopeba - onde ficam também as cidades de Belo Vale, Congonhas, Ouro Branco, Entre Rios de Minas, Jeceaba e São Brás do Suaçuí.

Transporte

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Conselheiro Lafaiete possui o transporte rodoviário, realizados pelas BR-040, BR-482, BR-383 e MG-129. Também possui uma linha ferroviária, a linha do Centro da antiga estrada de ferro Central do Brasil, destinada, majoritariamente, para o transporte de minério.[14] A cidade também possui o Aeroporto de Conselheiro Lafaiete, para aeronaves de pequeno porte. Recentemente foi anunciado pelo Ministério de Portos e Aeroportos a abertura de um aeródromo no município.[15]

Clima e temperatura

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O município possui uma média anual de 20 °C, com máximas anuais a 25 °C e mínimas anuais a 15 °C. O índice pluviométrico anual é de 967 mm. O clima é tropical de altitude.[carece de fontes?]

Aspectos físicos

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O relevo do município é majoritariamente montanhoso, cerca de 70% do território. Em menor grau, 22%, plano, e 8% ondulado. Conselheiro Lafaiete, está edificada no dorso central do Espinhaço, Serra da Mantiqueira.

O município é cortado por quatro rios: o Rio Pequeri (situado na zona rural do município), o Rio Ventura Luiz (com nascente no Bairro São José), o Rio Bananeiras, e o Rio Paraopeba. Todos esses rios fazem parte da Bacia do Rio São Francisco. Além disso, o município também serve como divisor da bacia hidrográfica do Rio Doce.[16]

Demografia

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A população de Conselheiro Lafaiete se mantém em crescimento vegetativo, porém quase sempre de maneira constante, com taxas médias de crescimento anual acima de 2%.

Ano População
1970 50.960
1980 72.438
1991 89.059
2000 102.417
2006 113.019
2007 109.280
2008 113.576
2010 116.527
2013 123.275
2020 129.606
2024 137.980

Subdivisões

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Conselheiro Lafaiete é dividida em cinco regionais (regiões). São eles:

  • Região Central
  • Zona Oeste
  • Zona Sul
  • Zona Leste
  • Zona Norte

Distritos

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Albertina Cachoeira Jardim América Monteville Quinta do Sol Santo Agostinho
Albinopolis Campo Alegre Jardim Cachoeira Morada do Sol Rancho Novo Santo Antônio
Almeidas Capela da Paz Jardim das Flores Morro da Mina Real do Queluz São Benedito
Alvorada Carijós Jardim do Sol Novos Carijós Recanto da Hípica São Dimas
Amaro Ribeiro Centro Jardim Eldorado Novo Horizonte Recanto dos Colibris São Geraldo
Angélica Cidade Satélite Jardim Europa Oscar Correia Residencial Topázio São Gonçalo
Arcádia Chapada Jardim Incofidentes Ouro Verde Rochedo São João
Bandeirantes Copacabana J.K. Parque das Acácias Rosário São Jorge
Bela Vista I Distrito Industrial Lima Dias I Parque das Flores Sagrado Coração de Jesus São José
Bela Vista II Expedicionário Lima Dias II Parque dos Ferroviários Santa Cruz São Lucas
Bellavinha Fonte Grande Lourdes Parque Santa Luzia Santa Efigênia São Marcos
Belvedere Funcionários Manoel Corrêa Paulo VI Santa Maria São Sebastião
Boa Vista Gagé Manoel de Paula Progresso Santa Matilde São Vicente
Bom Pastor Gigante Mario Zebral Queluz Santa Rosa Siderúgico
Parque bandeirantes Granja das Hortências Moinhos Quinta das Flores Santa Terezinha Sion
Tiête Tiradentes Triângulo União Vila Resende Vista Alegre
Cristo de Conselheiro Lafaiete, em primeiro plano a cidade.

O município integra o circuito Villas e Fazendas[17] e o circuito da Estrada Real.[18]

Política e administração

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Prefeito: Leandro Tadeu Murta dos Reis Chagas (PRD)

Vice-Prefeito: Marcelo de Assis Pereira (PRD).

Presidente da Câmara: Erivelton Martins Jayme da Silva

Dialeto local

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Segundo o Esboço de um Atlas Linguístico de Minas Gerais (EALMG), realizado pela UFJF em 1977, o dialeto local é o mineiro.[19][20]


Filhos ilustres

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Ver também

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Referências

  1. 1 2 3 «Conselheiro Lafaiete». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 30 de agosto de 2023
  2. «Representantes». PRD. Consultado em 29 de setembro de 2022
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. Cópia arquivada em 19 de outubro de 2019
  4. Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. «Busca Faixa CEP». Consultado em 1 de fevereiro de 2019
  5. «Ranking IDH-M 2010» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 3 de agosto de 2013. Cópia arquivada (PDF) em 1 de agosto de 2013
  6. 1 2 «PIB por Município». Produto Interno Bruto dos Municípios - 2021[ligação inativa]
  7. «Vereadores de Conselheiro Lafaiete». Consultado em 23 de fevereiro de 2009
  8. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 «História da Cidade». Câmara Municipal de Conselheiro Lafaiete. Consultado em 25 de abril de 2026
  9. «Conselheiro Lafaiete». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1967. Consultado em 14 de outubro de 2013
  10. 1 2 3 4 5 Enciclopédia dos Municípios Brasileiros (PDF). Rio de Janeiro: IBGE. 1958. pp. 500–504. Cópia arquivada (PDF) em 2 de julho de 2025
  11. 1 2 3 4 «Conselheiro Lafaiete (MG) - histórico». IBGE Cidades. Consultado em 25 de abril de 2026. Cópia arquivada em 15 de julho de 2024
  12. Waldemar de Almeida, Barbosa (1995), Dicionário Histórico-Geográfico de Minas Gerais, Itatiaia, p. 96-97
  13. «Divisões Regionais do Brasil | IBGE». www.ibge.gov.br. Consultado em 15 de junho de 2022
  14. «Conselheiro Lafaiete -- Estações Ferroviárias do Estado de Minas Gerais». www.estacoesferroviarias.com.br. Consultado em 1 de agosto de 2020
  15. ascom (22 de junho de 2023). «Ministro de Portos e Aeroportos visita aeroporto de Conselheiro Lafaiete». Prefeitura Municipal de Conselheiro Lafaiete. Consultado em 30 de agosto de 2023
  16. «Conselheiro Lafaiete - MG». Infosanbas. Consultado em 12 de outubro de 2023
  17. «Listagem dos Circuitos Turísticos» (PDF). Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais. p. 14. Consultado em 31 de março de 2013. Arquivado do original (PDF) em 12 de maio de 2013
  18. Physis. «Conselheiro Lafaiete». Estrada Real. Consultado em 30 de agosto de 2023
  19. «Esboço de um Atlas Linguístico de Minas Gerais (EALMG) - Projeto Atlas Linguístico do Brasil». alib.ufba.br. Consultado em 15 de junho de 2022. Cópia arquivada em 21 de junho de 2025
  20. «Pseudolinguista: Mapa dos sotaques em Minas Gerais». Pseudolinguista. Consultado em 15 de junho de 2022

Ligações externas

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