Bartolomeu Bueno da Silva

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Bartolomeu
Bartolomeu Bueno da Silva1.jpg
Estátua do Anhanguera na Avenida Paulista, em São Paulo, no Brasil
Nome completo Bartolomeu Bueno da Silva
Outros nomes Anhanguera, Diabo Velho
Nascimento 1672
Cidade do Natal, na Capitania de Rio Grande
Morte 1740 (68 anos)
Vila Boa de Goiás, na Capitania de São Paulo
Nacionalidade Portuguesa
Ocupação Bandeirante
Religião Católica

Bartolomeu Bueno da Silva, mais conhecido como Anhanguera (Cidade do Natal, 1672  — Vila Boa de Goiás, 19 de setembro de 1740), foi um bandeirante do Brasil colonial, colonizador do Brasil central (Goiás).[1]

Bartolomeu Bueno da Silva[editar | editar código-fonte]

A história do Brasil conhece dois bandeirantes com o nome de Bartolomeu Bueno da Silva: pai e filho. Bartolomeu Bueno da Silva (pai), o primeiro Anhangüera, que significa "diabo velho", nascido e morto em datas incertas, faz parte daqueles primeiros bandeirantes que, movidos pelas dificuldades econômicas, pelo tino sertanista e pelo espírito de aventura, partiram de São Paulo - aproveitando-se, inclusive, da localização geográfica da vila, que se assentava num centro de circulação fluvial e terrestre - para desbravar o interior do Brasil.

Bartolomeu Bueno da Silva (filho), conhecido como segundo Anhanguera, nasceu em Natal, em 1672 na Capitania de Rio Grande. Descobriu que os indígenas estavam cheios de ouro e não sabiam do valor daquele metal tão precioso. Não apenas escravizou os índios, como também levou o ouro deles embora, através de um truque: pegando uma pequena vasilha, enchendo-a de aguardente (cachaça, pinga,) tocou fogo na pinga e ameaçou tacar fogo no rio, os índios ficaram co medo de perder o tão querido rio, então anunciaram o local do ouro. Recebeu assim o titulo de ''Anhanguera'' (diabo velho).

Outros autores, sugerem que o termo "Anhanguera" é proveniente da tribo dos anhanguera, índios de Tocantins que teriam sido escravizados por Bartolomeu Bueno.[2] Com 12 anos, passou a acompanhar o pai nas expedições ao território goiano, mas, com a descoberta de ouro em Minas Gerais, estabeleceu-se em Sabará e, mais tarde, em São João do Pará e Pitangui, onde foi nomeado assistente do distrito.

Voltou a Natal para organizar uma bandeira para retornar a Goiás. Partiu de São Paulo em 1722 e, durante quase três anos, explorou os sertões goianos em busca da lendária serra dos Martírios. Finalmente, encontrou ouro no rio Vermelho.

Foi nomeado capitão-mor das minas por dom João V em 1726; fundou o arraial de Santana, depois Vila Boa de Goiás, em 1739, atualmente cidade de Goiás, mais conhecida como Goiás Velho. Foi acusado de sonegação de impostos em 1733; começou a perder prestígio junto à coroa e sua autoridade foi progressivamente sendo limitada pelos delegados do rei. A persistência das lutas internas e as suspeitas de contrabando levaram ao estabelecimento de uma ouvidoria e à criação da capitania de Goiás. Morreu em 1740, pobre e destituído de poder na Vila Boa de Goiás.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Além de várias praças, ruas e avenidas em cidades do interior de Goiás e Tocantins.

Referências

  1. http://educacao.uol.com.br/biografias/bartolomeu-bueno-da-silva-pai-e-filho.jhtm
  2. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 68.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Bartolomeu Bueno da Silva