Bartolomeu Bueno da Silva

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Bartolomeu
Bartolomeu Bueno da Silva1.jpg
Estátua do Anhanguera na Avenida Paulista, em São Paulo, no Brasil
Nome completo Bartolomeu Bueno da Silva
Outros nomes Anhanguera, Diabo Velho
Nascimento 1672
Santana de Parnaíba
Morte 1740 (68 anos)
Vila Boa de Goiás
Nacionalidade Portuguesa
Ocupação Bandeirante
Religião Católica

A história do Brasil conhece dois bandeirantes com o nome de Bartolomeu Bueno da Silva: pai e filho.

Bartolomeu Bueno da Silva (pai), o primeiro Anhanguera (termo tupi que significa "diabo velho", nascido e morto em data desconhecida)[1] foi um explorador sertanista brasileiro.

Anhanguera faz parte dos primeiros bandeirantes que, movidos pelas dificuldades econômicas, pelo tino sertanista e pelo espírito de aventura, partiram de São Paulo para desbravar o interior do Brasil. A localização geográfica de São Paulo, que se assentava num centro de circulação fluvial e terrestre, favoreceu a partida de bandeiras para o interior do Brasil. Descobriu que os indígenas estavam cheios de ouro e não sabiam do valor daquele metal tão precioso. Não apenas escravizou os índios, como também levou o ouro deles embora, através de um truque: pegando uma pequena vasilha, encheu-a de cachaça, colocou fogo e ameaçou colocar fogo no rio. Os índios ficaram com medo e anunciaram o local do ouro. Recebeu, assim, o título de Anhanguera, segundo a lenda. Outros autores, no entanto, sugerem que o termo "Anhanguera" é proveniente da tribo dos Inhanguera, índios de Tocantins que teriam sido escravizados por Bartolomeu Bueno.[2]

Bartolomeu Bueno da Silva (filho), conhecido como segundo Anhanguera (Santana de Parnaíba, 1672 - 1740) foi um explorador e sertanista bandeirante.[3] Com 12 anos, passou a acompanhar o pai nas expedições ao território goiano, mas, com a descoberta de ouro em Minas Gerais, estabeleceu-se em Sabará e, mais tarde, em São João do Pará e Pitangui, onde foi nomeado assistente do distrito.

Voltou a Santana de Parnaíba para organizar uma bandeira para retornar a Goiás. Partiu de São Paulo em 1722 e, durante quase três anos, explorou os sertões goianos em busca da lendária serra dos Martírios. Finalmente, encontrou ouro no rio Vermelho.

Foi nomeado capitão-mor das minas por dom João V em 1726; fundou o arraial de Santana, depois Vila Boa de Goiás, em 1739, atualmente cidade de Goiás, mais conhecida como Goiás Velho. Foi acusado de sonegação de impostos em 1733; começou a perder prestígio junto à coroa e sua autoridade foi progressivamente sendo limitada pelos delegados do rei. A persistência das lutas internas e as suspeitas de contrabando levaram ao estabelecimento de uma ouvidoria e à criação da capitania de Goiás. Morreu em 1740, pobre e destituído de poder, na Vila Boa de Goiás.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Além de várias praças, ruas e avenidas em cidades do interior de Goiás e Tocantins.

Referências

  1. http://www.sohistoria.com.br/biografias/bartolomeu/ Página acessada em 19 de janeiro de 2016.
  2. BUENO, E. Brasil: uma história. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 68.
  3. Só história. Disponível em http://www.sohistoria.com.br/biografias/bartolomeu/. Acesso em 27 de setembro de 2015
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