Parque Trianon

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Parque Trianon
Parque Trianon, prédio do MASP e Túnel Daher Cutait
Localização Avenida Paulista altura do número 1.500, São Paulo, Brasil
Tipo Público
Área 48.600 m²
Inauguração 3 de abril de 1892
Administração Prefeitura de São Paulo

O Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como Parque Trianon ou Parque do Trianon, foi inaugurado no dia 3 de abril de 1892, um ano após a abertura da Avenida Paulista na cidade de São Paulo. Foi projetado pelo paisagista francês Paul Villon e pelo inglês Barry Parker.

O nome Trianon foi dado por conta da existência do Clube Trianon, até metade dos anos 1950, em frente ao parque, onde hoje está situado o Museu de Arte de São Paulo (MASP). O arquiteto Ramos de Azevedo desenvolveu o projeto de (1911-1914), na administração do Barão de Duprat, do chamado Belvedere Trianon, construído em 1916 e demolido em 1957 para dar lugar ao museu.

Em 1924, o parque foi doado à prefeitura, e, em 1931, recebeu sua denominação atual em homenagem a um dos heróis da Revolta Tenentista, Antônio de Siqueira Campos.

História[editar | editar código-fonte]

Trianon e Túnel 9 de Julho (1936-1940)

O parque foi inaugurado em 3 de abril de 1892 e teve seu surgimento entendido no contexto do processo de urbanização da cidade de São Paulo daquela época. No ano anterior ocorrera a inauguração da Avenida Paulista. Naquela época, o ambiente cultural da aristocracia cafeeira era dominado por influências do romantismo europeu do século XIX e, dessa forma, o parque acabou ganhando ares de um jardim inglês, apesar de sua exuberante vegetação tropical, remanescente da Mata Atlântica da região do alto do Caaguaçu, atual espigão da Paulista.

O responsável pelo projeto paisagístico foi o francês Paul Villon, motivo pelo qual o parque às vezes ser citado, nos textos antigos, como Parque Villon. O nome Trianon veio do fato de, naquele tempo, existir no local onde hoje se situa o Museu de Arte de São Paulo em frente ao Parque da Avenida, um restaurante/bar no sub-solo e um mirante no nível da Avenida com o nome Trianon (administrado pelo senhor Vicente Rosati, o mesmo que gerenciava o bar do Theatro Municipal), onde foi construído de (1914-1916) o chamado belvedere da Avenida com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo.

O parque decorado para o Natal de 2009.

Por muitos anos ainda foi conhecido como parque da Avenida e era explorado pela iniciativa privada, juntamente com o clube, servido de palco para muitas festas, bailes e eventos culturais da alta sociedade que passou a morar na região da Paulista.

Na avenida entre ambos ocorria a largada de várias corridas de automóveis e em 1924, ocorreu a primeira Corrida de São Silvestre, largando desse mesmo lugar. Ainda nesse ano foi doado à Prefeitura da cidade e em 1931 o parque recebeu seu nome atual em homenagem ao tenente Antônio de Siqueira Campos, um paulista de Rio Claro, herói do Movimento Tenentista de 1924.

A partir de 1968, na gestão do prefeito Faria Lima, o parque passou por várias mudanças que tiveram a assinatura do paisagista Burle Marx e do arquiteto Clóvis Olga. E em data recente o parque foi tombado pelo CONDEPHAAT e pelo CONPRESP.

O piso das pistas e trilhas o diferencia de outros parques pois é formado por pedras portuguesas. Conta com locais para recreação infantil, aparelhos de ginástica, sanitários públicos e centro administrativo, tornando-se um refúgio de lazer e descanso no meio da agitada Avenida Paulista.

Ainda há outros atrativos como a trilha do Fauno, um caminho com 600 metros que conecta a Avenida Paulista a Alameda Santos, onde é possível encontrar duas estátuas: Fauno, de Vítor Brecheret, e Aretusa, de Francisco Leopoldo e Silva. Próxima a entrada do parque ainda é possível visualizar uma obra em mármore de Luigi Brizzollara a qual representa Bartolomeu Bueno da Silva o Anhanguera.

Aos domingos e feriados, entre 7h e 16h, o parque é um dos pontos do circuito Centro-Paulista da Ciclofaixa de lazer. Por domingo, o parque chega a receber cerca de 8.000 visitantes.

O Parque Trianon fica próximo à estação Trianon-Masp da Linha-2 Verde do Metrô. Disponibilizam-se 5 linhas de ônibus com paradas na frente do parque que pode ser visitado diariamente das 6h às 18h.[1][2]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Dentro de seus 48,6 mil m² de área verde, o Parque encorpora uma vasta vegetação composta por remanescentes da Mata Atlântica, além de espécies exóticas e mudas da vegetação nativa que foram introduzidas no sub-bosque para aumentara flora, que totaliza 135 espécies registradas. Destaque para os exemplares de de araribá-rosa, canela-poca, cedro, jequitibá, pau-ferro, sapopemba, sapucaia, palmeira-de-leque-da-china, seafórtia e tamboril. Das 135 espécies encontradas no parque, 8 estão ameaçadas como a cabreúva, o chichá e o palmito-jussara.

Apesar do parque ser localizado no meio da Avenida Paulista, um ambiente hostil para uma fauna diversificada, quem anda por entre as árvores pode se surpreender. A grande área verde serve de micro-habitat para diversas espécies, sendo um dos poucos lugares da cidade que proporciona uma condição adequada para a reprodução desses animais. Com exceção dos aracnídeos e a rãzinha-piadeira, uma espécie de anfíbio encontrado na Mata Atlântica, a fauna do parque abriga 37 espécies de animais alados catalogados, sendo duas espécies de borboletas, sete de morcegos e 28 de aves, entre elas o piriguari, tico-tico e sabiá-ferreiro.

Imagens[editar | editar código-fonte]

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Placa Trianon.jpg Pq SiqueiraCampos.jpg Trianon3.jpg
Trianon4.jpg Fauno de Vitor Brecheret.jpg Aretuza no Parque Trianon.jpg TrianonSP.jpg

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  1. «Prefeitura de São Paulo». Tenente Siqueira Campos - Trianon. Prefeitura de São Paulo. Consultado em 04/09/2016. 
  2. «SPTuris». Parque Trianon. SPTuris. Consultado em 04/09/2016.