Edifício e Galeria Olido

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Edifício e Galeria Olido
Tipo Institucional, artístico e comercial
Inauguração 1957
Geografia
Localidade São Paulo, SP

O Edifício e Galeria Olido é um espaço de manifestação artística de várias vertentes da arte, como: dança, teatro, cinema e artes visuais. Localizada na Avenida São João, número 473, no centro de São Paulo. O centro de cultura inaugurado em 2004, depois da restauração do antigo Cine Olido, luxuoso cinema paulistano que fechou no início do século XXI.

História[editar | editar código-fonte]

Programação do centro cultural

Em 1906 o imigrante espanhol Domingos Fernando Alonso desembarcou no Brasil, e nesse país o jovem construiu um império, com empreendimentos em muitas áreas, dentre elas o cinema. O empresário tinha mais de uma dezena de salas de cinema, na época da construção do Cine Olido, onde antes existia o Cine Avenida. Depois da demolição do antigo cinema, foi construído um prédio, com o mesmo nome do dono, Domingos Fernando Alonso. No piso térreo do edifício, a Galeria e o Cine Olido foram construídos, sendo este o primeiro cinema localizado dentro de uma galeria. O nome Olido foi escolhido através de uma fusão entre o nome Domingos e o nome da sua esposa, Olivia, daí surgiu o singular nome Olido.[1]

Escadaria de acesso ao Cine Olido

Antigo Cine Olido[editar | editar código-fonte]

Cinelândia era como a região do centro de São Paulo era conhecida, por causa das célebres salas de cinema que existiam no local, dentre elas: Broadway, Ritz e Paissandu. Aproveitando a fama local o Cine Olido foi inaugurado na Avenida São João, número 473; no dia 13 de dezembro de 1957. O filme “Tarde demais para esquecer”, com Cary Grant e Débora Kerr, foi a primeira exibição do cinema, a inauguração também contou com uma orquestra sinfônica que apresentou a música principal do longa.[1]

O Cine Olido estreou com inúmeras novidades, em comparação à concorrência. Além de ter sido o primeiro cinema de São Paulo instalado dentro de uma galeria comercial, o que o transformou em um antecessor do conceito que se tornaria forte em todo o Brasil, cinemas em shoppings centers. O pioneirismo também ficou por conta da venda dos ingressos antecipados, com o intuito de evitar filas; e as 800 poltronas numeradas, que proporcionavam a possibilidade dos telespectadores escolherem os seus lugares.

O espaço do cinema era muito sofisticado, com um grande salão de entrada revestido de mármore, espelhos de cristal e uma orquestra com piano que se apresentava antes das exibições.[1]

Na década de 80, as grandes instituições financeiras mudaram para outras áreas da Cidade de São Paulo e começou a surgir os shoppings center com amplos estacionamentos, pois o automóvel era cada vez mais utilizado pela população. Devido a essa junção de fatores o centro da cidade entrou em declínio, e as salas de cinema, que outrora foram um local da elite, passaram a ser esquecidas pelo público. A empresa que administrava o Cine Olido nessa época de transformação econômica, dividiu a sala que antes tinha 800 lugares, em três salas menores. Mas, o espaço continuou definhando até fechar, em 1996 foi a última exibição cinematográfica do local, o filme Planeta dos Macacos tinha apenas seis telespectadores.[1]

A obra[editar | editar código-fonte]

A Galeria Olido voltou a ser um pólo de cultura, após uma obra de revitalização realizada pelo Governo da Marta Suplicy. O projeto arquitetônico de Silvya Moreira transformou os 9 mil metros quadrados, a obra teve iniciou em setembro de 2003 e foi concluída em setembro de 2004.[1]

O que antes eram três salas cinematográficas, como o cine 1,2,3, resultado da divisão feita na década de 80. Após a reforma passou a ser a Sala Olido, o Cine Olido e a Sala Paissandu. O prédio com 23 andares também foi revitalizado e passou a integrar três secretarias de cultura no local.[1]

Além da obra da Galeria Olido, o espaço teve a sua importância cultural legitimada quando passou por um processo de tombamento do patrimônio histórico da Cidade de São Paulo, na Resolução de Tombamento no 37/92 e no Processo 16-042.110-91*60.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

Sala Olido[editar | editar código-fonte]

A Sala Olido tem 293 lugares e é um espaço multiuso, conta com um palco de 231 metros quadrados.[1]

Cine Olido[editar | editar código-fonte]

O espaço possui piso emborrachado e isolamento acústico, para que todas as salas possam receber atividades culturais ao mesmo tempo. Os ingressos são vendidos a preços populares ou, ocasionalmente, gratuitos. Além disso, a platéia de 236 lugares do Cine Olido só assiste filmes nacionais, pois o espaço tem o intuito de prestigiar a produção artística brasileira.[1]

Centro de Dança Umberto da Silva[editar | editar código-fonte]

É um complexo de salas destinadas à dança[1]

Sala Paissandu[editar | editar código-fonte]

Exclusivamente destinada a apresentações de dança, localizada no segundo andar da Galeria Olido, possui 139 lugares e um palco com 121 metros quadrados. O conjunto também abrange quatro salas de ensaio, sendo duas delas com um palco do mesmo tamanho da Sala Paissandu, o que facilita os ensaios.[1]

Vitrine da dança[editar | editar código-fonte]

Salão da Vitrine da Dança

O espaço é todo envidraçado, o que permite que as pessoas que passam pela a rua possam visualizar as aulas de dança que estão sendo realizadas no local. A dança de salão é o ritmo que embala os alunos.[1]

Sala Mário Pedrosa[editar | editar código-fonte]

Destinada a exposições de artes visuais, recebendo amostras de diversos formatos como: fotografia, pintura, vídeo dentre outros. O nome é uma homenagem ao jornalista e crítico de arte Mário Pedrosa.[1]

Espaço Piolin[editar | editar código-fonte]

Mais uma homenagem, o palhaço Abelardo Pinto teve uma tenda de circo no Largo do Paissandu durante 30 anos e se tornou um expoente no âmbito da cultura do circo. O espaço é dividido em dois e recebe atividades como pesquisa, exposições e acervo da temática circense.[1]

Central de informação turística[editar | editar código-fonte]

Localizada na entrada da Galeria Olido, o posto traz informações dos roteiros culturais da Cidade de São Paulo.[2]

Fab Lab Olido[editar | editar código-fonte]

Localizado no térreo da galeria, o espaço é uma das unidades do Fab Lab Livre SP, uma rede de laboratórios públicos - espaços de criatividade, aprendizado e inovação acessíveis a todos interessados em desenvolver e construir projetos. Através de processos colaborativos de criação, compartilhamento do conhecimento, e do uso de ferramentas de fabricação digital, o Fab Lab Livre SP traz à população de São Paulo a possibilidade de aprender, projetar e  produzir diversos tipos de objetos, e em diferentes escalas.[3]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m Olido, Galeria (2004). Galeria Olido. São Paulo: Prefeitura Municipal de São Paulo 
  2. «Galeria Olido - Portal da Prefeitura da Cidade de São Paulo». www.prefeitura.sp.gov.br. Consultado em 23 de novembro de 2016 
  3. «O que é? | Fab Lab Livre SP». www.fablablivresp.art.br. Consultado em 20 de outubro de 2017