Shopping Pátio Higienópolis

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Shopping Pátio Higienópolis
Localização Avenida Higienópolis, 618 e
Rua Doutor Veiga Filho, 133 Higienópolis, São Paulo, SP
Inauguração 18 de outubro de 1999
Números
Lojas 305
Andares 6
Salas de
cinema
6 salas Cinemark
Movimento 50 mil pessoas por dia
Página oficial www.patiohigienopolis.com.br

O Shopping Pátio Higienópolis é um centro comercial brasileiro inaugurado em 1999, pelo Grupo Malzoni, na região central da cidade de São Paulo, no bairro Higienópolis. Hoje (2020),o shopping faz parte da Iguatemi Empresa de Shopping Centers , e foi concebido para adequar-se ao estilo arquitetônico do entorno, destacado por casarões do início do século XX e edifícios modernistas. Sua área interna recebe luz natural e conta com um vão central — visível pelos seus cinco pisos — de 250 metros quadrados, que recebe atividades culturais. Em 2019, o empreendimento realizou a exposição interativa em homenagem ao pintor holandês Vincent van Gogh ("Paisagens de van Gogh"), e obteve recorde de público estimado em 23 mil visitantes.  

História[editar | editar código-fonte]

O Shopping Pátio Higienópolis abrange lojas de moda, arte, cultura, entretenimento, serviços e gastronomia. O empreendimento conta também com uma alameda (Boulevard, com acesso pela Rua Albuquerque Lins),com vegetação natural a céu aberto, com restaurantes e cafés. O empreendimento possui três entradas, sendo a principal pela Avenida Higienópolis. A praça de alimentação, localizada no último piso, possui uma ampla cúpula de vidro e ferro com 21 metros de diâmetro, que fornece uma iluminação natural ao espaço. Em julho de 2020, foi inaugurado o Terraço do Pátio, varanda a céu aberto, com mesas e cadeiras, e ombrelones, para maior conforto de seus visitantes. O seu acesso é pela Praça de Alimentação. A temperatura do ambiente mantem-se agradável, devido ao teto de vidro térmico e absorvente de luz, estruturado em ferro. Também nesse piso, encontra-se o Teatro Folha, inaugurado em 2001, e seis salas de cinema da rede Cinemark.[1]

Em 2005, o shopping adquiriu, do Governo do Estado de São Paulo, o imóvel conhecido como Casarão de Nhonhô Magalhães, responsabilizando-se pelo seu restauro. Em conformidade com o edital de licitação de compra e venda, o subsolo do imóvel foi cedido para atividades culturais da então Secretaria do Estado da Cultura pelo período de 20 anos. As obras iniciaram-se quatro anos depois, em 2009, e foram concluídas em 25 de janeiro de 2020, aniversário da cidade. Em junho de 2019, a Prefeitura de São Paulo ameaçou multar o shopping por destruir parte do patrimônio durante as obras, contrário ao acordo de preservar a estrutura e o tombamento. A Secretaria da Cultura, após a inauguração, cedeu o espaço para sediar seu Paço das Artes, e o local foi renomeado para Casa Higienópolis.[2]

O empreendimento chegou a sofrer vários processos pelo fato de ter funcionado por mais de 10 anos de forma irregular. Em setembro de 2010, o Ministério Público de São Paulo publicou uma liminar determinando que a ampliação do empreendimento não fosse liberada. Mesmo assim, a organização espacial original foi radicalmente alterada em novembro, com a inauguração de uma grande ala, que fez o shopping passar a contar com 109 253,95 metros quadrados e 34 992 metros quadrados de área bruta locável. Segundo amplamente noticiado na imprensa, esta área foi construída à revelia da legislação e em desrespeito a diversas normas municipais, o que colocou o shopping em uma situação legal particularmente delicada. Em dezembro, o Ministério Público pediu à prefeitura a interdição do estabelecimento, que funcionava sem licença e sem o atendimento às diretrizes para minimizar o impacto no sistema viário da cidade. Outros problemas graves incluíam irregularidades nas garagens, além do corte irregular de árvores durante as obras de ampliação.[3][4][5]

Em junho de 2012, uma ex-diretora da empresa que administrava o empreendimento admitiu que, para conseguir a liberação das obras irregulares, o shopping subornou funcionários da prefeitura, além de um vereador, aos quais pagou propinas entre os anos de 2008 e 2010.[6] No mesmo mês, o Ministério Público de São Paulo deu início à investigação da construção de um andar inteiro sem nenhuma documentação ou autorização legal. Tratava-se de uma área de 2 mil metros quadrados que nas plantas oficiais aparecia como sendo um terraço, mas onde foram construídos, irregularmente, lojas e corredores.[7] A inauguração desse andar ocorreu oito anos depois, em julho de 2020, quando passou a funcionar como espaço ao ar livre para descanso.[8]

Referências

  1. http://patiohigienopolis.com.br/lojas/hotsite/359-teatro-folha
  2. «Prefeitura de SP apura falha em restauro de palacete Nhonhô Magalhães». Gazeta do Povo. 28 de junho de 2019. Consultado em 25 de julho de 2020 
  3. Granjeia, Julianna (14 de setembro de 2010). «Juiz cita "lei de Gerson" e exige que shopping Higienópolis regularize documentação». Folha de S.Paulo. Consultado em 25 de julho de 2020 
  4. Bergamo, Mônica (28 de dezembro de 2010). «Promotoria quer interdição de ala do shopping Pátio Higienópolis». Folha de S.Paulo. Consultado em 25 de julho de 2020 
  5. Rodrigues, Artur; Ribeiro, Bruno; Godoy, Marcelo (14 de junho de 2012). «Prefeitura ameaça fechar Higienópolis». Estadão. Consultado em 25 de julho de 2020 
  6. «Ex-diretora diz que multinacional pagou para liberar shoppings». Folha de S.Paulo. 14 de junho de 2012. Consultado em 25 de julho de 2020 
  7. Spinelli, Evandro; Pagnan, Rogério (23 de junho de 2012). «Promotor apura 'andar secreto' no Pátio Higienópolis». Folha de S.Paulo. Consultado em 25 de julho de 2020 
  8. «Shopping Pátio Higienópolis inaugura espaço ao ar livre para visitantes curtirem momento 'relax'». UOL. 10 de julho de 2020. Consultado em 25 de julho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]