Shopping Pátio Higienópolis

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Shopping Pátio Higienópolis
Localização Avenida Higienópolis, 618 e
Rua Doutor Veiga Filho, 133 Higienópolis, São Paulo, SP
Inauguração 18 de outubro de 1999
Números
Lojas 305
Andares 6
Salas de
cinema
6 salas Cinemark
Movimento 28 mil pessoas por dia
Página oficial www.patiohigienopolis.com.br

O Shopping Pátio Higienópolis é um empreendimento comercial inaugurado em 1999, na cidade de São Paulo.

Ele está localizado em uma das áreas mais privilegiadas de São Paulo, o bairro de Higienópolis. É um shopping direcionado a consumidores de classe alta-muito alta. O edifício é um grande maciço que se destaca na paisagem devido ao tamanho, constituindo-se num elemento estranho à volumetria do entorno.

História[editar | editar código-fonte]

Desde a sua concepção, o projeto segue um padrão de arquitetura passadista, com traços neoclássicos, que estava em voga nos anos 90 mas foi rapidamente superado. Embora desde a década de 1940 o bairro de Higienópolis tenha passado a abrigar alguns dos mais significativos exemplares de arquitetura moderna de São Paulo, o shopping foi construído em desacordo com essa identidade arquitetônica.

Com 9 pisos, sendo 6 deles com lojas, ele é um centro de compras verticalizado. A praça de alimentação, localizada no último piso, possui uma ampla cúpula de vidro e ferro com 21 metro de diâmetro, que fornece uma iluminação natural. A temperatura do ambiente é conservada graças a teto de vidro térmico e absorvente de luz, estruturado em ferro.[1] Também nesse piso, encontram-se o Teatro Folha, uma sala do circuito comercial convencional da capital paulista, e seis salas de cinema do grupo Cinemark, com programação comercial.[2]

A organização espacial original foi radicalmente alterada em 2010, com a inauguração de uma grande ala que foi apelidada pelos frequentadores de "puxadão".[3] Segundo amplamente noticiado na imprensa, esta área foi construída à revelia da legislação e em desrespeito a diversas normas municipais, o que colocou o Shopping em uma situação legal particularmente delicada.[4][5]

Ainda durante a sua construção na década de 1990, o shopping enfrentou forte resistência da população do bairro. As principais preocupações expressas pelos moradores eram com a sobrecarga do sistema viário, e também com a descaracterização arquitetônica da região devido à demolição de casas antigas, prejudicando a qualidade urbanística da região. Embora hoje ele seja relativamente bem aceito por frequentadores e moradores mais complacentes, os problemas estão longe de serem resolvidos, sobretudo depois da ampliação de 2010. A área em que ele se encontra, por ser densamente ocupada e contar com grande número de colégios, faculdades, edifícios residenciais e de escritórios, é uma das mais congestionadas da capital paulista.[carece de fontes?]

O shopping é acusado de "vandalismo" por renomados arquitetos, juízes e especialistas em patrimônio histórico, por fazer obras irregulares e crescer à revelia da legislação.[6] O empreendimento chegou a sofrer vários processos pelo fato de ter funcionado por mais de 10 anos de forma irregular. Em setembro de 2010, uma liminar foi obtida pela promotora Mabel Tucunduva, determinando que a ampliação do empreendimento não fosse liberada. Em dezembro de 2010, o Ministério Público pediu à prefeitura a interdição do estabelecimento,[7] que funciona sem licença e sem o atendimento às diretrizes para minimizar o impacto no sistema viário da cidade.[8]

Em junho de 2012, noticiou-se na imprensa que o Ministério Público de São Paulo investigava, inclusive, a construção de um andar inteiro sem nenhuma documentação ou autorização legal. Trata-se de uma área de 2 mil metros quadrados que nas plantas oficiais aparece como sendo um terraço, mas onde foram construídos, irregularmente, lojas e corredores. [5] Outros problemas graves incluem irregularidades nas garagens, além do corte irregular de árvores durante as obras de ampliação.[4]

Em junho de 2012, uma ex-diretora da empresa que administra o empreendimento admitiu que, para conseguir a liberação das obras irregulares, o shopping subornou funcionários da prefeitura, além de um vereador, aos quais pagou propinas entre os anos de 2008 e 2010.[5] Devido às irregularidades, o shopping sofreu risco de interdição por parte da Prefeitura.[4]

O empreendimento também é acusado de desfigurar e relegar ao abandono, deixando que se deteriorem, os imóveis vizinhos de sua propriedade, tombados pelo patrimônio histórico.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.patiohigienopolis.com.br/servicos
  2. http://patiohigienopolis.com.br/lojas/hotsite/359-teatro-folha
  3. [1] - coluna Monica Bergamo. Folha de S.Paulo, 28 de dezembro de 2010.
  4. a b c [2] - Artur Rodrigues, Bruno Ribeiro e Marcelo Godoy, Estadao.com.br, 14 de junho de 2013,
  5. a b c [3] - Caderno Cotidiano, Folha de S.Paulo, 23 de junho de 2012, Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "Folha_de_S.Paulo" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  6. a b [4] - Fabio Pagotto, Diário de S.Paulo, 23 de março de 2011,
  7. [5] - caderno Cotidiano, Folha de S.Paulo, 28 de dezembro de 2010,
  8. [6] - caderno Cotidiano. Folha de S.Paulo, 14 de setembro de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]