Estádio Nicolau Alayon

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Nicolau Alayon
(Comendador Souza)
Estádio Nicolau Alayon
Tribunas do estádio
Nomes
Nome Estádio Nicolau Alayon
Apelido Comendador Sousa
Características
Local Rua Comendador Souza, 348[1]
São Paulo, SP, Brasil
Gramado Grama natural (105 x 68 m)
Capacidade 10 723 pessoas[2]
Construção
Data 1937 a 1938
Inauguração
Data 15 de maio de 1938
Partida inaugural SPR 1×2 Corinthians
Primeiro gol Carlos Leite (SPR)
Recordes
Público recorde 22 000 pessoas[1]
Data recorde 21 de fevereiro de 1970[1]
Partida com mais público Nacional 1×0 São Paulo
Outras informações
Remodelado Várias vezes
Proprietário Nacional AC
Administrador Nacional AC
Mandante Nacional AC

O Estádio Nicolau Alayon, também conhecido como Comendador Souza[1], por causa de seu endereço, fica dentro da sede do Nacional Atlético Clube, no distrito da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, onde o clube manda seus jogos. O acesso principal é pela Avenida Marquês de São Vicente, e a entrada alternativa para o estádio, pela Rua Comendador Sousa, que tem permanecido fechada na maior parte do tempo.

Foi um dos locais de disputa do torneio de futebol dos Jogos Pan-Americanos de 1963. É um dos dois únicos no Brasil e o único de São Paulo a homenagear um estrangeiro:[1] Alayon, uruguaio de Montevidéu, foi um dos mais entusiastas dirigentes do time da Água Branca. O estádio é um dos mais tradicionais da cidade de São Paulo, sendo construído pouco antes da segunda guerra, passando por reformas posteriormente. Hoje, além de jogos do time do Nacional, o estádio é importante palco para jogos das divisões inferiores do futebol paulista. Dentre essas principais atribuições, estão:

Anualmente
Sedes históricas

Tragédia em 1992[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente uma das sedes da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o estádio foi palco de uma tragédia, em 23 de janeiro de 1992, durante partida entre São Paulo e Corinthians, válida pelas semifinais da edição daquele ano. Como o Estádio do Pacaembu estava indisponível, devido ao material usado em um show, no fim de semana anterior, o clássico estava marcado para a Rua Javari, mas optou-se por transferi-lo para o Nicolau Alayon, para permitir uma presença maior de público.[3] O "clima de guerra" entre as torcidas não ficou limitado a xingamentos e provocações: com bombas e rojões proibidos dentro do estádio, torcedores infiltravam-se por trás das arquibancadas, para jogar bombas sobre os adversários, por cima do muro.[3] Uma delas, provavelmente atirada por torcedores do São Paulo, atingiu Rodrigo de Gásperi, um torcedor corintiano de treze anos. Houve pânico entre boa parte dos doze mil torcedores, e o jogo ficou interrompido por 25 minutos, mas acabaria retomado até o fim da prorrogação.[3] "Este estádio é uma gaiola", protestou o técnico são-paulino, Oscar. "Daqui a pouco, a torcida invade o campo."[3] Rodrigo morreria quatro dias depois, no hospital, vítima de lesões cerebrais.[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e Marcelo Duarte (supervisão editorial) (2001). Enciclopédia Lance! do Futebol Brasileiro. [S.l.]: Areté Editorial. 458 páginas 
  2. http://laudosestadios.fpf.org.br/Laudo%20Engenharia-Nacional-Est.Nicolau%20Alayon-22-01-17.pdf
  3. a b c d Paulo Guilherme (24 de janeiro de 1992). «Inferno nas semifinais da Taça». Jornal da Tarde. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 23 páginas. ISSN 1516-294X 
  4. Vinícius Segalla (28 de março de 2012). «Morte de corintiano há 20 anos segue sem culpado e com família à espera de indenização». Bol Notícias. Consultado em 8 de julho de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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